O tenentismo
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O tenentismo


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de Peemedebismo, se dividiu entre 1989 a 2013, basicamente em duas metades; em primeiro lugar parte do ano 1979 até o plano Real que é marcado por essa coincidência entre o declínio da ditadura militar e a crise estrutural de um modelo de sociedade que é normalmente chamada de nacional desenvolvimentismo, é marcado por uma política hegemônica que Marcos Nobre chama de progressismo. A idéia central tinha por diretriz a necessidade de unir todas as forças de oposição à ditadura, mesmo aquelas que abandonaram o barco em naufrágio como é o caso da frente liberal que depois se tornou o partido da frente liberal (PFL) ou DEM.
Para Marcos Nobre a cultura política do progressismo a primeira figura desse conservadorismo típico da democratização ou redemocratização, o autor chama de Peemedebismo, o segundo grande bloco da redemocratização de 1994 até 2013, marcado pela transição do modelo de sociedade nacional desenvolvimentista para um novo modelo de sociedade que ele chama de social desenvolvimentista.
É um marco inaugural desse segundo momento da redemocratização é a estabilização econômica política que se inicia com o Plano Real.
 Comenta que a Política é hegemônica nesse período e a cultura política, podemos denomina-la \u201ccultura política da governabilidade\u201d, sendo caracterizada pela idéia de que o impeachment ocorrido no Governo Collor teria demonstrado a necessidade de governo vigente se apoiarem não apenas em maiorias parlamentares, mas em super maiorias, em esmagadoras maiorias congressuais.
Então a política de governabilidade seria a segunda figura dessa cultura política pemedebista e sendo de fato abalada em junho de 2013, para ele onde termina a redemocratização. A principal razão porque junho de 2013 representa uma censura, um ponto de chegada do método de redemocratização, início de uma outra metodologia está justamente na incompatibilidade entre a consolidação de um novo modelo de sociedade que ele chama de social desenvolvimentista e uma cultura política peemedebista encastelada no sistema político. 
Esse descompasso é o que foi trazido eo que veio à luz em 2013, marca o final desse segundo momento dentro da redemocratização. Para Marcos Nobres, antes de pensar a redemocratização, exige pensar, repensar e atualizar uma tradição do pensamento brasileiro, mas que chamaria de um certo ensaísmo do pensamento social brasileiro sendo praticado por Caio Prado Junior, Sérgio Buarque de Hollanda, Antônio Cândido e Celso Furtado. 
Para ele estamos encaminhando para alguma coisa muito grave no País que chamaria de especialidade excessiva, onde falta:
debates mais amplos, não ficando apenas na especificidade 
debater com uma amplitude o pais 
não apenas restringindo ao sistema político.
Para Marcos nobre a redemocratização é um tema importantíssimo, inclusive ele chama este processo de \u201cparadigma da formação \u201c, quando se estabelece com
Antônio Candido, Celso Furtado, no final da década de 50, este período pode-se dizer que se estabelece o pouco período de democratização no País.
Para ele o processo de redemocratização seria a retomada deste período. A Cultura do Peemedebismo como uma unidade forçada a ser contra o regime militar e o fato da ditadura ter aprovado uma lei que na prática criava apenas dois partidos, forçando todas as ações políticas que fossem contrarias obrigadas a ocupar o mesmo espaço, isto acaba por unir as forças majoritárias do sistema político. 
Caminharam todas as dissidências dos maiores partidos para através de um colégio eleitoral nomear um governante que não estivesse alinhado com a Ditadura Militar.
