protocolos exames laboratoriais
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Homogêneo 
Antids-DNA 
Anti-histonas 
Anti-cromatina 
LES 
LE induzido por drogas 
LES e LE induzido por drogas 
Nuclear Pontilhado Pleomórfico 
(PCNA) 
Anti-núcleo de células 
em proliferação LES 
Nuclear Pontilhado Grosso Anti-Sm Anti-RNP 
LES 
DMTC, Esclerose Sistêmica, LES, AR 
Nuclear Pontilhado Fino Anti-SS-A/Ro Anti-SS-B/La 
Síndrome Sjögren, LES 
Síndrome Sjögren, LES 
Nuclear Pontilhado Centromérico Anti-centrômero CREST, Cirrose Biliar Primária 
Membrana Nuclear Contínua Anti-lâmina Hepatites Auto-imunes 
Nucleolar Aglomerado Anti-fibrilarina (U3-nRNP) Esclerose Sistêmica 
Nucleolar Pontilhado Anti-NOR-90 Anti-RNA polimerase I 
Esclerose Sistêmica 
Esclerose Sistêmica 
Nucleolar Homogêneo Anti-PM/Scl Superposição de Polimiosite e Esclerose Sistêmica 
Misto do tipo Nucleolar 
Homogêneo e Nuclear 
Pontilhado Grosso com placa 
metafásica decorada em anel 
(cromossomos negativos) 
Anti-Ku Superposição de Polimiosite e Esclerose Sistêmica 
Misto do tipo Nuclear e 
Nucleolar pontilhado com placa 
metafásica positiva 
Anti-topoisomerase I 
(Scl-70) Esclerose Sistêmica forma difusa 
Adaptada do II Consenso Brasileiro de Fator Antinuclear em Células HEp-2 por Neves e Furlan. 
 
 
ANEXO \u2013 Sensibilidade e Especificidade do FAN nas Diversas Doenças 
Reumatológicas 
 
Doença Reumatológica Sensibilidade Especificidade 
Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) 93 a 100% 57% 
Esclerose Sistêmica 60 a 85% 54% 
Síndrome de Sjögren 40-70% 52% 
Polimiosite 50 a 70% 63% 
Artrite Reumatóide 30 a 50% 56% 
Doença Mista do Tecido Conjuntivo 100% ------ 
Lúpus induzido por drogas 100% ------ 
Adaptado de Wanchu (2000) e Solomon (2002) por Neves e Furlan. 
 
 
 
PESQUISA DE FATOR REUMATÓIDE 
 
1. NOME DO EXAME 
 
\ufffd Pesquisa de fator reumatóide 
 
1.1. Sinonímia 
 
\ufffd Fator reumtóide 
\ufffd Teste do látex para fator reumatóide 
\ufffd Látex 
 
2. INDICAÇÃO CLÍNICA 
 
Deve ser solicitado apenas para estabelecimento do diagnóstico de artrite reumatóide 
clinicamente manifesta. Nunca deve utilizado no rastreamento de dores articulares ou 
osteomusculares inespecíficas, sem padrão característico da artrite reumatóide: poliartrite 
simétrica de pequenas articulações das mãos e pés, punhos e tornozelos, associada à 
rigidez matinal prolongada. 
 
3. PREPARO DO PACIENTE 
 
\ufffd Jejum de 8 horas \u2013 recomendável 
 
4. AMOSTRA 
 
\ufffd Soro 
 
5. CUIDADOS PARA COLETA 
 
\ufffd Nenhum cuidado especial. 
\ufffd Ver Anexo I \u2013 Orientações para coleta de sangue venoso. 
 
6. ORIENTAÇÃO PARA TRANSPORTE E ARMAZENAMENTO 
 
\ufffd Recomenda-se separar o soro ou plasma até 3 horas após a coleta. Caso isso não 
seja possível, manter a amostra de sangue entre 20 \u2013 25 °C por até 24 horas, em 
recipiente fechado. 
\ufffd Após a obtenção do soro ou plasma, caso o exame não possa ser prontamente 
realizado, recomenda-se manter a amostra refrigerada entre 4 \u2013 8° C por até 7 dias, 
em recipiente fechado. 
 
7. MÉTODOS MAIS UTILIZADOS NO LABORATÓRIO CLÍNICO 
 
\ufffd Nefelometria 
\ufffd Turbidimetria 
\ufffd Aglutinação do látex 
 
 
 
8. INTERPRETAÇÃO 
8.1 Valores de referência (Ver COMENTÁRIOS DO MÉDICO PATOLOGISTA CLÍNICO) 
 
\ufffd Método: Nefelometria ou turbidimetria (conferir com o laboratório executor): 
0 a 19 Ul/ml: não reagente. 
20 a 79 Ul/ml: fracamente reagente. 
Maior ou igual a 80 Ul/ml: reagente. 
 
\ufffd Método: Aglutinação do látex: Título até 20. 
 
