Atlas de Parasitologia Humana 1ªed   John Jr E LayeleDias
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Atlas de Parasitologia Humana 1ªed John Jr E LayeleDias


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Atlas de Parasitologia Humana 
John Jr & Layele Dias 
 
 
 
 
 
 
"Toda ciência é algo que levamos para a vida, que enfrentamos com todo o 
conhecimento que temos, buscamos curas, reformas, inovação, descobertas, mesmo sem 
saber de onde viemos, pra onde vamos. Mas temos uma certeza, certeza esta de que 
somos todos poeira das estrelas." (John Jr. ) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
John Jr, graduando em Biomedicina pela Faculdade Anhanguera de Brasília, 5º 
semestre (2011.1). 
Layele Dias, graduando em Biomedicina pela Faculdade Anhanguera de Brasília, 5º 
semestre (2011.1). 
Revisão, professor João Alves Biomédico, especialista em Docência do ensino 
superior, Faculdade Anhanguera de Brasília. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1ª Edição, 2011 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MÉTODOS DE EXAMES COPROLÓGICOS 
São inúmeros os métodos de exames coprológicos descritos na literatura, os 
quais podem ser qualitativos ou quantitativos, apresentando diferentes sensibilidades na 
detecção de ovos e larvas de helmintos e cistos de protozoários. Descrevemos a seguir 
alguns dos métodos e soluções utilizados de rotina em laboratórios para análise. 
 
Solução de lugol 
Lugol 2,0 g 
Iodeto de Potássio - KI 4,0 g 
Água destilada Completar para 100 ml 
 
 
Conservantes de fezes 
 
 
MIF (Mertiolato, Iodo e Formaldeído) 
 
Glicerina 5 ml 
Formaldeído (40%) 25 ml 
Mertiolato (ou mercurocromo) 0,1% 200 ml 
Água destilada 200 ml 
Solução de lugol 43 ml 
Total 473 ml 
 
 
SAF (Acetato de Sódio, Ácido Acético e Formaldeído) 
 
Acetato de Sódio 15 g 
Ácido Acético 20 ml 
Formaldeído (40%) 40 ml 
Água destilada 925 ml 
Total 1.000 ml 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Exame direto 
Utilizado para pesquisa de cistos de protozoários e ovos de helmintos. Método 
pouco sensível e só apresenta resultados positivos em infecções massivas. 
Procedimento: Adicionar solução de lugol às fezes, preparar a lâmina e observar 
direto ao microscópio em aumento de 100X e 400X. 
 
MÉTODO DE HOFFMAN, PONS & JANER ou HPJ 
\uf0fc Utilizado na pesquisa de cistos de protozoários e ovos de helmintos. 
 
1. Dissolver cerca de 10g de fezes em 10 ml de H2O em frasco pequeno. 
2. Filtrar em gaze dobrada em quatro, utilizando um cálice de sedimentação. 
3. Lavar o frasco 2X despejando a água na gaze. 
4. Completar o cálice com água e homogeneizar com bastão de vidro. 
5. Deixar em repouso de 2 a 24 horas. 
6. Com uma pipeta tampada, retirar uma amostra do fundo do vértice do cálice 
destampando a pipeta após imergí-la. 
7. Examinar ao microscópio, adicionando uma gota da solução de lugol. 
 
1ª parte 2ª parte 
 Gase dobrada 
 Cálice de sedimentação 
 
 
 Sedimento 
 
3ª parte 
 
 
 
 
 
MÉTODO DE WILLIS 
\uf0fc Utilizado na pesquisa de ovos de helmintos. 
1. Dissolver cerca de 5g de fezes em uma solução saturada de NaCl. 
2. Filtrar em gaze dobrada em quatro em frasco de Borrel e completar com a 
solução saturada de NaCl até formar um menisco convexo na boca do frasco. 
3. Colocar uma lâmina por sobre as bordas do frasco para que fique em contato 
com o líquido ao menos por 5 minutos. 
4. Retirar a lâmina sem escorrer o líquido e examinar ao microscópio. 
 
