Liberdade
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eram impressos na
Metodtsta pelo mesma professor, numa verdadet ra antecipacao do
ecumen ismo.
A tipografia permttta nesse tempo que as clientes permanecessem
no seu interior, acompanhando 0 andamento dos trabathos ttpo qratt-
cos : ccrnocstcac. paqinacao. revisao. emenda , rmoressao. enc a-
cemecao. etc. .
A oticlna era imensa e ocupava na Aven ida Liberdade. n.o 659
(mesmo numero atuat) . fundos. um grande espaco. onde atualmente
as Facu ldades Metropolitanas Unidas ergueram 0 "Predlo Alarico
Mattos".
Na tipog raf ia s6 trabalhavam homens, sendo a encad emacao reset-
vada as mulheres, que tiveram uma chefe multo popular cham ada
" Pasqua".
Na frente do terrene . como atnda noje. ucava a livraria da Imprensa
Metodista. distrtbuldora de suas ocoucacoes.
Atua tmente. a lmpre nsa Metodista mudou-se para Rudge Ramos, a
Rua Sacra mento, n.c 230, con tinuando a editar revistas multo conhe-
ctdas e anti gas. Algumas sao desttnadas as escotas domtn icais ou
assoctacces relig iosas. Nesse caso, lembramos a revista infanti l
" Bentevi 1", para cnances de 6 a 8 anos e, a " Bentevi 2", para 9 a 11
anos. A "F tamula Juve nil ", para adolescentes e, alnda, a "Cruz de
Malta", para jov ens de 17 anos em d iante e. " Em Marcha", para as
socledades ad ultas de homens e mulheres.
Ed itam tambem " Ensino Benetictente'', des ttnada aos protessores do
Departamento Primarlo da s Escolas Dcmlnlcais. q ue tem nove anos
de exrstencta.
Dissemos que algu mas dessas revrstas sao anti gas, e 0 sao: " Em
Marcha'' ja fez 12 anos: "Flarnuia Juvenn", 22 enos: "Cruz de Mal ta",
51 anos e a "Be ntevi'', 56 anos de oubncacao e d ivu lga(fao de
ens inamentos e conceitos.
Entretanto. a mars verna de todas e 0 "Exposi to r Cristae". que nos
seus 93 anos de vida . dentro em breve, sera centenarta.
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Citariamos ainda outras revlstas: "N6s e as crtancas''. "VOC~ e 0
Juventl", "No Senacu lo''. "Voz Misslonana", etc.
Quanta apcbncacao de ffvros. essa e infinita que, ind iscutivelmente,
exerceram grande mttuencta na vida cultural e princi palmente reli-
g iosa, nao apenas na Liberdade, como de tcd a Sao Paulo. irrad iand o
luminosidade daquet e temple divulgador do saber.
Fai ainda nas otlclnas da Imprensa Metodlsta que sa imprimiram as
prim eiras tntormecaoes cle ntlticas sabre Ptuteo. 0 planeta desco-
berto em 1930, como 0 livre do Professor Rage-rio Fajardo. lente da
Escola Pohtecnica e professor do Coleg ioSao Bento, "Apontamentos
de Cosmografia", js.em 1931/32,o que demonstra a atuacao informa-
tiva dessa impren sa.
Tambem ali se ed itou 0 liv re "Haikais", de Waldo Miko Sique tra. que
tel , talvez. 0 pr imeiro poeta brasileiro a divulgar no Brasi l as poemas
japoneses, de ccmovente lirismo e de dezessete allabas apenas.
dlvldldos em tres versos de cinco, sete e cinco silabas.
A imprensa metodista nao possuta cllcherla. de modo que se vella os
"C l icheria Lastr!", aRua da Gloria, a qual era muito bem equipada,
rivalizando -se com a famosa Bomensis. a mais importante de todas
em Sao Paulo.
Atualmente , a "Clicheria Lastri " vtve sob a denomina cac social de
"Lastri S. A. - Industria de Artes Gratica s''.
TRANSPORTE COLETIVO DO BAIRRO DA L1BERDADE - ESTACAO
METROVIARIA
Presentemente. a Admlmstracac Municipal de Sao Paulo esta pre-
ocupada com a etlclente transporte de massa.
Circularam petas ruas da ctdade as tll bur!s. as bondes de burro. as
bondes elet ric cs e as cr ubus. entre 1865 e 1968. ana em que tel
extinfa a ultima linha de bondes de Sao Paulo.
Ha dez anos sairam da crrcuteca o as camaroes. as care-dura. a
Gilda, as tubaroes. as Minas Gerais e as Bataclas..,
Foi par um decreta de D. Pedro II autoriza ndo a Dr. Martim Francisco
Ribeiro D'Andrada a explorer tal transporte, que se instataram as
li nhas de bcnde. inicia lmente em 1871, puxado par uma parel ha de
burros, sem ncranoa rfgidos e mediante a tarita de 200 rei s.
