protocolos exames laboratoriais
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protocolos exames laboratoriais


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2006, 68p. 
MANDELL GL, Bennett JE, Dolin R, editors. Principles and Practice of Infectious Diseases. 
6ª ed. Orlando: Churchill Livingstone; 2006. 
HENRY JB,Clinical Diagnosis and Management by laboratory methods 21th edition, 2007. 
GUIA DE VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA / Fundação Nacional de Saúde. 5. ed. Brasília : 
FUNASA, 2002. 
MANUAL DE CONTROLE DAS DST. Ministério da Saúde. 
http://www.aids.gov.br/assistencia/manualcontroledst.pdf 
SOCIEDADE BRASILEIRA DE HEPATOLOGIA. Consenso Sobre Condutas Nas Hepatites 
Virais B e C \u2013 2005. 
http://www.cdc.gov/hepatitis/ 
Zhang, DJ, Elswick RK, Miller WG, Bailey, JL. Effect of serum-clot contact time on clinical 
chemistry laboratory results. Clinical Chemistry 1998, 44(6):1325\u20131333. 
 
 
 
 
 
HBeAg 
 
1. NOME DO EXAME 
 
\ufffd HBeAg (sangue) 
 
1.1 Sinonímia 
 
\ufffd Antígeno E do HBV 
 
2. INDICAÇÃO CLÍNICA 
 
Caracterização da hepatite B crônica. 
 
3. PREPARO DO PACIENTE 
 
\ufffd Jejum de 8 horas \u2013 recomendável 
 
4. AMOSTRA 
 
\ufffd Soro 
\ufffd Em algumas metodologias, plasma de EDTA pode ser empregado (verificar antes 
com o laboratório executor) 
 
 
5. CUIDADOS PARA COLETA 
 
\ufffd Nenhum cuidado especial. 
\ufffd Ver Anexo I \u2013 Orientações para coleta de sangue venoso. 
 
6. ORIENTAÇÃO PARA TRANSPORTE E ARMAZENAMENTO 
 
\ufffd Recomenda-se separar o soro ou plasma até 3 horas após a coleta. Caso isso não 
seja possível, manter a amostra de sangue entre 20 \u2013 25 °C por até 24 horas, em 
recipiente fechado. 
\ufffd Após a obtenção do soro ou plasma, caso o exame não possa ser prontamente 
realizado, recomenda-se manter a amostra refrigerada entre 4 \u2013 8° C por até 7 dias, 
em recipiente fechado. 
\ufffd 
7. MÉTODOS MAIS UTILIZADOS NO LABORATÓRIO CLÍNICO 
 
\ufffd Quimioluminescência 
\ufffd Ensaio imunoenzimático 
 
 
8. INTERPRETAÇÃO 
8.1 Valores de referência 
 
 
 
\ufffd Negativo 
 
8.2 Valores críticos 
 
\ufffd Não se aplica 
 
8.3 Principais influências pré-analíticas e fatores interferentes 
 
\ufffd Hemolise 
\ufffd Lipemia 
\ufffd Pacientes heparinizados. 
Essas situações podem levar a resultados errôneos 
8.4 Exames relacionados 
 
\ufffd Anti-HBe 
\ufffd HBsAg 
\ufffd Anti-HBs 
\ufffd ALT, AST (aminotransferases) 
\ufffd Bilirrubinas 
 
 
9. COMENTÁRIOS DO MÉDICO PATOLOGISTA CLÍNICO 
 
\ufffd HBeAg é o marcador sorológico da replicação viral, correlacionando-se bem com a 
viremia. 
 
\ufffd Na infecção aguda autolimitada, surge em média uma semana após HBsAg e 
desaparece após duas a seis semanas, quando seu anticorpo, o anti-HBe, torna-se 
detectável. 
 
\ufffd A sua persistência, após 10 semanas, sugere evolução para a forma crônica. 
 
\ufffd Pacientes sem atividade viral permanecerão como portadores assintomáticos do 
vírus (HBeAg- e anti-HBe+) enquanto aqueles com multiplicação viral persistente 
desenvolverão hepatite crônica (HBeAg+ e anti-HBe-). 
 
\ufffd Alguns casos de hepatite crônica são HBeAg- e estão geralmente relacionados à 
infecção por uma variante do HBV (mutante pre-core) com ausência ou redução de 
HBeAg no soro, mas com HBV-DNA acima de 104 cópias/mL (>10.000 cópias) e 
aminotransferases persistente ou intermitentemente elevadas. É válido notar que este 
perfil sorológico pode ser ocasionalmente confundido com o perfil do portador inativo. 
 
O SISTEMA \u201cE\u201d (HBeAg E ANTI-HBe) NÃO É UTILIZADO ROTINEIRAMENTE NA 
AVALIAÇÃO DE HEPATITE B AGUDA. SEU MAIOR VALOR ESTÁ NA 
CARACTERIZAÇÃO DA HEPATITE CRÔNICA. 
 
A PESQUISA DO HBeAg SÓ SE JUSTIFICA SE O HBsAg FOR POSITIVO. 
 
\ufffd Reações falso-positivas foram descritas em infecções virais (HAV, HTLV, HIV), 
mieloma múltiplo. 
 
 
 
\ufffd Reações falso-negativas ocorrem quando HBeAg encontra-se em níveis inferiores à 
sensibilidade do método utilizado, especialmente nos estágios muito iniciais da 
infecção, eventualmente nas infecções crônicas (infecção pela variante pré-core). 
 
