LEI  9.784
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matérias de competência exclusiva do órgão ou autoridade. 
 
19. (CESPE/2010) Conforme afirma à doutrina prevalente, o ato administrativo será sempre vinculado com relação à 
competência e ao motivo do ato. 
 
GABARITO \u2013 ERRADO 
Comentário: O ato será sempre vinculado nos três primeiros requisitos ou elementos, ou seja, competência, finalidade e 
forma. O motivo e o objeto podem ser vinculados (em um ato vinculado) ou discricionários em um ato discricionário. O 
certo é que todo ato, mesmo os discricionários possuem uma margem de vinculação, que são os três primeiros elementos. 
 
20. (CESPE/2009) O princípio da presunção de legitimidade ou de veracidade retrata a presunção absoluta de que os atos 
praticados pela administração pública são verdadeiros e estão em consonância com as normas legais pertinentes. 
 
GABARITO \u2013 ERRADO 
Comentário: O princípio da presunção de legitimidade ou de veracidade é relativo, ou seja, iuris tantun, pois pode ser 
invalidado em caso de vício que o torne ilegal. 
 
21. (CESPE/2009) Os atos administrativos são presumidamente verdadeiros e conformes ao direito, militando em favor 
deles uma presunção juris et de jure de legitimidade. Trata-se, assim, de uma presunção absoluta, que não depende de lei 
expressa, mas que deflui da própria natureza do ato administrativo, como ato emanado de agente integrante da estrutura 
do Estado. 
 
GABARITO \u2013 ERRADO 
Comentário: Os atos administrativos nascem com aparência de legalidade é o chamado atributo da presunção de 
legitimidade do ato administrativo e são iures tantum ou relativos. 
 
22. (CESPE/2009) Segundo a doutrina, a presunção de legitimidade é atributo do ato administrativo e se caracteriza pelo 
reconhecimento de que os fatos alegados pela administração são verdadeiros e são aptos a produzir seus efeitos. 
 
GABARITO \u2013 ERRADO 
Comentário: Não ocorre o reconhecimento absoluto e sim relativo, os atos nascem com simples \u201caparência de legalidade\u201d. 
 
 23. (CESPE/2009) Segundo a jurisprudência dos tribunais superiores, o princípio de que a administração pode revogar 
seus próprios atos, por motivos de conveniência ou oportunidade, encontra empecilho diante da ocorrência de situação 
jurídica definitivamente constituída e do direito adquirido. 
 
GABARITO \u2013 CORRETO 
Comentário: É o teor da súmula 473 do STF: A ADMINISTRAÇÃO PODE ANULAR SEUS PRÓPRIOS ATOS, QUANDO 
EIVADOS DE VÍCIOS QUE OS TORNAM ILEGAIS, PORQUE DELES NÃO SE ORIGINAM DIREITOS; OU REVOGÁ-LOS, POR 
MOTIVO DE CONVENIÊNCIA OU OPORTUNIDADE, RESPEITADOS OS DIREITOS ADQUIRIDOS, E RESSALVADA, EM TODOS 
OS CASOS, A APRECIAÇÃO JUDICIAL. 
 
24. (CESPE/2008) O ato administrativo é nulo quando o motivo se encontrar dissociado da situação de direito ou de fato 
que determinou ou autorizou a sua realização. A vinculação dos motivos à validade do ato é representada pela teoria dos 
motivos determinantes. 
 
GABARITO \u2013 CORRETO 
Comentário: Em caso de motivação do ato administrativo fica o administrador público preso aos motivos que 
determinaram o ato. 
 
25. (CESPE/2008) A garantia de instância (caução) para a interposição de todo e qualquer recurso administrativo está 
prevista em lei. 
 
GABARITO \u2013 ERRADO 
Comentário: Previsão legal da lei 9.784/99: \u201cart. 56 § 2o Salvo exigência legal, a interposição de recurso administrativo 
independe de caução.\u201d 
26. (CESPE/2008) A exigência do depósito prévio como pressuposto de admissibilidade do recurso administrativo é uma 
exigência compatível com a CF. 
 
GABARITO \u2013 ERRADO 
Comentário: É ilegal a cobrança de deposito prévio para interposição de recurso. 
 
27. (CESPE/2008) É pacífico o entendimento de que os decretos não são considerados atos administrativos, pois são, em 
verdade, atos normativos secundários. 
 
