Tratamento de Efluentes Volume  3
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Tratamento de Efluentes Volume 3


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de abastecimento de energia elétrica e água potável; 
\uf0a7 Caracterização qualitativa e quantitativa dos resíduos dispostos; 
\uf0a7 Dados climáticos; 
\uf0a7 Mapas Hidrográficos, geológicos, pedológicos, etc, 
\uf0a7 Presença de catadores e suas organizações (trabalhador avulso, cooperativas, 
associações, etc.; 
\uf0a7 Identificação de apoio local para reciclagem envolvendo o poder público municipal, 
iniciativa privada e organizações da sociedade civil; 
\uf0a7 Relatório fotográfico do vazadouro e da área do entorno. 
3.2 Serviços de Campo 
Os serviços de campo servirão para caracterização da área do atual vazadouro e 
deverão constar de no mínimo o especificado a seguir. 
3.2.1 Levantamento Topográfico Planialtimétrico e Cadastral 
O levantamento topográfico, planialtimétrico e cadastral da área do lixão deverá ser feito 
com utilização de instrumentos eletrônicos de elevada precisão e apresentado em meio 
digital (formato DWG) com curvas de nível distanciadas entre si de no máximo 1m, sendo 
apresentado em plantas no sistema UTM na escala 1:500 ou 1:1000, com coordenadas 
coerentes com as adotadas pelo IBGE. As altitudes serão referenciadas à rede oficial de 
nivelamento \u2013 DATUM IBGE (DATUM vertical). Os serviços deverão ser executados 
segundo as diretrizes da norma ABNT NBR 3.1333. 
Deverão ser colocados RN's (referências de níveis) nos vértices das poligonais da área, 
sendo materializados através de marcos de concreto em quantidade suficiente (mínimo 
três) que facilite a execução da remediação do lixão. Destes RN´s deverão ser 
apresentados as monografias respectivas. 
Deverão ser incluídos no levantamento topográfico, planialtimétrico e cadastral da área 
do lixão todos os elementos de interesse tais como, planta de situação, cotas em pontos 
notáveis inclusive dos RN`s, confrontantes, benfeitorias, redes de serviços públicos, vias 
existentes, muros, cercas, árvores e outros elementos para definir os detalhes do 
cadastro e a topografia da área como um todo. 
3.2.2 Sondagem Geotécnica 
A sondagem geotécnica do subsolo deverá ser feita fazendo uso do ensaio de 
penetração standard (\u201cStandard Penetration Test\u201d - SPT) com caracterização dos 
materiais encontrados, camada a camada, em pontos tais que possibilitem a consistente 
caracterização das diversas feições da área, sendo que os furos de sondagem deverão, 
preferivelmente, ser prolongados até o nível do lençol freático; ou, caso este não seja 
atingido antes, até o limite máximo de 15m em relação à superfície, no local de cada furo, 
a menos da hipótese de se encontrar material considerado impenetrável à percussão a 
menor profundidade. O número de furos irá depender do tamanho da área e 
características do lixão, porém, sempre observando uma quantidade mínima de 1 
furo/hectare. 
Deverão ser executados também furos de sondagem a trado, até a profundidade de 5m, 
na porção perimetral da área ocupada pelo lixão visando delimitar a real ocupação do 
lixão bem como caracterizar o subsolo quanto a sua possível contaminação pelo chorume 
ali existente. 
Deverá ser feita também a caracterização geotécnica dos materiais componentes do solo 
subsuperficial (até cerca de 5m abaixo da superfície, em cada ponto de coleta de 
amostras), de modo a definir sua eventual aptidão para uso como selo impermeável para 
a base (no caso de valas), bem como para material de cobertura (ensaios de 
caracterização, inclusive granulometria e limites de Atterberg; e de compactação (P.N.). 
O número de pontos de coleta de amostras para os ensaios geotécnicos deverá ser, no 
mínimo, igual ao de furos de sondagem realizados e sua localização deverá, sempre que 
tecnicamente possível ser nas proximidades dos furos de sondagem SPT. 
