Relatorio de Uroanálise
10 pág.

Relatorio de Uroanálise


DisciplinaImunologia Médica82 materiais1.280 seguidores
Pré-visualização2 páginas
5
FACULDADE MAURICIO DE NASSAU
GRADUAÇÃO EM BIOMEDICINA 
	
RAIMUNDA RICHELLE SIMÃO
EXAME FÍSICO E QUIMÍCO DA URINA
FORTALEZA - CE
2017
RAIMUNDA RICHELLE SIMÃO
EXAME FÍSICO E QUIMÍCO DA URINA
 
Relatório da Aula Pratica da disciplina de Uroanalises.
FORTALEZA - CE
2017
INTRODUÇÃO
A urinálise é um teste laboratorial simples, não invasivo e de baixo custo que pode rapidamente fornecer valiosas informações a respeito do trato urinário e de outros sistemas corporais. Uma avaliação urinária completa (incluindo análise de tiras reagentes, densidade específica e exame do sedimento urinário) deve ser realizada, mesmo que um dos componentes não mostre anormalidades. A avaliação do sedimento pode alertar aos clínicos importantes problemas quando o paciente ainda se encontra assintomático. Além disso, a precoce detecção de algumas doenças pode conduzir a uma melhor sobrevida. Combinando a urinálise com a avaliação bioquímica, histórico e exame físico do paciente, várias patologias podem ser incluídas ou excluídas do diagnóstico diferencial.
A função primária do rim é a formação da urina. Durante este processo os rins exercem uma série de funções qual auxiliam na manutenção da integridade fisiológica do fluido extracelular. Estes processos incluem a conservação de água, cátions, glicose e aminoácidos para manter os requerimentos corporais, sendo o excesso excretado na urina; eliminação de nitrogênio e produtos do metabolismo de proteínas; eliminação do excesso de íons hidrogênio (H\u207a) e manutenção do pH fisiológico dos fluidos corporais; e eliminação dos complexos orgânicos exógenos e endógenos.
A urina deve ser analisada rapidamente após a coleta, de preferência em até 30 minutos após a obtenção. Se isto não for possível deve ser imediatamente refrigerada (a 4°C) e armazenada por no máximo 12 horas. Urinas refrigeradas devem ser levadas à temperatura ambiente e completamente homogeneizadas antes da análise. A amostra não deve ser congelada. Durante o armazenamento, cilindros e células podem se desintegrar e o pH urinário pode se alterar. Essas alterações são mais pronunciadas em tempos longos de armazenamento e em altas temperaturas. Ademais, microorganismos podem continuar a replicação, sendo eles contaminantes ou agentes infecciosos. A urinálise está dividida em três partes: exame físico, exame químico e avaliação do sedimento urinário.
Exame Físico
 Cor
 A urina normal é tipicamente transparente e amarela à inspeção visual. Amostras de urina concentrada podem apresentar uma coloração âmbar, ao paso que amostras diluídas mostram-se amarelo claras. No entanto, a coloração da urina nunca deve ser utilizada para a determinação da gravidade específica.
Turbidez 
Da mesma forma que a cor, a turbidez da urina pode ser influenciada pela concentração urinária. Uma amostra concentrada está mais propensa à turbidez do que uma amostra diluída. Leucócitos, eritrócitos, cristais, bactérias, muco, lipídeos e materiais contaminantes podem aumentar a turbidez da amostra.
Densidade urinária 
A gravidade específica da urina ou densidade é um indicador muito útil da habilidade de concentração urinária renal. É definida como a relação entre a massa de um volume líquido e a massa de um mesmo volume de água destilada. É diferente da osmolalidade urinária, a qual depende somente do número de partículas na solução. Como a determinação da osmolalidade urinária necessita de equipamentos especiais e a densidade pode ser obtida por refratometria, a densidade urinária é muito mais utilizada na prática clínica.
