Liberdade
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DisciplinaSociologia da Desigualdade Social27 materiais766 seguidores
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com uma bela Itauana de nome Luiza
Greccru. em 9 de fevereiro de 1870 .
A Ca mara Municipa l de Sao Paulo perpetuou seu nome numa das
suas ruas de gra nde uacncao cultural.
RUA HUMA ITA
Uma das mais anl igas e tradicionais. interl igando 0 ba irro da Beta
Vista e 0 da Liberdade. No secure oassaoo. entre eta e a Rua Pltan-
guy, esteve insta lado 0 matadouro publ ico da ctdade. em oecorren-
c ia de um acordo entre a Camara Munic ipa l e Achilles Mart in d 'Esta-
dens, celebrado aos 30/4/ 1851 , dar se transterindo para a Cbacara
dos Ingleses e, final mente Vila Clement ino .
Atuatment e. a Rua Humait a euma rua residencial e sua desiqnacao
fi xa uma das gra ndes passagens da Guer ra do Paraquat.
PRACA ALMEIDA JUNIOR
Consti tuiu um d 0S tocars mats tradtctonais do antigo Distnto Sui de -
Se. 0 cate rono de logradouros pcbucos e os qutas d a cidade de Sao
Paulo, nao mats registram sua extstencia .
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Panorama do viaouto Guilherme de Alme ida, venoo -se ao tund c 0
bairro da Bela Vista e aesq uerda a etevaca o que constrt ui a atual Aua
Jacequai.
Praca da Libe rdade - Estaca o Metroviana ca t toeroaoe. local de
reeueacao da Feira de Arte e Artesanato Oriental .
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Era loca l da ant iga "Chacara de Francisco Machado", de um mer-
cede (l ei 0 .° 176. de 08105/1895 ) e Matadouro da c tda de e do
tradicionatTeatro Sao Paulo. que acabou desaparecendo do cenarto
do bairre da Libe rdade, absorvido pela radial Leste-Oeste.
A antiga propriedade de Franc isco Mac hado era uma grande q uinta
totalmente arbonzada. com predtos para colones e separada do
C6rreg o de Lavapes. ao SuI, par um gran de muro.
Bem ao centro do terreno, fic ava a casa grande , terrea. resi oencta do
propnetario. local em que mais tarde se construma 0 Teatro Sao
Paulo .
Com 0 tem po. a cnacara foi desapropriada pe te Pooer Munic ipa l,
para a nacad o de ruas e largos. Heave ali a Rua da Fabrica . q ue S8
translo rmaria na Rua Sinimbu. para hOmenagear Joao Lins Viei ra
c ansancao de Sinimbu, Visconde de Sini mbu, que fo i Con semeiro
do Estado e prestoente da Bahia e RIO Grand e do Sui, atem de
Mtntstro do Exterior, da Agr icul tura e da Justrca.
Desenvolto parlamentar, politico e acmmlstradcr ncta vel. desenvol-
veu suas ativ ida des d urante 0 segun do imperio bra sueiro.
Na med ica em que 0 local foi sendo urbani zado recebeu d iferentes
denomin acoes. Pnm eiramente. foi co nhec ido como " Largo do Cemi-
teno". porq ue ticava nas proxi midades da Capel a dos Aflitos. once
havre uma necropcle. Recebeu. tamnem, 0 nome de l argo da Glo r!a.
entre uma rua cc nhecida na epoca como "Rua da Bica" e a Chac ara
de Francisco Machado que , por vol ta de 1824, pertenc la a Santa
Casa de Mis erico rdia. Cha mou-se tambern largo Sao Paulo.
At-aves da Lei Munic ipal n.c 2161. d e 19/05/ 1918, proqramaram-se
os melhoramentos q ue transtormanam 0 Largo de Sao Paulo em
Praca Almeida Junior, homenageando a memcrta de um dos mats
significat ivos art istas da pin tura academica brasi lei ra do seculo XIX,
que foi Jose Ferraz de Almeida Junior. Suas teras. "Caipira Neqa-
ceando''. "Amolacao lnterrompid a". "Picando Furno". sao alg umas
de suas mais sugestivas crtacoes e que 0 tancaram no cenano
artlstico nacl cn al. com 0 vigor tecnico e estilo pictortco q ue 0 carac-
terizari am como Alme id a Junior.
Desa pareceu a creca tracncional quando se construl rarn as vi as
expresses na Ca pital.
Resid iram na area, ilustres personatidades da soct edade paulistana:
a familia do Professor Celestino Bcr rcut. renomado medico e protes-
sor universtterto: Sabato D'Ange lo e sua mulher An ita Pastore D'An·
gelo, que construtram na ci dade um imperio econ6mico com a "Fa-
brica de Cigarras Sudan" e ins!ituiram aRua da Li berdade, n.o 85, a
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"Punda cao An ita Pastore D'Angel o", q ue jtt prestou asststenci a so-
ci al e econcmica a mil e d uzentas pessoas par mes (53) .
