Liberdade
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Foram fettos estuoos gerais das varzeas
munrcrpets entao tnuncavers e quase abandcnadas . Programou
tambem. pIanos de grandes aven idas para a cidade de Sao Paulo, de
modo a fac il itar 0 ace sso ao centro urbane. exiguo e incapaz de
comportar 0 desenvolvimento par que passava a cidade. de aces so
penoso, em grande parte atraves de ladeiras ing remes onde as va les
viztnhos se apresentavam de dif icil aprovettamento. alem de mal
hab itados, mal aproveitaoos e do pier aspecto. \
Equacionado 0 problema, outras eestces reallzararn 0 trabalho de,
construcao das grandes avenidas e do transports de massa. \
A Avenida 23 de Maio e a Avenid a da Liberdade !oram construidas
com aprovettamento total do Vale do uororc e da antiga Rua da
Liberdade , trecho do tradicional Caminho do Carro para Santo
Amaro, sob cujas protundezas. na decade de 1970, se tracar ta a
primeira linha rnetroviarla brasifeira.
CARTAS DE DATAS DE TERRAS
As Atas da Camara Munic ipal de Sao Paulo, .cesoe 0 secure XVI,
raferem Inumeras concessoes de datas de terras aos primeiros me-
radores do planaIto. Alguma s concessees estac reg islradas em 10·
cats muito proxrmos do nucteo central, enquanto outras se fazem a
distancia. ao longo dos caminhos ou na sua d.recao.
Ao fongo do "Caminho de Virapoeira" (depois Caminho do Carro),
ocorrem muitas concessoes. ate mesmo no secure passado.
Talvez esse habito tenha se constituido em uma constants na hist6ria
do desenvolvimento urbane de Sao Paulo, dada a grande dif iculdade
dos moradores da vita para a criarem. Nesse processo de desenvol-
vimento. a Camara Municipal tel 0 cerebrc . a torca impulsionadora e
propulsora do vasto empreendimento que 0 cresci mento material
desse nccreo urbano exigia.
Ate 0 fim do secuto XVI,Sao Paulo de Piratiningavivena num climade
guerra, ante 0 pavor de seus moradores verem as suas moradtee
incendi adas pelos constantes ataques indlg enas.
Ao Colegio de Sao Paulo competia a tareta de catequese. de forma-
cao esplrttual e intelectual dos primeiros hab itantes e. a CAmara
Municipa l estava ateta a tarefa de promovero desenvolvimento mate-
rial e 0 crescimento econ6mico da futura grande cidade.
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Sob este ultimo aspecto. a conceseac de data s de te-ras assumiu
relevante papel , concess6es eSSBS, fei tas no percurso dos diferentes
caminhos da cidade. No Caminho do Carro, vamc s ancontrar cartes
pontos de reterencia para as concessOes de terras. Assim , havla 0
Largo da Force. a Casa da P6lvara, a cnacara do Ouebra -Bunda. 0
Matadouro e 0 Telegrafo. confinando as concessces feitas ou ind i·
cando rcceuzecoes geograficas.
Delronte a "Casa da P6lvora", as Reg istros revelam varies conces-
sees. geralmente co m frente para a Rua C6nego Leac que futuramente
S8 transformaria na Rua d a U berdade. 0 eixo principal de todo 0
futuro ba irro de igus l nome.
Ob serva-se, entretanto. que tais concess6es nao sa edi ficavam de
imedi ato, pots a condiCAo concess6ria era nee se construi r cese de
moradia e "nao fazer fogo de qualquer qual idade", dada a pecximi-
dade da Casa da P6lvora.
Par essa razao. muitos cesstonarios chegaram a requerer aCAmara
Municipal a tran sferencia da Casa da P61vora para outro local , a fim
de que pudessem construir nas suas terras, no que nAo chegaram a
ser atendidos.
Desta forma, ocorre um processo de povoamento, formando-se para
a lado sui uma regiAo rural ou semi-rual de campos, pastagens,
rocas, sitios e ch8caras. que perdurariam ate aproximadamente 0
ana de 1920.
A planta da cidade de sao Paulo, elaborada em 1810, ja delineia a
expanseo da cidade para 0 sui. naturalmente estimu lada pe jc de-
senvolvi mento des ba irros de Ib irapuera e Santo Amaro. allada a
ace terecac da economia paulista, promovida pelo Caminho do Mar e
saida para 0 interior de sao Paulo, principa lemnte Ituo grande centro
produtor de ecccer da epcca.
Pele' data em que se consi derou pronta a Casa da P61vora (1813),
cuia constn cao se lnlciara por alvara de julho de 1754, se pode dizer
que esse local era considerado afastado do centro urbane, local que
atualmente di sta manos de um quilOmetro da Prac;:a Jolla Mendes .
