Lei Complementar Nº 101 2000
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Lei Complementar Nº 101 2000


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§ 4º)
\u2022 fica ampliado o prazo para enquadramento aos limites do estoque da dívida
em até quatro quadrimestres.
13 FLEXIBILIZAÇÃO DE
PRAZOS PARA ENQUADRAMENTO
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14 CALENDÁRIO DE
OBRIGAÇÕES DA LRF
· A Assembléia Legisla-
tiva deve devolver para
sanção até o final do 1º
período da sessão legis-
lativa.
OBSERVAÇÕESMÊS ATIVIDADE
JANEIRO · Estabelecimento da programação fi-
nanceira e cronograma de execução
mensal de desembolso.
Esta providência deve ser
adotada até 30 dias após a
publicação do orçamento,
portanto o seu prazo pode
expirar-se antes de 31 de ja-
neiro.
· Relatório Resumido da Execução Or-
çamentária referente ao último bimes-
tre do exercício anterior, que deverá in-
formar, também, sobre o atendimento
da \u201cRegra de Ouro\u201d e sobre a variação
patrimonial.
FEVEREIRO · Relatório de Gestão Fiscal referente
ao 3º quadrimestre do exercício ante-
rior.
· Realização de audiências públicas para
avaliação das metas fiscais.
MARÇO · Relatório Resumido da Execução Or-
çamentária referente ao bimestre janei-
ro e fevereiro.
· Acionar os mecanismos de limitação
de empenho, caso necessário.
ABRIL · Os municípios devem apresentar suas
contas, referentes ao exercício anteri-
or, ao Poder Executivo da União para
efeito de consolidação , com cópia para
o estado.
MAIO · Até dia 15 \u2013 encaminhar projeto da
LDO, com os novos anexos introduzi-
dos pela LRF, para apreciação da As-
sembléia Legislativa.
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 · Relatório Resumido da Execução Or-
çamentária referente ao bimestre maio
e junho.
 · Acionar os mecanismos de limitação
de empenho, caso necessário.
JULHO
AGOSTO · No primeiro ano de mandato do chefe do
Poder Executivo \u2013 encaminhar projeto do
Plano Plurianual - PPA para apreciação da
Assembléia Legislativa.
· A Assembléia Legislati-
va deve devolver para
sanção até o final da ses-
são legislativa.
SETEMBRO · Encaminhar Projeto de Lei Orçamen-
tária Anual \u2013 LOA para apreciação da
Assembléia Legislativa.
· A Assembléia Legislati-
va deve devolver para
sanção até o final da ses-
são legislativa.
· Relatório Resumido da Execução Or-
çamentária referente ao bimestre julho
e agosto.
· Acionar os mecanismos de limitação
de empenho, caso necessário.
· Relatório de Gestão Fiscal referente
ao 2º quadrimestre.
· Realização de audiências públicas para
avaliação das metas fiscais.
NOVEMBRO · Relatório Resumido da Execução Or-
çamentária referente ao bimestre setem-
bro e outubro.
· Acionar os mecanismos de limitação
de empenho, caso necessário.
Nota: É facultado aos municípios com menos de 50 mil habitantes apresentar os anexos da
LDO a partir do exercício de 2005 e divulgar os relatórios e demonstrativos em até 30 dias após o
encerramento do semestre. É importante, contudo, que todos os municípios se estruturem para
atender às novas exigências da Lei de Responsabilidade Fiscal o mais rapidamente possível, tendo
presente que estão sujeitos às mesmas limitações estabelecidas para os demais entes da federação. A
programação financeira e o cronograma de execução mensal de desembolso, por exemplo, devem
ser preparados até 30 dias após a publicação do Orçamento de 2001.
· Relatório Resumido da Execução Or-
çamentária referente ao bimestre mar-
ço e abril.
· Acionar os mecanismos de limitação
de empenho, caso necessário.
· Relatório de Gestão Fiscal referente
ao 1º quadrimestre.
· Realização de audiências públicas
para avaliação das metas fiscais.
· O estado deve apresentar suas con-
tas, referentes ao exercício anterior, ao
Poder Executivo da União para efeito
de consolidação anual.
