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1001 Questoes Comentadas ProcPenal Cespe

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(CP, 
art. 143). 
529. Errado. O Presidente da República só poderá ser processado e 
julgado, por crime comum ou de responsabilidade, após a 
autorização da Câmara dos Deputados, por maioria qualificada 
de dois terços dos votos (CF, art. 86). 
530. Errado. Embora o examinador tenha considerado a questão 
‘incorreta’, é mister ressaltar que, com a alteração introduzida 
pela Lei 11.719/2008 ao CPP, evidenciou-se o princípio da 
identidade física do juiz por meio do comando exposto no art. 
399, § 2º, do Código de Processo Penal. O juiz que presidir a 
instrução deverá prolatar a sentença! Frise-se, no entanto, que 
tal regra deverá ser interpretada analogicamente ao que 
estabelece o art. 132 do Código de Processo Civil. Atualmente, 
portanto, ante a vigência da lei supracitada, a questão mostra-se 
“correta”. 
531. Correto. As comissões parlamentares de inquérito (CPIs) podem 
determinar a quebra dos sigilos fiscal, bancário e telefônico do 
investigado (esta última não se confunde com a interceptação 
das comunicações telefônicas). Frise-se, “a CPI – que dispõe de 
competência constitucional para ordenar a quebra do sigilo 
bancário, fiscal e telefônico das pessoas sob investigação do 
Poder Legislativo – somente poderá praticar tal ato, que se reveste 
de gravíssimas conseqüências, se justificar, de modo adequado, e 
sempre mediante indicação concreta de fatos específicos, a 
necessidade de adoção dessa medida excepcional (...)” (MS, 
23.868, Rel. Min. Celso de Mello, j. 30.08.2001, DJ 21.06.2002). 
532. Errado. O interrogatório do acusado é a providência final, 
derradeira, depois de produzida a prova oral (ofendido, 
testemunhas, perito etc.). As declarações do ofendido ocorrerão 
em primeiro plano, havendo, em seguida, a inquirição das 
testemunhas de acusação e, após, das arroladas pela defesa. Na 
seqüência, os esclarecimentos dos peritos, acareações, 
reconhecimento de pessoas e coisas e, por fim, o interrogatório 
do réu. 
533. Correto. A regra é a oralidade. Contudo, o juiz poderá, 
considerada a complexidade do caso ou o número de réus, 
conceder às partes o prazo de 05 (cinco) dias sucessivamente 
para o oferecimento de memoriais (CPP, art. 403, § 3º). 
534. Errado. Em se tratando de procedimento comum ordinário, na 
instrução, poderão ser inquiridas até oito testemunhas arroladas 
pela acusação e oito pela defesa (CPP, art. 401, “caput”, com 
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redação dada pela Lei 11.719/2008). Nesse número não se 
compreendem as que não prestem compromisso e as referidas (§ 
1º do art. 401, do CPP, acrescentado pela Lei 11.719/2008). 
535. Errado. Consoante estabelece o § 2º do art. 401 do CPP, 
acrescentado pela Lei 11.719/2008, a parte poderá desistir da 
inquirição de qualquer das testemunhas arroladas, com exceção 
das do juízo (observar o que dispõe o art. 209, “caput”, do CPP). 
536. Errado. Na audiência de instrução, proceder-se-á à tomada de 
declarações do ofendido, se possível, à inquirição das 
testemunhas arroladas pela acusação e pela defesa, nesta 
ordem, bem como aos esclarecimentos dos peritos, às acareações 
e ao reconhecimento de pessoas e coisas, interrogando-se, em 
seguida, o réu e procedendo-se o debate (CPP, art. 411, “caput”, 
com redação dada pela Lei 11.689/2009). 
537. Errado. Segundo estabelece o art. 428 do CPP, com redação 
dada pela Lei 11.689/2008, o desaforamento poderá ser 
determinado, “em razão do comprovado excesso de serviço, 
ouvidos o juiz presidente e a parte contrária, se o julgamento não 
puder ser realizado no prazo de 6 (seis) meses, contado do 
trânsito em julgado da decisão de pronúncia”. 
538. Errado. Os arts. 210, “caput”, e 460, do CPP, tratam da 
incomunicabilidade entre as testemunhas, objetivando 
assegurar a isenção nos depoimentos. 