Na medida em que 0 proces so de cciomzecsc da regillo se foi
acentuando com a ccncessac de terrae. vendas. revendas e parti -
lhas. a construc;:llo oitocentista passou a constitui rsene empecilho ao
prog resso local, tanto qua ereservada para eta vesta area de terra no
alto do esp igAo. ende antes se situava 0 Telegra fo.
As terrasdevolulas, 80Spoucos fcram sando cedidas aos tequtsiten -
tes sob a forma de dataa. de modo tal. qua os f lancose a distAnc ia do
Caminho do Carro vac se povoando mais densamente.
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Desde 1609. S8 concediam larras nessa d ire~a.o. Encontramos sf
Gaspar Colaco . com urndata devinte braces "nas cab eceiras dadas
a Gonc;alo Fernandes na banda dire ita do caminho indo para 8 irapo-
eire. partindo com Bras Mendes".
Tambem Pascosl Delgado e Manoal Costs obtem vinte bra ces em
quadra "no arrabalde desta vi la, indo pelo cam inho que 'l si para
Ibirapuera, samdo de sta vlla em urns travessa que esta demarcada
pelo cutao de JoAo de Oliveira, para os lados do ribeirAo do Anhan-
gabau".
o Capitao Francisco da Costa valadares S8 fixe "na rUB aberte
ccmecando de Santo Antonio para 0 Ibirapuera", e InocAnoio de
Camargo, JerOnimo de Camargo. Balthazar de Godoy Moreira, Fran-
cisco Goncalves, Manoel Femandes veine.Pedro Francisco Goncal-
ves, Pedro dli Silva. Gaspar Sard inha e Manoel da Cunha, em 1640.
tambem obtiveram datas de terras no Caminho do Carro. Algumas.
bem pr6ximas do centro. pcrem outras erem "chAos devolutos", nos
arrabaldes da vtta. Grandes a pequenas eeenezee. as quais se
destinavam ao cultivo de rccas e "c hacrinhas".
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NOTAS
1. Madre de Deus - Mem6rias Para a Hist6ria da Capilania de
Sio Vicente. hoj e chamads de Sao Paulo e Notlc ias des
annos em que S8 descobriu 0 Braz il.
2. Alas da CAmara Municipa l de Sio Paulo. I. pligina 42 - Carts
da CAmara de SAo Paulo de Piratininga a Dona Catarina,
rs inha de Portugal. SAo Paulo de Pirat ininga, 20 de ma io de
1561.
3. Alas da CAmara Muni cipal de SAo Paulo - 1596/1622 - plig.
197
4. TORRES, Maria Celestina Teixeira Mendes-Ibirapuera - pli g.
35
5. TAUNAY, Affonso - "SAo Paulo Nos Prime iros Anos" - pAg.
182.3
6. FREITAS. Afonso de - in "A Cidade de SAoPaulo no Ana 1822"
in Revista de I.H.G. de SAo Paulo. XXIII - pllg. 131
7. SANTANA. Nuto - " SAo Paulo Histcricc", Vol. I.
a AZEVEDO. Alvares de - " Li ra dos Viole Anas".
9. Atas da CAmara Municipal de SAo Paulo - Vol. XLVII, pag . SO.
10. VIEIRA. A Paim-"ChA.caradoCaplto" - in Revistado Arquivo
Hist6rico da Prefe itura de SAo Paulo - Vol. CXLVIII.
11. Alas da CAmara MtIlic ipal de SAo Paulo - Vol. XLVII. pag. SO.
12. Atas da CAmara Mun icipal d e SAo Paulo - Vol. XXVII- pag.
402.
13. Atlas de Plantas Antigas da Cidade de SAo Paulo - PublicaC;Ao
da Com issAo do IV Centenario da Oldade de SAo Paulo .
14. Atas da CAmara Municipal de SAo Paulo - 1890 - psg. 22.
15, PINTO, Adolfo - "Hist6ria da Viac;Ao Publica" -1903 - p6.g.
18.
16. TAUNAY, Alfonso de E. - "SAo Paulo nos pr imeiros annos"-
pag.36.
17. Monteiro, Zenon Fleury - " Caminho do Carro para Santo
Amaro" - p6.g. 43.
18. Monteiro, Zenon Fleury - obra cltada - p6.g. 13/14 .
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CHACARAS TRAOICIONAIS 00 BAIRRO OA L1BEROAOE. ALGUNS
OOS PRIMEIROS HABITANTES E POVOAOORES
No IArmina do seculo passada, mu ttas eeeceree sa espalhavam pels
cidade de SAo Paulo. sando que as bairros de Santa Ifiglmia. Born
Retire. Bras. Consolat;Ao. Agua Branca. Higien6pol is. Barra Funda,
MOOca, Bela Vista. Cambuci e Liberdade possu iram ch8earas de
grande extensAo territorial . mu itas des quais conseguiram chegsr 80
s&culo atual.
No ultimo quartet do oitocennamo. as propretanos de vanes dessas
chacaras providenciaram OU S8viram torcedcs a determiner a aber-
tura de rues, alamedas e largos em suas propriedades. lazendo