tese leila benitez
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tese leila benitez


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sido simplesmente clivados e embalados em função de suas dimensões, que não tenham sido 
submetidos a outros exames por peritos. 
7102.21 \u2013 São aqueles que em função de suas características (cor, pureza ou 
qualidade, transparência, etc.) destinam-se a usos industriais precisos e específicos 
(ferramentas para acabamento, fieiras de estiragem ou bigornas de diamantes, brocas de 
perfurações, etc.), mas que também podem ser utilizados em joalharia ou ourivesaria. 
7102.31 \u2013 São diamantes no estado natural, selecionados em lotes, bem como os 
diamantes polidos, nos quais várias faces ou facetas planas foram polidas e que não 
necessitam de um trabalho posterior antes de serem utilizados em joalharia ou ourivesaria. 
Devem ser submetidos ao exame por peritos em diamantes. 
Na Tabela 12 apresenta-se as exportações brasileiras, indicando os países de 
destino, peso por quilates e valores em US$. A Tabela 13 mostra dados das exportações 
brasileiras, a origem, peso por quilate e valores em US$. 
Maiores detalhes sobre a produção, importação e exportação, bem como valores 
em quilates, referente aos países participantes do SCPK em 2007 e 2008, podem ser 
encontrados no Annual Global Summary:2007 Production, Imports, Export and KPC Counts 
e Annual Global Summary:2008 Production, Imports, Export and KPC Counts (Anexo 1). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 34
Tabela 12: Exportações brasileiras de diamantes em 2008. Fonte: MME. 
 
Exportado para Data Peso (ct) Valor (US$) Código HS 
Israel 1Q 2008 910 345 051 7102.10 
Com. Européia 1Q 2008 1 381 143 000 7102.10 
Com. Européia 1Q 2008 5 748 92 002 7102.10 
Com. Européia 1Q 2008 9 251 206 346 7102.10 
Com. Européia 1Q 2008 332 63 152 7102.10 
Com. Européia 1Q 2008 9 560 87 761 7102.10 
Com. Européia 1Q 2008 6 559 60 212 7102.10 
Com. Européia 1Q 2008 4 816 703 897 7102.10 
EUA 1Q 2008 2 305 50 000 7102.10 
EUA 1Q 2008 697 74 000 7102.10 
Com. Européia 1Q 2008 6 271 1 108 801 7102.10 
Emirados Árabes 1Q 2008 300 100 000 7102.10 
Israel 1Q 2008 1 401 552 071 7102.10 
Emirados Árabes 1Q 2008 1 183 25 546 7102.10 
Com. Européia 2Q 2008 2 992 110 218 7102.10 
Com. Européia 2Q 2008 6 675 116 000 7102.10 
Com. Européia 2Q 2008 4 729 808 698 7102.10 
EUA 2Q 2008 124 205 000 7102.10 
Israel 2Q 2008 1 317 494 836 7102.10 
Com. Européia 2Q 2008 5 068 182 491 7102.10 
Australia 2Q 2008 24 5 000 7102.10 
Israel 2Q 2008 1 116 738 080 7102.10 
Com. Européia 2Q 2008 3 464 349 000 7102.10 
 
Tabela 13: Importações brasileiras de diamantes em 2008. 
Fonte: MME. 
 
Importado de Data Peso (ct) Valor (US$) Código HS 
EUA 1Q 2008 315 3 400 7102.21 
EUA 1Q 2008 1 102 25 557 7102.21 
EUA 1Q 2008 1 290 25 917 7102.21 
EUA 2Q 2008 880 25 723 7102.21 
EUA 2Q 2008 180 2 530 7102.21 
EUA 2Q 2008 1 177 33 226 7102.21 
Com. Européia 2Q 2008 111 88 624 7102.31 
Com. Européia 2Q 2008 142 70 780 7102.31 
Com. Européia 2Q 2008 1 1 7102.31 
 
 
 35
A Figura 5 mostra o percentual de CPKs emitidos pelo Brasil por países entre os 
anos de 2006 a 2009. Observa-se que a maioria dos certificados emitidos foram para a 
Béligica, mais de 40%, logo em seguida destaca-se Israel, para onde foram destinados mais de 
20% dos CPKs brasileiros. 
 
CPKs Emitidos por países (2006-2009)
42
14,3
21,4
10,7
5,4
1,8 0,9 0,9 0,9 1,8
0
5
10
15
20
25
30
35
40
45
Bé
lgi
ca
US
A
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l
Áfr
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Ch
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po
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en
ta
ge
m
 
Figura 5: Percentuais de CPKs emitidos pelo Brasil por países, entre os anos de 2006 a 2009. 
Adaptado de Nahass et al. (2009). 
 
