CAB Práticas integrativas fitoterapia
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CAB Práticas integrativas fitoterapia


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em conjunto com as eSF e/
ou equipes de atenção básica para populações específicas;
- Capacitar os profissionais, inclusive os agentes comunitários de saúde 
(ACS), para atuarem como facilitadores/monitores no processo de 
divulgação e educação em saúde referente às Práticas Integrativas 
e Complementares;
- Promover ações ligadas às Práticas Integrativas e Complementares 
em locais do território como: salões comunitários, escolas, praças 
e outros espaços que comportem a ação planejada (BRASIL, 2009).
No desenvolvimento dessas e outras atividades, a equipe promove revitalização e valorização 
do conhecimento popular/tradicional do uso medicinal das plantas pelas comunidades, 
melhorando os cuidados com a saúde com essa prática e aumentando a autoestima dos indivíduos 
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e do coletivo. Além disso, a comunidade estreita laços com as equipes de saúde do seu território 
para trocas de experiências com o uso de plantas medicinais e promove maior envolvimento do 
usuário em seu tratamento, estimulando sua autonomia e corresponsabilização.
Ressalta-se a importância de todos os profissionais do NASF, nas ações de promoção do uso 
racional das plantas medicinais e fitoterápicos, na perspectiva do acesso a produtos e serviços de 
qualidade, seguros e eficazes. Nesse grupo de profissionais, cabe destacar o papel do farmacêutico 
no planejamento e desenvolvimento das ações e dos serviços de fitoterapia, além de sua atuação 
em todas as fases do ciclo da assistência farmacêutica, na atenção farmacêutica e na promoção 
do uso racional das plantas medicinais e fitoterápicos. 
Cabe destacar também o papel do nutricionista nas ações de alimentação e nutrição, requisitos 
básicos para a promoção e a proteção da saúde, possibilitando a afirmação plena do potencial 
de crescimento e desenvolvimento humano, com qualidade de vida e cidadania. Considerando as 
ferramentas tecnológicas de trabalho no NASF, o nutricionista deve organizar a atenção alimentar 
e nutricional construindo em conjunto com as equipes de Saúde da Família um planejamento 
com base nas necessidades locais. Em relação às Práticas Integrativas e Complementares, 
em especial a fitoterapia, cabe, entre outros, implementar ações de alimentação e nutrição, 
inclusive aquelas relacionadas ao uso de plantas medicinais e suas preparações, considerando a 
realidade e singularidade sociocultural e epidemiológica das populações; atuar junto à equipe 
multiprofissional na promoção do uso correto e racional de plantas medicinais e fitoterápicos; 
difundir a implantação de hortas com plantas medicinais e hortaliças usuais associadas à 
alimentação sustentável, com base em produção agroecológica, além de promover educação 
continuada dos ACS contemplando temas de alimentação, nutrição e plantas medicinais.
Portanto, o uso das plantas medicinais/fitoterapia, quando instituído na Saúde da Família 
e/ou nas equipes de atenção básica para populações específicas, com destaque para o NASF, 
torna-se campo fértil para o desenvolvimento de suas potencialidades de forma multiprofissional 
e abre um leque de possibilidades e vantagens, como a aproximação dos trabalhadores da 
saúde com a comunidade, tornando a relação entre eles mais horizontal; amplia as ofertas de 
cuidado, favorecendo a integralidade em saúde; e amplia o diálogo entre as equipes de saúde 
e comunidade, fomentando o protagonismo dos sujeitos. Como recurso terapêutico adicional, 
aumenta a capacidade resolutiva e as ofertas de cuidado do serviço, permitindo substituir, como 
tambem diminuir, o abuso e dependência de algumas medicações.
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PLANTAS MEDICINAIS E FITOTERAPIA NA SAÚDE DA FAMÍLIA
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