protocolos exames laboratoriais
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protocolos exames laboratoriais


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Livingstone, Elsevier. 2005. 
 Harrison\u2019s Principles of Internal Medicine. 17º Ed \u2013 Fauci et al. The McGraw-Hill 
Companies, Inc. 2008 
 Palo Alto Medical Foundation -Jack S. Remington, M.D., José G. Montoya, M.D. 
http://www.pamf.org/serology/clinicianguide.html#iga - Acesso em 25/08/08. 
Zhang, DJ, Elswick RK, Miller WG, Bailey, JL. Effect of serum-clot contact time on clinical 
chemistry laboratory results. Clinical Chemistry 1998, 44(6):1325\u20131333. 
 
 
 
 
ANTICORPOS ANTI-HCV 
1. NOME DO EXAME 
 
\ufffd Anticorpos anti-HCV (sangue) 
 
1.1 Sinonímia 
 
\ufffd Anti-HCV total 
\ufffd Anticorpos totais contra antígenos do HCV 
 
2. INDICAÇÃO CLÍNICA 
 
\ufffd Triagem e diagnóstico de hepatite C 
 
3. PREPARO DO PACIENTE 
 
\ufffd Jejum mínimo de 8 horas \u2013 recomendável 
 
4. AMOSTRA 
 
\ufffd Soro 
 
5. CUIDADOS PARA COLETA 
 
\ufffd Nenhum cuidado especial. 
\ufffd Ver Anexo I \u2013 Orientações para Coleta de Sangue Venoso. 
 
6. ORIENTAÇÃO PARA TRANSPORTE E ARMAZENAMENTO 
 
\ufffd Recomenda-se separar o soro ou plasma até 3 horas após a coleta. Caso isso 
não seja possível manter a amostra de sangue entre 20 \u2013 25 °C por até 24 horas, 
em recipiente fechado. 
\ufffd Após a obtenção do soro ou plasma, caso o exame não possa ser prontamente 
realizado, recomenda-se manter a amostra refrigerada entre 4 \u2013 8° C por até 7 
dias, em recipiente fechado. 
 
7. MÉTODOS MAIS UTILIZADOS NO LABORATÓRIO CLÍNICO 
 
\ufffd Quimioluminescência 
\ufffd Ensaio imunoenzimático 
 
8. INTERPRETAÇÃO 
8.1 Valores de referência 
 
\ufffd Negativo 
 
8.2 Valores críticos 
 
 
 
\ufffd Não se aplica 
 
8.3 Principais influências pré-analíticas e fatores interferentes 
 
\ufffd Resultados de amostras hemolisadas e com alta concentração de albumina 
devem ser interpretados com cuidado. 
8.4 Exames relacionados 
 
\ufffd ALT, AST 
\ufffd Bilirrubinas 
 
9. COMENTÁRIOS DO MÉDICO PATOLOGISTA CLÍNICO 
 
\ufffd Os anticorpos anti antígenos do HCV são detectáveis somente a partir de 5 a 10 
semanas (média 50 dias) após a contaminação. Por surgirem tardiamente, sua 
pesquisa precoce pode levar a resultado falso-negativo. 
\ufffd Persistem na circulação na grande maioria dos pacientes, independentemente 
da evolução: cura (com eliminação do vírus) ou hepatite crônica. Desta forma, 
sua presença no soro indica exposição ao HCV, não sendo capaz de diferenciar 
as fases da doença. O HCV-RNA é o exame que confirma a infecção em 
atividade, estando presente tanto na fase aguda como na crônica. 
\ufffd Na prática, o anti-HCV não deve ser solicitado nos casos de suspeita clínica de 
hepatite aguda, sendo indicado no diagnóstico diferencial das hepatites crônicas. 
\ufffd Nos casos de forte suspeita de infecção aguda pelo HCV (quando foram 
excluídas hepatites A e B), o anti-HCV pode ser solicitado para documentar 
eventual soroconversão. 
\ufffd Pela alta confiança do exame (sensibilidade e especificidade superiores a 95%), 
o uso de outro método sorológico, como RIBA, só deve ser considerado em 
suspeitas de resultado falso-positivo em pessoas sem fator de risco. 
\ufffd Resultados falso-positivos podem ocorrer em doenças auto-imunes, infecções 
virais (HBV, HAV, EBV, CMV, HIV), situações de hipergamaglobulinemia, após 
vacinação para influenza, gestantes, pacientes em hemodiálise, usuários de 
drogas ilícitas. 
\ufffd Resultados falso-negativos ocorrem na fase recente da infecção, na co-infecção 
com HIV. 
 
10. REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
Guia de Vigilância Epidemiológica / Fundação Nacional de Saúde. 5. ed. Brasília : 
FUNASA, 2002. 
HENRY JB. Clinical Diagnosis and Management by Laboratory Methods, Philadelphia: 
W.B. Saunders Company, 1996. 
http://www.cdc.gov/hepatitis/ 
MANDELL GL, Bennett JE, Dolin R, editors. Principles and Practice of Infectious 
Diseases. 6ª ed. Orlando: Churchill Livingstone; 2006. 
Manual de Controle das DST. Ministério da Saúde. 
http://www.aids.gov.br/assistencia/manualcontroledst.pdf 
MINAS GERAIS. Secretaria de Estado de Saúde. Atenção à Saúde do Adulto: HIV/AIDS. 
Belo Horizonte, 2006. 
Sociedade Brasileira de Hepatologia. Consenso sobre Condutas nas Hepatites Virais B e 
 
 
C \u2013 2005. 
 