Conforme observado nas tabelas anteriormente apresentadas, a produção brasileira 
de diamantes brutos não vem a ser significativa. Ressalta-se que menos significativas ainda, 
são as importações brasileiras de diamantes. A Figura 6 mostra os valores das exportações e 
importações de diamantes em ct realizadas pelo Brasil nos anos de 2003 (quando o Brasil 
aderiu ao SCPK) a 2008. Nota-se que os maiores volumes nas exportações ocorrem entre os 
anos de 2003 a 2005 e a partir daí diminuem. No ano de 2006, houve uma queda brusca, 
provavelmente relacionada com as fraudes descobertas na emissão de CPKs pelo Brasil, o que 
fez com que o país ficasse temporariamente afastado do SPCK, impedindo suas exportações. 
No ano de 2007, os problemas começam a ser contornados e os valores nos 
volumes de exportações começam a reagir. Entretanto, em 2008, houve novamente queda 
nesses volumes, o que estaria relacionado principalmente à crise que provocou forte impacto 
em todo o setor mineral brasileiro. Segundo Nahass et al. (2009) a crise mundial ocasionou 
uma queda substancial, em torno de 60%, nos preços dos diamantes brutos, o que tornou 
difícil garantir os preços desejados pelos garimpeiros, mineradores e pelos compradores. 
 
 36
244.925
28.127
243.298
10.222
280.519
16.296
90.017
12.255
167.848
6.607
113.098
40.268
0
50.000
100.000
150.000
200.000
250.000
300.000
2003 2004 2005 2006 2007 2008
EXPORTAÇÃO - IMPORTAÇÃO 2003 - 2008 (ct)
EXPORTAÇÃO
IMPORTAÇÃO
 
qu
ila
te
s 
ano
 
Figura 6: Exportações e importações de diamantes em quilates realizadas pelo Brasil, desde a 
adesão ao SCPK, entre os anos de 2003 a 2008. Adaptado de Nahass et al. (2009). 
 
 
 
3.5 \u2013 INSTITUCIONALIZAÇÃO DO SISTEMA DE CERTIFICAÇÃO DO 
PROCESSO DE KIMBERLEY NO BRASIL 
 
Ressalta-se que a partir d
do CPK no Brasil, muitas alterações v
realidade do país, bem como para as
órgãos anuentes e evitar fraudes. Entr
a lista dos países participantes desse p
diamantífero no país, ao transpor as
especificidades de nossa produção.
canadense, onde a produção é c
investimentos de alta escala viáveis
diamante ocorre principalmente 
impossibilidade de adequação legisla
uma medida positiva e necessária, ma
o modelo original, no qual foi embasada a implantação 
em sendo discutidas para uma melhor adequação deste à 
segurar o controle de seu funcionamento por parte dos 
etanto, segundo Porto Filho (2007), o Brasil ao integrar 
rocedimento, adotou medidas inadequadas ao comércio 
 normas da legislação canadense sem atentar para as 
 Afirma ainda que a diferença entre a mineração 
oncentrada em lavras de kimberlitos, demandando 
 somente às grandes empresas, e a brasileira, onde o 
em depósitos aluvionares, é uma identificável 
tiva. Assim, Porto Filho (2007) ressalta que o SCPK é 
s que poderia ser adequada ao contexto brasileiro. 
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A discussão sobre o SCPK tomou força e repercussão a partir do momento em que 
foi constatada uma falsificação no certificado de número 64 por produtores e exportadores de 
diamantes em maio de 2005, em Belo Horizonte (MG). A fraude foi descoberta pela ONG 
Parceria África Canadá-PAC. Além dessa, o comércio ilegal ou o contrabando de diamantes 
da Reserva Roosevelt controlada pelos índios da tribo Cintas-Largas, também chamou a 
atenção. 
Porto Filho (2007) comenta que, se anteriormente uma das áreas mais controladas 
e geradora de suspeitas e práticas ilícitas no mercado de diamantes e, também financiadora de 
conflitos, era a África Ocidental, outras áreas passaram a ser foco da atenção internacional, 
dentre elas o Brasil. Durante as investigações da denúncia da citada ONG, as exportações 
brasileiras de diamantes foram suspensas. Após a suspensão da emissão de certificados 
decorrentes das ações da Operação Carbono pela Policia Federal, o DNPM publicou a portaria 
nº 295 de 1º de setembro de 2006, que engessou mais o procedimento administrativo para