Ja em 1886, a "Cia, Carris de Ferro de Sao Paulo" ti nha estendldo
20.405.68 metros de tri lhos (Folha de Sao Paulo - 14/5/78), ate que
em 7 de maio de 1900 se inaugurou a Hnhaeletrtca "Largo Sac Bento
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- Barra Fund a" sob a respo nsab i lidade da "Sao Paulo Rai lway Light
an d Power" , entao insta lada a RUB Dire ita, n.o 7.
A princ i p ia. constitu ia tran sporte para as nccs, mas aos pouco s to t
send o util izado tamb em pa los operarios. oc asiac em que surg iram
as "cara-d ura'', cula tarifa c uste va 100 reis. ostentando a lndicac ao
de "carro para operano''.
Ja. em 1916, a cidade contava com 60 linhas, todas servidas por
cartes abertos chamados "Minas-Gerais ".
Havla carros especiais que podiam ser a lugados aLight para noivos
e noivas.
Em 1927 surgem as carros fechados, uvrando as passageiros das
intemperies, ape l idadas de "camaroes",
No ana 1946 passaram as bondes aadmintstracao da CM TC e, em
1968, e ret irado de crrcuracao a bonde "Santo Amaro" . q ue chegava
ao seu destine pela antiga Rua da Li berdade. Ci rculou pelas ruas da
ci dade pet e ul tima vez ostentando a d lstlco : "Adeus, cumpri 0 meu
dever. parto tra nqu i lo" .
Seu trabal ho nao toi conttn uadc pelos onlbus. deixando cerca de 1,2
rnllhao de pessoas sem tran sporte na c idade.
A Ilnha que servia 0 bairro da Liberdade tazfa ponto fina l na Rua Sao
Joaq uim, de onde partie um pequeno trem a vapor co m destine a Vila
Mar iana e Santo Amaro.
Esses bondes, que oao eram llu mlnad os. possuiam tres. c inco ou
sete bancos; eram vagarosos e desc arr ilavam fac ilmente. Funciona-
ya m ate as 20 horas e meia enos d ias de sessao de teatro, ate 24
horas (A. A. de Frei tas - "Ttad tcoes e Remlnlsc enci as Paulistanas"
- pag. 23).
Ante a d ificu ldad e de identtticaca c do ltlnerar!o dos b ondes a
cr stancra. cada Jinha era identlficada pa r tarot de uma co r, entreta nto.
a lin ha q ue se destlnava aRua Co nselhei ro Furtado , nac t inha tarot.
As c rOnicas referentes ao ano de 1914, pri nci pal men te de vlsl tentes
da cidade. faram do ce ntro urbano da Sao Paulo entulhado de bon-
des e autom6veis.
Transitaram petas ruas do bairro da Liberdade bondes q ue se tome-
ram tra d lcionals: a " Cambuc i", numero 22; a "Febrica", nume rc 20; 0
"Vila Prudente " . numero 32 ; 0 -Acnmaeac''. numero 28 ; a " lp iranga" ,
numero 4; 0 b onde "Santo Amaro" .
Pela aot iga rua da Liberdade sub iam quatro lin has: Vi la Mariana,
Dom ingos de Mora is. Jab aquara. Bosq ue da Sau de e Para iso, res-
pectivamente nomeros 39, 42. 30 e 5.
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Por voila dos anos 1934 a 1936, 0 bonde "Vila Mariana " ligava as
limiles suunos desse bai rro aPonte Grande, descendc peta Rua XV
de Novembro. Largo Sao Bento e Aveni da Tiradentes, retornando
pelaHua Libera Badar6, Largo Sao Francisco. Praca Joao Mendes e
entrance novamenle na RUB Li berdade. numa verda dei ra mteqracac
norte -suI.
Os bondes toram motivo a de farto anedot ano. piadas e charges em
Sao Paulo e no batrro da Liberdade, local de resid encia de mui-
tos portug ueses.
Atuatment e. as ruas do batrrc sao totalmente congest ionadas por
carros parti culates. 6nibus e cam inh6es de carga e descarga e, a
parti r da decade de setenta, ctrcuta sob suas entranhas a primetra
Iinha metroviarta brasileira.
ESTA<;AO METROVIARIA DA L1 BERDADE
Loc alizada alu almente na Praca da Lib erdade. [a se chamou Largo 7
de Selembro e, ao tempo dos pri metros povoadores. consli tui u adia-
cencta do Campo da Force.
Efet ivamenle, ja val distante a ano de 1607, quando a forca se
instalava na Tab ating uera, a qual, ante as constantes rectamacoes
d a pc ootacao aCamara de Sao Paulo foi transterld a daf e sttuada
&quot;naq uele alto que esta entre a ca minho que vel Birapoeira e a dos
Pinheiros, par clma donde morou Domingos Agostinho&quot; (Atas -
1596 - 1622 - pag . 197).
Mas 0 progresso abouu esse sim bolo precarlo da [ustica humana, e a
loca l du rante multo tempo tel de um bucolismo envolvente. Mas,
alualmente, eum dos pontos de grande concentracao humana e local
de converqencia de