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qual a obra está implantada. 
Os blocos, as sapatas, as estacas, os tubulões etc., são os elementos constituintes 
da infraestrutura, assim como as peças de ligação dos diversos elementos entre si, e 
destes com a meso estrutura. 
 A mesoestrutura é constituída pelos pilares, que é o elemento que recebe os 
esforços da superestrutura e os oriundos das ações sobre os próprios pilares, 
transferindo-os para a infraestrutura. 
 A superestrutura é composta, em geral, por lajes e vigas principais e 
secundárias. Trata-se do elemento de suporte direto do extrato. 
 Os encontros são considerados por alguns autores como elementos 
constituintes da infraestrutura e por outros da mesoestrutura. Estes elementos têm 
características variáveis, contudo têm a função principal de absorver o empuxo dos 
aterros de acesso. 
1.2. Breve histórico 
 As primeiras pontes foram construídas com estrutura bastante simples e 
utilizavam madeira e pedras como materiais de construção. 
 Segundo PINHO et al, as mais antigas pontes de pedra foram construídas em 
Roma empregando a técnica de arcos aprendida com os etruscos. Dentre as pontes 
de pedra mais antigas podemos citar três delas que ainda hoje servem à população 
local, que são: Fabrício (62 a.C.) (Figura 1), São Ângelo (134 d.C.) e Céstio (365 
d.C.). 
 
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 Há noticias que pontes de madeira foram utilizadas pelos romanos para a 
travessia de rios e lagos. Durante o Renacentismo, o arquiteto Palladio construiu 
vãos de 30 m com treliças triangulares elaboradas por ele. Exemplos deste tipo de 
estrutura são as pontes Grubenmann, sobre o Rio Reno, em Schaffhausen – Suíça, 
com dois vãos de 52 e 59 m; a ponte sobre o rio Elba em Wittemberg – Alemanha, 
com 14 vãos de 56 m em treliça. 
 No fim do século XVIII iniciou-se a fase de transição entre as pontes de 
madeira para as pontes metálicas, transição esta que durou aproximadamente 40 
anos, iniciando e terminando em uma mesma geração. Inicialmente foram 
construídas em ferro fundido, sendo a ponte construída pelo exercito alemão sobre o 
Rio Oder, na Prússia, a primeira ponte a utilizar este material em sua construção. Já 
a primeira a ser construída totalmente em ferro fundido situa-se sobre o rio Severn, 
Inglaterra (1779), com um vão de 31 m, 15 de largura e com 59 m de comprimento 
total (Figura 2). 
 
 
Figura 1: Gravura de Piranesi mostrando a Ponte Frabício em Roma. (Imagem extraída de 
www.structurae.de) 
 
 As primeiras pontes treliçadas totalmente feitas em aço foram construídas nos 
Estados Unidos (1840), Inglaterra (1845), Alemanha (1853) e Rússia (1857). Entre 
1850 e 1880, foram construídas as primeiras pontes em aço no Brasil. 
 As pontes em concreto armado apareceram no início do século XX. Estas 
possuíam os tabuleiros em concreto armado e suas estruturas de sustentação eram 
construídas em arcos triarticulados de concreto simples. O concreto armado só veio 
 
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a ser utilizado na mesoestrutura a partir de 1912, quando as pontes de viga e de 
pórtico, com vãos de até 30 m, começaram a ser construídas. 
 Em 1938 o concreto protendido começou a se difundir, como material de 
construção de pontes, mas somente após o final da Segunda Guerra Mundial que 
ele começou a ser utilizado com freqüência. 
1.3. Classificações de pontes 
 As pontes podem ser classificadas de diversas maneiras, sendo as mais 
comuns: quanto sua finalidade de utilização, material de construção, tipo estrutural, 
tempo de utilização e mobilidade do estrato. 
 Quanto a sua finalidade as pontes podem ser rodoviárias, ferroviárias, 
passarelas, rodoferroviárias, etc. Podem, também, destinar-se ao suporte de dutos 
e, até mesmo, de vias navegáveis. 
 Ao serem classificadas quanto ao material que são construídas, as pontes 
podem ser de madeira, pedras, concreto (simples, armado ou protendido) e 
metálicas. 
 Pode-se classificá-las, também, quanto ao seu tipo estrutural e podendo ser 
em laje, viga, caixão, treliça, pórtico arco ou suspensa, conforme pode ser visto na 
Figura 3. 
 Em termos de tempo de utilização as pontes se subdividem em permanentes 
e provisórias. 
 
