protocolos exames laboratoriais
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protocolos exames laboratoriais


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MD. Interpretation of Diagnostic tests. 7o Ed. Lippincott Williams and 
Wilkins. 2000. 
Mandell, Bennett e Dolin Principles and Practice of infectious diseases.. 6th Ed. Churchil 
Livingstone, Elsevier. 2005. 
Harrison\u2019s Principles of Internal Medicine. 17º Ed \u2013 Fauci et al. The McGraw-Hill 
Companies, Inc. 2008 
Palo Alto Medical Foundation -Jack S. Remington, M.D., José G. Montoya, M.D. 
http://www.pamf.org/serology/clinicianguide.html#iga - Acesso em 25/08/08. 
Zhang, DJ, Elswick RK, Miller WG, Bailey, JL. Effect of serum-clot contact time on clinical 
chemistry laboratory results. Clinical Chemistry 1998, 44(6):1325\u20131333. 
 
 
 
 
ANTICORPOS ANTI-Toxoplasma gondii \u2013 IgG 
1. NOME DO EXAME 
\ufffd Anticorpos anti-Toxoplasma gondii \u2013 IgG (sangue) 
 
1.1 Sinonímia 
\ufffd Anti-Toxoplasma gondii \u2013 IgG 
\ufffd Sorologia para toxoplasmose 
2. INDICAÇÃO CLÍNICA 
\ufffd Exame aplicado no diagnóstico de infecção pelo Toxoplasma gondii; na triagem de 
pessoas assintomáticas, e como marcador epidemiológico de contato prévio com o 
agente infeccioso da Toxoplasmose. 
 
3. PREPARO DO PACIENTE 
\ufffd Jejum mínimo de 4 horas - recomendável. 
 
4. AMOSTRA 
\ufffd Soro 
 
5.CUIDADOS PARA COLETA 
\ufffd Informar se teve contato com animais domésticos (gato, papagaio) 
\ufffd Informar se já realizou o teste anteriormente 
\ufffd Ver anexo 01-Orientações para coleta de sangue venoso 
 
6. ORIENTAÇÃO PARA TRANSPORTE E ARMAZENAMENTO 
\ufffd Recomenda-se separar o soro até 3 horas após a coleta. Caso isso não seja 
possível, manter a amostra de sangue entre 20 \u2013 25 °C por até 24 horas, em 
recipiente fechado. 
\ufffd Após a obtenção do plasma, caso o exame não possa ser prontamente realizado, 
recomenda-se manter a amostra refrigerada entre 4 \u2013 8° C por até 3 dias, em 
recipiente fechado. 
 
7. MÉTODOS MAIS UTILIZADOS NO LABORATÓRIO CLÍNICO 
\ufffd Ensaios imunoenzimáticos (ELISA, MEIA e ELFA) 
\ufffd Quimioluminescência 
\ufffd Imunofluorescência indireta (IFI) 
\ufffd Hemoaglutinação 
\ufffd Teste de avidez de IgG 
 
Os resultados dos testes enzimáticos são, em geral, similares aos observados na IFI. 
 
8. INTERPRETAÇÃO 
 8.1 Valores de referência 
Observação: 
Os valores de referência podem variar em função do método e dos reagentes utilizados; 
portanto esses valores devem estar claramente citados nos laudos de resultados dos 
exames laboratoriais. 
1-Imunoensaio enzimático de micropartículas (MEIA): 
 
 
< 10.0 UI/mL = negativo 
2-Enzyme Linked Fluorescent Assay(ELFA): 
< 4,0 UI/mL = negativo 
\u2265 4,0 a <8,0 UI/mL = indeterminado 
\u2265 8,0 = reagente (positivo) 
3-Imunofluorescência indireta: 
< 1/16 = negativo 
\u2265 1/32 = reagente (positivo) 
4-Quimioluminescência: 
< 8,0 UI/mL = negativo 
\u22658,0 = reagente (positivo) 
5-Avidez de IgG: 
> 60% = infecção aguda há mais de 4-5 meses 
< 30% = infecção aguda há menos de 3 meses; 
entre 30 e 60% = indeterminado. 
 
8.2 Valores críticos 
Não se aplica 
 
8.3 Principais influências pré-analíticas e fatores interferentes 
\u2022 Hemólise 
\u2022 Lipemia 
\u2022 Amostras com altos títulos de anticorpos heterólogos (resultados indeterminados) 
Obs: Resultados indeterminados nos testes imunoenzimáticos devem ser repetidos em 
aproximadamente 2 semanas para definição do perfil sorológico. 
 
