Tratamento de Efluentes Volume  3
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Tratamento de Efluentes Volume 3


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margens do lixão/solo 
natural visando a implantação e/ou remediação do acesso interno. 
3.8.1 Proteção dos Taludes e Recobrimento das Áreas Aterradas 
O projeto da proteção dos taludes e recobrimento das áreas aterradas consistirá, 
basicamente, na cobertura da massa de lixo utilizando-se solo local ou de áreas de 
empréstimo próximas (devidamente delimitadas e caracterizadas) com camada 
devidamente compactada numa espessura em torno de 60cm. Cabe destacar que esta 
parte do projeto deverá ser elaborada, somente, depois de verificada a estabilidade do 
maciço de lixo e definida a sua conformação. 
Na porção destinada ao recebimento de lixo, será prevista a criação de uma área 
adequada e para tal finalizada, isto é, a criação de um platô devidamente recoberto com 
camada de solo argiloso numa espessura aproximada de 1m e caimento em torno de 1%. 
Em se tratando de área de empréstimo fora da área de domínio do lixão, será previsto, 
como parte dos projetos de remediação dos lixões, o projeto de exploração da área de 
empréstimo. 
3.8.2 Plantio, Manutenção e Limpeza do Cinturão Verde 
O projeto do plantio, manutenção e limpeza do cinturão verde deverá apresentar as 
orientações e recomendações que deverão ser seguidas para o plantio e manutenção 
das espécies vegetais que farão parte deste cinturão verde, notadamente das espécies 
arbóreas, recomendando-se, dentre outras, que: 
de forma consorciada ao plantio de espécies arbóreas, deverão ser plantadas 
espécies de leguminosas herbáceas para produzir uma rápida cobertura protetora 
para o solo; 
o plantio deve ser executado com o maior cuidado possível, preferencialmente em 
meses de maior índice pluviométrico; em condições de estiagem deve ser realizada 
irrigação imediatamente após o plantio das mudas estendendo-se por um período 
mínimo de 30 dias; 
sejam realizadas regularmente (até dois anos após o plantio) operações de limpeza 
com capina manual para eliminação de ervas daninhas e controle de formigas; 
sejam substituídas mudas que não tenham sobrevivido ao plantio definitivo, ou 
alternativamente, após observância do desempenho das diferentes espécies 
utilizadas, sejam substituídas por aquelas espécies que estejam apresentando um 
melhor desenvolvimento; 
e que, uma vez atingido pelas mudas o porte ideal de crescimento, seja realizada a 
poda da copa no estágio após a floração e frutificação. 
3.9 Projeto de Remediação das Coleções Hídricas 
O projeto da remediação das coleções hídricas englobará os projetos do Sistema de 
Drenagem de Águas Superficiais e do Sistema de Proteção de Nascentes e Córregos, 
conforme a seguir. 
3.9.1 Sistema de Drenagem de Águas Superficiais 
O projeto do sistema de drenagem de águas superficiais consistirá basicamente na 
locação e detalhamento de canaletas e caixas de passagem a serem implantadas por 
cima (ao longo das cristas, pés e saias dos taludes) e perimetralmente ao vazadouro, de 
tal forma interceptar o deflúvio de água e conduzi-lo lateralmente para fora da área do 
lixão (se possível até algum corpo de água próximo). Salienta-se que o projeto deste 
sistema objetivará também diminuir a infiltração da água para o interior do lixo e 
consequentemente diminuir a geração de chorume. 
Caso o lixão venha ainda receber resíduos, na área ou praça operacional o sistema de 
drenagem de águas superficiais terá caráter provisório e será composto basicamente de 
canaletas escavadas \u201cin situ\u201d. 
Deverão ser indicados os pontos de deságue (sistemas naturais hídricos) demonstrando 
a capacidade de recepção dos mesmos bem como da canalização (galeria pluvial) 
utilizada para um período de retorno de 20 anos. 
Nas plantas deverá aparecer a localização de todos os dispositivos de drenagem bem 
como dos dispositivos com finalidade de coleta, condução e despejo final. Deverão ser 
especificados os tipos de revestimentos a serem empregados assim como deverão ser 
apresentados os desenhos dos projetos tipo dos dispositivos utilizados. 
