Sistemas financeiros
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Sistemas financeiros


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Composto por 24 países, sendo eles:
EUA, Japão, Alemanha, França, Reino Unido, Arábia Saudita e Suíça, são os 7 membros permanentes
17 vagas rotativas, por mandatos de 2 anos
Processo Decisório: As decisões são aprovadas com 85% de votos favoráveis
Não se aplica o princípio da igualdade soberana, ou seja, não há um voto para cada país. O poder político dos Estados varia segundo os recursos depositados, quanto mais cotas integralizadas maiores serão os números de votos que o Estado terá direito;
O Banco é como se fosse uma sociedade por cotas, equivalendo a um percentual do total do capital do Banco;
A cota também é considerada para definir o limite de recursos que os membros podem tomar emprestados do BIRD, podendo ser de até 100% do valor da cota-parte, precisando da aprovação do Conselho de Administração;
O Banco é, na prática, um intermediador, atuando junto ao mercado financeiro para conseguir recursos com taxas preferenciais que serão repassados aos Estados. Cobra apenas uma \u201ctaxa de administração\u201d. Essa prática acaba criando um dilema, pois o Banco seria uma instituição financeira, que deveria atuar com rigor para garantir o retorno de seus investimentos ou seria uma agência para o desenvolvimento devendo pautar-se por uma lógica de flexibilidade, para facilitar o desenvolvimento dos Estados.
É devido a esse dilema que o Banco Mundial, nos últimos tempos, tem levado o Banco a atuar em outras áreas, se consagrando como um provedor de bens públicos, globais ou regionais, atuando junto a organismos financeiros e até com ONGs, principalmente na área do meio ambiente.
O BIRD está subdividido em 2 agências:
Corporação Financeira Internacional (IFC)
Atua diretamente junto a bancos privados
Financia agentes privados, como empresas
Agência Multilateral de Garantia de Investimentos
Atua para garantir investimentos, garantindo o retorno do investimento das empresas, cobrindo os seus prejuízos, caso eles ocorram;
Estimular a entrada de investimentos em países, principalmente países periféricos.
Crise Econômica de 2008
Histórico:
Década de 1970
Em 1971, foi criado o G-24
Grupo composto por países periféricos;
Postura demandante em face do FMI e do BIRD, pedindo:
Maior alívio na dívida externa dos países (renegociação ou perdão de parcelas da dívida externa),
Maior participação no FMI e no BIRD,
Maior volume de recursos na assistência oficial ao desenvolvimento (0,7% do PIB dos países ricos para financiar o desenvolvimento),
Maior assistência técnica e financeira para reduzir as assimetrias nos processos de integração multilateral ou regional
Atua exigindo uma mudança no sistema financeiro internacional;
Contexto da détente \u2013 permite o aparecimento de novos atores, de mais espaço na agenda internacional;
Crise econômica norte-americana, fim do padrão dólar-ouro;
Cria-se, em 1974, o Comitê da Basileia
Está vinculado ao Banco de Compensações Internacional;
Requerimento de capital mínimo regulamentar para as instituições financeiras \u2013 os bancos devem ter um capital mínimo para honrar seus compromissos junto aos clientes, garantindo liquidez e solvência para as instituições financeiras;
Crise derivada do primeiro Choque do Petróleo, 1973;
Década de 1980
G-24 defende o chamado \u201cBlue Book\u201d
Conjunto de propostas para garantir o crescimento sustentável para os países em desenvolvimento
Em 1988, ocorre a I Convenção da Basileia
Aperfeiçoa a lógica de capital regulamentar, que passaria a ser relacionado à noção de risco;
Surgem os ativos ponderados pelo risco (ATR), a instituição deve ter capital livre de risco;
Crise financeira norte-americana, com a quebra da Bolsa de NY, em 1987;
Década de 1990
Década com diversas crises financeiras, como México (1994), Rússia (1998), Tigres Asiáticos (1997), Brasil (1998) e Argentina (2000-2001), causadas, principalmente, pela falta de fiscalização dos mercados, choque especulativo.
