trabalho perícia tecnica
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trabalho perícia tecnica


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indicadas individualmente no Item 8. RESULTADO INDIVIDUALIZADO, do Laudo. 
 
 
7.1. UMALV- UMIDADE ASCENDENTE DAS FUNDAÇÕES EM PAREDES DE ALVENARIA: 
 
DIAGNÓSTICO: 
 
 Constatamos a ocorrência de fissuras e manchas em algumas paredes próximo ao piso, 
decorrentes de movimentações higroscópicas provocadas pela ascensão de umidade por 
capilaridade, em função da ausência ou deficiência de impermeabilização nas fundações. 
 Assim, as trincas são decorrentes da variação da umidade nas alvenarias que provoca 
dilatações e retrações do painel em função dos ganhos e perdas de água. 
 Um painel de alvenaria é um elemento rígido no sentido da maior inércia, não aceitando 
deformações sem apresentar trincas. Como a variação da umidade provoca uma variação 
dimensional da peça (aumentando ou diminuindo de volume), então o surgimento de fissuras é 
inevitável. 
 Para resolver este problema de ascensão de umidade presente na base de paredes de 
alvenaria, com deficiência de impermeabilização dos baldrames, podemos agir conforme a 
seguir; 
 
 
Terapia 1: 
 
 
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 Podemos criar uma barreira eficiente com injeção de produtos químicos na base da 
parede de alvenaria de tijolos maciços, conforme a Figura 5, abaixo. 
 
 
 
 
Figura 1- Representação em corte e vista frontal de uma parede hipotética. Como exemplo de 
um produto com estas qualidades, podemos citar o Denver Barra Seca, que é um é um 
impermeabilizante líquido, de base mineral, que age pelo processo de cristalização, bloqueando 
e selando os poros da alvenaria. 
 
 
 
Metodologia de aplicação: 
 
Retirar o revestimento existente até a altura onde apresenta umidade (aprox. 50 cm). 
 
 
 Medindo 5cm a partir do piso, com furadeira elétrica, executar seqüência de perfurações, 
espaçadas em 10 a 15cm. Os furos deverão ter diâmetro aproximado de 10 a 20 milímetros, 
com inclinação de 45° e profundidade equivalente a 2/3 da espessura da parede. Medindo 10 
cm acima, executar nova seqüência de perfurações, intercalando os furos. 
 
 Colocar água nos furos, até saturar bem a parede, retirar o excesso de água dos furos e 
aplicar Denver Barra seca, até a saturação. Após 24 horas, escarear os furos com a própria 
broca e repetir a aplicação do Denver Barra seca Terminada a aplicação, vedar superficialmente 
os furos e aguardar a secagem da parede, por um período aproximado de 10 a 30 dias. 
 
Terapia 2: 
 
 A alternativa que consideramos mais eficiente, porém bastante trabalhosa por não se 
mexer nas paredes e mais agressiva por danificar os pisos adjacentes, é a substituição da 
impermeabilização existente ou execução de uma nova através da adaptação do processo 
especificado pelo eng. Ernesto Ripper, no seu livro Como evitar Erros na Construção, conforme 
abaixo reproduzido de forma resumida. 
 
a) Executar rasgos em toda a profundidade da alvenaria, acima da impermeabilização a ser 
construída, com aproximadamente 15cm de altura e 100cm de comprimento, alternados 
com distância de 80cm entre eles. 
 
