protocolos exames laboratoriais
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protocolos exames laboratoriais


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2006. 
MINAS GERAIS, Secretaria de Estado de Saúde. Atenção à Saúde do Idoso. Belo 
Horizonte, 2006. 
Zhang, DJ, Elswick RK, Miller WG, Bailey, JL. Effect of serum-clot contact time on clinical 
chemistry laboratory results. Clinical Chemistry 1998, 44(6):1325\u20131333. 
 
 
 
 
ANTICORPOS ANTI-PEROXIDASE TIREOIDIANA 
1. NOME DO EXAME 
 
\ufffd Anticorpos Anti-peroxidase Tireoidiana (sangue) 
 
1.1 Sinonímia 
 
\ufffd Anti-TPO 
\ufffd Anticorpos anti-microssomais 
 
2. INDICAÇÃO CLÍNICA 
 
\ufffd Exame útil na avaliação das doenças auto-imunes da tireóide 
 
3. PREPARO DO PACIENTE 
 
\ufffd Jejum mínimo de 8 horas \u2013 recomendável 
 
4. AMOSTRA 
 
\ufffd Soro 
 
5. CUIDADOS PARA COLETA 
 
\ufffd Nenhum cuidado especial. 
\ufffd Ver Anexo I \u2013 Orientações para Coleta de Sangue Venoso. 
 
6. ORIENTAÇÃO PARA TRANSPORTE E ARMAZENAMENTO 
 
\ufffd Recomenda-se separar o soro ou plasma até 3 horas após a coleta. Caso isso não 
seja possível manter a amostra de sangue entre 20 \u2013 25 °C por até 24 horas, em 
recipiente fechado. 
\ufffd Após a obtenção do soro ou plasma, caso o exame não possa ser prontamente 
realizado, recomenda-se manter a amostra refrigerada entre 4 \u2013 8° C por até 2 dias, 
em recipiente fechado. 
 
7. MÉTODOS MAIS UTILIZADOS NO LABORATÓRIO CLÍNICO 
 
\ufffd Ensaio imunoenzimático 
\ufffd Quimioluminescência 
 
8. INTERPRETAÇÃO 
8.1 Valores de referência 
 
Observação: 
Os valores de referência podem variar em função do método e reagente utilizado, 
portanto, esses valores devem estar claramente citados nos laudos de resultados de 
exames laboratoriais. 
 
 
 
Soro: 
\ufffd Inferior a \u2265 50 UI/mL 
8.2 Valores críticos 
 
\ufffd Não se aplica 
 
8.3 Principais influências pré-analíticas e fatores interferentes 
 
\ufffd Hemólise, bilirrubinemia e lipemia intensas podem interferir no teste. 
 
8.4 Exames relacionados 
 
\ufffd Dosagem de Tiroxina \u2013 T4 
\ufffd Dosagem de Tiroxina livre \u2013 T4L 
\ufffd Dosagem de Triiodotironina total \u2013 T3 
\ufffd Dosadem de Triiodotironina livre \u2013 T3L 
\ufffd Dosagem de Hormônio Estimulante da Tireóide \u2013 TSH 
 
9. COMENTÁRIOS DO MÉDICO PATOLOGISTA CLÍNICO 
 
\ufffd A glicoproteína tireoperoxidase (TPO) é a principal enzima envolvida no procedimento 
de síntese de hormônio da tireóide, expressa apenas em células foliculares da 
tireóide. Esta corresponde ao principal antígeno na partícula microssomal da tireóide. 
 
\ufffd A pesquisa de anticorpos anti-TPO é relevante no diagnóstico diferencial do 
hipotireoidismo. Sua determinação é especialmente útil na confirmação do 
diagnóstico de hipotireoidismo subclínico em pacientes com concentração sérica de 
TSH elevada e de T4 livre dentro dos valores de referência. 
 
\ufffd Verifica-se positividade em aproximadamente 70% dos pacientes com doença de 
Graves e em praticamente 100% dos pacientes com Tireoidite de Hashimoto. 
 
\ufffd Os anticorpos anti-TPO estão presentes em 4 a 9% dos adultos normais. 
 
10. REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
HENRY JB,Clinical Diagnosis and Management by laboratory methods 21th edition, 
2007. 
JACOBS DS, Oxley DK, DeMott WR. Laboratory Test Handbook, Hudson: Lexi-Comp 
Inc., 2001. 
MINAS GERAIS, Secretaria de Estado de Saúde. Atenção à Saúde do Adulto: 
Hipertensão e Diabetes. Belo Horizonte, 2006. 
MINAS GERAIS, Secretaria de Estado de Saúde. Atenção à Saúde do Idoso. Belo 
Horizonte, 2006. 
SOCIEDADE BRASILEIRA DE ENDOCRINOLOGIA E METABOLOGIA. Tireóide, 
Doenças da: Utilização dos Testes Diagnósticos. Projeto Diretrizes 2004 [home page da 
Internet]. Disponível em: http://www.projetodiretrizes.org.br. 
Zhang, DJ, Elswick RK, Miller WG, Bailey, JL. Effect of serum-clot contact time on clinical 
chemistry laboratory results. Clinical Chemistry 1998, 44(6):1325\u20131333. 
 