GABARITO \u2013 ERRADO 
Comentário: Os decretos são considerados atos administrativos decorrentes do poder regulamentar e estão dispostos de 
duas formas: Regra: Decreto de execução; Exceção (art. 84 VI a\u2019 e b\u2019) chamados de decretos autônomos, esse últimos 
autorizados pela EC 32/2001. 
 
28. (CESPE/2008) A licença é definida como ato discricionário por meio do qual a administração pública consente ao 
particular o desempenho de certa atividade. 
 
GABARITO \u2013 ERRADO 
Comentário: Licença é ato vinculado e definitivo. 
 
29. (CESPE/2009) Na hipótese de decisão administrativa contrariar enunciado da súmula vinculante, caberá à autoridade 
prolatora da decisão impugnada, se não a reconsiderar, explicitar, antes de encaminhar o recurso à autoridade superior, as 
razões da aplicabilidade ou inaplicabilidade da súmula, conforme o caso. 
 
GABARITO \u2013 CORRETO 
Comentário: Segue a referência legal dentro da lei 9.784/99 
 
Art. 64-A. Se o recorrente alegar violação de enunciado da súmula vinculante, o órgão competente para decidir o recurso 
explicitará as razões da aplicabilidade ou inaplicabilidade da súmula, conforme o caso. 
 
Art. 64-B. Acolhida pelo Supremo Tribunal Federal a reclamação fundada em violação de enunciado da súmula vinculante, 
dar-se-á ciência à autoridade prolatora e ao órgão competente para o julgamento do recurso, que deverão adequar as 
futuras decisões administrativas em casos semelhantes, sob pena de responsabilização pessoal nas esferas cível, 
administrativa e penal 
 
30. (CESPE/2009) Suponha que um servidor público tenha recebido uma delegação de poderes e, com base nela, tenha 
editado determinado ato. Nessa situação, como houve delegação, eventual impugnação judicial ao ato deve ser feita contra 
a autoridade delegante. 
 
GABARITO \u2013 ERRADO 
Comentário: O ato impugnado deverá ser contra o delegado, pois a responsabilidade do servidor é subjetiva, havendo a 
necessidade de comprovação de dolo ou culpa do agente. 
 
31. (CESPE/2009) O princípio da oficialidade, aplicável ao processo administrativo, encontra-se presente no poder da 
administração de instaurar e instruir o processo, bem como de rever suas decisões. 
 
GABARITO \u2013 CORRETO 
Comentário: O princípio da oficialidade (ou impulso oficial) determina que depois de iniciado o processo pelo 
administrado, a competência para movimentá-lo até a decisão final cabe a administração. 
 
32. (CESPE/2010) A administração pública pode, independentemente de provocação do administrado, instaurar processo 
administrativo, como decorrência da aplicação do princípio da oficialidade. 
 
GABARITO \u2013 CORRETO 
Comentário: Essa é uma das funções do princípio da oficialidade, ou do impulso oficial, ou seja, a administração pode 
iniciar sem a representação do administrado ou depois de representado, seguir até a decisão final proferida. 
 
QUESTÕES GABARITADAS 
01. (CESPE \u2013 2008 \u2013 TCU \u2013 Analista de Controle Interno) Durante dez anos, Maria ocupou cargo de chefia na concessão de 
benefícios previdenciários de uma autarquia federal. Tendo em vista a divergência na aplicação de determinada norma, 
Maria emitiu uma ordem de serviço que disciplinava a concessão do benefício em determinadas hipóteses, acreditando 
que a sua interpretação, naquele caso, seria a melhor. No último mês, Maria foi substituída por Pedro, que, não 
concordando com aquela interpretação, resolveu anular a ordem de serviço em vigor e rever todos os benefícios 
concedidos com base nela. Com base nessa situação hipotética, julgue o seguinte item: 
A anulação dos benefícios já concedidos não se submete a prazo decadencial, já que os atos ilegais devem ser anulados pela 
própria administração a qualquer tempo. Verdadeiro ou Falso? 
02. (CESPE \u2013 2008 \u2013 TCU \u2013 Analista de Controle Interno) Conforme a lei geral do processo administrativo no âmbito 
federal, a legitimidade ativa para atuar como interessado foi estendida às pessoas ou associações legalmente constituídas 
quanto aos direitos difusos. Verdadeiro ou Falso? 
03. (CESPE \u2013 2010 \u2013 TCU \u2013 Auditor Federal de Controle Externo) As normas previstas na Lei nº 9.784/1999, que disciplina 
o processo administrativo