LEI  9.784
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LEI 9.784


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QUESTÕES COMENTADAS E GABARITADAS 
Neste caderno você terá acesso ao conjunto de regras 
que regem a Lei 9.784, através de questões e 
comentadas e gabaritadas. 
Instituição de Ensino Preparatório aos Concursos Públicos Militares 
QUESTÕES COMENTADAS 
 
1. (CESPE/2010) Com a publicação da Lei nº 9.784/1999, que regula o processo administrativo no âmbito da 
administração pública federal, houve significativa melhoria na proteção dos direitos dos administrados e na execução dos 
fins da administração pública. A lei mencionada estabelece normas básicas acerca do processo administrativo somente na 
administração federal e estadual direta. 
 
GABARITO \u2013 ERRADO 
Comentário: A lei 9.784/99 Regula o processo administrativo no âmbito da Administração Pública Federal. Não existe 
previsão legal para a administração estadual. 
 
 2. (CESPE/2010) Nos processos administrativos, busca-se a adequação entre meios e fins, até mesmo com a imposição de 
obrigações, restrições e sanções em medida superior àquelas estritamente necessárias ao atendimento do interesse 
público, visando à prevenção das irregularidades. 
 
GABARITO \u2013 ERRADO 
Comentário: Pelo princípio da legalidade do art. 37 caput da CF/88 ao Administrador só é dado fazer o que a lei 
determina ou autoriza e ainda assim dentro dos estritos limites de sua determinação legal, não podendo haver medida 
superior. O excesso ou desvio de finalidade acarreta o chamado abuso de poder administrativo. 
 
3. (CESPE/2010) Antônio José moveu, na justiça comum, ação para responsabilização civil contra o cônjuge de Sebastião. 
Nesse mesmo período, no órgão federal da administração direta em que trabalha, surgiu a necessidade de Antônio José 
presidir processo administrativo contra Sebastião. Nessa situação, Antônio José está impedido de atuar nesse processo 
administrativo. 
 
GABARITO \u2013 CORRETO 
Comentário: O art. Art. 18 da lei 9.784/99 prevê: \u201cÉ impedido de atuar em processo administrativo o servidor ou 
autoridade que:\u201d 
I \u2013 tenha interesse direto ou indireto na matéria; 
II \u2013 tenha participado ou venha a participar como perito, testemunha ou representante, ou se tais situações ocorrem 
quanto ao cônjuge, companheiro ou parente e afins até o terceiro grau; 
III \u2013 esteja litigando judicial ou administrativamente com o interessado ou respectivo cônjuge ou companheiro. 
 
4. (CESPE/2010) Pedro Luís, servidor público federal, verificou, no ambiente de trabalho, ilegalidade de ato administrativo 
e decidiu revogá-lo para não prejudicar administrados que sofreriam efeitos danosos em consequência da aplicação desse 
ato. Nessa situação, a conduta de Pedro Luís está de acordo com o previsto na Lei n.º 9.784/1999. 
 
GABARITO \u2013 ERRADO 
Comentário: Caso o ato revogação somente se presta a invalidar atos legais. Em caso de atos ilegal o correto seria 
anulação! 
 
5. (CESPE/2009) O que fundamenta a anulação (ou invalidação) do ato administrativo é a inconveniência ou 
inoportunidade do ato ou da situação gerada por ele. 
 
GABARITO \u2013 ERRADO 
Comentário: O fundamento da anulação é a ilegalidade. Conveniência e oportunidade são chamadas de critério de mérito, 
ou seja, o mecanismo correto nesse caso é a revogação. 
 
6. (CESPE/2009) A revogação, possível de ser feita pelo Poder Judiciário e pela administração, não respeita os efeitos já 
produzidos pelo ato administrativo. 
 
GABARITO \u2013 ERRADO 
Comentário: Dois erros: primeiro, revogação somente pela administração pública (poder judiciário não revoga ato de 
outro poder). E os atos que geraram efeitos (exauridos) não podem ser revogados. 
 
7. (CESPE/2009) O direito adquirido, regra geral, é causa suficiente para impedir o desfazimento do ato administrativo 
que contém vício de nulidade insanável. 
 
GABARITO \u2013 ERRADO 
Comentário: Ato com vício insanável é ato ilegal e não gera direito adquirido, podendo ser anulado a qualquer tempo. 
 
8. (CESPE/2008) Não compete ao Poder Judiciário revogar atos administrativos do Poder Executivo, sob pena de ofensa ao 
princípio da separação dos poderes. 
 