8.4 Exames relacionados. 
Anticorpos anti-T. gondii \u2013 IgM 
 
9. COMENTÁRIOS DO MÉDICO PATOLOGISTA CLÍNICO 
 
\ufffd A sorologia para toxoplasmose é o mais usado para o diagnóstico da doença, mas 
não existe um teste único que confirme ou afaste o diagnóstico de uma infecção 
recente ou tardia. 
\ufffd A IgG anti- T. gondii surge ao final da segunda semana de 
infecção(aproximadamente 7 a 10 dias após o surgimento da IgM); apresenta um 
pico dos títulos entre seis e oito semanas seguido de decréscimo gradual e 
manutenção de níveis séricos baixos e detectáveis por toda a vida. 
\ufffd Principais aplicações do teste: 
1-marcador epidemiológico para infecção pelo T. gondii 
2-confirmação de uma suspeita de infecção aguda pela observação da 
soroconversão de IgG em amostras colhidas com intervalo de 2 a 3 semanas. 
3-indicação formal na rotina laboratorial da gestante 
4-doadores e receptores de transplantes de órgãos 
\ufffd Causas de resultados falsos positivos: anticorpos anti-nucleares. 
\ufffd Causas de resultados falsos negativos: pacientes com a infecção por HIV-1 ou em 
tratamento com imunossupressores 
 
 
\ufffd A pesquisa de IgG não deve ser feita isoladamente. Além da IgM, outros marcadores 
tais como IgA (importante na doença congênita) e IgE podem ser de ajuda na 
definição da infecção. 
\ufffd Diagnóstico de toxoplasmose aguda: 
\ufffd A infecção aguda é indicada pela soroconversão ou pelo aumento de 4 vezes ou 
mais dos títulos iniciais de IgG em amostras colhidas entre 2 a 3 semanas de 
intervalo. 
\ufffd Títulos elevados de IgG não predizem, de forma isolada, infecção recente 
\ufffd A sensibilidade e a especificidade dos testes variam de 95 a 99% e 94 a 100% 
respectivamente 
\ufffd O teste de hemaglutinação indireta é útil para indicar prevalência, mas não 
diferencia entre IgG e IgM.Detecta anticorpos mais tardiamente que os ensaios 
enzimáticos e de imunofluorescência indireta 
\ufffd Os ensaios enzimáticos e de imunofluorescência indireta são capazes de 
detectar a IgG específica entre a primeira e a segunda semana de aquisição da 
infecção. 
\ufffd Títulos elevados tanto de IgG quanto de IgM sugerem infecção aguda nos últimos 
3 meses. Títulos de IgG iguais ou superiores a 1:1024 pela IFI são observados 
na doença aguda pelo T. gondii. 
 
\ufffd Diagnóstico de toxoplasmose congênita: 
\ufffd A infecção aguda pelo T. gondii durante a gravidez é uma ocorrência temerária 
pelo risco de contaminação do feto e de más-formações graves no bebê. 
\ufffd É mandatória a pesquisa de IgG em gestantes, no primeiro e no terceiro 
trimestres, pelo menos, e em associação com a pesquisa de IgM. 
\ufffd Resultados positivos para ambas as imunoglobulinas geram um fator de 
confusão no diagnóstico da infecção aguda durante a gravidez, e na indefinição, 
indica-se o teste de avidez de IgG (as IgGs específicas tornam-se mais ávidas 
pelo antígeno com o passar do tempo, característica que é observada com o 
teste) até a 18ª \u2013 20ª semana na tentativa de se surpreender um perfil de 
infecção aguda ou crônica. 
\ufffd Na avaliação do risco de doença congênita, a positividade para a pesquisa de 
IgG no soro de um recém nascido indica apenas passagem transplacentária de 
IgG materna. O diagnóstico de doença congênita é confirmado pela positividade 
de IgM e/ou da IgA séricas específicas. 
\ufffd A persistência de títulos positivos além de 1 ano de vida é indicativo de infecção 
congênita 
 
\ufffd Diagnóstico em pacientes imunossuprimidos : 
\ufffd É possível a reativação de uma infecção prévia pelo T. gondii, com a elevação 
dos títulos de IgG sem positividade de IgM. 
\ufffd Todos os pacientes infectados pelo vírus HIV-1 e aqueles com sintomas 
relacionados ao sistema nervoso central devem ser testados para anticorpos anti-
T. gondii. 
 
10. REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
Minas Gerais. Secretaria de Estado da Saúde. Assistência Hospitalar ao Neonato. Maria 
Albertina Santiago Rego. Belo Horizonte, 2005. 
Minas Gerais.Secretaria de Estado da Saúde. Atenção à Saúde da Criança. Maria Regina 
Viana et al. Belo Horizonte: SAS/DNAS, 2004. 
MINAS GERAIS. Secretaria de Estado de Saúde. Atenção ao pré-natal, parto e 
puerpério: protocolo Viva Vida. 2 ed. Belo Horizonte: SAS/SES, 2006. 
MINAS GERAIS. Secretaria de Estado de Saúde. Atenção a saúde do adulto: HIV/AIDS. 
Belo Horizonte: SAS/MG, 2006. 
 
 
 
Henry JB, Clinical Diagnosis and Management by Laboratory Methods. 21th edition, 2007. 
Jacques Wallach, MD. Interpretation of Diagnostic tests. 7o Ed. Lippincott Williams and 
Wilkins. 2000. 
 Mandell, Bennett e Dolin Principles and Practice of infectious diseases.. 6th Ed. Churchil