539. Errado. A Lei 11.690/2008 extirpou o sistema presidencialista 
de inquirição de testemunhas. Antes da referida lei, as 
perguntas das partes eram requeridas ao juiz que as formulava à 
testemunha (sistema presidencialista ou inquirição indireta). 
Com a alteração feita pela Lei 11.690/2008, o art. 212 do CPP 
passou a ter a seguinte redação: “As perguntas serão formuladas 
pelas partes diretamente à testemunha, não admitindo o juiz 
aquelas que puderem induzir a resposta, não tiverem relação com 
a causa ou importarem na repetição de outra já respondida”. 
540. Errado. A audiência poderá ser adiada se, por motivo justificado, 
o defensor não puder comparecer (§ 1º, do art. 265, do CPP, 
acrescentado pela Lei 11.719/2008). 
541. Errado. Apresentada a defesa, o magistrado deverá notificar o 
Ministério Público ou o querelante para se manifestarem a 
respeito de preliminares eventualmente argüidas na resposta do 
acusado ou sobre documentos que tenham sido coligidos, no 
prazo de cinco dias (CPP, art. 409, com redação dada pela Lei 
11.689/2008). 
542. Errado. Encerrada a instrução probatória, observar-se-á, se for o 
caso, o disposto no art. 384 do CPP (aplicação da regra alusiva à 
“mutatio libelli”). Não sendo o caso de aplicação da “mutatio 
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libelli”, as alegações serão orais, concedendo-se a palavra, 
primeiramente, ao Ministério Público e, depois, à defesa, pelo 
prazo de 20 (vinte) minutos, prorrogáveis por mais dez (CPP, art. 
411, § 4º). Diferentemente do que ocorre no procedimento 
ordinário (art. 403, § 3º, e 4040, parágrafo único), os debates 
orais não podem ser substituídos por memoriais escritos. 
543. Errado. Não se convencendo da materialidade do fato ou da 
existência de indícios suficientes de autoria ou de participação, o 
magistrado, fundamentadamente, impronunciará o acusado 
(CCP, art. 414). 
544. Correto. Há causas que excluem a culpabilidade, consagradas 
nos arts. 21, 22, 26, “caput” (inimputabilidade por doença 
mental, por exemplo) e 28, § 1º, todos do CP. De se notar que o 
inimputável por doença mental é isento de pena, não podendo, 
assim, ser condenado. Por conseguinte, se, submetido a Júri, 
não acolherem os jurados a tese absolutória, restará ao 
Estadojuiz, com base no art. 26, “caput”, do Código Penal, após 
votação dos quesitos, proferir sentença absolutória com 
imposição de medida de segurança.  
545. Errado. Atualmente, após a vigência da Lei 11.689/2008, o 
acusado, como regra, é intimado pessoalmente da decisão de 
pronúncia. Não localizado ele para intimação pessoal, é, em 
qualquer caso (afiançável ou não o delito), intimado por edital 
(CPP, art. 420, I e parágrafo único). Anteriormente à aludida lei, 
não se admitia a citação editalícia (não sendo localizado o réu 
para intimação pessoal, suspendia-se o processo até que fosse 
ele localizado). 
546. Correto. O Tribunal, a requerimento do Ministério Público, do 
assistente, do querelante ou do acusado ou mediante 
representação do juiz competente, poderá determinar o 
desaforamento (deslocamento) do julgamento para outra 
comarca da mesma região, onde não haja motivos da dúvida, 
preferindo-se as mais próximas (CPP, art. 427, “caput”, do CPP). 
547. Errado. Tanto o libelo como a contrariedade do libelo-crime 
foram revogados pela Lei 11.689/2008, que entrou em vigor em 
09 de agosto de 2008. 
548. Errado. A decisão que pronuncia o réu faz coisa julgada 
unicamente formal. Ressalva-se desta imutabilidade somente a 
hipótese de verificação superveniente de circunstância que altere 
a classificação do crime. “Ainda que preclusa a decisão de 
pronúncia, havendo circunstância superveniente que altere a 
classificação do crime, o juiz ordenará a remessa dos autos ao 
Ministério Público” (CPP, art. 421, § 1º). 
549. Errado. O Min. Ricardo Lewandowski (relator), no julgamento do 
HC 87395/PR, em 26 de novembro de 2009, asseverou