Década de 2000
Ocorre, em 2004, a II Convenção da Basileia
Acaba com a lógica de \u201ctamanho único\u201d (one size only)
A grande preocupação era eliminar a ideia de um receituário único para todos os Estados, desde o Consenso de Washington;
Decide-se fazer com que não caiba mais aos Bancos Centrais dos países a regulação da política de risco das instituições financeiras, as quais seriam as responsáveis por sua própria política, não sendo mais uma política geral. Os Bancos Centrais passam a ser apenas validadores;
Excesso de confiança nas instituições financeiras \u2013 seria a base de origem da crise de 2008 nos EUA, por causa da concessão de créditos imobiliários às pessoas que jamais teriam condições de pagá-los, foram emitidos títulos (podres) com base nos valores a serem recebidos e comercializados, o que contaminou o mercado financeiro (crise do subprime). O primeiro a declarar falência foi o Lehman Brothers.
Em 2008
Com a declaração de falência do tradicional banco Lehman Brothers, em setembro, tem início uma grave crise financeira nos EUA;
Início da busca por medidas que consigam minorar ou frear os efeitos da crise financeira
Reunião do G-20 financeiro, em Washington.
Criado em 1999;
É composto pelas maiores economias mundiais: G-8 + países emergentes;
Grupo mais representativo;
Foi convocado no lugar do G-8, pois o epicentro da crise não era mais os países emergentes, mas sim os EUA; percepção de que a regulamentação do sistema financeiro deveria passar por um grupo mais representativo que o G-8;
Os países emergentes foram decisivos na busca da contenção da crise
Reunião do G-20 financeiro em Londres, em 2009
Primeira reunião com a presença de Obama
Ideia de fortalecer a regulamentação financeira
Maior fiscalização da relação entre capital e risco
Combate aos paraísos fiscais
Transparência nos fluxos financeiros
Estímulo fiscal por parte dos Estados \u2013 aquecer a economia, mesmo que cause desequilíbrios fiscais
Fortalecimento do papel do FMI no combate à crise, ampliando o seu volume de recursos, que deveria passar de US$ 250 bilhões para US$ 750 bilhões. Isso seria feito através de aportes excedentes de capital, sem alterar as cotas dos Estados, pois se torna credor do Fundo (emissão de títulos pelo FMI)
Criação de uma linha de crédito flexível dentro do FMI, que permite a concessão de empréstimo sem condicionalidades
Estímulos ao comércio exterior \u2013 protecionismo é uma reação natural à crise
Crítica ao protecionismo, que deveria ser combatido, pois agrava a crise ao diminuir as divisas internacionais provenientes do comércio
Reunião do G-20 em Pittsburg, em 2009 (caiu na prova de 2009, 3ª fase)
Discussão sobre qual seria o momento para a redução e eliminação dos pacotes de estímulo, que abala as contas do Estado;
Os pacotes iriam até 2010 e, a partir de 2011, começaria uma redução paulatina dos estímulos;
Compromisso com a reforma do sistema de cotas do FMI \u2013 a crise evidenciou o importante papel dos países emergentes, que tinham condições de assumir grandes responsabilidades, legitimando os seus pedidos.
Aumento das cotas dos países emergentes, em 5%, retirado das cotas dos países europeus. Entrou em vigor em 2011
Reunião Ministerial do G-20 financeiro, realizada na Escócia, em 2009
O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, propõe a criação de um fundo para prevenção de crises:
Alguns encontraram um paralelo dessa proposta com uma proposta da década de 1970, que era para se taxar as transações financeiras internacionais para auxiliar no desenvolvimento;
O Fundo seria financiado com uma taxa sobre as transações financeiras internacionais para prevenir possíveis crises econômicas;
O Brasil apoiou a proposta.
Em 2010, começam a se evidenciar os primeiros sinais de recuperação da crise
Os EUA saíram oficialmente da recessão
A Alemanha sai da recessão
A China foi quem salvou a economia mundial durante a crise, mantendo altas taxas de crescimento
Os PIIGS continuaram sofrendo com os efeitos da crise
O Presidente Lula apontou uma falha que estava sendo cometida pelos países, após esses sinais de recuperação da