Tratamento de Efluentes Volume  3
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Tratamento de Efluentes Volume 3


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citadas ora, a seguir: 
\uf0b7 a função estética diz respeito à diversificação da paisagem construída e o 
embelezamento da região; 
\uf0b7 a função educativa está relacionada com a possibilidade imensa que essas áreas 
ofereçam como ambiente para o desenvolvimento de atividades extra-aula e de 
programas de educação ambiental; 
\uf0b7 a função psicológica ocorre, quando as pessoas em contato com os elementos 
naturais dessas áreas relaxam, funcionando como anti-estresse. 
6.9.1 Procedimentos de Plantio \u2013 Grama 
Devido às constantes perdas da camada de solo de cobertura na época de chuvas, é 
importantíssimo o plantio de gramíneas, principalmente nos locais de maior declividade. 
A grama deverá ser utilizada basicamente para proteger superficialmente as áreas 
expostas, proporcionando condições de resistência à erosão superficial e preservando as 
características da paisagem natural do entorno. A introdução de gramíneas confere 
estabilidade, pois através do sistema radicular, oferecem resistência ao solo e aumentam 
a capacidade de infiltração de água, evitando a erosão. 
Assim sendo, o plantio da grama foi previsto de duas formas: por sistema de leivas ou por 
hidrossemeadura. 
- Sistema de Leivas 
O sistema de leivas consiste no plantio de grama em placas. Para o bom 
desenvolvimento vegetal da grama recomenda-se que se espalhe uma camada de 5cm 
de terra vegetal ou terra rica em matéria orgânica. As placas são colocadas lado a lado e 
fixadas com pequenas estacas para evitar o escorregamento. Após o plantio recomenda-
se a rega dos taludes cobertos pelas placas. A espécie de grama utilizada foi a Paspalum 
Notatum. 
- Cobertura por Hidrossemeadura 
A cobertura por hidrossemeadura consiste na aplicação de uma massa pastosa 
composta por fertilizantes, sementes, \u201cmulch\u201d, adesivos e matéria orgânica viva. 
O traço característico dessa composição é determinado pelas necessidades de correção 
do solo e de nutrição da vegetação a ser introduzida. É sempre considerada uma 
quantidade mínima de \u201cmulch\u201d, que garante a proteção imediata do terreno. 
A massa pastosa é lançada por um jato de alta pressão, aderindo na superfície do 
terreno, formando uma camada protetora resistente que, além de fixar as sementes, e 
demais componentes funciona como um escudo contra a ação das intempéries (chuvas, 
ventos, etc.). 
O preparo do solo é feito com uma cobertura de 0,2m de solo orgânico ou similar, 
respeitando o caimento da superfície do solo de cobertura. 
Após preparo do solo, é feita a escarificação ou picoteamento com furos desencontrados. 
A seguir se dá início então à aplicação da hidrossemeadura com \u201cmulch\u201d. 
O \u201cmulch\u201d é um material obtido da trituração de várias fibras vegetais e acetato de 
celulose, que tem por objetivo fixar a semente e demais materiais, dando uma proteção 
imediata ao solo no combate a erosão, evitando também a emigração das sementes, as 
proporcionando um micro-clima favorável para a germinação. 
As sementes utilizadas deverão ser de primeira qualidade, obtidas de campos de 
produção com comprovado requinte e geneticidade, provenientes de plantas resistentes a 
pH baixos, pouca fertilidade e umidade. As duas espécies que podem ser utilizadas em 
consórcio são: BERMUDA GRASS e PENSACOLA. 
Quarenta e cindo dias depois dessa aplicação, deverá ser feita a primeira aplicação de 
fertilizantes, visando corrigir as deficiências naturais da planta. Deverão ser feitas tantas 
fertilizações quantas forem necessárias para a perfeita formação da cobertura vegetal. 
6.9.2 Plantio de Sansão do Campo 
Rente à cerca de arame farpado foi feito o plantio de uma cerca viva composta 
basicamente de Sansão do Campo (Mimosa Caesalpineafolia). 
O espaçamento previsto foi de 10 centímetros entre plantas (fica adulta de 12 a 15 
meses). Sendo o fechamento físico total, pequenos animais não conseguem passar. São 
mais de 300 espinhos na face da cerca, por cada metro quadrado, o que representa um 
desestímulo a qualquer tentativa de invasão ao local. Obs. Tem o efeito de um muro com 
3m de altura por 50cm de largura. 
Visualmente fica indevassável, desde o chão. O aspecto paisagístico encanta os 
visitantes e valoriza as propriedades, ao mesmo tempo em que proporciona muita 
segurança. A vida útil da planta ultrapassa 50 anos e não é tóxica. É muito resistente ao 
fogo, mas sendo vítima de incêndio, rebrota imediatamente e refaz-se em menos de 1 
ano. Funciona também como excelente quebra vento. 
 
Consultoria e Assessoria Técnica de Engenharia à SEA para Elaboração do Plano Estadual de Resíduos Sólidos (PERS) 
Volume 6: Tratamento e Disposição Final de Resíduos Sólidos e Aspectos Ambientais e Sociais \u2013 Tomo III 
Agosto, 2013 \u2013 Rev.00 
 
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PLANTA TOPOGRÁFICA \u2013 REMEDIAÇÃO DO LIXÃO DE RIO DAS OSTRAS/RJ 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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PLANTA DOS PERFIS DAS SEÇÕES \u2013 REMEDIAÇÃO DO LIXÃO DE RIO DAS OSTRAS/RJ 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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PLANTA DA RECONFORMAÇÃO \u2013 REMEDIAÇÃO DO LIXÃO DE RIO DAS OSTRAS/RJ 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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PLANTA PAISAGÍSTICA \u2013 REMEDIAÇÃO DO LIXÃO DE RIO DAS OSTRAS/RJ 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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ANEXO 08 
TÉCNICAS DE DESCONTAMINAÇÃO DE SOLOS 
 
 
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1. TÉCNICAS DE DESCONTAMINAÇÃO DE SOLOS 
Do ponto de vista técnico e ambiental, a recuperação planejada de áreas degradadas por 
lixões consiste basicamente na remediação/encerramento das mesmas, cobrindo 
corretamente o maciço de lixo e controlando a área durante o período de pós-
encerramento. 
Existem métodos alternativos baseados em técnicas de descontaminação de solos, mais 
rigorosos de forma a retornar o solo para um uso similar ao primitivo, isto é, antes de 
transformar-se em área degradada, que devem ser levados em consideração quando os 
problemas causados à saúde humana e meio ambiente devem-se à migração de 
contaminantes, tais como metais pesados e contaminantes orgânicos. Para tal deve ser 
seguida a Resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente - CONAMA No 420, de 28 
de dezembro de 2009, que dispõe sobre critérios e valores orientadores de qualidade do 
solo quanto à presença de substâncias químicas e estabelece diretrizes para o 
gerenciamento ambiental de áreas contaminadas por essas substâncias em decorrência 
de atividades antrópicas.