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projeto final

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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE
CAMPUS UNIVERSITÁRIO PROF. ANTÔNIO GARCIA FILHO
DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO EM SAÚDE

JOICY SANTOS MENESES

APLICAÇÃO DO PBL EM UMA UNIVERSIDADE FEDERAL

LAGARTO/SE
2017

JOICY SANTOS MENESES

APLICAÇÃO DO PBL EM UMA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE

Projeto de Pesquisa Científica desenvolvido na disciplina de Habilidades do Departamento de Educação e Saúde, no 1° ciclo, na Universidade Federal de Sergipe.
 Orientador: Prof. Me Felipe Souza Nery

LAGARTO/SE
2017
SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO

As Instituições de Ensino Superior (IES) buscam atender aos anseios da nova geração de estudantes por meio de metodologias, métodos e meios pedagógicos, garantindo qualidade e efetividade do ensino. Uma possibilidade é a utilização de métodos pedagógicos que permitam ao estudante desempenhar um papel mais ativo garantindo-lhe maior autonomia no processo de aprendizagem (SOARES, 2008). Problem Based Learning (PBL) tem como inspiração os princípios da Escola Ativa, do Método Científico, de um Ensino Integrado e Integrador dos conteúdos, dos ciclos de estudo e das diferentes áreas envolvidas, em que os alunos aprendem a aprender e se preparam para resolver problemas relativos à sua futura profissão (BARBEL, 1998).

O maior desafio do docente no Ensino Superior (ES) é fazer com que o acadêmico tenha uma participação efetiva nas discussões de sala de aula. A prática pedagógica no ES deve ser encarada com muita seriedade. Requer posturas e comprometimentos com um processo que eduque para a autonomia do acadêmico, sendo apenas mediado pelo professor (DEBALD, 2003). De tal forma, a adoção do PBL em algumas IES traz, à medida que cresce, indagações a respeito da forma como esse método de ensino aprendizagem é aplicado, tais como: Que tipo de profissional o PBL formará? Até que ponto é dado autonomia ao aluno como agente de seu próprio conhecimento? De qual forma o tutor deve atuar como facilitador do processo de aprendizagem?

A Problem Based Learning (PBL) ou em português Aprendizagem Baseada em Problemas (ABP), foi criada no final da década de sessenta no Canadá na escola de medicina da McMaster University, por John Evans (BRANDA, 2009). Inspirado no método de casos da Escola de Direito da Universidade de Harvard, o PBL caracteriza-se pelo emprego de problemas do mundo real (autênticos ou simulados) para iniciar, motivar e enfocar a aprendizagem de teorias, habilidades e atitudes (RIBEIR; FILHO, 2011). Sendo, hoje, cada vez mais utilizada em Universidades e Faculdades brasileiras e em diferentes áreas do conhecimento.

Desde a sua inauguração o Campus da Saúde da Universidade Federal de Sergipe (UFS) - Lagarto, em 2009, utiliza das metodologias ativas em sua base curricular. O PBL/ABL está presente nos (08) oito cursos disponibilizados pela instituição. O conteúdo das disciplinas básicas é distribuído durante todo curso, sendo aprendido de forma integrada durante o desenvolvimento das competências de acordo com as diretrizes curriculares nacionais de cada curso de graduação. A UFS é a única IES do nordeste brasileiro a possuir um Campus totalmente voltado para a área da saúde com uma infraestrutura pensada e planejada para a abordagem curricular 100% da metodologia ativa PBL. Portanto, aprofundar o conhecimento e obter informações de como a prática da PBL vem sendo feita nesse espaço interessou tanto os autores.

2 JUSTIFICATIVA

É crescente a adesão de novas tecnologias de ensino aprendizagem no ES. A (PBL) traz a interdisciplinaridade prevista na lei de Diretrizes e Bases da Educação e está adequada com as novas diretrizes e parâmetros curriculares da educação, reduzindo a distância entre o aprendizado da teoria e prática. A utilização do PBL em diversas universidades do mundo, por meio de diferentes abordagens e configurações, ainda é considerada como uma perspectiva acadêmica inovadora, mesmo depois de quase meio século de seu surgimento (SILVA; SHIMIGUEL, 2016). Nesse viés, localizam-se as maiores incertezas quanto à eficiência da aplicação desse método.

