Prevencao Trat Feridas Da Evidencia A Pratica
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Prevencao Trat Feridas Da Evidencia A Pratica


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dor ligeira e passageira, após a colocação do 
mel sobre o leito da ferida. 
Tem efeito no controlo do odor. 
Necessita de apósito secundário. 
Atendendo às condições do leito da ferida e ao tipo de apósito podem permanecer até três 
dias.1,6,9,11 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Poliacrilato (apósito de) 
Apósito de poliacrilato com ou sem solução hiperosmolar de Ringer. 
Além de grande capacidade de absorção conferida pelo poliacrilato, promove o 
desbridamento através da ação da solução de Ringer. Está indicado no desbridamento de tecidos 
necrosados secos. 
Ao aplicar-se não deve exceder os bordos da ferida pelo risco de maceração da pele 
perilesional. 
Necessita de apósito secundário, não deve ser cortado e requer mudança de penso diária. 
Os apósitos em poliacrilato, mas sem a solução de ringer, podem ser utilizados como penso 
primário, ou antes do penso secundário, de forma a aumentar a capacidade de absorção. São 
indicados para feridas, de moderadas a muito exsudativas. Não podem ser cortados.6,7 
 
 
 
 
Figura 20 e 21 - Apósitos com mel. 
 
de poliuretano (películas transparentes) 
 
Figura 22 - Apósitos de Poliacrilato. 
 
de poliuretano (películas transparentes) 
 
Polihexanida (apósitos com) 
 
A polihexanida tem um amplo espetro antimicrobiano eficaz contra bactérias aeróbias e 
anaeróbias, MRSA e VRE, fungos e leveduras. 
Está indicada para tratamento de feridas criticamente colonizadas e infetadas. 
Apresenta-se sob a forma de solução de irrigação, gel, placas e tiras. As placas e tiras são 
constituídas por fibras de celulose, associadas a polihexametileno biguanida (PHMB), podendo 
permanecer na ferida até sete dias. O gel, para além do efeito antimicrobiano, tem efeito desbridante. 
Pode ser usado durante oito semanas após a sua abertura. 
Requerem apósito secundário.1,6 
 
 
 
Prata (apósitos com) 
Apósitos impregnados com prata em diferentes percentagens e associada a diferentes 
materiais (hidrocolóides, poliuretano, carvão ativado, hidrofibras e alginatos) adequados às condições 
do leito da ferida e à quantidade de exsudado. 
A prata tem ação bactericida, pois atua provocando alterações estruturais na parede e 
membranas celulares bacterianas sem danificar as células humanas. É eficaz em infeções provocadas 
por um grande espetro de microrganismos, incluindo os multirresistentes, nomeadamente 
Pseudomonas aeruginosa, Staphylococcus aureus e Candida albicans. Não lhe são conhecidos efeitos 
secundários e produz escassas resistências. 
Por estas razões está indicada para feridas criticamente colonizadas e/ou infetadas. 
A maioria dos apósitos liberta a prata, na sua forma iónica, de forma controlada e gradual, 
para o leito da ferida, com exceção do penso de carvão ativado com prata que adsorve o exsudado e 
inativa as bactérias em contacto com o penso.2,3,7,10 
 
Figura 23 - Apósitos com Polihexanida 
Poliacrilato. 
 
de poliuretano (películas transparentes) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Silicone (apósitos com) 
 
São compostos maioritariamente por silicone. 
A sua principal característica é a não aderência ao leito da ferida, permitindo a sua remoção 
sem traumatizar os tecidos neoformados e sem provocar dor. 
Estão indicados em feridas em fase de granulação, feridas em que se verifique grande 
aderência de outros apósitos e em feridas cujo tecido perilesional esteja fragilizado, uma vez que é 
repelente de fluidos não aderindo à ferida mas à zona circundante sem a lesionar. 
Existem em forma de tule, placa e em associação a espumas de poliuretano. As placas são 
úteis para evitar colóides e melhorar os resultados estéticos da cicatrização. Quando associado às 
espumas confere às últimas capacidade de absorção na vertical.3,6 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 24 e 25 - Apósitos com Prata 
Poliacrilato. 
 
de poliuretano (películas transparentes) 
 
