protocolos exames laboratoriais
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protocolos exames laboratoriais


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de Sangue Venoso. 
 
6. ORIENTAÇÃO PARA TRANSPORTE E ARMAZENAMENTO 
 
\ufffd Recomenda-se separar o soro ou plasma até 3 horas após a coleta. Caso isso não 
seja possível manter a amostra de sangue entre 20 \u2013 25 °C por até 24 horas, em 
recipiente fechado. 
\ufffd Após a obtenção do soro ou plasma, caso o exame não possa ser prontamente 
realizado, recomenda-se manter a amostra refrigerada entre 4 \u2013 8° C por até 2 dias, 
em recipiente fechado. 
 
7. MÉTODOS MAIS UTILIZADOS NO LABORATÓRIO CLÍNICO 
 
\ufffd Ensaio imunoenzimático 
\ufffd Quimioluminescência 
 
8. INTERPRETAÇÃO 
8.1 Valores de referência 
 
Observação: 
Os valores de referência podem variar em função do método e reagente utilizado, 
portanto, esses valores devem estar claramente citados nos laudos de resultados de 
exames laboratoriais. 
 
 
 
Soro: 
\ufffd Inferior a 40 UI/mL 
8.2 Valores críticos 
 
\ufffd Não se aplica 
 
8.3 Principais influências pré-analíticas e fatores interferentes 
 
\ufffd Hemólise, hiperbilirrubinemia e lipemia intensas podem interferir no teste. 
 
8.4 Exames relacionados 
 
\ufffd Anticorpos anti-peroxidase tireoidiana \u2013 anti-TPO 
\ufffd Dosagem de Tiroxina \u2013 T4 
\ufffd Dosagem de Tiroxina livre \u2013 T4L 
\ufffd Dosagem de Triiodotironina total \u2013 T3 
\ufffd Dosadem de Triiodotironina livre \u2013 T3L 
\ufffd Dosagem de Hormônio Estimulante da Tireóide \u2013 TSH 
 
9. COMENTÁRIOS DO MÉDICO PATOLOGISTA CLÍNICO 
 
\ufffd Anticorpos séricos anti-tireoglobulina podem ser detectados em 40 a 70% dos 
indivíduos com tireoidite crônica. 
 
\ufffd Estes anticorpos também estão presentes em aproximadamente 85% dos pacientes 
com tireoidite de Hashimoto; 40% dos pacientes com doença de Graves e em menor 
freqüência em portadores de outras doenças autoimunes, como anemia perniciosa, 
anemia hemolítica autoimune, artrite reumatóide e síndrome de Sjogren. 
 
\ufffd O teste apresenta menor sensibilidade que a pesquisa de anticorpos anti-TPO. 
 
\ufffd Tem sido relatada alta prevalência de reatividade em indivíduos sem doença 
tireoidiana. 
 
10. REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
HENRY JB,Clinical Diagnosis and Management by laboratory methods 21th edition, 
2007. 
JACOBS DS, Oxley DK, DeMott WR. Laboratory Test Handbook, Hudson: Lexi-Comp 
Inc., 2001. 
MINAS GERAIS, Secretaria de Estado de Saúde. Atenção à Saúde do Adulto: 
Hipertensão e Diabetes. Belo Horizonte, 2006. 
MINAS GERAIS, Secretaria de Estado de Saúde. Atenção à Saúde do Idoso. Belo 
Horizonte, 2006. 
SOCIEDADE BRASILEIRA DE ENDOCRINOLOGIA E METABOLOGIA. Tireóide, 
Doenças da: Utilização dos Testes Diagnósticos. Projeto Diretrizes 2004 [home page da 
Internet]. Disponível em: http://www.projetodiretrizes.org.br. 
 
 
 
PESQUISA DE LEUCÓCITOS 
1. NOME DO EXAME 
 
\ufffd Pesquisa de Leucócitos (Fezes) 
 
1.1. Sinonímia 
 
\ufffd Leucócitos fecais 
 
2. INDICAÇÃO CLÍNICA 
 
Exame útil na abordagem diagnóstica das diarréias agudas inflamatórias. 
 
3. PREPARO DO PACIENTE 
 
\ufffd Colher fezes sem uso de substâncias laxativas. 
 
4. AMOSTRA 
 
\ufffd Amostra de escolha: fezes recentes, frescas 
 
5. CUIDADOS PARA COLETA 
 
\ufffd Utilizar frascos descartáveis, não reutilizados. 
\ufffd Não adicionar agentes conservantes a amostra de fezes. 
 
6. ORIENTAÇÃO PARA TRANSPORTE E ARMAZENAMENTO 
 
\ufffd Caso o exame não possa ser prontamente realizado, recomenda-se manter a 
amostra entre 20 \u2013 25 °C por até 6 horas, em recipiente fechado, ao abrigo da luz 
solar. 
 
7. MÉTODOS MAIS UTILIZADOS NO LABORATÓRIO CLÍNICO 
 
\ufffd Microscopia óptica 
 
8. INTERPRETAÇÃO 
8.1 Valores de referência 
 
Observação: 
Os valores de referência podem variar em função do método e reagente utilizado, 
portanto, esses valores devem estar claramente citados nos laudos de resultados de 
exames laboratoriais. 
\ufffd Leucócitos: raros 
\ufffd Hemácias: ausentes 
 
8.2 Valores críticos 
 
 
 
\ufffd Não se aplica 
 
8.3 Principais influências pré-analíticas e fatores interferentes 
 
\ufffd Contrastes radiológicos 
\ufffd Contaminação do material fecal com água e urina interferem no teste. 
 