 
10. REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
MINAS GERAIS. Secretaria de Estado de Saúde. Atenção a saúde do adulto: HIV/AIDS. 
Belo Horizonte: SAS/MG, 2006, 68p. 
MANDELL GL, Bennett JE, Dolin R, editors. Principles and Practice of Infectious Diseases. 
6ª ed. Orlando: Churchill Livingstone; 2006. 
HENRY JB,Clinical Diagnosis and Management by laboratory methods 21th edition, 2007. 
GUIA DE VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA / Fundação Nacional de Saúde. 5. ed. Brasília : 
FUNASA, 2002. 
MANUAL DE CONTROLE DAS DST. Ministério da Saúde. 
http://www.aids.gov.br/assistencia/manualcontroledst.pdf 
SOCIEDADE BRASILEIRA DE HEPATOLOGIA. Consenso Sobre Condutas Nas Hepatites 
Virais B e C \u2013 2005. 
http://www.cdc.gov/hepatitis/ 
Zhang, DJ, Elswick RK, Miller WG, Bailey, JL. Effect of serum-clot contact time on clinical 
chemistry laboratory results. Clinical Chemistry 1998, 44(6):1325\u20131333. 
 
 
 
 
 
 
ANTICORPOS ANTI-HBe 
 
1. NOME DO EXAME 
 
\ufffd Anticorpos anti-HBe (sangue) 
 
1.1 Sinonímia 
 
\ufffd Anti-HBe 
\ufffd Anticorpo contra antígeno E do HBV 
 
2. INDICAÇÃO CLÍNICA 
 
Caracterização de hepatite B crônica 
 
3. PREPARO DO PACIENTE 
 
\ufffd Jejum de 8 horas \u2013 recomendável 
 
4. AMOSTRA 
 
\ufffd Soro 
\ufffd Em algumas metodologias, plasma de EDTA ou heparina pode ser empregado. 
Certificar antes com o laboratório. 
 
 
5. CUIDADOS PARA COLETA 
 
\ufffd Nenhum cuidado especial. Ver Anexo I \u2013 Orientações para coleta de sangue venoso. 
 
6. ORIENTAÇÃO PARA TRANSPORTE E ARMAZENAMENTO 
 
\ufffd Recomenda-se separar o soro ou plasma até 3 horas após a coleta. Caso isso não 
seja possível, manter a amostra de sangue entre 20 \u2013 25 °C por até 24 horas, em 
recipiente fechado. 
\ufffd Após a obtenção do soro ou plasma, caso o exame não possa ser prontamente 
realizado, recomenda-se manter a amostra refrigerada entre 4 \u2013 8° C por até 7 dias, 
em recipiente fechado. 
 
7. MÉTODOS MAIS UTILIZADOS NO LABORATÓRIO CLÍNICO 
 
\ufffd Quimioluminescência 
\ufffd Ensaio imunoenzimático 
 
8. INTERPRETAÇÃO 
8.1 Valores de referência 
 
\ufffd Negativo 
 
 
 
8.2 Valores críticos 
 
\ufffd Não se aplica 
 
8.3 Principais influências pré-analíticas e fatores interferentes 
 
\ufffd Uso de heparina 
\ufffd Hemólise 
\ufffd Alta concentração de albumina 
 
8.4 Exames relacionados 
 
\ufffd HBeAg 
\ufffd HBsAg 
\ufffd Anti-HBs 
\ufffd Anti-HBc total 
\ufffd ALT, AST (aminotransferases) 
\ufffd Bilirrubinas 
 
9. COMENTÁRIOS DO MÉDICO PATOLOGISTA CLÍNICO 
 
\ufffd É o segundo anticorpo a ser detectável na hepatite aguda e sua presença é 
considerada marcador de boa evolução. 
 
\ufffd Na infecção autolimitada, surge após desaparecimento do HBeAg, associado à queda 
nos níveis de HBsAg. 
 
\ufffd Persiste detectável por anos. 
 
\ufffd Muito utilizado para caracterizar a infecção crônica. Nesses casos, a presença do anti-
HBe é geralmente associada ao estado de portador "inativo" (HBeAg- e anti-HBe+) , 
indicando inatividade do vírus e baixa infecciosidade. 
 
\ufffd Alguns casos de hepatite crônica são HBeAg- e anti-HBe+ e estão relacionados à 
infecção por uma variante do VHB (mutante pre-core). Nesses casos, o HBV-DNA 
está acima de 104 cópias/mL (>10.000 cópias) e as aminotransferases estão 
persistente ou intermitentemente elevadas, diferentemente do portador inativo. 
 
O SISTEMA \u201cE\u201d (HBeAg E ANTI-HBe) NÃO É UTILIZADO ROTINEIRAMENTE NA 
AVALIAÇÃO DE HEPATITE B AGUDA. SEU MAIOR VALOR ESTÁ NA 
CARACTERIZAÇÃO DA HEPATITE CRÔNICA. 
 
\ufffd Resultados falso-positivos podem ocorrer em doenças auto-imunes, infecções virais 
(HCV, HDV, EBV), situações de hipergamaglobulinemia, após vacinação para 
influenza, pacientes em hemodiálise, usuários de drogas ilícitas. 
 
\ufffd Resultados falso-negativos: pode estar indetectável em pacientes com recuperação 
clínica e laboratorial. 
 
10. REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
 
 
MINAS GERAIS. Secretaria de Estado de Saúde. Atenção a saúde