milho e soja
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milho e soja


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meses de janeiro a março a cultura do milho safrinha já deve ter sido semeada, sendo esta a época de plantio normal desta modalidade de cultivo. É por isso que o plantio direto ou cultivo mínimo favorece a velocidade da safrinha, tendo em vista que, para o plantio convencional, há a necessidade de operações prévias, o que pode atrasá-lo.
O ponto-chave do milho safrinha é o planejamento, principalmente o "quando plantar", pois é sabido que, ao final do seu ciclo, as chuvas já terão passado e a produtividade será afetada pela limitação da temperatura e radiação luminosa. Por isso, pensar em cultivares de primeira safra precoces para favorecer a safrinha é um ponto a ser levado em consideração.
Além disso, o preço do milho e seus derivados é um fator que vai auxiliar na decisão, pois se o valor do milho estiver muito baixo, talvez seja melhor um cultivar mais produtivo, o que pode significar que ele seja um pouco mais tardio. Ficar atento às condições climáticas também pode te dar um bom embasamento e facilitar na hora de tomar decisões.
Como exemplo de como a interação entre a safra e safrinha é importante, a tabela abaixo vem exemplificar a variação do ciclo de produção do milho verde conforme a época de semeadura e a classificação do cultivar. O ciclo do milho safrinha em dias, assim como do milho safra, varia principalmente com a finalidade da produção, classificação do cultivar e época de semeadura.
O cultivo de segunda safra tem se mostrado muito vantajoso pelos seguintes motivos:
Melhor preço de venda da produção: isso acontece porque a comercialização da produção do milho safrinha é feita na entressafra, quando a demanda é alta e a oferta pequena, tendo em vista que a produção da primeira safra já foi, em sua maioria, vendida. A demanda provoca elevação no preço do milho, tornando-o mais lucrativo para quem produz safrinha, tanto para venda como para uso próprio.
Baixa de preço dos insumos: como a safrinha é extratemporal, o preço dos insumos (fertilizantes, defensivos agrícolas e etc.) também está em baixa, pois não é a época comum de procura.
Baixo investimento: como o investimento na primeira safra costuma ser maior, principalmente em adubação, muitas vezes, o milho safrinha pode se aproveitar da adubação da primeira safra, dispensando, ou pelo menos reduzindo a necessidade de uma nova.
Proteção do solo: após a colheita da safrinha (plantio direto) o solo fica protegido durante o inverno, o que, do ponto de vista da sua conservação, é muitíssimo importante.
Rusticidade da cultivar: para ser uma cultivar de milho apta à safrinha, é necessário que ela seja mais rústica, desde o ponto de vista de suportar o estresse hídrico que pode ocorrer ao final da safrinha, à concorrência com plantas daninhas e resistência a doenças. Isso faz com que não seja necessário investir tanto em entradas na área para aplicações, que aumentaria o custo de produção. Desta forma, o milho de segunda safra se mostra mais lucrativo pelo baixo custo de produção.
Colheita 
O ciclo do milho não varia somente de acordo com a variedade. A maturação do milho é controlada basicamente pelas temperaturas enfrentadas durante o seu desenvolvimento, o que é descrito pela teoria dos \u201cgraus-dia acumulados\u201d. Sendo assim, nos meses mais frios, o tempo entre o plantio e a colheita gira em torno dos 140 dias (~4,5 meses). No caso do milho safrinha, plantado nos meses mais quentes, a colheita é mais precoce, ocorrendo em torno dos 90 dias (~3 meses) após o plantio. 
PASSO 2 
Tem-se a elaboração da programação da produção com uma estimativa sobre o consumo de insumos por hectare  
Esquema do ciclo vegetativo contendo fases mais importantes das plantas de soja.  
Conteúdo da Página
Soja
Observando os dados de custos da produção de soja fornecidos pelo Imea (2015), foi possível notar que os tipos de insumos que mais influenciam os gastos totais da cultura são os Adubos e fertilizantes (42%), seguidos do grupo de Defensivos (39%) e das Mudas e Sementes (13%).
O alto investimento com Defensivos é justificado pelas diversas pragas e doenças que podem afetar o desenvolvimento da soja, causando perdas de até 50 sacas por hectare. Como por exemplo, a lagarta-da-soja, Helicoverpa armigera e a ferrugem asiática da soja, muito conhecidas no Brasil pela sua alta incidência e severidade.
