MCASP 7ª edição Versão Final
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pagar cancelados (modalidade de aplicação 73) dos recursos relacionados à 
complementação de aplicações mínimas em saúde referentes ao exercício anterior (modalidade de 
aplicação 74). Os demais aportes relativos a contrato de rateio serão classificados na modalidade de 
aplicação 71. Ressalta-se que todas essas modalidades de aportes de recursos são associadas ao 
elemento de despesa 70 (Rateio pela participação em Consórcio Público). 
Não havendo relação com o contrato de rateio, há de se observar se a situação corresponde a uma 
transferência conforme disposições dos arts. 24 e 25 da Lei Complementar nº 141/2012, separando-se, 
nesse caso, as transferências decorrentes da cobertura de restos a pagar cancelados (modalidade de 
aplicação 75) daquelas decorrentes da complementação de aplicações mínimas em saúde referentes ao 
exercício anterior (modalidade de aplicação 76). Os demais aportes são classificados na modalidade de 
aplicação 70. Essas três modalidades são associadas a elementos de contribuições (41) ou auxílios (42). 
Parte I \u2013 Procedimentos Contábeis Orçamentários 
 
 
 Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Público 119 
Ainda, nos casos em que não haja relação com o contrato de rateio, há de se observar se há ou não 
delegação ou descentralização orçamentária. Havendo, a classificação será composta pela modalidade 
de aplicação 72 (Execução Orçamentária Delegada a Consórcios Públicos), conjugada com um elemento 
de despesa específico que represente gasto efetivo (30, 39, 51 etc.). 
Por fim, há a possibilidade de contratação direta de consórcio público, diferenciando-se aqueles 
dos quais o ente participa (modalidade de aplicação 93) daqueles dos quais o ente não participa 
(modalidade de aplicação 94). Em ambos os casos, o elemento de despesa a ser associado à modalidade 
de aplicação deverá individualizar o objeto do gasto. Caso o consórcio público seja contratado à conta 
dos recursos de que trata os §§ 1º e 2º do art. 24 e o art. 25 da Lei Complementar nº 141, de 2012, não 
serão utilizadas as modalidades de aplicação \u201c93\u201d e \u201c94\u201d, mas as \u201c95\u201d e \u201c96\u201d, descritas na seção seguinte. 
 
4.6.4. Classificação Orçamentária das despesas para fins de aplicação em Saúde \u2013 Lei 
Complementar nº 141/2012 
 
A Lei Complementar nº 141/2012, que dispõe, dentre outros assuntos, sobre os valores mínimos 
a serem aplicados pelo setor público em ações e serviços de saúde, estabeleceu critérios para a 
evidenciação da aplicação mínima desses recursos. Desse modo, conforme apresentado em seu art. 24, 
faz uso da execução da despesa orçamentária para apuração do cumprimento destes limites: 
 
Art. 24. Para efeito de cálculo dos recursos mínimos a que se refere esta Lei Complementar, serão 
consideradas: 
I - as despesas liquidadas e pagas no exercício; e 
II - as despesas empenhadas e não liquidadas, inscritas em Restos a Pagar até o limite das disponibilidades 
de caixa ao final do exercício, consolidadas no Fundo de Saúde. 
 
Tal critério, contudo, faz com que haja a possibilidade de cancelamento de restos a pagar, 
particularmente dos não processados, que se encontravam computados nos limites mínimos de saúde 
do exercício de sua inscrição. Ademais, também existe a possibilidade do não cumprimento dos limites 
mínimos de aplicação em saúde por meio da não aplicação tempestiva dos recursos destinados à saúde. 
Nesse sentido, a Lei estabeleceu mecanismos de compensação, expostos a seguir: 
 
Art. 24. Para efeito de cálculo dos recursos mínimos a que se refere esta Lei Complementar, serão 
consideradas: [...] 
 
§ 1º A disponibilidade de caixa vinculada aos Restos a Pagar, considerados para fins do mínimo na forma 
do inciso II do caput e posteriormente cancelados ou prescritos, deverá ser, necessariamente, aplicada 
em ações e serviços públicos de saúde. 
 