 
 
 
ANTICORPOS ANTI-RECEPTORES DE TSH 
 
1. NOME DO EXAME 
 
\ufffd Anticorpos anti-receptores de TSH (sangue) 
 
1.1. Sinonímia 
 
\ufffd TRAb 
 
2. INDICAÇÃO CLÍNICA 
 
Exame útil na avaliação das doenças auto-imunes da tireóide 
 
3. PREPARO DO PACIENTE 
 
\ufffd Jejum mínimo de 8 horas \u2013 recomendável 
 
4. AMOSTRA 
 
\ufffd Soro 
 
5. CUIDADOS PARA COLETA 
 
\ufffd Nenhum cuidado especial. 
\ufffd Ver Anexo I \u2013 Orientações para Coleta de Sangue Venoso. 
 
6. ORIENTAÇÃO PARA TRANSPORTE E ARMAZENAMENTO 
 
\ufffd Recomenda-se separar o soro ou plasma até 3 horas após a coleta. Caso isso não 
seja possível manter a amostra de sangue entre 20 \u2013 25 °C por até 24 horas, em 
recipiente fechado. 
\ufffd Após a obtenção do soro ou plasma, caso o exame não possa ser prontamente 
realizado, recomenda-se manter a amostra refrigerada entre 4 \u2013 8° C por até 2 dias, 
em recipiente fechado. 
 
7. MÉTODOS MAIS UTILIZADOS NO LABORATÓRIO CLÍNICO 
 
\ufffd Radioimunoensaio 
 
8. INTERPRETAÇÃO 
8.1 Valores de referência 
 
Observação: 
Os valores de referência podem variar em função do método e reagente utilizado, 
portanto, esses valores devem estar claramente citados nos laudos de resultados de 
exames laboratoriais. 
 
 
 
Soro: 
\ufffd Inferior a 10% 
8.2 Valores críticos 
 
\ufffd Não se aplica 
 
8.3 Principais influências pré-analíticas e fatores interferentes 
 
\ufffd Hemólise e lipemia intensas podem interferir no teste. 
\ufffd Concentrações de TSH maiores que 100 µU/mL podem interferir no teste. 
 
8.4 Exames relacionados 
 
\ufffd Anticorpos anti-peroxidase tireoidiana \u2013 anti-TPO 
\ufffd Dosagem de Tiroxina \u2013 T4 
\ufffd Dosagem de Tiroxina livre \u2013 T4L 
\ufffd Dosagem de Triiodotironina total \u2013 T3 
\ufffd Dosadem de Triiodotironina livre \u2013 T3L 
\ufffd Dosagem de Hormônio Estimulante da Tireóide \u2013 TSH 
 
9. COMENTÁRIOS DO MÉDICO PATOLOGISTA CLÍNICO 
 
\ufffd TRAb está presente no soro de mais de 90% dos pacientes com Doença de Graves 
(DG), mas sua utilidade diagnóstica é limitada. 
 
\ufffd Problemas especiais podem justificar um ensaio de TRAb: hiperemese gravídica com 
tireotoxicose, hipertireoidismo subclínico com bócio difuso, oftalmopatia de Graves 
eutireoidiana e diagnóstico diferencial do hipertireoidismo neonatal. 
 
\ufffd A tireotoxicose neonatal é diagnosticada em cerca de 2% das gestantes portadoras 
de DG. Para predizer esta disfunção tireoidiana, o TRAb deve ser pesquisado no 
terceiro trimestre gestacional, quando existe história prévia de hipertireoidismo 
neonatal ou quando a mãe teve DG no passado. 
 
\ufffd A prevalência de TRAb varia de 10% a 75% em pacientes com tireoidite atrófica, e de 
0% a 20% em pacientes com tireoidite de Hashimoto. 
\ufffd Altos títulos são observados nas mães de crianças com hipotireoidismo neonatal 
transitório. 
 
\ufffd Para uma predição eficiente deste hipotireoidismo, recomenda-se a dosagem de 
TRAb durante a gravidez em mães com hipotireoidismo auto-imune. 
 
10. REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
HENRY JB,Clinical Diagnosis and Management by laboratory methods 21th edition, 
2007. 
JACOBS DS, Oxley DK, DeMott WR. Laboratory Test Handbook, Hudson: Lexi-Comp 
Inc., 2001. 
MINAS GERAIS, Secretaria de Estado de Saúde. Atenção à Saúde do Adulto: 
Hipertensão e Diabetes. Belo Horizonte, 2006. 
MINAS GERAIS, Secretaria de Estado de Saúde. Atenção à Saúde do Idoso. Belo 
 
 
Horizonte, 2006. 
SOCIEDADE BRASILEIRA DE ENDOCRINOLOGIA E METABOLOGIA. Tireóide, 
Doenças da: Utilização dos Testes Diagnósticos. Projeto Diretrizes 2004 [home page da 
Internet]. Disponível em: http://www.projetodiretrizes.org.br. 
 
 
 
 
ANTICORPOS ANTI-TIREOGLOBULINA 
1. NOME DO EXAME 
 
\ufffd Anticorpos Anti-tireoglobulina (sangue) 
 
1.1. Sinonímia 
 
\ufffd Anti-Tireoglobulina 
 
2. INDICAÇÃO CLÍNICA 
 
\ufffd Exame útil na avaliação das doenças auto-imunes da tireóide 
 
3. PREPARO DO PACIENTE 
 
\ufffd Jejum mínimo de 8 horas \u2013 recomendável 
 
4. AMOSTRA 
 
\ufffd Soro 
 
5. CUIDADOS PARA COLETA 
 
\ufffd Nenhum cuidado especial. 
\ufffd Ver Anexo I \u2013 Orientações para Coleta