CAB Práticas integrativas fitoterapia
154 pág.

CAB Práticas integrativas fitoterapia


DisciplinaFitoterapia505 materiais2.157 seguidores
Pré-visualização40 páginas
de: 
diagnóstico, definição de metas, responsáveis, avaliação.
91
PLANTAS MEDICINAIS E FITOTERAPIA NA SAÚDE DA FAMÍLIA
Projeto de Saúde no Território: estratégia das equipes de referência (equipe de SF e/ou 
equipes de atenção básica para populações específicas) e de apoio (NASF) para desenvolver ações 
na produção da saúde no território que tenham foco na articulação dos serviços de saúde com 
outros serviços e políticas, de forma a investir na qualidade de vida e na autonomia de sujeitos 
e comunidades. 
Clínica Ampliada: tomar a saúde como seu objeto, considerando o risco do sujeito em seu 
contexto. 
\u2022	Tem	 como	 objetivo	 produzir	 saúde	 e	 ampliar	 o	 grau	 de	 autonomia	 das	 pessoas,	
realizar a avaliação diagnóstica, considerando não só o saber clínico, mas também 
o contexto singular do sujeito, e definir a intervenção terapêutica, considerando a 
complexidade biopsiquicossocial das demandas de saúde. (PNH/MS)
Pactuação do Apoio, em duas dimensões: 
\u2022	Construção	 do	 Projeto	 do	 NASF	 em	 conjunto	 com	 os	 gestores,	 equipe	 de	 SF	 e/ou	
equipes de atenção básica para populações específicas e controle social: 
 - Avaliação conjunta das necessidades de saúde daquele território;
 - Composição da equipe do NASF (conhecimento do perfil epidemiológico da 
população; estudos de prevalência dos problemas de cada área de atuação);
\u2022	Apoio	e	espaços	 formativos	para	a	 implantação	e	aproximação	 com	os	 conceitos	e	
formas de trabalho dessa \u201cnova\u201d tecnologia. Pactuação do processo de trabalho do 
NASF entre gestores, conselho local, equipe de SF e/ou equipes de atenção básica 
para populações específicas e NASF:
- É necessário que os profissionais assumam sua responsabilidade na cogestão e os 
gestores coordenem esse processo.
A equipe do NASF e as equipes de Saúde da Família e/ou equipes de atenção básica para 
populações específicas criarão espaços de discussões para gestão e constituição de uma rede de 
cuidados. Por exemplo, reuniões e atendimentos conjuntos constituindo processo de aprendizado 
coletivo. Dessa maneira, o NASF não se constitui porta de entrada do sistema para os usuários, 
mas apoio às equipes de SF e/ou equipes de atenção básica para populações específicas, e tem 
como eixos a responsabilização, a gestão compartilhada e o apoio à coordenação.
Dentro de tal perspectiva, o NASF busca superar a lógica fragmentada da saúde para a 
construção de redes de atenção e cuidado de forma corresponsabilizada com a ESF e/ou equipes 
de atenção básica para populações específicas. Sua implantação implica, portanto, a necessidade 
de estabelecer espaços rotineiros de reunião, o que incluiria discussão de casos, planejamento de 
ações, estabelecimento de contratos, definição de objetivos, critérios de prioridade, critérios de 
encaminhamento ou compartilhamento de casos, critérios de avaliação, resolução de conflitos 
etc. Tudo isso não acontece automaticamente, tornando-se necessário que os profissionais, tanto 
do NASF como das equipes de Saúde da Família e/ou equipes de atenção básica para populações 
específicas, assumam sua responsabilidade na cogestão da saúde e os gestores coordenem esse 
processo, em constante construção.
92
Ministério da Saúde | Secretaria de Atenção a Saúde | Departamento de Atenção Básica
Podem então ser estabelecidos como pontos de síntese na missão do NASF os seguintes 
aspectos:
a) O NASF não se constitui porta de entrada do sistema para os usuários, mas apoia as 
equipes de Saúde da Família e/ou equipes de atenção básica para populações específicas;
b) Vincula-se a um número de equipes de Saúde da Família e/ou equipes de atenção básica 
para populações específicas, em territórios definidos, conforme sua classificação;
c) A equipe do NASF e as equipes de Saúde da Família e/ou equipes de atenção básica 
para populações específicas criarão espaços de discussões para gestão do cuidado: reuniões e 
atendimentos compartilhados constituindo processo de aprendizado coletivo;
d) O NASF deve ter como eixos de trabalho a responsabilização, gestão compartilhada e 
apoio à coordenação do cuidado, que se pretende pela Saúde da Família.
