01 10REVISÃO AVI TGA
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o comando de uma só cabeça executiva: o Papa, cuja autoridade coordenada lhe foi delegada de forma mediata por uma autoridade divina superior
\u2192 Influência do Exército
As Organizações Militares evoluíram das displicentes ordens dos cavaleiros medievais e dos exércitos mercenários dos séculos XVII e XVIII até os tempos modernos com uma hierarquia de poder rígida e adoção de princípios e práticas administrativas comuns a todas as empresas da atualidade. A história demonstra que a maioria dos empreendimentos militares, sociais, políticos, econômicos e religiosos teve uma estrutura piramidal, embora de forma não muito regular. Essa pirâmide retrata uma estrutura hierárquica, concentrando no vértice as funções de poder e de decisão. Portanto, a teoria da estrutura hierárquica não é nova. A organização militar, assim, influenciou enormemente o desenvolvimento das teorias da Administração ao longo do tempo. Suas principais características são:
A organização linear, por exemplo, tem suas origens na organização militar dos exércitos da Antiguidade e da época medieval. 
O princípio da unidade de comando (pelo qual cada subordinado só pode ter um superior) \u2013 fundamental para a função de direção. 
A escala hierárquica, ou seja, a escala de níveis de comando de acordo com o grau de autoridade e responsabilidade correspondente é tipicamente um aspecto da organização militar utilizado em outras organizações. 
Outra contribuição da organização é o princípio da direção, através do qual todo soldado deve saber perfeitamente o que se espera dele e aquilo que ele deve fazer. 
As principais tendências administrativas criadas e fomentadas pela Revolução Industrial foram:
Substituição do artesão pelo operário especializado.
Surgimento das fábricas.
Crescimento das cidades, originando novas necessidades de administração pública.
Surgimento dos sindicatos.
Administração, que se consolida como área do conhecimento.
Primeiras experiências práticas com a Moderna Administração de Empresas.
A Revolução Industrial exerceu influência fundamental para o surgimento da ciência da administração. Ela possibilitou a transformação da economia, até então essencialmente agrária, para a economia industrial com sistemas operacionais mecanizados, refletindo em todas as áreas da vida humana, já que representou, também, o deslocamento do homem do campo para as cidades, para as indústrias. Seus conhecimentos se difundiram para os países da Europa continental, transformando a vida do homem ocidental e seu relacionamento com o resto do mundo. Assim, nas fábricas, havia, de um lado, o empregador, que fornecia o equipamento e supervisionava o seu uso, e, de outro, o trabalhador, reduzido à condição de operário. Nasce, daí, a necessidade de disciplinar e organizar tanto a relação patrão x empregado, quanto os processos do trabalho.
Ao final desse período, o mundo já não era mais o mesmo. E a moderna administração surgiu em resposta a duas consequências provocadas pela Revolução Industrial, descritas a seguir:
Crescimento acelerado e desorganizado das empresas que passaram a exigir uma administração científica capaz de substituir o empirismo e a improvização;
Necessidade de maior eficiência e produtividade das empresas, para fazer face à intensa concorrência e competição no mercado.
Os desafios da Revolução Industrial alteraram a realidade na época, e a sociedade então começou a perceber a administração como disciplina e oficialmente como profissão. Com isso, um corpo de conhecimentos da área começou a tomar forma primeiramente através do estudo das tarefas, depois das pessoas e finalmente se deu ênfase à administração. A preocupação com a eficiência atraiu a atenção de estudiosos, que lançaram as bases das teorias administrativas. 
Administração Científica
Um americano, Frederick Winslow Taylor, e iniciou a chamada Escola da Administração Científica, preocupada em aumentar a eficiência da indústria por meio da racionalização do trabalho do operário
 Administração Científica, desenvolvida nos Estados Unidos, a partir dos trabalhos de Taylor. Essa escola era formada principalmente por engenheiros, como Frederick Winslow Taylor (1856-1915), Henry Lawrence Gantt (1861-1919), Frank Bunker Gilbreth (1868-1924), Harrington Emerson (1853-1931) e outros. Henry Ford (18631947) costuma ser incluído entre eles pela aplicação desses princípios em seus negócios. A preocupação básica era aumentar a produtividade da empresa por meio do aumento de eficiência no nível operacional, isto é, no nível dos operários. Daí a ênfase na análise e na divisão do trabalho do operário, uma vez que as tarefas do cargo e o ocupante constituem a unidade fundamental da organização. Nesse sentido, a abordagem da Administração Científica é uma abordagem de baixo para cima (do operário para o supervisor e gerente) e das partes (operário e seus cargos) para o todo (organização empresarial). Predominava a atenção para o método de trabalho, para os movimentos necessários à execução de uma tarefa, para o tempo padrão determinado para sua execução. Esse cuidado analítico e detalhista permitia a especialização do operário e o reagrupamento de movimentos, operações, tarefas, cargos etc., que constituem a chamada Organização Racional do Trabalho (ORT).
Taylor estudou, cientificamente, os problemas fabris de sua época e popularizou a noção de eficiência: obter o resultado desejado com o menor desperdício de tempo, esforço e materiais. Na Midvale Steel, suas investigações científicas levaram melhorias para a eficiência dos trabalhadores, que resultaram em grandes economias nos custos com a mão de obra. Isso porque, na época, vigorava o sistema de pagamento por peça ou por tarefa. Os patrões procuravam ganhar o máximo na hora de fixar o preço da tarefa, enquanto os operários reduziam o ritmo de produção para contrabalançar o pagamento por peça determinado pelos patrões, o que levou Taylor a estudar o problema de produção para tentar uma solução que atendesse tanto aos patrões como aos empregados (MOTTA E VASCONCELOS, 2006). Pelo menos esta era a ideia.
Livro/ESTUDO- Primeiro período de Taylor
O primeiro período de Taylor corresponde à época da publicação de seu livro Shop Management (1903), sobre as técnicas de racionalização do trabalho do operário, por meio do Estudo de Tempos e Movimentos (Motion-time Study). Taylor começou por baixo, junto com os operários no nível de execução, efetuando um paciente trabalho de análise das tarefas de cada operário, decompondo os seus movimentos e processos de trabalho para aperfeiçoá-los e racionalizá-los. Verificou que o operário médio e com o equipamento disponível produzia muito menos do que era potencialmente capaz. Concluiu que se o operário mais produtivo percebe que obtém a mesma remuneração que o seu colega menos produtivo, acaba se acomodando, perdendo o interesse e não produzindo de acordo com sua capacidade.
O taylorismo, como você já estudou, lançou as bases da nova produção no início do capitalismo industrial com o surgimento das grandes fábricas e da técnica de produção em série. Frederick Winslow Taylor foi responsável pela criação de um sistema de racionalização do trabalho e da produção que ocasionou um aumento expressivo da produtividade. A linha de montagem \u2013 produção em série \u2013 ganhou novo impulso com a intensificação do ritmo de trabalho e, consequentemente, com a especialização da mão-de-obra e a individualização das tarefas. Os custos de produção diminuíram e os lucros do negócio aumentaram. O modelo taylorista consolidou a \u201clinha de produção mecanizada\u201d. Para a época, início do século XX, foi um grande avanço. Com a aplicação dos conhecimentos tecnológicos à produção, a economia capitalista alcançou um estágio de crescimento nunca visto em toda a História. No final do século XIX e início do século XX, com o advento do taylorismo, a indústria havia atingido um alto patamar científico e tecnológico. No modelo de administração vigente nessa época, a palavra de ordem era \u201cfundamentação científica\u201d,