Figura 26 - Apósitos com Silicone 
 
de poliuretano (películas transparentes) 
 
Tules 
 
Apósitos impregnados com petrolato, parafina ou lanolina, especialmente indicados para 
feridas pouco exsudativas e em fase de granulação ou epitelização. 
Um dos seus principais efeitos é a proteção dos tecidos neoformados, principalmente da 
aderência de apósitos, e minimizar a dor aquando da mudança do penso. 
Podem permanecer na ferida de um a três dias.11,13 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 27 - Apósitos impregnados com petrolato, parafina ou lanolina 
 
de poliuretano (películas transparentes) 
 
Referências bibliográficas 
 
1 BARANOSKI, S., AYELLO, E., (2004). O essencial sobre o tratamento de feridas. 
Lusodidacta. Loures, Portugal. ISBN 972-8930-03-8. 
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3 European Wound Management Association (EWMA). Position Document: Wound Bed 
Preparation in Practice. London: MEP Ltd, 2004. 
4 European Wound Management Association (EWMA). Position Document: Pain at 
wound dressing changes. London: MEP Ltd, 2002. 
5 GRUPO NACIONAL PARA EL ESTUDIO Y ASESORAMIENTO EN ÚLCERAS POR PRESIÓN 
Y HERIDAS CRÓNICAS. (2003). Documentos GNEAUPP. 
6 Grupo Nacional Para El Estudio Y Asesoramiento En Úlceras Por Presión Y Heridas 
Crónicas. TORRA I BOU e SOLDEVILLA (coord). (2004). Atención integral de las heridas 
crónicas. Madrid, Espanha. ISBN 84 \u2013 95552-18-3. 
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(2004). Consenso sobre úlceras vasculares y pie diabético de la Asociación Española 
de Enfermería Vascular(A.E.E.V.). Espanha. 
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feridas. Edituer roeselare. ISBN 90-70231-5. 
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\u2013 Edições Técnicas e Científicas, Lda. Loures \u2013 Portugal. ISBN 972-8383-68-1. 
10 RIBEIRO, Fontes et al. (1999). Feridas e úlceras cutâneas. Coimbra, Portugal: 
FORMASAU \u2013 Formação e Saúde, Lda. \u2013 Edições Sinais Vitais, ISBN: 972 \u2013 8485 \u2013 05 \u2013 
0. 
11 ROCHA, M. J. et al. (2000). Feridas uma arte secular. 1.ª edição, Coimbra, Portugal. 
12 SOLDEVILLA, J, Javier. (1998). Guia práctica en la atención de las úlceras de piel. 4.ª 
edição, Madrid, Espanha, ISBN: 84 \u2013 7391 \u2013 212 \u2013 8. 
13 TORRA I BOU, Joan-Enric. (1997). Manual de sugerencias sobre cicatrización y cura en 
ambiente húmedo. Madrid: Jarpyo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
10. Úlceras de Pressão 
Paulo Alves; João Neves Amado; Paulo Ramos; Filomena Mota; Jorge Oliveira 
 
As feridas crónicas, como as Úlceras de Pressão (UP) e o Pé Diabético, têm um \u201cimpacto negativo na 
vida diária dos 4 milhões de indivíduos da União Europeia que desenvolvem anualmente uma ferida e 
os 1,5-2,0 milhões que, de acordo com os dados de prevalência, vivem com feridas\u201d (Maida, 2008, p. 
306). O tratamento destas feridas determina pelo menos \u201c3-4% do orçamento anual dos cuidados de 
saúde de todos os países da União Europeia\u201d segundo Posnett (2009, p. 156). 
As úlceras de pressão são um indicador da qualidade dos cuidados (DGS, 2011), são também um 
problema de saúde pública que acarreta sofrimento e diminuição da qualidade de vida dos doentes e 
seus cuidadores (Russo & Elixhauser, 2006), (Vangilder et al., 2008), podendo mesmo levar à morte. 
É imprescindível o conhecimento por parte dos profissionais de saúde da etiologia e fisiopatologia das 
UP, para uma correta avaliação de risco, garantindo intervenções para a prevenção nos doentes sob 
seus cuidados, bem como, uma classificação e seleção das opções