protocolos exames laboratoriais
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protocolos exames laboratoriais


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após dois meses da 
suspensão do aleitamento materno. Valores de carga viral abaixo de 10.000 
cópias/mL devem ser cuidadosamente analisados devido ao risco de tratar-se de 
resultado falso-positivo. 
 
10. REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
Manual de Carga Viral \u2013 HIV. Ministério de Saúde. http://www.aids.gov.br 
Manual de Carga Viral HIV-1. Rede Nacional de Laboratórios de Carga Viral. Ministério 
da Saúde. 
Manual de Controle das DST. Ministério da Saúde. 
http://www.aids.gov.br/assistencia/manualcontroledst.pdf 
MINAS GERAIS. Secretaria de Estado de Saúde. Assistência Hospitalar ao Neonato. 
Belo Horizonte, 2005. 
MINAS GERAIS. Secretaria de Estado de Saúde. Atenção à Saúde da Criança. Belo 
Horizonte, 2005. 
MINAS GERAIS. Secretaria de Estado de Saúde. Atenção à Saúde do Adulto: HIV/AIDS. 
Belo Horizonte, 2006. 
MINAS GERAIS. Secretaria de Estado de Saúde. Atenção à Saúde do Adolescente. Belo 
Horizonte, 2006. 
MINAS GERAIS. Secretaria de Estado de Saúde. Atenção à Saúde do Adulto: 
Tuberculose. Belo Horizonte, 2006. 
MINAS GERAIS. Secretaria de Estado de Saúde. Atenção ao Pré-natal, Parto e 
Puerpério. Belo Horizonte, 2006. 
Portaria 59/GM/MS, de 18 de janeiro de 2003. Ministério da Saúde. 
Recomendações para terapia anti-retroviral em adultos e adolescentes infectados pelo 
HIV 2007/2008. Documento preliminar. Ministério da Saúde. 
 
 
 
 
 
ANEXOS 
Fluxograma para utilização de testes de quantificação de RNA visando a 
detecção da infecção pelo HIV em crianças com idade entre 2 meses e 18 
meses, nascidas de mães infectadas pelo HIV 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1. Este fluxograma foi elaborado para o uso de testes de detecção quantitativa de RNA e o 
resultado do exame deve expressar o valor de carga viral encontrado na amostra. Valores até 
10.000 cópias/mL sugerem resultados falso-positivos e devem ser cuidadosamente analisados 
dentro do contexto clínico, demandando nova determinação em um intervalo de 4 semanas. 
2. Para garantir a qualidade dos procedimentos e considerando a possibilidade de 
contaminação e/ou troca de amostra, bem como a necessidade de confirmação do 
resultado obtido, recomenda-se a coleta de nova amostra e a priorização da repetição 
do teste no menor espaço de tempo possível 
Mãe infectada 
Criança com idade de 2 a 18m 
(1º teste) 
Detectável Abaixo do limite 
de detecção 
Repetir o teste 
imediatamente com 
nova amostra 
(2º teste) 
Detectável Abaixo do limite 
de detecção 
Criança infectada Repetir após 2 meses 
(3º teste) 
Detectável Abaixo do limite 
de detecção 
Criança 
infectada 
Repetir o teste após 
2 meses 
(2º teste) 
Detectável Abaixo do limite 
de detecção 
Repetir o teste 
imediatamente com 
nova amostra 
(3º teste) 
Detectável Abaixo do limite 
de detecção 
Criança 
infectada 
Criança 
provavelmente não 
infectada 
 
Criança 
provavelmente 
não infectada 
Criança 
provavelmente 
não infectada 
 
 
ANTICORPOS ANTI-CITOMEGALOVÍRUS (CMV) \u2013 IGM 
 
1. NOME DO EXAME 
 
\ufffd Anticorpos anti-Citomegalovírus (CMV) \u2013 IgM 
 
1.1 Sinonímia 
 
\ufffd Anti-CMV \u2013 IgM 
\ufffd Sorologia para CMV 
 
2. INDICAÇÃO CLÍNICA 
 
\ufffd Exame de triagem para a Citomegalovirose de pessoas assintomáticas, sendo de 
indicação formal na rotina laboratorial da gestante juntamente com a IgG. É usado 
também para o diagnóstico de infecção aguda e congênita pelo CMV e na 
determinação de exposição prévia em pacientes candidatos a transplante de 
órgãos. 
 
3. PREPARO DO PACIENTE 
 
\ufffd Jejum mínimo de 4 horas - recomendável. 
 
4. AMOSTRA 
 
\ufffd Soro (amostra preferencial) 
\ufffd Sangue capilar: no período neonatal colheita de sangue capilar do pezinho com 
papel de filtro apropriado, entre 3 e 15 dias de vida (Teste do pezinho). 
 