ANEXOS
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Os modelos aqui apresentados foram selecionados e/ou adaptados dentre
os sugeridos pelo governo federal, pelo Guia Contábil da Lei de Responsabili-
dade Fiscal, do Conselho Federal de Contabilidade e Instituto Ethos, e os já
utilizados pelo Governo do Estado da Bahia, buscando uma concepção que
abrigasse um conjunto de informações generalizadas que atendesse à necessi-
dade de potenciais usuários nas esferas de governo estadual e municipal e nos
três poderes \u2013 Executivo, Legislativo e Judiciário.
Na utilização dos quadros, deve-se atentar para o caráter de transitoriedade de
alguns deles, considerando normas legais em tramitação, a sempre maior maturidade e
o aprofundamento das discussões sobre a aplicação da LRF e as limitações dos siste-
mas de informações dos entes obrigados.
MODELOS DE QUADROS
RELATÓRIO RESUMIDO
DA EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA
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Ó rgão :
Período :
SALDO FINAL 
C/ recursos das 
vendas de ativos
C/ outros 
recursos
Outras 
Entradas No Exercício No Bimestre (4=1+2-3)
INVESTIMENTOS
Participações Societárias
Bens não Destinados ao Uso
Outros Investimentos
IMOBILIZADO
Bens Imóveis
Bens Móveis
Outros Imobilizados
DIFERIDO
Despesas Pré-Operacionais
Despesas de Reorganização
Outros Diferimentos
OUTROS
TOTAIS
Fonte :
(A rt. 53 - § 1 º - II I)
D EM O N S TRA TIV O D A S V A RIA Ç Õ E S P A TR IM O NIA IS 
ITENS PATRIMONIAIS SALDO INICIAL (1)
AQUISIÇÕES (2) ALIENAÇÕES (3)
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RELATÓRIO DE GESTÃO FISCAL
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Órgão :
Período :
ESPECIFICAÇÃO SALDO SALDO / RCL
DÍVIDA CONSOLIDADA
DÍVIDA MOBILIÁRIA
TOTAL
Fonte :
DEMONSTRATIVO DA DÍVIDA PÚBLICA
(Art. 55 - inciso I - alínea "b")
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LEI COMPLEMENTAR Nº 101, DE 4 DE MAIO DE 20001
Estabelece normas de finanças públicas voltadas para a responsabilidade na
gestão fiscal e dá outras providências.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA
Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte
Lei Complementar:
CAPÍTULO I
DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
Art. 1o Esta Lei Complementar estabelece normas de finanças públicas
voltadas para a responsabilidade na gestão fiscal, com amparo no Capítu-
lo II do Título VI da Constituição.
§ 1o A responsabilidade na gestão fiscal pressupõe a ação planejada e
transparente, em que se previnem riscos e corrigem desvios capazes de
afetar o equilíbrio das contas públicas, mediante o cumprimento de metas
de resultados entre receitas e despesas e a obediência a limites e condições
no que tange a renúncia de receita, geração de despesas com pessoal, da
seguridade social e outras, dívidas consolidada e mobiliária, operações de
crédito, inclusive por antecipação de receita, concessão de garantia e ins-
crição em Restos a Pagar.
§ 2o As disposições desta Lei Complementar obrigam a União, os Esta-
dos, o Distrito Federal e os Municípios.
§ 3o Nas referências:
TEXTO DA LEI DE
RESPONSABILIDADE FISCAL
1 Texto pesquisado na Internet, site \u201cwww.planejamento.gov.br\u201d. Para facilitação da consulta, a
redação dos dispositivos vetados, com as respectivas razões de veto, foi inserida no corpo do texto em
notas de rodapé. Trabalho de diagramação e divulgação do Gabinete da Vice-Presidência do Tribu-
nal de Contas do Estado da Bahia.
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I - à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, estão
compreendidos:
a) o Poder Executivo, o Poder Legislativo, neste abrangidos os Tribu-
nais de Contas, o Poder Judiciário e o Ministério Público;
b) as respectivas administrações diretas, fundos, autarquias, fundações
e empresas estatais dependentes;
II - a Estados entende-se considerado o Distrito Federal;
III - a Tribunais de Contas estão incluídos: Tribunal de Contas da União,
Tribunal de Contas do Estado e, quando houver, Tribunal de Contas dos
Municípios e Tribunal de Contas do Município.
Art. 2o Para os efeitos desta Lei Complementar, entende-se como:
I - ente da Federação: a União, cada Estado, o Distrito Federal e cada Município;
II - empresa controlada: sociedade cuja maioria do capital social com
direito a voto pertença, direta ou indiretamente, a ente da Federação;
III - empresa estatal dependente: empresa controlada que receba do ente
controlador