Pos Aula Avaliação Psicologica
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de segurança será maior, especialmente se os instrumentos forem padronizados e evidenciarem bons resultados psicométricos (validade, precisão).
Contudo, ressalta-se que a utilização das técnicas projetivas não se reduz aos estudos psicométricos, na medida em que continua sendo preponderante a \ufb01gura do psicólogo e seu raciocínio clínico, que insere os dados obtidos a partir do teste num quadro global e dinâmico, dentro da Avaliação Psicológica. Contudo, a inclusão do julgamento do psicólogo deve sempre ser fundamentada em pressupostos teóricos e metodológicos, coerentes com a situação, que enriquecem e dão sentido aos resultados dos instrumentos utilizados.
Essa característica especí\ufb01ca dos instrumentos projetivos leva, portanto, a um excelente resultado, que torna os métodos projetivos de análise da personalidade instrumentos \ufb01dedignos e consistentes, ao mesmo tempo que, com seu uso, podemos alcançar uma compreensão bastante profunda das pessoas, o que confere aos instrumentos legitimidade, com ampla aceitação pela comunidade cientí\ufb01ca e usuários dos instrumentos.
Unidade 2 \u2013 Aula 3
Explique detalhadamente quais são os critérios de avaliação dos Instrumentos Psicológicos que o Conselho Federal de Psicologia utiliza para avaliar os testes como favoráveis ou não favoráveis.
R: 1) Desempenho acadêmico. Talvez seja ou foi o critério mais utilizado na validação de testes de inteligência. Consiste na obtenção do nível de desempenho escolar dos alunos, seja através das notas dadas pelos professores, seja pela média acadêmica geral do aluno, seja pelas honrarias acadêmicas que o aluno recebeu ou seja, 
mesmo, pela avaliação puramente subjetiva dos alunos em termos de inteligente por parte dos professores ou colegas. Embora seja amplamente utilizado, este critério tem igualmente sido muito criticado, não em si mesmo, mas pela deficiência que ocorre na sua avaliação. É sobejamente sabida a tendenciosidade por parte dos professores em atribuir as notas aos alunos, tendenciosidade nem sempre consciente, mas decorrente de suas atitudes e simpatias em relação a este ou aquele aluno. Esta dificuldade poderia ser sanada até com certa facilidade, se os professores tivessem o costume de aplicar testes de rendimento que possuíssem validade de conteúdo, por exemplo. Como esta tarefa é dispendiosa, o professor tipicamente não se dá ao trabalho de validar (validade de conteúdo) suas provas acadêmicas.
2) Desempenho em treinamento especializado. Trata-se do desempenho obtido em cursos de treinamento em situações específicas, como no caso de músicos, pilotos, atividades mecânicas ou eletrônicas especializadas, etc. No final deste treinamento há tipicamente uma avaliação, a qual produz dados úteis para servirem de critério de desempenho do aluno. As observações críticas feitas ao ponto 1) valem também neste parágrafo.
3) Desempenho profissional. Trata-se, neste caso, de comparar os resultados do teste com o sucesso/fracasso ou o nível de qualidade do sucesso dos sujeitos na própria situação de trabalho. Assim, um teste de habilidade mecânica pode ser testado contra a qualidade de desempenho mecânico dos sujeitos na oficina de trabalho. Evidentemente continua a dificuldade de levantar adequadamente a qualidade deste desempenho dos sujeitos em serviço.
4) Diagnóstico psiquiátrico. Muito utilizado para validar testes de personalidade/psiquiátricos. Os grupos-critério são aqui formados em termos da avaliação psiquiátrica que estabelece grupos clínicos: normais vs. neuróticos, psicopatas vs. depressivos, etc. Novamente, a dificuldade continua sendo a adequação das avaliações psiquiátricas feitas pelos psiquiatras.
5) Diagnóstico subjetivo. Avaliações feitas por colegas e amigos podem servir de base para estabelecer grupos-critério. É utilizada esta técnica, sobretudo, em testes de personalidade, onde é difícil encontrar avaliações mais objetivas. Assim, os sujeitos avaliam seus colegas em categorias ou dão escores em traços de personalidade (agressividade, cooperação, etc.), baseados na convivência que eles têm com os colegas. Nem precisa mencionar as dificuldades enormes que tais avaliações apresentam em termos de objetividade; contudo, a utilização de um grande número de juizes poderá diminuir os vieses subjetivos nestas avaliações.
6) Outros testes disponíveis. Os resultados obtidos por meio de outro teste válido, que prediga o mesmo desempenho que o teste a ser validado, servem de critério para determinar a validade do novo teste. Aqui fica a pergunta óbvia: para que criar outro teste se já existe um que mede validamente o que se quer medir? A resposta se baseia numa questão de economia, isto é, utilizar um teste que demanda muito tempo para ser respondido ou apurado como critério para validar um teste que gaste menos tempo.
Questões - Aula 4
O que você compreendeu por Fidedignidade?
R: Quanto o instrumento é fiel e estável.
2 \u2013 Qual a importância do processo de Fidedignidade na Construção de instrumentos de Avaliação Psicológica?
R: Ele mostra o quanto o instrumento vai ser fiel ao que propõe independente de onde e quando for utilizado.
3 \u2013 No processo de Fidedignidade, qual a importância de variância de erro?
R: Manter estável mesmo sendo utilizado nas mesmas pessoas com base no tempo.
4 \u2013 O processo de Fidedignidade avalia os escores e não o conteúdo do instrumento. Justifique.
R: Ele trabalha apenas com os resultados não com o método, por isso a importância do instrumento ser fidedigno. 
5- Quais são os métodos para avaliar a fidedignidade de um instrumento? Conceitue cada método diferenciando um do outro.
R: Processo de Fidedignidade ou Precisão do tipo Teste Reteste \u2013 Utilizado nas mesmas pessoas o mesmo teste com diferença de tempo de 6 meses, para checagem de margem de erro.
Formas Alternadas ou Instrumentos Equivalentes \u2013 Utilizado nas mesmas pessoas um instrumento já aprovado com o mesmo conceito, para checagem de processo de correlação. Pode ser utilizado em um intervalo de tempo menor.
6 \u2013 A variância de erro pode ser representada pelo fator Amostragem de tempo e Amostragem de conteúdo. Justifique.
R: A variável de tempo é um indicativo se à alteração ou não no teste realizado pelo fato que a fidedignidade em decorrência do tempo tende a decair por fatores sociais e culturais que podem ou não afetar o resulto e a eficácia sendo analisadas pelo escore e comparando os resultados dentro de um prazo de 3 a 6 meses de acordo com a necessidade dos resultados.