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CINETICA.UMC.2017.2

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para estimular a combustão). Ponto de combustão ou fire point é a temperatura na qual os vapores desprendidos se incendiarão ao contato de uma chama e continuarão a se queimar (vapores em quantidade suficiente para alimentar a combustão). Para uma grande parte dos líquidos (combustíveis e inflamáveis), o ponto de fulgor e o ponto de combustão são muito próximos, razão pela qual praticamente para estes líquidos só se utiliza o ponto de fulgor. Ponto de ignição ou ignition point é a temperatura (muito acima do ponto de fulgor e de combustão) em que os vapores desprendidos entram em combustão espontaneamente, isto é, independentemente de qualquer chama direta.
 
	Composto
	Ponto de
	
	Ebulição (ºC)
	Fulgor (ºC)
	Ignição (ºC)
	Etanol
	78
	13
	423
	Benzeno
	80
	11 
	562
	Éter etílico
	34,6
	45
	180
	Gasolina
	40-205
	43
	280
	Tolueno
	111
	4
	536
 Observação: a temperatura de ignição de sólidos como madeira, papel, etc, varia entre 300ºC e 500ºC.
 Para que não atinjam o ponto de ignição e causem incêndio.
Explosão mecânica é um grande deslocamento de materiais por processo físico num curtíssimo intervalo de tempo, como aumento brusco de pressão numa caldeira por vaporização rápida de água em contato com a parede dos tubos superaquecida. Explosão química é aquela provocada por uma reação de combustão (reação exotérmica) e a explosão nuclear é aquela provocada por reação nuclear, que é a mais devastadora.
Gráfico:
 0 1 Tempo (h)
Concentração
(mol/L) 
 3
 2
 1
H2
 NH3
 N2
Gráfico:
 n (mol)
 1,0
 0,8
 0,6
 0,4
 
 0,2
 0
 tfinal tempo
Al2O3
H2O
H2SO4
Al2(SO4)3
2 M + S 3 N + 2 R
(e)
0,05mol/min
30ºC
(a) Gráfico:
 [Vit.C]
 0
 4ºC
 25ºC
 tempo
 (b) Não ser prejudicial; não reagir com o alimento. 
Somente (4) está correto.
Somente (2) e (4) estão corretas.
(a) 2 NO + Cl2 2 NOCl
(b) Gráfico:
 Caminho da Reação
 Energia
2NO + Cl2
 75 kJ
2 NOCl
 + 84 kJ
 159 kJ
 O-N-NO + Cl2
2º BLOCO 
2. VELOCIDADE DE REAÇÃO
 
DEFINIÇÃO. 
Simbologia usada neste curso:
ri = velocidade de formação do produto i 
-ri = velocidade de consumo do reagente i
mi = massa da espécie química i
ni = número de mols da espécie química i ( Atualmente, recomenda-se: ni = quantidade de matéria da espécie química i ); ni = mi / Mi = Pvi /RT = Ni / NAvogadro = Vi / Vmolar
Ci ou [ i ] = concentração molar ou molaridade da espécie química i ( Atualmente, recomenda-se: concentração em quantidade de matéria).
V = volume do sistema reacional
P = pressão total do sistema
pi = pressão parcial da espécie química i
T = temperatura absoluta (em kelvin, K)
t = tempo
Xi = conversão da espécie química i
Ea = energia de ativação
i = (letra grega “épsilon”) = fator de conversão volumétrica; 
yi = fração molar da espécie química i (Atualmente recomenda-se: fração em mol ou fração em quantidade de matéria); yi = ni / ni
Seja a reação química genérica balanceada: a A + bB cC + dD (R1)
No início da reação (tempo zero), tem-se apenas as substâncias A e B.
Quando a reação tem início, as quantidade das substâncias A e B vão diminuindo progressivamente, enquanto começam a surgir as substâncias C e D, em quantidades que vão aumentando até que a reação cesse.
Define-se então: 
Velocidade média da reação em função de uma das substâncias participantes ( para reagentes e para produtos ) é a razão entre a quantidade consumida ou produzida da substância e o intervalo de tempo (t) em que isso ocorreu.
 (2.1)
Idem para B: 
 (2.2) 
Idem para D: 
A velocidade média da reação ( ) é dada por:
, ou ainda, (2.3)
 (2.4)
A velocidade instantânea da reação calculada em função de uma substância participante (-ri para reagentes e ri para produtos) é o limite da velocidade média quando o intervalo de tempo t tende a zero:
 (2.5)
 (2.6)
 Logo, a velocidade (instantânea) da reação é:
 , ou ainda, (2.7)
 (2.8)
 Como definir velocidade de reação de modo a se ter uma grandeza significativa, ampla e simples? Para responder, precisamos adotar algumas definições de velocidade de reação, interrelacionadas e de medidas extensivas. Inicialmente temos de selecionar um componente e considerar a definição de velocidade em termos desse componente. Consideremos a velocidade de transformação do componente i envolvido numa reação química. Se a velocidade de transformação em número de moles desse componente for dni /dt, a velocidade nas várias áreas da cinética será definida como a seguir. Baseada na unidade de volume do fluido reagente, 
 (2.9)
 
 Baseada na unidade de massa do sólido em sistemas fluido-sólido,
 (2.10)
 Baseada na unidade de área da superfície interfacial de dois sistemas fluidos ou baseada na unidade de área do sólido em sistemas gás-sólido, 
 (2.11)
 Baseada na unidade de volume do sólido em sistemas gás-sólido,
 (2.12)
 Baseada na unidade de volume do reator , se diferente da unidade de volume do fluido,
 (2.13)
 Nos sistemas homogêneos, o volume do fluido no reator é, quase sempre, igual ao volume do reator. Nesses sistemas, bastante freqüentes, não é feita distinção entre V e Vr e as equações 4-3 e 4-7 podem ser usadas indiferentemente. Reatores com enchimento e de leito fluidizado para reações homogêneas representam as únicas exceções a essa regra. Nos sistemas heterogêneos, todas essas definições de velocidade de reação são usuais. A escolha da equação de velocidade a ser utilizada numa dada situação dependerá da facilidade de seu uso podendo-se, se for conveniente, definir velocidade de reação de um modo diferente dos aqui apresentados.
 A velocidade de reação é uma função do estado (variáveis) do sistema
 ri = f (estado do sistema).
 A forma dessa relação funcional permanece a mesma, não importando a maneira pela qual foi definida a velocidade de reação. Apenas as constantes de proporcionalidade e suas dimensões é que se alteram quando passamos de uma definição para outra.