8.2 Valores críticos 
 
\ufffd Ver COMENTÁRIOS DO MÉDICO PATOLOGISTA CLÍNICO 
 
8.3 Principais influências pré-analíticas e fatores interferentes 
 
\ufffd Hemolise 
\ufffd Lipemia 
\ufffd Alta concentração de albumina 
\ufffd Uso de corticosteróides e outros imunossupressores 
 
8.4 Exames relacionados 
 
\ufffd FAN 
\ufffd Dosagem de proteína C reativa 
\ufffd Velocidade de hemossedimentação 
 
9. COMENTÁRIOS DO MÉDICO PATOLOGISTA CLÍNICO 
 
\ufffd A artrite reumatóide (AR) é uma doença inflamatória crônica sistêmica, de caráter 
autoimune, que acomete preferencialmente articulações das mãos e pés e leva a 
deformidade e destruição articular em virtude de erosão óssea e da cartilagem. A 
orientação para o diagnóstico é baseada nos critérios do Colégio Americano de 
Reumatologia de 1987. 
 
\ufffd Denomina-se como fator reumatóide (FR), anticorpos das classes IgM, IgG e IgA 
dirigidos contra a porção constante (Fc) das imunoglobulinas G (IgG). Não está 
esclarecido porque alguns indivíduos apresentam níveis elevados desses 
autoanticorpos. 
 
\ufffd Um teste positivo não é confirmação do diagnóstico de AR e um teste negativo não 
exclui a doença.Realizado somente na avaliação inicial para se estabelecer o 
diagnóstico. Se positivo, são desnecessários exames posteriores. Se inicialmente 
negativo, pode ser repetido 6 a 12 meses após o início dos sintomas da doença. 
 
 
\ufffd Pacientes com altos títulos de FR apresentam risco maior de desenvolver doença 
articular destrutiva e progressiva e manifestações extra-articulares, como nódulos 
subcutâneos, vasculite, pericardite, pleurite, comprometimento pulmonar intersticial, 
ocular, renal. 
 
\ufffd Nem todos pacientes com diagnóstico clínico confirmado de AR apresentam níveis de 
 
 
FR detectáveis. Cerca de 20 a 30% dos pacientes com AR não tem FR detectável, 
definitiva ou inicialmente. 
 
\ufffd Não é raro que a positividade do FR aconteça meses após o início dos sintomas. 
 
\ufffd Resultados falso-positivos acontecem com muita freqüência, especialmente em 
situações que induzem estimulação antigênica crônica, como: 
\ufffd outras doenças autoimunes síndrome de Sjögren (em torno de 75-95% dos 
pacientes),doença mista do tecido conjuntivo (50-60%),lúpus eritematoso sistêmico 
(15-35%),esclerodermia (20-30%),polimiosite, dermatomiosite e crioglobulinemia mista; 
\ufffd quadros infecciosos, como a endocardite bacteriana subaguda, infecções pelos 
vírus da hepatite B e C, tuberculose, hanseníase; 
\ufffd doenças inflamatórias crônicas como sarcoidose, silicose, fibrose pulmonar 
intersticial, cirrose biliar primária; 
\ufffd neoplasias. 
 
\ufffd FR pode ser observado em até cerca de 5% dos indivíduos saudáveis dependo da 
população estudada e em 9 a 25% dos homens acima de 70 anos, geralmente em 
títulos baixos. 
 
\ufffd CRITÉRIOS PARA O DIAGNÓSTICO DE ARTRITE REUMATÓIDE ESTABELECIDO 
PELO COLÉGIO AMERICANO DE REUMATOLOGIA EM 1987: 
1) Rigidez matinal: rigidez articular durando pelo menos 1 hora. 
2) Artrite de três ou mais áreas: pelo menos três áreas articulares com edema de partes 
moles ou derrame articular observado pelo médico. 
3) Artrite de articulações das mãos (punho, interfalangeanas proximais e 
metacarpofalangeanas). 
4) Artrite simétrica. 
5) Nódulos reumatóides. 
6) Fator reumatóide sérico. 
7)Alterações radiográficas: erosões ou descalcificações localizadas em radiografias de 
mãos e punhos. 
Os critérios de 1 a 4 devem estar presentes por pelo menos 6 semanas. 
Quatro dos sete critérios são necessários para classificar um paciente como portador de 
artrite reumatóide. 
 
10. REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
HENRY JB,Clinical Diagnosis and Management by laboratory methods 21th edition, 2007. 
M. C. HOCHBERG, A. J. Silman, J. S. Smolen, M. E. Weinblatt, M. H. Weisman, 
Rheumatology Edition, 4th edn: Mosby-Elsevier, 2008. 
ARTRITE REUMATÓIDE: DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO: Projeto Diretrizes. 
Associação Médica Brasileira e Conselho Federal de Medicina. Sociedade Brasileira de 
Reumatologia. 2002. 
DÖRNER T, Hansen A. Autoantibodies in normals \u2013 the value of predicting rheumatoid 
arthritis. Arthritis Res Ther. 2004; 6(6): 282\u2013284. 
Zhang, DJ, Elswick RK, Miller WG, Bailey, JL. Effect of serum-clot contact time on clinical 
chemistry laboratory results. Clinical Chemistry 1998, 44(6):1325\u20131333. 
 
 
 
 
SOROLOGIA PARA HIV 
 
1. NOME DO EXAME 
 
\ufffd Sorologia para HIV