protocolos exames laboratoriais
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protocolos exames laboratoriais


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em Saúde Mental. Belo 
Horizonte, 2006. 
 
 
WARNER A, Privitera M, Bates D. Standards of laboratory practice: antiepileptic drug 
monitoring. Clinical Chemistry 44(5):1085\u20131095, 1998. 
 
 
 
DOSAGEM DE ÁCIDO VALPRÓICO 
 
1. NOME DO EXAME 
 
\ufffd Dosagem de ácido valpróico (sangue) 
 
1.1 Sinonímia 
 
\ufffd Dosagem sérica de ácido valpróico 
\ufffd Dosagem plasmática de ácido valpróico 
 
2. INDICAÇÃO CLÍNICA 
 
\ufffd Controle de tratamento e suspeita de intoxicação 
 
3. PREPARO DO PACIENTE 
 
\ufffd Jejum mínimo de 4 horas \u2013 recomendável. 
\ufffd O paciente deve estar ingerindo a mesma dose da medicação há pelo menos 2 
dias. 
\ufffd O paciente deve manter o horário usual de tomar o medicamento e fazer a coleta 
da amostra logo antes da próxima dose. 
\ufffd Nos casos de suspeita de intoxicação, o exame pode ser colhido em qualquer 
momento. 
 
4. AMOSTRA 
 
\ufffd Soro 
\ufffd Plasma (EDTA) 
 
5. CUIDADOS PARA COLETA 
 
\ufffd Anotar o nome do medicamento, horário da última dose e horário da coleta. 
\ufffd Ver Anexo 1 \u2013 Orientações para Coleta de Sangue Venoso. 
 
6. ORIENTAÇÃO PARA TRANSPORTE E ARMAZENAMENTO 
 
\ufffd Recomenda-se separar o soro ou plasma até 3 horas após a coleta. 
\ufffd Após a obtenção do soro, caso o exame não possa ser realizado em, no máximo, 
8 horas, recomenda-se manter a amostra refrigerada entre 4 \u2013 8° C por até 2 dias, 
em recipiente fechado. 
 
7. MÉTODOS MAIS UTILIZADOS NO LABORATÓRIO CLÍNICO 
 
\ufffd Imunoensaios enzimático 
\ufffd Fluorescência polarizada (FPIA) 
\ufffd Cromatografias líquida de alto desempenho (HPLC) e gasosa-líquida. 
 
 
 
8. INTERPRETAÇÃO 
8.1 Valores de referência 
 
Nível terapêutico: 
\ufffd Adultos: 50 \u2013 120 µg/mL (347 \u2013 833 µmol/L) 
 
8.2 Valores críticos 
 
\ufffd Nível tóxico: > 200 µg/mL (>1390 µmol/L) 
 
Toxicidade pode ser observada com valores séricos \u2265 120 µg/mL (833 µmol/L) 
 
8.3 Principais influências pré-analíticas e fatores interferentes 
 
\ufffd O uso concomitante de dicumarol, salicilatos, eritromicina e fenilbutazona pode 
levar a resultado com valor elevado. 
\ufffd O uso concomitante de fenobarbital, fenitoína, primidona e carbamazepina pode 
levar a resultado com valor diminuído. 
 
8.4 Exames relacionados 
 
\ufffd Hemograma 
\ufffd Dosagem de aspartato aminotransferase 
\ufffd Dosagem de alanino aminotransferase 
\ufffd Dosagem de fosfatase alcalina 
 
9. COMENTÁRIOS DO PATOLOGISTA CLÍNICO 
 
\ufffd Para facilitar a interpretação, é importante conhecer o horário da última dose 
ingerida. 
\ufffd No monitoramento de pacientes em uso crônico do medicamento, as coletas 
devem ser realizadas sempre no mesmo horário. 
\ufffd A dosagem de ácido valpróico deve ser realizada sempre que: houver 
modificações no regime terapêutico; outras drogas que apresente potencial 
interação medicamentosa sejam acrescentadas; o paciente apresentar alguma 
alteração das funções hepática, cardíaca ou gastrintestinal. 
\ufffd A principal causa de resultados com valores baixos é a não aderência do 
paciente ao tratamento. 
 
10. REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
BURTIS CA, Ashwood ER, Bruns DE. Tietz Textbook of Clinical Chemistry and Molecular 
Diagnostics, 4th edition 2006. 
HENRY JB, Clinical Diagnosis and Management by Laboratory Methods. 21th edition, 
2007. 
JACOBS DS, Oxley DK, DeMott WR. Laboratory Test Handbook, Hudson: Lexi-Comp 
Inc., 2001. 
MINAS GERAIS. Secretaria de Estado de Saúde. Atenção em Saúde Mental. Belo 
Horizonte, 2006. 
WARNER A, Privitera M, Bates D. Standards of laboratory practice: antiepileptic drug 
monitoring. Clinical Chemistry 44(5):1085\u20131095, 1998. 
 
 
 
DOSAGEM DE LÍTIO 
1. NOME DO EXAME 
 
\ufffd Dosagem de lítio (sangue) 
 
1.1 Sinonímia 
 
\ufffd Dosagem sérica de lítio 
\ufffd Lítio 
 
2. INDICAÇÃO CLÍNICA 
 
\ufffd Controle de tratamento e suspeita de intoxicação 
 
3. PREPARO DO PACIENTE 
 
\ufffd Jejum mínimo de 4 horas \u2013 recomendável. 
\ufffd O paciente deve estar ingerindo a mesma dose da medicação há pelo menos 5 
dias. 
\ufffd O paciente deve manter o horário usual de tomar o medicamento e fazer a coleta 
da amostra 12 horas após a última dose. 
\ufffd Nos casos de suspeita de intoxicação, o exame pode ser colhido em qualquer 
momento. 
 