Tal sistema deverá ser dimensionado utilizando critérios hidráulicos e hidrológicos locais 
e levantados de literatura técnica específica; dentre outros, a intensidade crítica de 
precipitação, o tempo de concentração, a equação de Chezy e o método racional válido 
para áreas menores a 50 hectares. 
3.9.2 Sistema de Drenagem de Águas Sub-superficiais e/ou Subterrâneas (se 
aplicável) 
Tal sistema consistirá basicamente numa rede coletora do fluxo d\u2019água subsuperficial ou 
subterrânea concebida nos moldes de trincheiras drenantes no formato de espinha de 
peixe. A sua implantação dar-se-á seguindo, basicamente, o roteiro a seguir: 
escavação de valas; 
regularização, nivelamento e compactação da base da vala; 
envelopamento da vala com geotêxtil, ou similar, prevendo as sobras necessárias ao 
envelopamento do preenchimento de brita; 
preenchimento da vala com brita (berço da tubulação); 
assentamento de tubo dreno; 
preenchimento da vala; 
fechamento das sobras do geotêxtil (envelopamento da brita); 
reaterro com areia grossa por cima do envelopamento; 
reaterro da vala (onde necessário), com o material escavado, até atingir a cota do 
terreno; 
comunicação da saída da linha de drenos com caixa de passagem/inspeção. 
3.9.3 Proteção de Nascentes e Córregos 
O projeto do sistema de proteção de nascentes e córregos deverá contemplar a 
implantação de sistemas interceptores consistentes, basicamente, em barreiras 
hidráulicas, ativas ou não. 
Deverá ser apresentado todo o detalhamento necessário para sua implantação, 
notadamente, a sua configuração geométrica, composição e locação horizontal e vertical 
através de perfis longitudinais e transversais. 
Na eventual presença de nascente no terreno do lixão deverá ser proposta no projeto de 
remediação, por se tratar de uma área de proteção permanente - APP, além da barreira 
hidráulica acima citada, a retirada (se viável) do lixo existente neste local e o seu 
reflorestamento num raio de 50m. 
3.10 Projeto do Sistema de Drenagem e Coleta de Chorume 
O projeto do sistema de drenagem e coleta de chorume poderá ser elaborado 
considerando duas feições, a do maciço remediado e a do maciço em operação. 
Para o maciço remediado, onde os serviços de disposição não serão mais permitidos, o 
projeto da drenagem e coleta dos efluentes será proposta nos moldes de barreiras 
hidráulicas (trincheiras drenantes), ativas ou não, função das características próprias do 
lixão a ser remediado. 
Para a porção do maciço, onde ainda será recebido lixo, o projeto da drenagem e coleta 
do chorume será proposta no projeto deste sistema nos moldes de espinha de peixe e de 
poços de acumulação/equalização. 
Em ambos casos, o efluente coletado será conduzido para a estação de tratamento que 
será apresentado, no respectivo projeto, nos moldes de geotubes que basicamente 
consiste na mistura do efluente com um aglutinador (polímero aniônico ou catiônico, 
função das características da mistura) para posterior filtragem num saco de geotêxtil. 
A estimativa da vazão dos percolados será feita utilizado o método suíço e/ou 
alternativamente fazendo uso do método de balança hídrico. 
Cabe destacar que para atingir a eficiência esperada neste tipo de sistema, o chorume 
será misturado com esgoto doméstico levado em caminhões limpa-fossa. Para tal será 
apresentado no presente projeto a logística mais viável para a coleta e transporte do 
esgoto doméstico. A proporção chorume-esgoto doméstico será inicialmente de 1:4, a 
qual será avaliada fazendo uso das análises do efluente tratado. 
3.11 Estação de Tratamento de Chorume (ETC) 
Deve-se avaliar a possibilidade de tratar o chorume fazendo uso da tecnologia de 
geobags, haja vista, que esta é uma técnica que a SEA vem adotando para tal finalidade. 
As peças gráficas deverão conter plantas, cortes, indicação das bases de apoio