Prevencao Trat Feridas Da Evidencia A Pratica
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Prevencao Trat Feridas Da Evidencia A Pratica


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corretamente e que não haja problemas durante o período de insuflação e desinsuflação. 
Verificar periodicamente o normal funcionamento do motor ou compressor. 
Nos colchões e almofadas de gel verificar se o gel está distribuído uniformemente e que não 
haja migração ou ausência de gel. Ter especial atenção se há fissuras na estrutura do colchão ou 
almofada. 
Não desligar o mecanismo elétrico (motor, compressor, ou outro) das superfícies de apoio da 
fonte de energia. As superfícies quando são ligadas novamente podem demorar algum tempo a 
assumir todas as suas características. Só depois de algum tempo de estar ligada à corrente é que 
devem ser utilizadas; nunca ligar as superfícies com o utente em cima da superfície. 
Ter em conta que uma superfície de apoio não dura para sempre, os materiais têm desgaste e 
uma vida útil em que todas as características estão presentes e em pleno funcionamento. 
Os fechos das capas têm uma proteção que os cobre; esta cobertura deverá ficar por cima do 
fecho quando o colchão é colocado na estrutura da cama, assim evita-se que o fecho roce na 
estrutura ou que qualquer líquido que escorra pela parte lateral consiga entrar para o colchão 
pela ranhura do fecho. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Referências bibliográficas 
 
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England. Huntleigh Healthcare, 2005. 
 
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10. 6 Tratamento das úlceras de pressão 
Jorge Oliveira; Paulo Ramos; Filomena Mota 
 
As úlceras de pressão (UP) são um problema comum e afetam todos os grupos etários, desde 
idades pediátricas até indivíduos em fase final de vida; surgem em pessoas internadas quer em 
hospitais quer em instituições com utentes de elevado grau de dependência (unidades de 
cuidados continuados, lares) e em contexto domiciliário. Trata-se de um importante problema 
de saúde que acarreta enormes custos, não só económicos mas, também, sociais. Neste capítulo 
será abordado o tratamento das UP, não se pretendendo, no entanto, uma descrição exaustiva 
das modalidades terapêuticas existentes, mas sim servir como ponto de partida para um estudo 
mais aprofundado desta temática. 
 
O diagnóstico da existência de uma UP é mais difícil do que à primeira vista pode parecer. É 
comum confundir-se o diagnóstico de UP e lesões causadas por humidade, por exemplo, por 
incontinência. O diagnóstico diferencial é fulcral uma vez que as estratégias de prevenção e de 
tratamento são completamente diferentes.1 
As características analisadas para realizar esta destrinça passam por: causa, localização, forma, 
profundidade, presença de necrose, bordos e coloração dos tecidos.1 
 
De realçar que o principal objetivo da abordagem das úlceras de pressão é a prevenção. Quanto 
ao tratamento deve ter-se em atenção que este deverá ser holístico, não tratamos uma ferida 
mas um indivíduo com ferida, e deve ser privilegiado o tratamento conservador.2 
 
O tratamento das UP é complexo e visa não só a cicatrização da ferida no menor espaço de 
tempo possível, como a prevenção de novas feridas e evitar o agravamento das existentes. 
Assim sendo, as medidas de prevenção são também medidas de tratamento. Estas medidas de 
prevenção devem incluir uma avaliação de risco para desenvolver novas úlceras, as superfícies 
de apoio disponíveis, os apoios sociais e financeiros e o conhecimento do indivíduo e prestador 
de cuidados sobre prevenção de UP.3 
 
O indivíduo deve ser olhado sob um ponto de vista integral e ser envolvido no tratamento, 
aumentando a sua colaboração.4 Para tratar a ferida o profissional deve iniciar uma avaliação 
global do indivíduo: determinar quais os fatores envolvidos no desenvolvimento da ferida, qual 
o ambiente em que se insere e que intervenções se adequam. Identificar os fatores de risco 
presentes, as patologias associadas, hábitos e estilos de vida e medicação em uso são um passo 
importante desta avaliação.4 Para além destes aspetos há que determinar qual a capacidade 
para o autocuidado por parte do indivíduo ou prestador de cuidados.5 
 
Consideramos então que a avaliação inicial é o primeiro passo para o tratamento da ferida. 
Desta avaliação inicial deve também fazer parte a avaliação nutricional para determinar a 
intervenção da equipa multidisciplinar através de um diagnóstico inicial concreto que inclua 
medidas antropométricas precisas e a perda de peso, bem como a sua etiologia.5 
A avaliação da ferida é o passo seguinte para planear o tratamento. Quando uma úlcera de 
pressão ocorre, é importante que seja feita uma cuidada avaliação da pessoa e da ferida. A 
avaliação inicial deverá ser efetuada nas primeiras seis horas e inclui a documentação de:6 
\uf0b7 Categoria; 
\uf0b7 Localização; 
\uf0b7 Tamanho e forma; 
\uf0b7 Estado do leito da ferida; 
\uf0b7 Exsudado: quantidade e características; 
\uf0b7 Dor; 
\uf0b7 Odor; 
\uf0b7 Estado da pele perilesional. 
 
A presença ou não de sinais de infeção é um aspeto importante na avaliação da ferida. Um 
exame microbiológico é essencial na determinação do grau de contaminação e do agente 
contaminante ou infecioso. 
 
A classificação por categorias vai permitir concretizar quais as estruturas anatómicas atingidas, 
facilitando o planeamento das intervenções adequadas.3 
 
Outro aspeto que consideramos de vital importância, é a avaliação da dor. Este sintoma é 
influenciado por fatores psicossociais e culturais5 e influencia grandemente a adesão ao regime 
terapêutico por parte do indivíduo e família. Deve ser avaliada quanto às suas características 
(intensidade, tipo de dor, fisiopatologia) e história (quando surge, como alivia, como agrava, o 
que a desencadeia). Tratar a ferida implica tratar a dor. Este tratamento passa por selecionar as 
medidas terapêuticas, farmacológicas ou não, que se adequem ao indivíduo, assim como 
selecionar um material de penso que não adira ao leito da ferida, mantenha um ambiente 
húmido e controle o excesso de exsudado, evitando a lesão da