Os resultados da sondagem geotécnica \u201cin situ\u201d deverão ser apresentados em relatório 
específico no formato A4 contendo planta em formato DWG da localização dos furos e 
coleta de amostras (devidamente georreferenciados com coordenadas UTM inclusive 
com cota da boca do furo) e quadro resumo com classificação SUCS e HRB. 
3.3 Aspectos Socioambientais 
3.3.1 Aspectos Sociais 
Consistirá no cadastro dos catadores de material reciclável que dependem desta 
atividade para sua sobrevivência; identificação de redes de apoio local que apoiem a 
cadeia produtiva da reciclagem; verificação dos catadores incluídos nas políticas públicas 
de proteção social; perfil das lideranças; histórico das conquistas sociais e mapeamento 
dos valores culturais presentes na área. 
Elaboração de plano social específico para os catadores de produtos recicláveis 
existentes no vazadouro em fase de encerramento, elaborado em harmonia com o plano 
municipal de gestão integrada de resíduos sólidos, no que diz respeito à inclusão social e 
as políticas públicas, municipal e do Estado. 
3.3.2 Aspectos Ambientais 
Consistirá no levantamento das características ambientais (caracterização da cobertura 
vegetal dominante, bem como de corpos d\u2019água existentes na área de interesse e/ou em 
seu entorno imediato, etc.), em conformidade com a legislação e as normas ambientais 
em vigor. 
Deverá ser feito um estudo do ambiente hidrográfico, bacias, sub-bacias e aquíferos, da 
área do lixão, do sistema de drenagem natural e uma caracterização hidrogeológica 
desta área e seu entorno. Deverá ser apresentado um relatório completo contendo o 
mapa hidropotenciométrico em escala adequada bem como o balanço hídrico da região. 
Deverão ser realizados ensaios de lixiviação (mínimo três), segundo a NBR 10005 - 
Lixiviação de Resíduos, com amostras extraídas do corpo do lixão. Serão avaliados a 
DBO, DQO, zinco, chumbo, coliformes totais e o pH, e comparados com padrões limites 
de aceitação. 
3.4 Plano de Manejo de Vetores 
Dever-se-á ser apresentado o plano de manejo e controle de pragas e vetores para a 
área do lixão, notadamente, de roedores (ratos). Para tal deverá ser apresentado um 
projeto de desratização no qual serão definidos os meios e métodos de eliminação 
específica de roedores fixando: tipo de isca, local e frequência de aplicação, e pessoal 
envolvido. Recomenda-se que a desratização, precedida de uma operação de 
despulização, seja inicializada no mínimo três meses antes do início das obras de 
remediação ambiental do lixão. 
3.5 Fechamento Perimetral da Área 
O fechamento da área poderá ser efetivado através da instalação de um portão de 
acesso à área e de mourões de concreto de 0,10 x 0,10 x 2,50m, chumbados no terreno, 
espaçados de 2,5m em 2,5m, fixados com 5 fios de arame farpado de aço zincado de 
dois fios 7 classe 350 categorias B ou C, vide desenho 02. A cada 15 espaços de 2,5m e 
a cada mudança de direção deverá ser previsto estaiamento ao chão dos mourões. 
3.6 Análise de Estabilidade 
A análise de estabilidade dos taludes aterrados consistirá no cálculo da estabilidade dos 
taludes e da capacidade de suporte do subsolo da área a ser remediada. Tal análise 
poderá contemplar também a dos taludes resultantes da exploração da área de 
empréstimo. 
Será apresentado o método utilizado para estes cálculos, observando o roteiro a seguir. 
3.6.1 Objetivo 
A análise de estabilidade terá como objetivo, dentre outros: 
\uf0a7 definir a configuração do talude do maciço que proporcione às atividades de 
remediação e posterior encerramento dos lixões a segurança necessária contra 
perdas humanas, materiais e ambientais; 
\uf0a7 definir as declividades dos taludes resultantes dos serviços de exploração das 
áreas de empréstimo; 
\uf0a7 e estabelecer, a partir da capacidade de suporte do subsolo, a grandeza dos 
recalques do terreno que possa comprometer a integridade do maciço de lixo e da 
obra de remediação como um todo. 
3.6.2 Metodologia 
A metodologia a ser empregada para a análise de estabilidade englobará três atividades 
distintas, porém, complementares denominadas de campo, laboratório e de escritório. 
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