LOGÍSTICA DE MERCADO – Parte I
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LOGÍSTICA DE MERCADO – Parte I


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o concorrente e suas práticas, isso é chamado 
de Benchmarking (referência positiva). 
 
Microambiente: 
 
Empresa: Ao fazer seus planos de marketing, a gerência de marketing leva em 
consideração outros grupos da empresa, tais como a administração, os departamentos de 
finanças, pesquisa e desenvolvimento, compras, produção e contabilidade. Todos estes 
grupos formam o ambiente interno e, em conjunto, têm um impacto sobre os planos e as 
ações de marketing. 
 
Fornecedores: Os fornecedores são um elo importante no sistema geral de entrega de 
valor da empresa ao consumidor. Eles provêem os recursos necessários para a empresa 
produzir seus bens e serviços, e podem afetar seriamente o marketing. Por esse motivo 
devem-se adotar alguns procedimentos para escolher um fornecedor, além das variáveis 
de negociação de venda, quantidade, pagamento, prazos e garantias como idoneidade, 
tempo de atuação no mercado, seus clientes, seus profissionais e se possui problemas com 
o governo. 
 
Intermediários: Os intermediários do marketing ajudam a empresa a promover, vender 
e distribuir seus bens aos compradores finais. São os intermediários financeiros (bancos, 
seguradoras), atacadistas, varejistas, corretores e agentes, distribuidores físicos 
(transportadores, armazéns), serviços de marketing (agências de publicidade e 
propaganda). 
 
Clientes: O mercado é formado basicamente de clientes A empresa deve analisar seus 
clientes de perto, pois em cada tipo de mercado há uma reação diferente. Segundo Kotler, 
a empresa pode ter cinco tipos de clientes: o mercado consumidor, o mercado industrial, 
o mercado revendedor, o mercado governamental e o mercado internacional. 
 
Concorrentes: Os profissionais de marketing não devem apenas visar às necessidades 
dos consumidores-alvo, devem também alcançar vantagens estratégicas, posicionando 
suas ofertas contra as de seus concorrentes na cabeça dos consumidores. 
 
Públicos: O ambiente de marketing da empresa inclui também vários tipos de público. O 
público é qualquer grupo que tenha interesse real ou potencial ou que cause impacto na 
capacidade da empresa de atingir seus objetivos. Kotler apresenta sete tipos de públicos: 
púbico financeiro, público da mídia, público do governo, público de defesa do 
consumidor, público local e o público geral. 
 
A logística de mercado envolve planejamento, implementação e controle dos fluxos de 
materiais e bens finais, dos pontos de origem aos pontos de uso para atender as exigências 
do consumidor a determinado lucro. 
 
O processo de levar bens aos consumidores tem sido chamado, tradicionalmente, de 
distribuição física. A distribuição física começa na fábrica. Os administradores procuram 
escolher um conjunto de depósitos (pontos de estocagem) e empresas de transporte que 
levem os bens produzidos aos destinatários finais, no tempo desejado e/ou ao menor custo 
total. 
 
Recentemente, a distribuição física expandiu-se em um conceito mais amplo denominado 
administração da cadeia de suprimentos (SCM), que se inicia antes da distribuição 
física envolvendo a compra de inputs corretos (matérias-primas, componentes e bens de 
capital); sua conversão eficiente em produtos acabados e seu transporte aos destinatários 
finais. 
 
Infelizmente, a cadeia de suprimentos visualiza os mercados apenas como ponto de 
destino. A empresa seria mais eficaz ao considerar, primeiro, as exigências de seu 
mercado-alvo e, depois, projetar a cadeia de suprimentos de trás para a frente. Essa visão 
moderna é o cerne do sistema de logística de mercado de hoje, e leva ao exame da cadeia 
de suprimentos como cadeia de demanda. 
 
A gestão da demanda sob a perspectiva da gestão da cadeia de suprimentos (SCM) 
 
Dentre os processos para a gestão da cadeia de suprimentos está a gestão da demanda, 
que é o processo que procura balancear os requerimentos dos clientes com a capacidade 
de atendimento da cadeia. Nesse sentido, o processo produtivo deve ser desencadeado a 
partir das necessidades da demanda e essas necessidades é que devem mobilizar toda a 
cadeia de suprimentos. 
 
O objetivo da gestão da demanda é entender, influenciar e gerenciar a demanda dos 
consumidores, alcançando resposta rápida em toda a cadeia de suprimentos. Este conceito 
indica que a gestão da demanda não pode ser considerada um processo isolado ou uma 
atividade resumida na previsão de vendas. Faz-se necessário compreender quais são os 
limites e as interfaces desse processo. 
 
O processo de gestão da demanda é composto por integrantes de diversos níveis e setores 
da organização, bem como representantes de elos-chave da cadeia de suprimentos. Em 
função do caráter estratégico, o time deve ser composto pelos gerentes de várias funções, 
incluindo marketing, finanças, produção, compras e logística. Eventualmente, 
colaboradores de outras áreas da empresa e representantes de fornecedores e clientes 
estratégicos devem participar do time. Este é responsável pelo desenvolvimento de 
procedimentos no nível estratégico e pela garantia da sua implementação. No plano 
operacional, possui a responsabilidade de cuidar do andamento diário do processo.