protocolos exames laboratoriais
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desconhecida, nos casos de exposição ocupacional ao HIV e no diagnóstico de 
populações de difícil acesso às técnicas convencionais, principalmente em 
segmentos populacionais prioritários, como populações vulneráveis, populações 
flutuantes, moradores de rua, pacientes com sintomas da AIDS, dentre outros. 
 
 
3. PREPARO DO PACIENTE 
 
\ufffd Desnecessário 
 
4. AMOSTRA 
 
\ufffd Sangue total (venoso ou capilar) 
\ufffd Soro ou plasma 
 
5. CUIDADOS PARA COLETA 
 
\ufffd Nenhum cuidado especial para coleta venosa. 
\ufffd Ver Anexo I \u2013 Orientações para Coleta de Sangue Venoso. 
 
\ufffd Sangue total venoso ou plasma: colete o sangue em tubos contendo EDTA, 
heparina ou citrato de sódio. 
 
\ufffd Sangue capilar: Para coleta de sangue da ponta do dedo, peça ao paciente que 
lave as mãos com sabão e água. Segurando a palma de mão para cima, escolha 
a ponta menos calejada de um dos três dedos centrais. Limpe a pele da ponta do 
dedo do paciente com álcool e gaze esterilizada. Fure o dedo do paciente com a 
lanceta usando movimento rápido e despreze a primeira gota. Colete a segunda 
gota com a alça coletora descartável. Seguir as instruções de procedimentos do 
teste. 
 
6. ORIENTAÇÃO PARA TRANSPORTE E ARMAZENAMENTO 
 
 
 
\ufffd As amostras de sangue devem ser preferencialmente utilizadas imediatamente 
após a coleta. Caso estas amostras não sejam testadas imediatamente, estas 
devem ser refrigeradas logo após a coleta entre 2-8°C, podendo ser usadas em 
até 3 dias. 
 
7. MÉTODOS MAIS UTILIZADOS NO LABORATÓRIO CLÍNICO 
 
\ufffd Imunocromatografia 
 
8. INTERPRETAÇÃO 
8.1 Valores de referência 
 
\ufffd Indetectável 
 
8.2 Valores críticos 
 
\ufffd Não se aplica 
 
8.3 Principais influências pré-analíticas e fatores interferentes 
 
\ufffd Amostras congeladas por muito tempo ou descongeladas mais de uma vez 
provocam absorção lenta ocasionando resultados inadequados. 
\ufffd Não usar amostras inativadas ou diluídas. 
\ufffd Amostras hemolisadas ou mal conservadas podem ser interpretadas 
erroneamente como positivas. 
 
8.4 Exames relacionados 
 
\ufffd Sorologia para HIV 
\ufffd Carga viral para HIV 
\ufffd Contagem de linfócito CD4+ 
 
9. COMENTÁRIOS DO PATOLOGISTA CLÍNICO 
 
\ufffd São considerados testes rápidos, testes sorológicos cuja realização não 
necessita de estrutura laboratorial e que produzem resultados em, no máximo, 30 
minutos. 
 
\ufffd Apesar da simplicidade técnica, o teste rápido para detecção de anticorpos anti-
hiv deve ser realizado somente por profissionais de saúde formalmente 
capacitados. 
 
\ufffd Os testes rápidos para HIV têm sua indicação bem estabelecida pelas diretrizes 
do Programa Nacional de DST/AIDS. Não devem ser utilizados 
indiscriminadamente e os conjuntos de diagnóstico utilizados deverão estar 
obrigatoriamente registrados no Ministério da Saúde e ser capazes de detectar 
anticorpos anti-HIV-1 e anti-HIV-2. As diferentes portarias que legislam sobre os 
testes rápidos devem ser rigorosamente seguidas (ver ANEXOS). 
 
INDICAÇÕES GERAIS PARA USO DE TESTES RÁPIDOS 
 
 
 
\ufffd Em populações de difícil acesso às técnicas convencionais de ELISA e western 
blot, está recomendado o uso criterioso de testes rápidos como estratégia de 
ampliação do acesso ao diagnóstico da infecção pelo HIV (Portaria 34, de 28 de 
julho de 2005 da Secretaria de Vigilância em Saúde). Nesse caso, deverão ser 
realizados simultaneamente dois testes de alta sensibilidade de fabricantes 
diferentes. As amostras negativas nos dois testes rápidos terão seu resultado 
definido como \u201cAmostra negativa para HIV\u201d. As amostras que apresentarem 
resultados positivos nos dois testes rápidos terão seu resultado definido como 
\u201cAmostra positiva para HIV\u201d. Em caso de resultados discordantes nos dois 
primeiros ensaios, a amostra deverá ser submetida a um terceiro teste rápido. 
Quando o terceiro teste apresentar resultado positivo, a amostra será 
considerada \u201cAmostra positiva para HIV\u201d. Quando o terceiro teste apresentar 
resultado negativo, a amostra será considerada \u201cAmostra negativa para o HIV\u201d. 
Nesse caso, recomenda-se proceder à coleta de uma segunda amostra, 30 dias 
após a emissão do resultado da primeira amostra e repetir todo o conjunto de 
procedimentos seqüenciados (ver anexo PROCEDIMENTOS SEQÜENCIADOS 
PARA REALIZAÇÃO DO DIAGNÓSTICO DA INFECÇÃO PELO HIV 
UTILIZANDO-SE TESTES RÁPIDOS EM INDIVÍDUOS COM IDADE ACIMA DE 
18 (DEZOITO) MESES). 
 