Produção da safra 2015/16 e safra 2016/17 em sacas de soja:
Fazendo uma projeção entre as duas últimas safras:
	Custo dos INSUMOS da Produção da Soja Safra 2017/2018
	Em sacas de soja por hectare (R$/ha)
	R$/cada saca 
	Sementes
	R$ 2,80
	Defensivos
	R$ 10,90
	Fertilizantes
	R$ 9,00
	Custo total por hectare/insumos
	R$ 22,70
Preço da Soja em 25/08/2017 \u2013 R$ 26,00
Custo com insumos por hectare por saca \u2013 R$ 65,00
Total líquido (R$ 65,00 \u2013 R$ 26,00) = R$ 39,30
TOTAL GASTO COM INSUMOS POR SACA \u2013 R$ 65,00
TOTAL GASTO COM INSUMOS POR HECTARE \u2013 R$ 1.996,50
Milho
Ao considerar os custos totais com insumos na produção do milho, é possível dizer que a maior parte dos gastos com insumos faz referência aos adubos e fertilizantes necessários ao cultivo da cultura, sendo responsáveis por 44% do investimento total.
Fonte IMEA.
	Custo dos INSUMOS da Produção do milho safrinha safra 2017/2018
	Em sacas de soja por hectare (R$/ha)
	R$/cada saca 
	Sementes
	R$ 3,18
	Defensivos
	R$ 4,51
	Fertilizantes
	R$ 2,57
	Custo total por hectare/insumos
	R$ 10,26
Preço do milho em 25/08/2017 \u2013 R$ 26,00
Custo com insumos por hectare por saca \u2013 R$ 65,00
Total líquido (R$ 22,00 \u2013 R$ 10,26) = R$ 11,74
TOTAL GASTO COM INSUMOS POR SACA \u2013 R$ 11,74
TOTAL GASTO COM INSUMOS POR HECTARE \u2013 R$ 1.291,40
PASSO 3 
A mecanização no campo está modificando as relações de trabalho no agronegócio brasileiro. O trabalhador rural, antes contratado para fazer o plantio e colheita manual de culturas como a cana-de-açúcar, café e algodão, agora está controlando máquinas. O antigo boia-fria troca também o campo pelo trabalho na cidade, em setores como a construção civil. Para especialistas, o crescimento econômico que amplia a produção tem compensado os impactos da tecnologia no emprego, em que uma única máquina pode substituir 100 ou mais trabalhadores.
As vendas de máquinas agrícolas no país são um termômetro da transformação no campo. O número mais que dobrou nos últimos sete anos. Seja no cultivo para exportação ou para consumo nacional, as grandes lavouras de grãos \u2013 soja, milho e feijão \u2013 já são 100% mecanizadas. 
Sendo o processo administrativo composto por quatro etapas, a saber: planejamento, organização, direção e controle. No agronegócio a presença das quatro atividades, não seria algo a ser considerado diferente. Pelo contrário, nesse sistema produtivo existe uma necessidade maior do planejamento, muitas vezes por conta da incerteza que existe nesse ambiente.
Com isso, pode-se entender que qualquer que seja a produção é importante que se tenha uma atenção para essas quatro etapas. Embora hoje muitos produtores tenham a noção da importância da aplicação da administração no meio rural, a sua ausência ainda é um dos maiores entraves no cenário agrícola, pois a maior parte dos esforços ainda é focada na produção em si, mas isso vem diminuindo com o passar dos anos, em decorrência das constantes mudanças que vem ocorrendo no ambiente econômico, existindo hoje à percepção de que a falta de administração em relação ao que se produz no meio rural, pode gerar prejuízos irreversíveis.
Outras culturas, como a cana-de-açúcar e o café, avançam a passos rápidos em direção às máquinas, que criam escala e potencializam o lucro. Até mesmo a fruticultura já experimenta a colheita sem as mãos do homem.
Todo empreendimento, não importando se produz flores, milho, hortaliças, pequenos animais ou derivados de leite, exige-se hoje que princípios da administração sejam postos em prática.
Dessa forma, o administrador rural deve desempenhar as funções administrativas no ambiente