AULA 00   PORTUGUÊS
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Décio Terror \u374 Aula 00 
 
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FRQMXJDomR\ufffd\ufffdD\ufffdYRJDO\ufffdWHPiWLFD\ufffd³L´\ufffdYDULD\ufffdSDUD\ufffd³H´\ufffd\ufffd$VVLP\ufffd\ufffdWDO\ufffdYHUER\ufffdHQFRQWUD-se 
na segunda pessoa do singular do imperativo afirmativo. 
 As duas formas corretas da frase seriam: 
Em caso de fogo, procure os extintores. Peça o apoio da brigada. (3ª p.singular) 
ou 
Em caso de fogo, procura os extintores. Pede o apoio da brigada. (2ª p.sing) 
Gabarito: D 
 
Questão 48: TRT 16ª R 2009 técnico (banca FCC) 
Olhemos, agora, por exemplo... 
O verbo flexionado de forma idêntica à do grifado acima está também grifado 
na frase: 
(A) Observamos sinais evidentes de que o clima no planeta deriva de um 
sistema bastante desregulado. 
(B) Chegamos, sem dúvida, a uma situação crítica em relação às condições 
climáticas no país. 
(C) Vemos, no momento, situações extremas de seca ou de excesso de 
chuvas. 
(D) Devemos ser solidários com os desabrigados pelas inundações. 
(E) Façamos nossa parte, agindo como cidadãos conscientes da necessária 
preservação das florestas. 
Comentário: 1R\ufffd YHUER\ufffd ³olhemos´\ufffd HQFRQWUD-VH\ufffd ³H´\ufffd\ufffd TXH\ufffd QmR\ufffd p\ufffd D\ufffd YRJDO\ufffd
temática, pois esse verbo, no infinitivo ± base do verbo ±, apresenta a vogal 
WHPiWLFD\ufffd³a´\ufffd\ufffdolhar. 
 Assim, essa forma verbal poderia ser do presente do subjuntivo ou do 
imperativo afirmativo, pois se encontra na primeira pessoa do plural e nesta 
pessoa as duas formas são iguais e não possuem a vogal temática. 
 $SHVDU\ufffd GH\ufffd VHU\ufffd DSHQDV\ufffd XPD\ufffd IUDVH\ufffd\ufffd SHUFHEHPRV\ufffd HP\ufffd ³olhemos´\ufffd XPD\ufffd
motivação à realização de algo (ordem amenizada). Isso cabe apenas ao 
imperativo afirmativo. 
 $VVLP\ufffd\ufffdR\ufffd~QLFR\ufffdYHUER\ufffdTXH\ufffdVH\ufffdHQTXDGUD\ufffdQLVVR\ufffdp\ufffd³façamos´\ufffd\ufffd1RWH\ufffdTXH\ufffdVHX\ufffd
LQILQLWLYR\ufffdp\ufffd³fazer´\ufffd\ufffd6XD\ufffdYRJDO\ufffdWHPiWLFD\ufffd³e´\ufffdWDPEpP\ufffdQmR\ufffdDSDUHFH\ufffdQD\ufffdFRQVWUXomR\ufffd
³façamos´\ufffd\ufffdSRU\ufffdLVVR\ufffdSRGHPRV\ufffdHQWHQGHU\ufffdFRPR\ufffdLPSHUDWLYR\ufffd\ufffdKDMD\ufffdYLVWD\ufffdSURGX]LU\ufffdR\ufffd
mesmo ePSUHJR\ufffdGR\ufffdYHUER\ufffd³olhemos´\ufffd\ufffd 
 Veja que os outros verbos sublinhados estão no presente do indicativo, 
pois conservam a vogal temática do infinitivo (observar\u13a³observaPRV´, 
chegar\u13a³chegaPRV´, ver\u13a³vePRV´, dever\u13a³devePRV´). Por tudo isso, a 
alternativa correta é a (E). 
Gabarito: E 
 
Questão 49: TRT 3ªR 2009 Técnico (banca FCC) 
Fragmento de texto: 
 Escuta a hora formidável do almoço 
 na cidade. Os escritórios, num passe, esvaziam-se. 
 As bocas sugam um rio de carne, legumes e tortas 
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 vitaminosas. 
 Salta depressa do mar a bandeja de peixes argênteos! 
 Os subterrâneos da fome choram caldo de sopa, 
 olhos líquidos de cão através do vidro devoram teu osso. 
 Come, braço mecânico, alimenta-te, mão de papel, é 
 tempo de comida, 
 mais tarde será o de amor. 
 Lentamente os escritórios se recuperam, e os negócios, 
 forma indecisa, evoluem. 
 O esplêndido negócio insinua-se no tráfego. 
 Multidões que o cruzam não veem. É sem cor e sem cheiro. 
 Está dissimulado no bonde, por trás da brisa do sul, 
 vem na areia, no telefone, na batalha de aviões, 
 toma conta de tua alma e dela extrai uma porcentagem. 
 
 Escuta a hora espandongada da volta. 
 Homem depois de homem, mulher, criança, homem, 
 roupa, cigarro, chapéu, roupa, roupa, roupa, 
 homem, homem, mulher, homem, mulher, roupa, homem 
 imaginam esperar qualquer coisa, 
 e se quedam mudos, escoam-se passo a passo, sentam-se, 
 últimos servos do negócio, imaginam voltar para casa, 
 já noite, entre muros apagados, numa suposta cidade, imaginam. 
 