5.CUIDADOS PARA COLETA 
 
\ufffd Informar se já realizou o teste anteriormente 
\ufffd Ver Anexo I \u2013 Orientações para Coleta de Sangue Venoso. 
 
6. ORIENTAÇÃO PARA TRANSPORTE E ARMAZENAMENTO 
 
\ufffd Recomenda-se separar o soro ou plasma até 3 horas após a coleta. Caso isso não 
seja possível manter a amostra de sangue entre 20 \u2013 25 °C por até 24 horas, em 
recipiente fechado. 
\ufffd Após a obtenção do soro ou plasma, caso o exame não possa ser prontamente 
realizado, recomenda-se manter a amostra refrigerada entre 4 \u2013 8° C por até 3 
dias, em recipiente fechado. 
\ufffd Teste do pezinho: Enviar o cartão após a colheita embalado em pacote plástico, 
protegido da luz, ao laboratório em até 24 horas. 
 
7. MÉTODOS MAIS UTILIZADOS NO LABORATÓRIO CLÍNICO 
 
\ufffd Ensaios imunoenzimáticos 
\ufffd Quimioluminescência 
\ufffd Imunofluorescência indireta (IFI) 
\ufffd Teste de avidez de IgG 
 
 
 
8. INTERPRETAÇÃO 
 8.1 Valores de referência 
 
Observação: 
Os valores de referência podem variar em função do método e dos reagentes utilizados; 
portanto esses valores devem estar claramente citados nos laudos de resultados dos 
exames laboratoriais. 
 
\ufffd Negativo 
 
Para a metodologia imunofluorescência indireta: 
\ufffd < 1/8 = negativo 
 
8.2 Valores críticos 
 
\ufffd Não se aplica 
 
8.3 Principais influências pré-analíticas e fatores interferentes 
 
\ufffd Hemólise 
\ufffd Lipemia 
\ufffd Amostras contendo fatores reumatóides 
\ufffd Amostras com altos títulos de anticorpos heterólogos (resultados indeterminados) 
 
Obs: Resultados indeterminados nos testes imunoenzimáticos devem ser repetidos em 
aproximadamente 2 semanas para definição do perfil sorológico. 
 
8.4 Exames relacionados. 
 
\ufffd Anticorpos anti-CMV \u2013 IgG 
\ufffd Avidez para anticorpo IgG anti-CMV 
 
9. COMENTÁRIOS DO PATOLOGISTA CLÍNICO 
 
\ufffd IgM positiva sugere infecção aguda recente, primária, re-ativação ou re-
infecção. Ela surge entre 7 e 15 dias após a aquisição da infecção e 
aproximadamente 2 semanas antes da IgG. 
\ufffd Os níveis séricos, entretanto, não seguem uma curva de regularidade como no 
caso da IgG, e podem manter-se detectáveis por muitos meses (IgM residual), 
o que resulta em fator de confusão no diagnóstico da infecção aguda, 
principalmente em gestantes. Neste caso está indicada a pesquisa da avidez de 
IgG (vide IgG anti-CMV). 
\ufffd A presença de anticorpos contra outros agentes infecciosos (vírus varicela 
zoster, herpes simples, Epstein-Bar) bem como altos títulos de fator reumatóide 
(saturam os sítios de ligação nos antígenos) podem desencadear reações 
cruzadas com resultados falso-positivos. 
\ufffd O excesso de anticorpos IgG específicos no soro pode causar, por competição, 
resultados falso-negativos. 
\ufffd Resultados negativos podem ser encontrados, ainda, nos casos de doença 
aguda recente bem como nas amostras de indivíduos com a infecção por HIV-1 
ou daqueles em uso de tratamento com imunossupressores. 
\ufffd Os títulos de anticorpos IgM anti-CMV séricos não se correlacionam com a 
atividade da doença. 
\ufffd Para melhor definição da situação, os títulos positivos para IgM devem ser 
 
 
analisados juntamente com a pesquisa de IgG. 
\ufffd Altos títulos de IgM e IgG séricos sugerem infecção aguda ocorrida nos últimos 
3 meses. 
\ufffd A ausência de IgM fala contra a infecção aguda nos últimos 3 meses mas não 
exclui a infecção de maior duração. 
\ufffd Aproximadamente 50% dos fetos serão infectados caso a gestante apresente 
infecção primária durante a gravidez e menos de 10% se tornarão infectados 
caso a gestante apresente reativação de uma infecção latente. 
\ufffd A presença de IgM no soro de um neonato é considerada como a confirmação 
da infecção congênita pelo CMV 
\ufffd Pacientes imunossuprimidos com reativação de uma infecção latente pelo CMV 
apresentam elevação dos títulos de IgG mas não de IgM. 
 
10. REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
HENRY JB, Clinical Diagnosis and Management by Laboratory Methods.