\ufffd A grande utilidade dos testes rápidos encontra-se em algumas situações de 
emergência, onde existe a necessidade de decidir rapidamente sobre a utilização 
de profilaxia. Isso ocorre principalmente nos casos de profissionais de saúde que 
tenham tido exposição ocupacional de risco (ver anexo FLUXOGRAMA PARA 
USO DE TESTE RÁPIDO PARA HIV EM SITUAÇÕES DE EXPOSIÇÃO 
OCUPACIONAL) ou de gestantes em trabalho de parto sem sorologia conhecida 
(ver anexo FLUXOGRAMA PARA USO DE TESTE RÁPIDO PARA HIV EM 
GESTANTES). Tendo em vista que não se trata de um exame com fim 
diagnóstico e que o resultado é considerado como provisório, é aceitável a 
realização de um único teste rápido para se tomar decisão terapêutica de 
emergência. Nesse caso é imprescindível que a amostra reagente ou o paciente 
sejam encaminhados o mais rápido possível, e em caráter prioritário, para 
realização de testes confirmatórios. 
 
 
Reações sorológicas falso-positivas: já foram descritas mais de 70 causas de 
resultados falso-positivos para sorologia para HIV especialmente: infecções por 
outros vírus (incluindo a mononucleose infecciosa, hepatites, gripe), doenças auto-
imunes, paciente politransfundidos, multíparas, uso de drogas ilícitas, aquisição 
passiva de anticorpos anti-HIV (principalmente em crianças abaixo de 2 anos 
nascidas de mães infectadas), vacinações, entre outros. Muitas vezes as reações 
falso-positivas não são esclarecidas. 
 
Reações sorológicas falso-negativas ocorrem na fase inicial da infecção quando a 
síntese de anticorpos ainda é baixa. Eventualmente podem ocorrer em fases muito 
tardias, quando a imunossupressão é intensa. 
 
 
\ufffd Não se deve esquecer a Declaração Política da UNAIDS/OMS, que define que as 
condições sob as quais pessoas submetem-se a testes para HIV devem prezar 
por respeito aos princípios éticos. De acordo com estes princípios, a realização 
de testes para HIV deve ser sempre voluntária, confidencial, acompanhada por 
um conselheiro e conduzida com o consentimento informado. 
 
 
 
10. REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
Portaria nº 34, de 28 de julho de 2005. Regulamenta o uso de testes rápidos para 
diagnóstico da infecção pelo HIV em situações especiais. Ministério da Saúde. 
Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações 
Programáticas Estratégicas. Exposição a Materiais Biológicos. Série A. Normas e 
Manuais Técnicos. Brasília \u2013 DF. 2006. http://www.saude.gov.br/trabalhador. 
Testes rápidos: considerações gerais para seu uso com ênfase na indicação de terapia 
anti-retroviral em situações de emergência. Ministério da Saúde. 
http://www.aids.gov.br/assistencia/Textotr.html. 
 
 
 
 
ANEXOS: 
PROCEDIMENTOS SEQÜENCIADOS PARA REALIZAÇÃO DO 
DIAGNÓSTICO DA INFECÇÃO PELO HIV UTILIZANDO-SE TESTES 
RÁPIDOS EM INDIVÍDUOS COM IDADE ACIMA DE 18 (DEZOITO) MESES 
 
 
 
 
 
 
T3 
Pos Neg 
Neg / Neg Neg / Pos Pos / Neg Pos / Pos
T1 + T2 
Amostra Negativa Amostra Positiva 
 
 
FLUXOGRAMA PARA USO DE TESTE RÁPIDO PARA HIV EM SITUAÇÕES 
DE EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL 
 
 
 
 
 
FLUXOGRAMA PARA USO DE TESTE RÁPIDO PARA HIV EM GESTANTES 
 
 
 
 
 
 
 
CARGA VIRAL PARA HIV 
 
1. NOME DO EXAME 
 
\ufffd Carga viral para HIV (sangue) 
 
1.1. Sinonímia 
 
\ufffd Quantificação de RNA \u2013 HIV 
\ufffd Quantificação da viremia para HIV 
 
2. INDICAÇÃO CLÍNICA