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Caso 2 caiu 
Hercílio e Arnaldo, em unidade de desígnios e fortemente armados, no dia 15 de março de 2011, por volta das 23h, invadiram a residência de Hélio e Maria Rosa, na zona rural de Nova Iguaçu de Goiás, amarraram o casal e seus dois filhos,Vitória e Lélio, de 12 e 8 anos, cerceando sua liberdade pelo período de duas horas,causando-lhes extremo temor e traumas indeléveis. Durante o referido lapso temporal,os agentes vasculharam toda a casa e separaram alguns bens que a guarneciam(televisão, aparelho de som e alguns eletrodomésticos) para posterior subtração.Findo este prazo, levaram o casal à área externa da residência, com mãos e pésamarrados, os obrigaram a se ajoelhar no gramado e lhes desferiram dois tiros pelas costas, tendo as vítimas morrido instantaneamente.Do feito, Hercílio e Arnaldo restaram denunciados e condenados pelos delitos de latrocínio consumado (roubo seguido de morte) em concurso formal de crimes.Inconformados com a decisão proferida interpuseram apelação criminal com vistas à reforma do julgado e consequente descaracterização da incidência do art.70, do Código Penal, sob o argumento de que apenas ocorrera uma subtração patrimonial e a morte de duas vítimas, o que configuraria crime único de latrocínio e não concurso formal impróprio. Ante o exposto, com base nos estudos realizados sobre o temaconcurso de crimes responda de forma objetiva e fundamentada: a pretensão dos agentes é procedente? 
A pretensão dos agentes não é procedente,pois todo o crime caminhava pra um roubo,porem a parti do momento em que houve a morte das vitimas concretizou-se em um latrocínio.
Questão n.2 – não caiu
Simplício ingressou em um ônibus linha Centro - Jardim Violeta, no centro da cidade do Rio de Janeiro com o dolo de subtrair pertences dos passageiros.Meia hora após o ingresso no ônibus sentou ao lado de um passageiro que cochilava e subtraiu-lhe a carteira dentro da mochila sem que ele percebesse. Em seguida, com emprego de grave ameaça, atemorizou A brilina e Lindolfo, obrigando-os a entregar seus celulares. Ante o exposto, sendo certo que, no caso do primeiro passageiro Simplício praticou o delito de furto e, no caso de Abrilina e Lindolfo, os delitos de roubo, diferencie de forma objetiva e fundamentada concurso material e concurso formal de crimes a partir dos sistemas de aplicação de pena adotados em cada instituto e apresente o sistema aplicável ao caso concreto.
Art. 69 – C.P. apenas uma ação ou omissão o sujeito pratica / realiza dois ou mais 
 crimes; e Art. 70 – C.P. mais de uma ação ou omissão o sujeito pratica / realiza mais 
 de um crime 
 Aplicação da pena: responderá pela soma das penas, isto é, pela cumulação de 
 penas. 
 Classificação do concurso material: 
 - Homogêneo o sujeito pratica crimes da mesma espécie 
 - Heterogêneo o sujeito pratica crimes de espécie diferentes 
 Aplicação da pena feita em dois tipos: 
 - Concurso formal perfeito ou próprio: O sujeito não tem mais de um desígnio (dolo 
 direto) usa-se o critério da exasperação => aplica-se a pena mais grave acrescida de 
 1/6 à metade – quanto maior o nº de crimes, maior o aumento da fração. 
 - Concurso formal imperfeito ou impróprio: O sujeito tem mais de um desígnio (mais de 
 1 dolo direto) aplica-se o critério da cumulação => soma das penas (igual a do 
 concurso material). 
 Ao caso concreto, aplica-se o sistema do concurso material de crimes, na 
 classificação heterogêneo, pois Simplício furtou a carteira de um passageiro – 
 sem uso de violência - e roubou outros dois passageiros – com emprego de 
 violência. Portanto, o réu responderá pela soma das penas – cumulação. 
 
 
CASO CONCRETO 3 não caiu
 
 
 Adalto Cleto, Linaldo Reis e Ronaldo Mello, comerciantes de 
 equipamentos de informática, foram denunciados pela suposta prática dos crimes de 
 descaminho e associação criminosa em concurso material de crimes (art.334, §1º, a, 
 e, d, art.288, caput, nf. do art.69, todos do Código Penal), por terem sido flagrados 
 transportando no carro do primeiro corréu peças de informática de procedência 
 estrangeira vindas do Paraguai desacompanhadas da documentação legal, bem como 
 por, supostamente, tê-las introduzido clandestinamente no país.
 
