CAB Práticas integrativas fitoterapia
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CAB Práticas integrativas fitoterapia


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(phyto) medicine versus experience-based (phyto) medicine. 
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PLANTAS MEDICINAIS E FITOTERAPIA NA SAÚDE DA FAMÍLIA
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Assistência e atenção 
farmacêutica com plantas 
medicinais e fitoterapia
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Angelo Giovani Rodrigues 
Benilson Beloti Barreto 
José Miguel do Nascimento Júnior 
Karen Sarmento Costa 
Kátia Regina Torres 
Rosane Maria SilvaAlves 
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PLANTAS MEDICINAIS E FITOTERAPIA NA SAÚDE DA FAMÍLIA
A assistência farmacêutica é o conjunto de ações voltadas à promoção, proteção e 
recuperação da saúde, tanto individual quanto coletiva, tendo o medicamento como insumo 
essencial, que visa a promover o acesso e o seu uso racional. Esse conjunto de ações envolve a 
pesquisa, o desenvolvimento e a produção de medicamentos e insumos, bem como a sua seleção, 
programação, aquisição, distribuição, dispensação, garantia da qualidade dos produtos e serviços, 
acompanhamento e avaliação de sua utilização, na perspectiva da obtenção de resultados 
concretos e da melhoria da qualidade de vida da população (BRASIL, 2004).
Já a atenção farmacêutica é um modelo de prática farmacêutica desenvolvida no contexto 
da assistência farmacêutica. Compreende atitudes, valores éticos, comportamentos, habilidades, 
compromissos e corresponsabilidades na prevenção de doenças, promoção e recuperação da 
saúde, de forma integrada à equipe de saúde. É a interação direta do farmacêutico com o usuário, 
visando a uma farmacoterapia racional e à obtenção de resultados definidos e mensuráveis, 
voltados para a melhoria da qualidade de vida. Essa interação também deve envolver as 
concepções dos seus sujeitos, respeitadas as suas especificidades biopsicossociais, sob a ótica da 
integralidade das ações de saúde (BRASIL, 2004).
Contribui para o uso racional de medicamentos, na medida em que desenvolve um 
acompanhamento sistemático da terapia medicamentosa utilizada pelo indivíduo, buscando 
avaliar e garantir a necessidade, a segurança e a efetividade no processo de utilização de 
medicamentos. Satisfaz as necessidades sociais, ajudando os indivíduos a obter melhores 
resultados durante a farmacoterapia.
A atenção farmacêutica em fitoterapia exigirá do farmacêutico conhecimento científico, 
popular e tradicional do uso de plantas medicinais e fitoterápicos, como também das várias 
formas de uso, de forma a integrar os diferentes saberes, profissionais e usuários, buscando 
avaliar e garantir a segurança, a eficácia e a efetividade do uso desses recursos terapêuticos.
Com vistas a promover ações junto às equipes da Saúde da Família e aos usuários da rede 
pública, o profissional farmacêutico, para atuar na assistência farmacêutica em fitoterapia, 
deverá conhecer as etapas da cadeia produtiva de plantas medicinais e fitoterápicos, as quais 
envolvem a regulamentação do setor, as diferentes formas de acesso e o uso de plantas medicinais 
e fitoterápicos. No contexto da assistência farmacêutica, é imprescindível conceituar planta 
medicinal, fitoterápico e ainda particularizar medicamento fitoterápico:
\u2022	Planta	 medicinal:	 espécie	 vegetal,	 cultivada	 ou	 não,	 utilizada	 com	 propósitos	
terapêuticos (BRASIL, 2009);
\u2022	Fitoterápico:	 produto	 obtido	 da	 planta	 medicinal,	 ou	 de	 seus	 derivados,	 exceto	
substâncias isoladas, com finalidade profilática, curativa ou paliativa (BRASIL, 2009);
\u2022	Medicamento	 fitoterápico:	 todo	 medicamento	 obtido	 empregando-se	 exclusivamente	
matérias-primas ativas vegetais. É caracterizado pelo conhecimento da eficácia e dos riscos 
de seu uso, assim como pela reprodutibilidade e constância de sua qualidade. A sua eficácia 
e segurança são validadas por meio de levantamentos etnofarmacológicos de utilização, 
documentações tecnocientíficas ou evidências clínicas. Não se considera medicamento 
fitoterápico aquele que, na sua composição, inclua substâncias ativas isoladas, de qualquer 
origem, nem as associações destas com extratos vegetais (BRASIL, 2010).
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Ministério da Saúde | Secretaria de Atenção a Saúde | Departamento de Atenção Básica
5.1 Uso racional de plantas medicinais e fitoterápicos
A utilização adequada de plantas medicinais na Atenção Primária à Saúde representa um 
passo importante e mais uma opção medicamentosa a ser destinada à população na tentativa de 
melhorar sua saúde e qualidade de vida (SILVA et al., 2006). É preciso lembrar, no entanto, que as 
plantas também possuem uma química que age no corpo promovendo ações. Portanto, afirmar 
que os conceitos \u201cse é natural não faz mal\u201d ou \u201cse bem não faz, mal também não\u201d atribuídos às 
plantas medicinais é um equívoco.
O uso racional é o processo que compreende a prescrição apropriada; a 
disponibilidade oportuna e a preços acessíveis; a dispensação em condições 
adequadas; e o consumo nas doses indicadas, nos intervalos definidos e no 
período de tempo indicado de medicamentos eficazes, seguros e de qualidade 
(BRASIL, 2001).
Sendo assim, a correta orientação ao paciente sobre o tratamento, com informações 
sobre dose, posologia e possíveis interações, facilitará a obtenção do uso racional de plantas 
medicinais e fitoterápicos. Além do que, a assistência farmacêutica deve seguir todas as etapas 
de forma adequada para garantir o acesso e redução de custos em relação às plantas medicinais, 
fitoterápicos e medicamentos fitoterápicos.
A promoção do uso racional de plantas medicinais e de fitoterápicos no SUS requer o 
desenvolvimento de estratégias de divulgação e informação aos profissionais de saúde, gestores 
e usuários de conhecimentos básicos sobre plantas medicinais e fitoterápicos. Para tanto, deverão 
ser desenvolvidas ações de informação e divulgação aos usuários do SUS, por meio de cartazes, 
cartilhas, folhetos, vídeos, além de identificar, articular e apoiar experiências de educação popular, 
informação e comunicação em fitoterapia sempre considerando