8.4 Exames relacionados 
 
\ufffd Cultura das fezes 
\ufffd Pesquisa de sangue oculto nas fezes 
\ufffd Pesquisa de Lactoferrina 
 
9. COMENTÁRIOS DO MÉDICO PATOLOGISTA CLÍNICO 
 
\ufffd A pesquisa de leucócitos fecais é um exame laboratorial útil na abordagem 
diagnóstica da diarréia infecciosa aguda, permitindo discriminar entre diarréia 
inflamatória e não inflamatória. 
 
\ufffd O teste não defini a etiologia do processo, mas, se positivo, restringe a gama de 
agentes etiológicos àqueles capazes de invadir a mucosa intestinal, dentre os quais 
destacam-se: Shigella, Salmonella enterica, Campylobacter e Escherichia coli 
enteroinvasora. 
 
\ufffd Colite ulcerativa, colite associada ao uso de antibióticos e colite pseudomembranosa 
também são caracterizadas pelo aparecimento de leucócitos nas fezes. 
 
\ufffd Dez a 15% das fezes com isolamento de enteropatógenos invasores na coprocultura 
apresentam pesquisa de leucócitos negativa. Registra-se 59% e 97% de valores 
preditivo positivo e negativo para o teste, respectivamente. 
 
10. REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
MANDELL GL, Bennett JE, Dolin R, editors. Principles and Practice of Infectious 
Diseases. 6ª ed. Orlando: Churchill Livingstone; 2006. 
JACOBS DS, Oxley DK, DEMOTT WR. Laboratory Test Handbook, Hudson: Lexi-Comp 
Inc., 2001. 
HENRY JB,Clinical Diagnosis and Management by laboratory methods 21th edition, 
2007. 
MINAS GERAIS, Secretaria de Estado de Saúde. Atenção a saúde do adulto, hipertensão 
e diabetes. Belo Horizonte: SAS/MG, 2006. 198 p. 
MINAS GERAIS, Secretaria de Estado de Saúde. Atenção a saúde do idoso. Belo 
Horizonte: SAS/MG, 2006. 186 p. 
MINAS GERAIS, Secretaria de Estado de Saúde. Atenção a saúde da criança. Belo 
Horizonte: SAS/MG, 2004. 224 p. 
MINAS GERAIS, Secretaria de Estado de Saúde. Atenção a saúde do adolescente. Belo 
Horizonte: SAS/MG, 2006. 152 p. 
 
 
 
 
 
 
PESQUISA DE SANGUE OCULTO 
 
1. NOME DO EXAME 
 
\ufffd Pesquisa de Sangue Oculto (Fezes) 
 
1.1. Sinonímia 
 
\ufffd Sangue oculto 
\ufffd Sangue nas fezes 
 
2. INDICAÇÃO CLÍNICA 
 
Exame útil na investigação de sangramento gastrointestinal. 
 
3. PREPARO DO PACIENTE 
 
\ufffd Colher fezes sem uso de substâncias laxativas. 
\ufffd Método de guáiaco: 
\ufffd Nas 72 horas que antecedem o teste, não ingerir carne vermelha, rabanete, 
brócolis, couve-flor, melão, espinafre, banana, tomate; evitar medicamentos 
ou suplementos alimentares que contenham ferro. 
\ufffd Nos cinco dias que antecedem o teste, não fazer uso de vitamina C. 
 
4. AMOSTRA 
 
\ufffd Amostra de escolha: fezes recentes,frescas. 
 
5. CUIDADOS PARA COLETA 
 
\ufffd Utilizar frascos descartáveis, não reutilizados. 
\ufffd Não adicionar agentes conservantes a amostra de fezes, salvo por orientação do 
fabricante do reagente. 
 
6. ORIENTAÇÃO PARA TRANSPORTE E ARMAZENAMENTO 
 
\ufffd Transportar a amostra para o laboratório imediatamente. 
\ufffd Manter o material em local fresco, ao abrigo da luz solar. 
 
7. MÉTODOS MAIS UTILIZADOS NO LABORATÓRIO CLÍNICO 
 
\ufffd Método de guáiaco 
\ufffd Métodos imunoquímicos 
 
8. INTERPRETAÇÃO 
8.1 Valores de referência 
 
Observação: 
 
 
Os valores de referência podem variar em função do método e reagente utilizado, 
portanto, esses valores devem estar claramente citados nos laudos de resultados de 
exames laboratoriais. 
\ufffd Pesquisa Negativa 
 
Observação: A perda fisiológica de sangue pelo trato gastrintestinal é de 0,5 a 1,5 mL/dia, 
quantidade não detectável pelos testes laboratoriais. 
8.2 Valores críticos 
 
\ufffd Não se aplica 
 
8.3 Principais influências pré-analíticas e fatores interferentes 
 
\ufffd O método de guáiaco é sensível à peroxidase oriunda de alimentos e à vitamina C. 
Produz resultados positivos por ação da hemoglobina