 
 
 
DOSAGEM DE TRIIODOTIRONIA TOTAL \u2013 T3 
 
1. NOME DO EXAME 
 
\ufffd Dosagem de Triiodotironia Total \u2013 T3 (sangue) 
 
1.1. Sinonímia 
 
\ufffd T3 
 
2. INDICAÇÃO CLÍNICA 
 
\ufffd Exame útil na avaliação da função tireoidiana, particularmente em pacientes com 
suspeita de alteração na concentração de globulina ligadora de tiroxina (TBG) 
 
3. PREPARO DO PACIENTE 
 
\ufffd Jejum mínimo de 8 horas \u2013 recomendável 
\ufffd Em caso de uso de hormônio tireoidiano, colher o material antes da próxima dose ou, 
no mínimo, quatro horas após a ingestão do medicamento. 
 
4. AMOSTRA 
 
\ufffd Soro 
 
5. CUIDADOS PARA COLETA 
 
\ufffd Nenhum cuidado especial. 
\ufffd Ver Anexo I \u2013 Orientações para Coleta de Sangue Venoso. 
 
6. ORIENTAÇÃO PARA TRANSPORTE E ARMAZENAMENTO 
 
\ufffd Recomenda-se separar o soro ou plasma até 3 horas após a coleta. Caso isso não 
seja possível manter a amostra de sangue entre 20 \u2013 25 °C por até 24 horas, em 
recipiente fechado. 
\ufffd Após a obtenção do soro ou plasma, caso o exame não possa ser prontamente 
realizado, recomenda-se manter a amostra refrigerada entre 4 \u2013 8° C por até 30 dias, 
em recipiente fechado. 
 
7. MÉTODOS MAIS UTILIZADOS NO LABORATÓRIO CLÍNICO 
 
\ufffd Radioimunoensaio 
\ufffd Quimioluminescência 
 
8. INTERPRETAÇÃO 
8.1 Valores de referência 
 
 
 
Observação: 
Os valores de referência podem variar em função do método e reagente utilizado, 
portanto, esses valores devem estar claramente citados nos laudos de resultados de 
exames laboratoriais. 
 
Soro: 
\ufffd Até 3 dias: 100 a 740 ng/dL 
\ufffd 1 a 11 meses: 105 a 245 ng/dL 
\ufffd 1 a 5 anos: 105 a 269 ng/dL 
\ufffd 6 a 10 anos: 94 a 241 ng/dL 
\ufffd 11 a 15 anos: 82 a 213 ng/dL 
\ufffd 16 a 20 anos: 80 a 210 ng/dL 
\ufffd 20 a 50 anos: 70 a 204 ng/dL 
\ufffd 50 a 90 anos: 40 a 181 ng/dL 
 
8.2 Valores críticos 
 
\ufffd Não se aplica 
 
8.3 Principais influências pré-analíticas e fatores interferentes 
 
\ufffd Hemólise intensa. 
\ufffd Vários fatores fisiológicos, farmacológicos, patológicos e genéticos podem afetar a 
interpretação dos resultados de T3 total. 
 
8.4 Exames relacionados 
 
\ufffd Dosagem de Tiroxina \u2013 T4 
\ufffd Dosagem de Tiroxina livre \u2013 T4L 
\ufffd Dosadem de Triiodotironina livre \u2013 T3L 
\ufffd Dosagem de Hormônio Estimulante da Tireóide \u2013 TSH 
\ufffd Doasagem de Anticorpo Anti-peroxidase Tireoidiana \u2013 anti-TPO 
 
9. COMENTÁRIOS DO MÉDICO PATOLOGISTA CLÍNICO 
 
\ufffd Em condições fisiológicas, o T3 representa aproximadamente 5% dos hormônios da 
tireóide presentes no soro. 
 
\ufffd Apesar de se apresentar em baixas concentrações, o T3 tem maior atividade 
metabólica intrínseca, mais rápida taxa de síntese e degradação e maior volume de 
distribuição que o T4. 
 
\ufffd A determinação dos níveis séricos de T3 está indicada em indivíduos com TSH 
diminuído e T4 total ou livre dentro da faixa de referência. O teste é útil, portanto, na 
avaliação do hipertireodismo, particularmente da tireotoxicose. 
 
\ufffd Os níveis séricos de T3 estão diminuídos em doenças crônicas não tireoidianas e são 
influenciados pelo estado nutricional. Variações na concentração da globulina 
ligadora de tiroxina (TBG) e outras proteínas podem afetar os níveis de T3. 
 
\ufffd Observa-se aumento da TBG na gravidez e uso de contraceptivos orais. A utilização 
de ácido nicotínico é causa de redução da TBG. 
 
 
 
10. REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
HENRY JB,Clinical Diagnosis and Management by laboratory methods 21th edition, 
2007. 
JACOBS DS, Oxley DK, DeMott WR. Laboratory Test Handbook, Hudson: Lexi-Comp 
Inc., 2001. 
MINAS GERAIS, Secretaria de Estado de Saúde. Atenção à Saúde do Adulto: 
Hipertensão e Diabetes. Belo Horizonte,