Art. 25. Eventual diferença que implique o não atendimento, em determinado exercício, dos recursos 
mínimos previstos nesta Lei Complementar deverá, observado o disposto no inciso II do parágrafo único 
do art. 160 da Constituição Federal, ser acrescida ao montante mínimo do exercício subsequente ao da 
apuração da diferença, sem prejuízo do montante mínimo do exercício de referência e das sanções 
cabíveis. 
 
Para evidenciar essas aplicações, faz-se uso das modalidades \u201c95\u201d e \u201c96\u201d, quando se referir à 
aplicação direta à conta dos recursos de que trata os §§ 1º e 2º do art. 24 e o art. 25 da Lei Complementar 
nº 141, de 2012. Além disso, pode ser necessária a utilização de modalidades de aplicação específicas 
relativas a transferências. Tais modalidades de aplicação, direta ou por meio de transferência, são 
apresentadas a seguir: 
 
 
Parte I \u2013 Procedimentos Contábeis Orçamentários 
 
 
120 Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Público 
Classificação Orçamentária das Despesas para Fins de Aplicação em Saúde 
Lei Complementar nº 141/2012 
Modalidade de Aplicação Situação de uso 
35 \u2013 Transferência fundo a fundo aos estados e ao 
distrito federal à conta de recursos referentes aos 
restos a pagar considerados para fins da aplicação 
mínima em ações e serviços públicos de saúde e 
posteriormente cancelados ou prescritos. 
Modalidade de aplicação utilizada, 
exclusivamente, para transferência de recursos 
financeiros da União ou dos Municípios aos 
Estados e ao Distrito Federal por intermédio da 
modalidade fundo a fundo, à conta de recursos 
referentes aos restos a pagar considerados para 
fins da aplicação mínima em ações e serviços 
públicos de saúde e posteriormente cancelados 
ou prescritos, de que tratam os §§ 1º e 2º do art. 
24 da Lei Complementar nº 141, de 2012.\u201d 
36 \u2013 Transferência fundo a fundo aos estados e ao 
distrito federal à conta recursos referentes à 
diferença da aplicação mínima em ações e 
serviços públicos de saúde que deixou de ser 
aplicada em exercícios anteriores. 
Modalidade de aplicação utilizada, 
exclusivamente, para transferência de recursos 
financeiros da União ou dos Municípios aos 
Estados e ao Distrito Federal por intermédio da 
modalidade fundo a fundo, à conta de recursos 
referentes à diferença da aplicação mínima em 
ações e serviços públicos de saúde que deixou de 
ser aplicada em exercícios anteriores, de que trata 
o art. 25 da Lei Complementar nº 141, de 2012. 
45 \u2013 Transferência fundo a fundo aos municípios 
à conta de recursos referentes aos restos a pagar 
considerados para fins da aplicação mínima em 
ações e serviços públicos de saúde e 
posteriormente cancelados ou prescritos. 
Modalidade de aplicação utilizada, 
exclusivamente, para transferência de recursos 
financeiros da União, dos Estados ou do Distrito 
Federal aos Municípios por intermédio da 
modalidade fundo a fundo, à conta de recursos 
referentes aos restos a pagar considerados para 
fins da aplicação mínima em ações e serviços 
públicos de saúde e posteriormente cancelados 
ou prescritos, de que tratam os §§ 1º e 2º do art. 
24 da Lei Complementar nº 141, de 2012. 
46 \u2013 Transferência fundo a fundo aos municípios 
à conta de recursos referentes à diferença da 
aplicação mínima em ações e serviços públicos de 
saúde que deixou de ser aplicada em exercícios 
anteriores. 
Modalidade de aplicação utilizada, 
exclusivamente, para transferência de recursos 
financeiros da União, dos Estados ou do Distrito 
Federal aos Municípios por intermédio da 
modalidade fundo a fundo, à conta de recursos 
referentes à diferença da aplicação mínima em 
ações e serviços públicos de saúde que deixou de 
ser aplicada em exercícios anteriores de que trata 
o art. 25 da Lei Complementar no 141, de 2012. 
73 \u2013 Transferências a Consórcios Públicos 
mediante contrato de rateio para fins da Lei 
Complementar nº 141/2012 \u2013 art. 24 
Modalidade de aplicação utilizada, 
exclusivamente, para transferência de recursos 
financeiros a entidades criadas