Dessa forma, é notória a relevância desse estudo no meio acadêmico pois busca além, da melhoria na aplicação didática do método, avaliar eficiência na formação do profissional de saúde. Sem, no entanto, esquecer do papel e das dificuldades do docente na aplicação e estruturação de uma grade curricular que garanta equilíbrio Teórico/Prático, fazendo-se necessária a constante verificação das práticas nesse processo (BORGES; ALENCAR, 2014). Assim, essa pesquisa torna-se relevante quando passa a ser utilizada como um instrumento analítico das condições de aplicação e dos recursos didáticos/práticos referente à prática do PBL.

Diante disso, o objetivo do estudo é avaliar como o PBL está sendo desenvolvido na UFS campus Lagarto, por meio da análise da eficiência na aplicação do método e na formação do profissional de saúde. Portanto, a pesquisa tem como papel fundamental a análise de procedimentos e práticas acadêmicas.

3 OBJETIVOS

3.1 OBJETIVO GERAL

Analisar a eficiência da metodologia ativa PBL no processo ensino-aprendizagem, no decorrer do ano de 2017, com os discentes e docentes, na Universidade Federal Sergipe - UFS, Campus Lagarto, no estado de Sergipe.

3.1 OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Avaliar, através de entrevista, a autopercepção dos docentes na aplicação do PBL;
Buscar por indicativos de eficiência do PBL na formação dos profissionais de saúde;
Buscar por indicativos de eficiência na aplicação do PBL no Campus de Lagarto;

4 REFERENCIAL TEÓRICO

4.1 A PROBLEM BASED LEARNING (PBL)

Há tempos a academia discute sobre os propósitos do ES e sobre a eficiência dos métodos de ensino e aprendizagem dentro da universidade, em especial, pela complexidade das exigências de um mercado cada vez mais globalizado e competitivo, onde o fluxo de informações é cada vez maior rápido (BOROCHOVICIUS; TORTELLA, 2014). Nesse contexto, a discussão aflora-se ainda mais quando tratamos das metodologias ativas como recurso formador do futuro profissional.

O PBL surge em 1960, na escola de medicina da MCMaster University no Canadá como uma estratégia educacional e uma filosofia curricular (Mamede, 2001). Nele busca-se o desenvolvimento da expertise, criatividade, iniciativa e autonomia dos estudantes perante sua formação profissional (RIBEIRO; FILHO, 2011). Como citado em Dochy et al. (2003) a PBL é pautada nas teorias de Dewey, Piaget, Rogers, Ausubel e Bruner (RIBEIRO; FILHO, 2011), que tratam de uma forma de ensino onde o discente é priorizado.

4.2 APLICAÇÃO DO APRENDIZADO BASEADO EM PROBLEMAS

 O modelo participativo no qual o PBL se insere, propõe uma pedagogia chamada de problematizadora (FREIRE, 2007), a partir do pensamento de Dewey, que propunha solução de problemas como a forma de desencadear o pensamento (BERBEL, 1995). A aprendizagem baseada em problemas se apoia no estudo de uma situação-problema que será debatida pelo grupo de alunos em tutorias. Apresentam-se características principais desse processo como:
1. O ponto de partida para a aprendizagem é um problema, criado por um comitê formado pelo corpo docente da ES (isto é, um estímulo para o qual um indivíduo não tenha uma resposta imediata);
2. O problema deve aproximar os alunos de situações reais que permita os estarem aptos a enfrentar o mercado como futuros profissionais;
3. O conhecimento que os alunos devem adquirir durante a sua formação profissional é organizada em torno de problemas em vez de disciplinas, de forma interdisciplinar;
4. Estudantes, individualmente ou coletivamente, assumem uma importante responsabilidade pelas suas próprias instruções e aprendizagens;
5. A maior parte do aprendizado ocorre dentro do contexto de pequenos grupos em vez de exposições. (BRIDGES, 1992).

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