Presidenle do Estado, Albuquerque Lins, tambem resid iu ali, e sua
casa. ainda exlstente. servtu de sede do Govemo de Sao Paulo,
durante seu per todc governamental.
Abr igou uma des pr ime iras teiras livre s da ctdade em um "Recre!c de
scucacac mtantu" (Almeida Junior), patrocinado pela Secreta ria
Municipal de Educacao.
VIADUTO GUILHERME DE ALME IDA
Comunica a Praca de Lib erdade e a avenida de igual nome. I:um dos
mats belos de Capital. porque descortina lode a rmensroao dos
barnes de Bela Vista e Conso lacao e distante s paragens do Cam-
bud . Mo6ca e Ipiranga.
Sua construcao se tom ou posslvel. med iante a oeseoroonacao de
inumeras construcoes na Rua da Liberdade e reb aixamento da pr6-
pria Rua Jaceg uai e a part ir da Rua da Accucac.
Denominado "Guilherme de Alme ida", para perpetuar a memcrta do
"Princi pe dos Poetas Brasne fros'', Que tanto enatteceu as tetras e 0
ci .... ismo da "Terra de Piratininga".
VIADUTO PEDROSO
Cont inuando, a Rua Ped roso co munica 0 ba irro da Be la Vista e da
Liberdade, bem como d iv isiona este ultimo do ba irro do Paralso. Foi
const ruido score a Aven ida 23 de Maio com mlcio aos 17 de accetc
de 1965 e co nctutdo em 5 de marco de 1967.
Nos seus baixos. situam-se doi s importante s services pub licos Mu-
nic ipais inlegrantes da rede de saude da Secreta ria de Hig iene e
Saude da Preteltura de Sao Paul o:
- 0 "Abrigo Maria He lena Faria L ima e Cun ha".
- A "Clinica de Hecuperacao de Alcoct atras ".
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NOTAS
41. Lei n.o 556. de 10 de Oezembro de 1901 - Autcrtza 0 Pretettc a
pagaro que fordevido a Jose Maragliano, pelofomec imento
de placas de nomenclatura e numeracac de casas, ern 1891
e 1898
42. Ata da CAmara Munic ipal - Vol. XXXVI - pag. 136
43. FREITAS, Afonso A de - Geografia do Estado de Sao Paulo-
pag . 50 - Escolas Profissionais Salestanas - S. P. -
1906
44. AZEVEDO, Manoel Vitor - Sao Paulo de Anl igamente - pag. 9
45. AZEVEDO, Manoet Vitor - ob ra citada - pag. 78
46. FREITAS. Affonso A. de - rracncoese Remmiscencias Paul isla-
nas - psg. 18
47. MONTEIRO, Zenon Fleury - obra citeda - pag . 49
48. 0 Estado de Sao Paulo - Edicao de 29.04.77
49. City News - EdiCao de 18.06.78 - pag. 7
50. Ementano d a Leqist ecao Munici pal - Vol. j - pag . 270
51. Ementarto da Leqislacao Municipal - Vol. I - psg. 271
52. TORRES, Maria Celestina Mend es - 0 Baine do Ib irapuera-
pag. 88
53. Etes Construiram a Grandeza de Sao Paulo - psg. 109 - Ed i-
lado pete Sociedade Brasuetra de Expansao Comercial
llda. - SP.
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o MOOERNO BAIRRO DA L1BERDADE NA CENOGRAFIA URBANA
DE SAO PAULO
As origens da cidade de Sao Paulo, a predestinarem a grandeza.
Nascendo e crescendo em torno de um coleqio. atrezentos metros do
mesma, ja em 1827, se lnstalarta a primeira Faculdade de Dire ito e.
neste seculo. a primeira Uni vers idade brasile ira.
Toma-se, assim, um centro de cultura, que promoveu a parncrpaeao
de seus fil hos em lodes as rnovimentos artt stlcoa. socials e politicos
da Nacac Brasuetra.
Em meados do seculc, a cu ltura do cafe gerou ccnct cees de riqueza,
que permiti ram 0 ingresso da cidade no estaqlo de sua industrialize-
ceo. acelerada pela contrib uicao vatiosa de inumercs cont ingentes
de imigrantes de toda s as nacional idade s e de outros Estados da
Federacao Brasileira.
o aspecto urbano da c idade pas sa. entao. por um autentlco proc esso
de metamorfose. A area da cidade. sua pai sagem e sua ccputacao
assumem caracteristicas diferenc iadas em b reve espaco de tempo.
Ainda na prime ira decade deste secoro. a sua area urbana se consti-
tula de doi s bl ocos (54), que tinham .ccmc divlsas a varzea do
Tamanduatei. blocos que tormavam como que duas c idades dlstin-
tas, os quais acabaram per se un ir, nao ha muito tempo.
De um lado tlcava 0 centro da cidade e os bairros da zona oeste,
sudoeste e sui e. de outro, 0 Bras, com seu s prolongamentos para 0
Ieete.
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Tcd avla. ainda S 8 observavern gran des espacos vazios ern todas as
dis tancia s. '
No bairro da Liberdade