Densidade urinária A gravidade específica da urina ou densidade é um indicador muito útil da habilidade de concentração urinária renal. É definida como a relação entre a massa de um volume líquido e a massa de um mesmo volume de água destilada. É diferente da osmolalidade urinária, a qual depende somente do número de partículas na solução. 
De preferência, deve-se colher a primeira urina da manhã, em recipiente estéril, em geral fornecido pelo laboratório que procederá a análise. Comumente é usada a primeira urina da manhã, mas isso não é obrigatório e a urina pode ser coletada em qualquer período do dia. A urina deve ser levada ao laboratório dentro de uma hora após ser coletada e se isso não for possível deve ser mantida sob refrigeração, pelo prazo máximo de seis horas. O primeiro jato deve ser desprezado e serve para eliminar as impurezas que possam estar na uretra. Colhe-se o jato médio (40-50 ml de urina), desprezando-se também o jato final. 
Os homens devem lavar e secar previamente o pênis, com gaze estéril ou toalha bem limpa, retrair inteiramente o prepúcio e urinar sem contato com a urina. As mulheres devem lavar a região genital de frente para trás, enxaguar e secar, também usando gaze estéril ou toalha limpa e, ao urinar, manter os grandes lábios da vagina afastados, de modo que a urina seja colhida sem contato com o corpo. As crianças devem colher a urina no laboratório, sempre que possível, e com cuidados especiais de assepsia. Mesmo em adultos, o ideal é colher a urina no próprio laboratório, pois quanto mais fresca estiver a amostra, mais confiáveis serão seus resultados.
OBJETIVOS
Conhecer os procedimentos técnicos que compõem o exame físico do material biológico.
Analisar os aspectos físicos do material biológico.
Manusear corretamente as vidrarias e equipamentos de uso rotineiros para a realização do exame.
MATERIAS E METODOS
 MATERIAS 
Amostra biológica da urina
Pipeta de Pasteur.
Estante.
Tubo de Falcon.
Fita reagente.
Refratômetro.
Luvas.
Papel absorvente.
METODO
Primeiro é feito uma análise visual na amostra de urina.
Verificar o volume da urina.
O aspecto da urina.
Homogeneizar a amostra e com a pipeta de Pasteur é feito a transferência da amostra para o tubo de falcon com o volume de 12 ml de urina.
Depois coloca uma fita reagente dentro da amostra de urina que esta no tudo de Falcon.
Esperar a fita absorver um pouco a urina, depois retira a fita do tudo de Falcon, secar um pouco as laterais da fita e analisar as reações que irá apresentar na fita reagente durante 1 mim.
Usar o refratômetro para verifica a densidade correta da amostra da urina.
RESULTADO 
Resultado da amostra 01.	
ANÁLISE FISICA:
Cor: Amarelo cítrico.
Volume: 30 ml.
Aspecto: Levemente turvo ou semi turvo.
Odor: Ausente.
ANÁLISE QUIMÍCA:
Leucócitos: Traços de leucócitos.
Nitrito: Negativo.
Urubilinogênio: Negativo.
Proteínas: Traços de proteínas.
pH: 6.5
Sangue: Traços de sangue.
Cetona: Baixo.
Bilirrubina: Baixo.
Glicose: Baixo
Densidade: 1005.
REFRATÔMETRO
A densidade específica é determinada pelo refratômetro, é o procedimento recomendado para estimar a concentração de partículas dissolvidas na amostra por índice de refração.
Na amostra o valor que foi avaliado pelo refratômetro foi mais ou menos 1010 próximo da fita. O correto seria 1030, pois a fita reagente estava fora do prazo de valida e por isso deu essa diferença da densidade.
CONCLUSÃO 
Concluímos que o teste exame físico e químico da urina é essencial para a vida profissional de um biomédico. Deve-se ter boa infra-estrutura de modo a promover uma adequada condição de trabalho, armazenamento e processamento do material além de equipamentos calibrados e matéria-prima específica e de qualidade para tê-lo um resultado correto e o diagnostico especifico.
REFERÊNCIAS 
FUNCHAL, MASCARENHAS, GUEDES. Correlação Clínica e Técnicas de Uroanálise Teoria e Pratica. Porto Alegre: Universitária Metodista IPA e Sulina, 2008.
MOURA, R. A. Técnicas de Laboratório.