 As intervenções do NASF são pautadas por nove áreas estratégicas, entre 
elas, as Práticas Integrativas e Complementares (PICs), contempladas na PNPIC. 
Nesse sentido, o propósito de ampliar a abrangência e o escopo das ações da 
atenção básica com ampliação das categorias profissionais, por meio do NASF, 
vem ao encontro às ações em plantas medicinais e fitoterapia, que demandam 
equipe multidisciplinar nas diversas áreas de conhecimento da cadeia produtiva 
de plantas medicinais e fitoterápicos. A fitoterapia pode ser trabalhada pelos 
diferentes profissionais com enfoques variados, onde os olhares se somam, 
multiplicando suas aplicações e benefícios. É uma prática que incentiva o 
desenvolvimento comunitário, a solidariedade e a participação social. 
As plantas medicinais e seus derivados vêm, há muito, sendo utilizados pela população nos 
seus cuidados com a saúde, seja pelo conhecimento tradicional na medicina tradicional indígena, 
quilombola, entre outros povos e comunidades tradicionais; seja pelo uso popular na medicina 
popular, de transmissão oral entre gerações; ou nos sistemas oficiais de saúde, como prática de 
cunho científico, orientada pelos princípios e diretrizes do SUS. Nesse sentido, a Estratégia Saúde 
da Família (ESF) e o NASF são fortalecidos ao se adotar e/ou estimular as plantas medicinais e a 
fitoterapia como uma de suas práticas de cuidado. Valorizar um recurso terapêutico amplamente 
utilizado e conhecido pela população, diminuindo as barreiras que muitas vezes afastam serviços 
de saúde e seus usuários. Usando linguagem que é comum a ambos, é estabelecido diálogo com 
mais facilidade, horizontalizando as relações.
A portaria que institui o NASF traz orientações quanto às atividades a serem desenvolvidas 
por todos os profissionais, destacando aqui as seguintes:
\u2022	Identificar,	 em	conjunto	 com	as	equipe	de	SF	e/ou	equipes	de	atenção	básica	para	
populações específicas e a comunidade, as atividades, ações e práticas a serem 
desenvolvidas;
\u2022	Atuar,	de	 forma	 integrada	e	planejada,	nas	ações	e	atividades	desenvolvidas	pelas	
equipes de SF e/ou equipes de atenção básica para populações específicas;
93
PLANTAS MEDICINAIS E FITOTERAPIA NA SAÚDE DA FAMÍLIA
\u2022	Desenvolver	coletivamente	ações	que	se	integrem	a	outras	políticas	sociais	(educação,	
esporte, trabalho etc.);
\u2022	Promover	a	gestão	integrada	e	a	participação	dos	usuários	nas	decisões,	por	meio	de	
organização participativa;
\u2022	Elaborar	estratégias	de	comunicação	para	divulgação	e	sensibilização	das	atividades	
dos NASF (cartazes, jornais, informativos, eventos etc.);
Ressalta-se que a portaria destaca as ações das Práticas Integrativas e Complementares, nelas 
incluídas as plantas medicinais e fitoterapia, como: 
- Desenvolver ações individuais e coletivas relativas às Práticas 
Integrativas e Complementares; 
- Veicular informações que visem à prevenção, à minimização dos 
riscos e à proteção à vulnerabilidade, buscando a produção do 
autocuidado;
- Incentivar a criação de espaços de inclusão social, com ações que 
ampliem o sentimento de pertinência social nas comunidades, 
por meio das ações individuais e coletivas referentes às Práticas 
Integrativas e Complementares;
- Proporcionar educação permanente em Práticas Integrativas e 
Complementares, juntamente com as equipes de SF e/ou equipes 
de atenção básica para populações específicas, sob a forma da 
coparticipação, acompanhamento supervisionado, discussão de 
caso e demais metodologias da aprendizagem em serviço, dentro 
de um processo de educação permanente;
- Identificar profissionais e/ou membros da comunidade com 
potencial para o desenvolvimento do trabalho educativo em 
Práticas Integrativas e Complementares,