4. AMOSTRA 
 
\ufffd Soro 
\ufffd Plasma (EDTA) 
 
5. CUIDADOS PARA COLETA 
 
\ufffd Anotar o nome do medicamento, horário da última dose e horário da coleta. 
\ufffd Ver Anexo 1 \u2013 Orientação para Coleta de Sangue Venoso. 
 
6. ORIENTAÇÃO PARA TRANSPORTE E ARMAZENAMENTO 
 
\ufffd Recomenda-se separar o soro ou plasma até 3 horas após a coleta. Caso isso 
não seja possível manter a amostra de sangue entre 20 \u2013 25 °C por até 24 horas, 
em recipiente fechado. 
\ufffd Após a obtenção do soro ou plasma, caso o exame não possa ser prontamente 
realizado, recomenda-se manter a amostra refrigerada entre 4 \u2013 8° C por até 7 
dias, em recipiente fechado. 
 
7. MÉTODOS MAIS UTILIZADOS NO LABORATÓRIO CLÍNICO 
 
\ufffd Fotometria de chama 
\ufffd Espectrofotometria de absorção atômica 
 
 
\ufffd Eletrodo íon-seletivo 
\ufffd Colorimetria 
 
8. INTERPRETAÇÃO 
8.1 Valores de referência 
 
\ufffd Nível terapêutico: 
\ufffd Adultos: 0,6 \u2013 1,2 mEq/L (0,6 \u2013 1,2 mmol/L) 
 
8.2 Valores críticos 
 
\ufffd Nível tóxico: > 1,5 mEq/L (1,5 mmol/L) 
\ufffd Nível letal: > 4,0 mEq/L (4,0 mmol/L) 
 
8.3 Principais influências pré-analíticas e fatores interferentes 
 
\ufffd O uso concomitante de diuréticos tiazídicos, inibidores da enzima conversora da 
angiotensina e antinflamatórios não esteróides pode levar a resultados com 
valores elevados. 
\ufffd O uso concomitante de acetazolamina, teofilina, cafeína e diuréticos osmóticos 
pode levar a resultados com valores diminuídos. 
\ufffd Amostras colhidas em tubo contendo heparina lítio ou com hemólise pode 
resultar em valores falsamente aumentados. 
 
8.4 Exames relacionados 
 
\ufffd Hemograma 
\ufffd Dosagem de sódio 
\ufffd Dosagem de potássio 
\ufffd Dosagem de magnésio 
\ufffd Dosagem de cálcio 
\ufffd Dosagem de glicose 
\ufffd Dosagem de creatinina 
\ufffd Dosagem de uréia 
\ufffd Dosagem de TSH 
\ufffd Dosagem de T4 livre 
 
9. COMENTÁRIOS DO PATOLOGISTA CLÍNICO 
 
\ufffd A principal causa de resultados com valores baixos é a não aderência do 
paciente ao tratamento. 
\ufffd Para facilitar a interpretação, é importante conhecer o horário da última dose 
ingerida. 
\ufffd No monitoramento de pacientes em uso crônico do medicamento, as coletas 
devem ser realizadas sempre no mesmo horário. 
\ufffd A terapia com lítio pode demandar dosagens diárias do nível sérico até que a 
dose adequada seja alcançada. 
 
10. REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
BURTIS CA, Ashwood ER, Bruns DE. Tietz Textbook of Clinical Chemistry and Molecular 
 
 
Diagnostics, 4th edition 2006. 
HENRY JB, Clinical Diagnosis and Management by Laboratory Methods. 21th edition, 
2007. 
JACOBS DS, Oxley DK, DeMott WR. Laboratory Test Handbook, Hudson: Lexi-Comp 
Inc., 2001. 
MINAS GERAIS. Secretaria de Estado de Saúde. Atenção em Saúde Mental. Belo 
Horizonte, 2006. 
 
 
 
DOSAGEM DE VITAMINA B12 
 
1. NOME DO EXAME 
 
\ufffd Dosagem de vitamina B12 (sangue) 
 
1.1 Sinonímia 
 
\ufffd Dosagem de cianocobalamina 
\ufffd Vitamina B12 
\ufffd B12 
 
2. INDICAÇÃO CLÍNICA 
 
\ufffd A dosagem de ferro está indicada para o diagnóstico da deficiência de vitamina 
B12, bem como na investigação da etiologia de anemias, especialmente na 
presença de macrocitose, com volume corpuscular médio (VCM) > 100 fL. 
 
3. PREPARO DO PACIENTE 
 
\ufffd Jejum mínimo de 4 horas \u2013 obrigatório. 
\ufffd Não ingerir bebidas alcoólicas nas 24 horas que antecedam a coleta do material. 
 
4. AMOSTRA 
 
\ufffd Soro 
 
5. CUIDADOS PARA COLETA 
 
\ufffd Nenhum cuidado especial. 
\ufffd Ver Anexo 1 \u2013 Orientações para Coleta de Sangue Venoso. 
 
6. ORIENTAÇÃO PARA TRANSPORTE E ARMAZENAMENTO 
 
\ufffd Manter a amostra ao abrigo da luz. 
\ufffd Recomenda-se