 
GABARITO \u2013 CORRETO 
Comentário: O poder judiciário não pode avaliar o mérito, por esse motivo não revoga ato de outro poder. 
 
9. (CESPE/2008) O ato administrativo pode ser revogado por ter perdido sua utilidade. 
 
GABARITO \u2013 CORRETO 
Comentário: É o chamado mérito, ou seja, conveniência e oportunidade da administração pública. 
 
10. (CESPE/2008) A revogação do ato gera, em regra, eficácia desde a prolação do ato ilegal. 
 
GABARITO \u2013 ERRADO 
Comentário: Dois erros: Primeiro, revogação é para ato legal; Segundo, os efeitos da revogação são ex-nunc, ou seja 
prospectivos (do desfazimento para frente, não retroagem). 
 
11. (CESPE/2010) Carlos, servidor da Justiça Federal, responde a processo administrativo nesse órgão e requereu a 
aplicação da Lei n.º 9.784/1999 no âmbito desse processo. Nessa situação, é correto afirmar que tal aplicação é cabível. 
 
GABARITO \u2013 CORRETO 
Comentário: O processo administrativo é norma geral de aplicação do processo administrativo, vindo a complementar as 
regras dos estatutos próprios de cada órgão. 
 
12. (CESPE/2010) O ato de delegação não retira a atribuição da autoridade delegante, que continua competente 
cumulativamente com a autoridade delegada para o exercício da função. 
 
GABARITO \u2013 CORRETO 
Comentário: A competência é intransferível, contudo ela é relativa, pois possibilita a delegação. Nesse caso, passa-se 
somente a execução, ficando sempre a titularidade com a autoridade delegante. 
 
13. (CESPE/2010) Os atos do processo administrativo dependem de forma determinada apenas quando a lei 
expressamente a exigir. 
 
GABARITO \u2013 CORRETO 
Comentário: A forma é o terceiro elemento do ato e é sempre vinculado a lei. Lembrando que temos cinco elementos ou 
requisitos. Competência, finalidade, forma, motivo e objeto. 
 
14. (CESPE/2010) No processo administrativo, eventual recurso deve ser dirigido à própria autoridade que proferiu a 
decisão, podendo essa mesma autoridade exercer o juízo de retratação e reconsiderar a sua decisão. 
 
GABARITO \u2013 CORRETO 
Comentário: É o teor do Art. 56. Das decisões administrativas cabe recurso, em face de razões de legalidade e de mérito. 
 
 § 1o O recurso será dirigido à autoridade que proferiu a decisão, a qual, se não a reconsiderar no prazo de cinco dias, o 
encaminhará à autoridade superior. 
 
15. (CESPE/2010) Interposto recurso administrativo, a autoridade julgadora federal, que não pode ter recebido essa 
competência por delegação, pode, desde que o faça de forma necessariamente fundamentada, agravar a situação do 
recorrente. 
 
GABARITO \u2013 CORRETO 
Comentário: Atenção: O recurso administrativo pode agravar a penalidade, a revisão administrativa não. 
 
16. (CESPE/2010) A revogação de atos pela administração pública, por motivos de conveniência e oportunidade, possui 
limitação de natureza temporal, como, por exemplo, o prazo quinquenal previsto na Lei n.º 9.784/1999, no entanto não 
possui limitação de natureza material. 
 
GABARITO \u2013 ERRADO 
Comentário: A limitação de natureza material diz respeito a matéria, que só pode ser tratar de ato legal que será revogado 
por mérito administrativo, ou seja conveniência e oportunidade. 
 
16. (CESPE/2010) A competência é delegável, mas não é passível de avocação. 
 
GABARITO \u2013 ERRADO 
Comentário: A avocação esta prevista no art. Art. 15 da lei 9.784/99 \u201cSerá permitida, em caráter excepcional e por 
motivos relevantes devidamente justificados, a avocação temporária de competência atribuída a órgão hierarquicamente 
inferior.\u201d 
18. (CESPE/2010) A edição de atos de caráter normativo é um dos objetos de delegação. 
 
GABARITO \u2013 ERRADO 
Comentário: Vejam a previsão legal do art. 13 da lei 9.784/99. 
 
Art. 13. Não podem ser objeto de delegação: 
 
I \u2013 a edição de atos de caráter normativo; 
II \u2013 a decisão de recursos administrativos; 
III \u2013 as