 
MÉTODO DE FAUST \u2013 (Centrífugo-flutuação) 
 
\uf0fc Utilizado na pesquisa de cistos de protozoários e ovos de helmintos. 
 
1. Dissolver cerca de 5g de fezes em 10ml de água e filtrar em gaze dobrada em 
quatro. 
2. Depositar o material em tubo cônico de centrífuga e centrifugar a 1500 rpm por 
2 minutos. 
3. Desprezar o sobrenadante e ressuspender novamente em 10 ml de água. 
4. Repetir os passos 2 e 3 até que o sobrenadante apresente-se claro. 
5. Adicionar 10 ml de sulfato de zinco (ZnSO2) 33 %, densidade 1.180, 
homogeneizar e centrifugar a 1500 rpm por 2\u2019. 
6. Recolher com alça de platina a película superficial, adicionar uma gota da 
solução de lugol e observar ao microscópio. 
 
 
 
 
 
 
MÉTODO DE RITCHIE 
 
\uf0fc Utilizado na pesquisa de cistos de protozoários. 
 
1. Idêntico ao método de FAUST até o ítem 4. 
2. Adicionar cerca de 8 ml de formol a 10%, homogeneizar, descansar por 10\u2019 a 20\u2019. 
3. Adicionar cerca de 2 ml de éter, agitar vigorosamente e centrifugar a 1500 rpm por 2\u2019. 
4. Desprezar o sobrenadante e examinar o depósito ao microscópio adicionando 
uma gota da solução de lugol. 
 
 
 
 
 
 
 
 
MÉTODO DE BAERMANN-MORAES 
 
\uf0fc Utilizado na pesquisa e isolamento de larvas de Strongyloides sp. de fezes e de 
larvas de nematóides do solo. 
 
1. Em um funil de vidro, adicionar água a 40-41°C até o nível atingir 1/2 altura da 
amostra depositada em gaze dobrada em quatro ou em peneira apropriada na boca do 
funil. 
2. Após duas horas, coletar amostras da água em vidro de relógio e examinar ao 
microscópio. 
 
 
 
MÉTODO DE GRAHAM (Método da fita adesiva) 
 
\uf0fc Utilizado na pesquisa de ovos de E. vermicularis. 
 
1. Com auxílio de um tubo de ensaio, fazer pressão com uma fita gomada 
transparente (parte colante) sobre o ânus e região perianal. 
2. Colar a fita em lâmina e observar ao microscópio. 
 
 
MÉTODO DE KATO - KATZ 
 
\uf0fc Utilizado principalmente na pesquisa de ovos de S. mansoni e outros helmintos. 
 
Utilização do Kit (quantitativo - OPG): 
1. Depositar uma pequena quantidade de fezes sobre uma folha de papel higiênico 
colocando a tela por cima e pressionando com a paleta. 
2. Colocar sobre uma lâmina de vidro a placa de plástico e depositar no centro do 
orifício as fezes que ultrapassaram as malhas da tela (40 - 60 mg). 
3. Comprimir as fezes no orifício da placa até completá-lo. 
4. Sobrepor à lamínula de celofane (embebida em verde malaquita) e inverter a 
preparação realizando pressão com o polegar sobre a lâmina até obter uma 
uniformidade do material. 
5. Deixar em repouso por cerca de 60 minutos a temperatura ambiente. 
6. Contar todos os ovos encontrados e multiplicar o total por 24, resultando em 
ovos/grama de fezes. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Referências 
 
Imagens: 
 
Algumas das imagens foram retiradas do \u201cAtlas de parasitologia\u201d da faculdade de 
Farmácia da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais). Disponível em: 
http://www.farmacia.ufmg.br/ACT/atlas/. (Acesso em, 08, 09, 10, 11, 12 e 13 de 
novembro de 2010). 
O restante das imagens foram retiradas do acervo pessoal de parasitologia do autor. 
 
Ciclos biológicos: 
 
http://www.cdc.gov/DiseasesConditions/ 
http://www.vira-lata.org/doc2.shtml 
http://www.saudesaude.com.br/saudesaude/arquivo.php?Numero=9 
Neves, David. Pereira \u2013 Parasitologia humana, 11ª edição. 
 
Referências