 
Figura 2: Ponte Severn. (Foto extraída de www.structurae.de) 
 
 
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 Por ultimo, pode-se classificar as pontes quanto a sua mobilidade do 
substrato, que são: flutuantes, corrediça, levadiça, basculante e giratória. 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 3: Tipos estruturais de ponte. 
1.4. Sistemas estruturais 
1.4.1. Pontes em Laje 
 As pontes em laje possuem a seção transversal desprovida de qualquer 
vigamento, podendo ter um sistema estrutural simplesmente apoiado ou contínuo. A 
 
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Figura 3a mostra um exemplo desta estrutura em um sistema simplesmente apoiado 
em encontros e algumas seções transversais típicas. Este sistema estrutural 
apresenta algumas vantagens, como pequena altura de construção, boa resistência 
à torção e rapidez de execução, possuindo também boa relação estética. Podem ser 
moldadas no local ou constituídas de elementos pré-moldados, e os detalhes de 
fôrmas e das armaduras e a concretagem são bastante simples. 
 As soluções de pontes em laje podem ser de concreto armado ou protendido 
com a relação entre a espessura da laje e o vão variando de 1/15 a 1/20 para 
concreto armado e até 1/30 para concreto protendido. Quando os vãos são muito 
grandes, o peso próprio é muito alto e costuma-se adotar a solução da seção 
transversal em laje alveolada, onde os vazios podem ser conseguidos com fôrmas 
perdidas, através de tubos ou perfilados retangulares de compensado ou de plástico 
(Mason, 1977). 
1.4.2. Pontes em Viga de Alma cheia 
 As pontes em vigas de alma cheia possuem um sistema de vigas que 
suportam o tabuleiro. As vigas principais são denominadas longarinas e as vigas 
destinadas a aumentar a rigidez da estrutura são transversinas. 
1.4.3. Pontes em Vigas Caixão 
 As vigas caixão como o próprio nome indica, são vigas formadas por duas ou 
mais almas e por uma mesa inferior única, alem da mesa superior. Ao contrario das 
pontes em vigas de alma cheia, neste tipo de estrutura não é necessário utilizar 
transversinas intermediárias, já que este tipo de estrutura confere grande rigidez à 
torção ao sistema. 
1.4.4. Treliçadas 
 A treliça pode ser descrita como um conjunto de triângulos formados por 
peças retas e articuladas entre si. Quando adequadamente projetada, com 
proporções normais, uma treliça tem as seguintes características: 
a) Os eixos de todos os elementos são retos e concorrentes nos nós ou juntas; 
b) A treliça propriamente dita é carregada somente nos nós. 
 
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 O sistema de treliças tem duas grandes vantagens: a primeira é a dos 
elementos só serem solicitados por cargas axiais, a segunda permitir alturas maiores 
com menor peso e redução de flecha. 
 A desvantagem econômica das pontes em treliça é o custo maior de 
fabricação, pintura e manutenção, e às vezes o fator estético, pelo cruzamento 
visual dos elementos (PINHO, 2007). 
1.4.5. Pontes em Pórticos 
 Neste tipo de ponte a mesoestrutura é solidarizada monoliticamente a 
superestrutura, não sendo necessário, portanto, aparelhos de apoio nos pilares e 
reduzindo o comprimento de flambagem dos mesmos. 
 Normalmente possuem pilares inclinados, necessitando fundações inclinadas, 
também. Estes pilares, usualmente, estão sujeitos a uma grande carga de 
compressão. Segundo Pinho et al., isto faz com que esta solução seja recomendada 
para terrenos de bom suporte de cargas. 
1.4.6. Pontes em Arco 
 Este é o tipo mais antigo de ponte, as pontes em arco mais antigas que se 
tem noticia foram construídas pelos romanos por volta de 100 a.C.. 
 Estas estruturas, devido à sua configuração geométrica, permitem o uso de 
concreto simples em pontes de grandes vãos. Isto acontece quando o eixo do arco é 
projetado segundo as linhas de pressão devidas à carga

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