(Carlos Drummond de Andrade. Nosso tempo, in Poesia 
completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2002, p. 128) 
Escuta a hora formidável do almoço//na cidade. (1º e 2º versos) 
O verbo flexionado da mesma forma que o grifado acima está no verso: 
(A) ... vem na areia, no telefone, na batalha de aviões ... 
(B) ... toma conta de tua alma ... 
(C) As bocas sugam um rio de carne, legumes e tortas vitaminosas. 
(D) Os subterrâneos da fome choram caldo de sopa... 
(E) Come, braço mecânico ... 
Comentário: 2\ufffdYHUER\ufffd³(VFXWD´\ufffdHQFRQWUD-se no imperativo afirmativo. Abaixo, 
cada frase relacionada ao verbo será transcrita para melhor entendimento do 
tempo verbal. 
 Na alternativa (A), o verbo ³YHP´\ufffdHQFRQWUD-se no presente do indicativo. 
3HUFHED\ufffdTXH\ufffdDSHQDV\ufffdp\ufffdIHLWD\ufffdXPD\ufffdGHFODUDomR\ufffdVREUH\ufffdR\ufffd³HVSOrQGLGR\ufffdQHJyFLR´\ufffd 
(O esplêndido negócio) Está dissimulado no bonde, por trás da brisa do sul, 
vem na areia, no telefone, na batalha de aviões, toma conta de tua alma e 
dela extrai uma porcentagem. 
 1D\ufffdDOWHUQDWLYD\ufffd\ufffd%\ufffd\ufffd\ufffdR\ufffdYHUER\ufffd³WRPD´\ufffdHQFRQWUD-se também no presente do 
LQGLFDWLYR\ufffd\ufffd 2\ufffd VXMHLWR\ufffd GR\ufffd YHUER\ufffd ³WRPD´\ufffd HVWi\ufffd HOtSWLFR\ufffd H\ufffd VXJHUH\ufffd D\ufffd PHVPD\ufffd
expressão vista acima: 
(O esplêndido negócio) Está dissimulado no bonde, por trás da brisa do sul, 
vem na areia, no telefone, na batalha de aviões, toma conta de tua alma e 
dela extrai uma porcentagem. 
 1D\ufffd DOWHUQDWLYD\ufffd \ufffd&\ufffd\ufffd\ufffd R\ufffd YHUER\ufffd ³VXJDP´\ufffd HQFRQWUD-se também no presente 
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do indicativo. Note que novamente é feita uma declaração: 
As bocas sugam um rio de carne, legumes e tortas vitaminosas. 
 1D\ufffdDOWHUQDWLYD\ufffd\ufffd'\ufffd\ufffd\ufffdR\ufffdYHUER\ufffd³FKRUDP´\ufffdHQFRQWUD-se também no presente 
do indicativo. Também há declaração: 
Os subterrâneos da fome choram caldo de sopa... 
 1D\ufffd DOWHUQDWLYD\ufffd \ufffd(\ufffd\ufffd\ufffd R\ufffd YHUER\ufffd ³&RPH´\ufffd HQFRQWUa-se no imperativo 
DILUPDWLYR\ufffd\ufffd9HMD\ufffdTXH\ufffdVH\ufffdIDOD\ufffdGLUHWDPHQWH\ufffdFRP\ufffdR\ufffdLQWHUORFXWRU\ufffd\ufffd³EUDoR\ufffdPHFkQLFR´\ufffd\ufffd
É dada uma ordem a ele. Portanto, esta é a alternativa correta. 
Come, braço mecânico, alimenta-te, mão de papel, é tempo de comida, mais 
tarde será o de amor. 
Gabarito: E 
 
Questão 50: TRE RN 2011 Técnico ± Apoio Especializado (banca FCC) 
João e Maria 
Agora eu era o herói 
E o meu cavalo só falava inglês 
A noiva do cowboy 
Era você 
Além das outras três 
Eu enfrentava os batalhões 
Os alemães e seus canhões 
Guardava o meu bodoque 
E ensaiava um rock 
Para as matinês 
(...) 
Não, não fuja não 
Finja que agora eu era o seu brinquedo 
Eu era o seu pião 
O seu bicho preferido 
Sim, me dê a mão 
A gente agora já não tinha medo 
No tempo da maldade 
Acho que a gente nem tinha nascido 
Chico Buarque e Sivuca 
I. Nos versos Agora eu era o herói e A gente agora já não tinha medo, o uso 
do advérbio agora mostra-se inadequado, pois os verbos conjugados no 
pretérito imperfeito designam fatos transcorridos no tempo passado. 
II. Em Finja que agora eu era o seu brinquedo e Sim, me dê a mão, os verbos 
grifados estão flexionados no mesmo modo. 
III. Substituindo-se a expressão a gente pelo pronome nós nos versos A 
gente agora já não tinha medo e Acho que a gente nem tinha nascido, a 
forma verbal resultante, sem alterar o contexto, será teríamos. 
Está correto o que se afirma em 
(A) I, apenas. (B) II, apenas. (C) III, apenas. 
(D) I e II, apenas. (E) I, II e III. 
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Comentário: Veja o comentário de cada frase. 
 A frase I está errada, porque, na múVLFD\ufffd\ufffd ³agora´\ufffd p\ufffd XP\ufffd DGYpUELR\ufffd GH\ufffd
tempo, o qual marca um determinado momento do passado. Este advérbio é 
usado normalmente com ideia de tempo presente, porém houve esta mudança 
de valor justamente porque os verbos estão no pretérito imperfeito do 
indicativo (³era´\ufffd\ufffd³falava´\ufffd\ufffdHWF\ufffd\ufffd\ufffd 
 $\ufffd IUDVH\ufffd ,,\ufffd HVWi\ufffd FHUWD\ufffd\ufffd SRUTXH\ufffd RV\ufffd YHUERV\ufffd ³)LQMD´\ufffd e ³Gr´\ufffd estão no modo 
imperativo afirmativo. 
 A frase III está errada porque a primeira pessoa