 
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b) Retirar a impermeabilização (caso existente), limpar e regularizar os alicerces (como 
alicerces entende-se a viga de baldrame, fundações ou qualquer base da alvenaria). 
 
c) Aplicar duas camadas de feltro asfáltico, coladas com asfaltos oxidados a quente ou uma 
camada de butil ou similar, em toda a extensão do rasgo. 
 
d) Aplicar uma camada de proteção de argamassa de cimento e areia 1:4 e reconstruir a 
alvenaria com tijolos recozidos ou prensados em um comprimento de 80cm, cuidando que 
seja bem cunhada a alvenaria acima. Deixar dentes na extremidade. 
 
e) Executar os rasgos de 80cm alternados entre os vãos já reparados, repetindo o 
procedimento anterior, ficando a impermeabilização com um transpasse de 10cm em cada 
lado sobre a impermeabilização já executada. 
 
f) Repetir o procedimento como nos outros rasgos, completando assim o fechamento total da 
parede. 
 
g) Demolir o revestimento úmido existente acima da faixa reconstruída e deixar secar a 
alvenaria descoberta. 
 
h) Revestir com emboço internamente sem aditivo impermeabilizante, para deixar que a 
alvenaria respire. Externamente é aconselhável usar no emboço aditivo impermeabilizante 
para uma melhor proteção da alvenaria. 
 
 De qualquer maneira, os dois procedimentos citados acima são válidos, desde que 
executados por profissional habilitado no CREA, observando que o primeiro leva em conta a 
existência de alvenaria de tijolos maciços. 
 
7.2. UMCON- UMIDADE ASCENDENTE DAS FUNDAÇÕES EM PAREDES DE CONCRETO: 
 
Diagnóstico: 
 
A umidade ascendente detectada em algumas paredes junto aos pisos é uma das 
patologias mais comuns nas edificações e é causada pela umidade proveniente do solo, que 
contamina a edificação quando a estrutura apresenta problemas como a falta de 
impermeabilização na fundação ou utilização inadequada do sistema impermeabilizante. 
 
Terapia: 
 
Levando em consideração que a umidade ascendente gera uma pressão negativa na face 
da parede, devemos usar uma argamassa polimérica, impermeável, semi-flexível, com boa 
aderência e excelente impermeabilidade a pressões hidrostáticas positivas e negativas, como 
por exemplo, a Argamassa Polimérica LW200, da Lwart, conforme a seguir. 
 
a) Remover o revestimento existente a uma altura de, no mínimo 0,50 metro acima da 
umidade detectada até chegar na parede de concreto, devendo a área a ser 
impermeabilizada ficar totalmente limpa e isenta de resíduos. 
 
b) Umedecer a superfície e aplicar a LW 200 ou outra argamassa polimérica similar, com 
trincha ou brocha, em demãos cruzadas até atingir o consumo especificado, 
respeitando o intervalo de secagem entre demãos. 
 
c) Executar, após a impermeabilização, a proteção mecânica. 
 
 
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7.3. DAFOR- DANOS ENCONTRADOS NOS FORROS: 
 
Diagnóstico: 
 
 Os danos encontrados nos forros se deram devido à infiltrações de umidade pelo 
cobertura, estando as goteiras corrigidas no momento da vistoria. 
 
Terapia: 
 
 Substituição dos elementos danificados. 
 
7.4. TRIAL- TRINCAS EM PAREDES DE ALVENARIA: 
 
Diagnóstico: 
 
 As alvenarias apresentam um bom comportamento às solicitações de compressão axial, 
não ocorrendo o mesmo para as solicitações de tração e cisalhamento, de forma que é 
importante a prevenção contra as concentrações de tensões provadas por aberturas de portas e 
janelas com a colocação de vergas e contravergas. 
 No presente caso, a ausência de vergas e contravergas nas aberturas das portas e 
janelas provocaram o surgimento de concentração de tensões excessivas nesses vértices tendo 
como conseqüências o aparecimento de trincas e infiltrações nos cantos. 
 Estas anomalias ficam ainda mais evidentes em virtude do assentamento do solo mal 
compactado provocando recalques diferenciais. 
 
Terapia: 
 
 As fissuras e trincas provenientes da concentração de tensões só serão eficientemente 
recuperadas caso se consiga uma melhor distribuição destas, assim sendo, nas regiões de 
abertura de porta e janela, deverão ser construídas vergas e contravergas, de modo a obter-se 
uma amarração na parte superior e inferior destas.