Por força do Art.44 CP no final do processo a pena privativa de liberdade por não excede os 4 anos será revertida em pena restritiva de direitos. Baseado no princípio da homogeneidade e do princípio da proporcionalidade da pena, deverá exercer função especificamente ao crime cometido, de acordo com a situação do delito, preexistente, contemporâneo e superveniente ao ato. Não sendo razoável manter o acusado preso em regime mais rigoroso do que aquele que eventualmente lhe será imposto com a condenação, conforme art. 5°, XLVI da CF/88
 Caso 4 não caiu
 DO BRASIL OAB. XI EXAME DE ORDEM. PROVA PRÁTICO-PROFISSIONAL. 
 ÁREA: DIREITO PENAL) Ricardo cometeu um delito de roubo no dia 10/11/2007, pelo qual foi condenado no dia 29/08/2009, sendo certo que o trânsito em julgado definitivo de referida sentença apenas ocorreu em 15/05/2010. Ricardo também cometeu, no dia 10/09/2009, um delito de extorsão. A sentença condenatória relativa ao delito de extorsão foi prolatada em 18/10/2010, tendo transitado definitivamente em julgado no dia 07/04/2011. Ricardo também praticou, no dia 12/03/2010, um delito de estelionato, tendo sido condenado em 25/05/2011. Tal sentença apenas transitou em julgado no dia 27/07/2013. Nesse sentido, tendo por base apenas as informações contidas no enunciado, responda aos itens a seguir. 
 A) O juiz, na sentença relativa ao crime de roubo, deve considerar Ricardo portador de bons ou maus antecedentes? 
 Deve ser considerado portador de bons antecedentes quando da prolação da 
 sentença de roubo, uma vez que nada havia sequer praticado outro delito. 
 
 B) O juiz, na sentença relativa ao crime de extorsão, deve considerar Ricardo portador de bons ou maus antecedentes? Na hipótese, incide a circunstância
agravante da reincidência ou Ricardo ainda pode ser considerado réu primário? 
 Ao proferir a sentença pelo crime de extorsão, o juiz não poderá fazer incidir a agravante da reincidência, devendo (reu) ser considerado, também neste momento primário, uma vez que o crime de roubo foi praticado durante a ação penal pelo roubo. 
 Contudo neste caso, quando da prolação da sentença referente a extorsão, em 18/10/2010, Ricardo já se encontra definitivamente condenado pelo roubo (transito ocorrido 15/05/2010, o que viabiliza o mesmo considerado, pelo juiz sentenciante,portador de maus antecedentes. 
 
 
 C) O juiz, na sentença relativa ao crime de estelionato, deve considerar Ricardo portador de bons ou maus antecedentes? Na hipótese, incide a circunstância agravante da reincidência ou Ricardo ainda pode ser considerado réu primário? 
 Neste caso, como a sentença foi prolatada em 25/05/2011, já tendo ocorrido o transito em julgado das condenações anteriores, seja pelo roubo (em 15/05/2010), seja pela extorsão em (em 07/04/2011), devera o juiz considerar o réu, portador de maus antecedentes, mas não poderá incidir a agravantes da reincidência, devendo ser ele considerado primário. 
 
CASO CONCRETO 6 caiu
 
 Abelardo Rocha foi condenado pela prática de dois delitos de roubo 
 majorado pelo concurso de pessoas e pelo emprego de arma de fogo em concurso material de crimes (art.157, §2º, I e II 2x nf art.69, ambos do Código Penal) à pena unificada de 16 anos, 1 mês e seis dias de reclusão a ser cumprida em regime inicialmente fechado, tendo iniciado seu cumprimento em 12 de julho de 2007. Em 05 de maio de 2010, progrediu para o regime semi-aberto de cumprimento de pena e, em 14 de dezembro de 2012, preenchidos os requisitos para o progressão de regimes para o regime aberto teve, entretanto, determinado pelo Juízo das Execuções seu cumprimento em prisão domiciliar face à ausência de vagas em Casa de Albergado. Inconformado com a decisão, o membro do Ministério Público interpôs agravo