No período até a proclamação da constituição de 1988 o Brasil passou por momentos muito crítico onde o sucessor de Tancredo não conseguirá estabilizar nossa economia, o estado estava à deriva e sem rumo com uma inflação galopante e ao mesmo tempo estava instalada a assembleia constituinte de 1988 que com o propósito de direcionar o rumo da nação. Neste momento também houve uma reação ao processo de aglutinação de forças políticas progressistas, que foi a criação do Centrão, novamente procurando e conseguindo incluir políticas que estavam diretamente relacionadas ao seu pensamento, não importando se estavam alinhados ou não ao pensamento dos partidos políticos , mas ao seu próprio pensamento, tinham apenas um objetivo comum, deixando de lado suas ideologias, objetivo claro de bloquear as forças de transformações, fazendo este bloco supra partidário para atender apenas as suas necessidades.
Também para Marcos Nobre o processo do Impeachment do mesmo modo houve uma aglutinação de forças progressistas no sentido contrário ao Centrão, mas com o mesmo objetivo, tinha que deixar todas as suas diferenças em nome de um bem maior, a retirada do Presidente da República para eliminar carestia da sociedade brasileira. 
Para ele o fato da convergência dando da direita como da esquerda acabou por criação um sentido de que para termos uma governabilidade é necessário a união de forças não importando sua ideologia, uma coalização de forças, criando a governabilidade de coalizão, e seu objetivo é não ter uma maioria, mas uma super maioria que a princípio seria impedir qualquer movimento que pudesse ocasionar que aconteceu com Collor, a retirada do Presidente da República pelo congresso nacional pelo fato de não uma base de sustentação do seu governo, há diferenças internas dentro dos partidos, mas este pacto entre os partidos pode ser bem claro, em 2005 quando a mídia noticiou a compra de partidos políticos, \u201cmensalão\u201d e mesmo assim o Governo Lula conseguiu se manter no poder, devido principalmente a esse mecanismo implantado nas entranhas do sistema político. De fato, não ocorreu no primeiro Governo de Lula, mas está \u201cgovernabilidade de coalisão\u201d consegue amarrar as oposições e as mesmas ficam sem voz no congresso nacional, Segundo Marcos Nobre, a oposição se torna virtual ou simplesmente residual.
A cultura política na sociedade brasileira para ser efetiva, tem que penetrar no seio da coletividade para que ela possa voz ativa, \u201co progressismo\u201d neste período teve bases sociais importantes, porém teve vozes dissonantes. 
Numa sociedade pluralista como diz Marcos Nobre o papel da mídia foi importante para que fosse difundida a importância da governabilidade. Este processo e claro, já vem do Governo Fernando Henrique Cardoso, que precisava aprovar um projeto de reformas constitucionais que exigiam super maiorias. 
Continuando no Governo Lula, mas num certo momento este engajamento social dos partidos políticos se perde no emaranhado do tecido facções que existem no congresso, porem tem como segunda figura o grande acordo de governabilidade.
Para Marcos Nobre esta governabilidade entra em crise em junho de 2013, ficando claro que existe uma dissonância na base da sociedade que não aceita mais este tipo de funcionamento do sistema político. Além do aspecto operacional do peemedebismo, ele tem um certo padrão distributivo que é o cerce ideológico da cultura política no Brasil, se perdeu o enraizamento social que o Governo Lula tinha e os movimentos de junho de 2013 é o sinal que este enraizamento social desapareceu, ou ao menos a tolerância ao \u201cStatus Quo\u201d vigente no momento.
Para ele a constituição de 1988 enfincou na sociedade de que é necessário universalizar efetivamente direitos que ele denomina social desenvolvimentismo, que atinge os trabalhadores, mas fica claro que atinge somente os da economia formal e consegue somente direitos que consegue se organizar coletivamente de maneira para obter pressão política suficiente para ser incluído na disputa formal por fundo público, este uma figura do conservadorismo tradicional. 
Já o conservadorismo peemedebista ele se dá no ambiente democrático há uma seleção conservadora de quem tem acesso efetivo à direitos e ele procura mostrar como se dá essa seleção conservadora de quem tem acesso efetivo, este procedimento dá para entender sua maneira de operar como a sua capacidade de justificar ideologicamente a inclusão seletiva que o peemedebismo