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Apostila Geotecnia experimental

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cm
 
Figura 2.11 – Esquema de perfuração por percussão e amostragem. 
A mostra colhida é submetida a exame táctil-visual e suas características principais são anotadas. 
Estas amostras são, então, guardadas em recipientes impermeáveis para análises posteriores. 
Rideci Farias. Haroldo Paranhos. 
Engenheiro Civil e Geotécnico, D. Sc. Engenheiro Civil e Geotécnico, M. Sc. 
CREA/ PA 9736 – D. CREA/DF 9649 – D. 
Geotecnia Experimental - 1º semestre 2012 23 
2.1.2.6. Resistência à penetração - SPT 
Ainda que o exame da mostra possa fornecer uma indicação da consistência ou compacidade do 
solo, geralmente a informação referente ao estado do solo é considerada com base na resistência que 
ele oferece à penetração do amostrador. 
Durante a amostragem, são anotados os números de golpes do martelo necessários para cravar cada 
trecho de 15 cm do amostrador. Desprezam-se os dados referentes ao primeiro trecho de 15 cm e 
define-se resistência à penetração como sendo o número de golpes necessários para cravar 30 cm do 
amostrador, após aqueles primeiros 15 cm. 
A resistência à penetração é também referida como o número N do SPT ou, simplesmente, como 
SPT do solo, sendo o SPT as iniciais de “Standard Penetration Test”. 
Quando o solo é tão fraco que a aplicação do primeiro golpe do martelo leva a uma penetração 
superior a 45 cm, o resultado da cravação deve ser expresso pela relação deste golpe com a 
respectiva penetração. Por exemplo, 1/58. 
Em função da resistência à penetração, o estado do solo é classificado pela compacidade, quando 
areia ou silte arenoso, ou pela consistência, quando argila ou silte argiloso. Estas classificações são 
apresentadas na Tabela 2.1, de acordo com a norma NBR 6484/2001 e com a proposta original de 
Terzaghi. As diferenças decorrem do fato da energia de cravação do amostrador ser diferente no 
Brasil e nos Estados Unidos, em virtude, principalmente, da maneira diferente como o martelo é 
acionado. 
 
Tabela 2.1 - Estados de compacidade e de consistência dos solos (NBR 6484 / 2001). 
 
 
Observação 2.5: Como forma de resumo, tem-se que a sondagem a percussão SPT é um 
procedimento geotécnico de campo, capaz de amostrar o subsolo. Quando associada ao ensaio de 
penetração dinâmica (SPT), mede a resistência do solo ao longo da profundidade perfurada de 
forma que ao se realizar uma sondagem pretende-se conhecer principalmente: 
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a) o tipo de solo atravessado pela retirada de uma amostra deformada, a cada metro perfurado; 
b) a resistência (N) oferecida pelo solo à cravação do amostrador padrão, a cada metro perfurado; 
c) a posição do nível ou dos níveis d’água, quando encontrados durante a perfuração. 
Observação 2.6: São muitas as maneiras de se relacionar os números do SPT, obtidos na sondagem 
à percussão, com a resistência do solo. Uma maneira bastante rápida de se correlacionar esses 
valores é usando a fórmula empírica a seguir: 
 
1−= Nadmσ (kgf/cm2) 
Onde: 
admσ é a tensão admissível à compressão do solo, também denominada “taxa do solo”; e, 
N é o número de golpes para cravar os últimos 30 cm, ou SPT. 
 
Como exemplo, ao se ter o valor do SPT igual a 10 (N = 10), tem-se para a tensão admissível: 
 
1−= Nadmσ → 110 −=admσ 
 
2/3 cmkgfadm =σ → 2/3 cmkgfadm =σ ou 2/30 mtonadm =σ 
 
Observação 2.7: Outra forma bastante utilizada é dividir o valor do SPT por 3; 4 ou 5, dependendo 
se o solo for areia, silte ou argila, respectivamente, e assim tem-se a resistência do solo em kgf/cm2. 
 
2.1.2.7. Apresentação dos resultados 
Os resultados são apresentados em perfis do subsolo, como se mostra nas Figuras 2.12 e 2.13, onde 
são apresentadas as descrições de cada solo encontrado, as cotas correspondentes a cada camada, a 
posição do nível d’água (ou níveis d’água) a sua eventual pressão, a data em que foi determinado o 
nível d’água e os valores da resistência à penetração do amostrador. Quando não ocorre penetração 
de todo o amostrador, registra-se o SPT em forma de fração (por exemplo, 30/14, indicando que 
para 30 golpes houve penetração de 14 cm). 
Sondagens feitas com proximidade (por exemplo, a cada 20 m) permitem o traçado de seções do 
subsolo, que ligam as cotas de materiais semelhantes na hipótese de que as camadas sejam 
contínuas. 
2.1.2.8. Programação de sondagens 
A programação das sondagens, número, disposição e profundidade dos furos dependem do 
conhecimento prévio que se tenha da geologia local, do solo e da obra específica para a qual se está 
fazendo prospecção. Recomendações sobre a programação de sondagens são feitas na norma NBR 
8036/1983. 
Observação 2.8: Recomenda-se também, além das Normas NBR 6484/2001 e 8036/1983, a leitura 
das Normas NBR 6122/2010; NBR 9603/1986 e NBR 13441/1995. 
As Fotos 2.38 a 2.45 mostram execução de sondagens. 
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Foto 2.38 – Execução de sondagem. Avanço por lavagem. 
 
 
Foto 2.39 – Execução de sondagem SPT. 
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Foto 2.40 – Material da lavagem do furo de 
sondagem. 
 
Foto 2.41 – Limpeza do furo de sondagem com 
o balde. 
 
Foto 2.42 - Limpeza do furo de sondagem com 
o balde. 
 
Foto 2.43 – Material da lavagem retirado do 
furo de sondagem. 
 
 
Foto 2.44 – Solo recuperado no amostrador da 
sondagem. 
 
Foto 2.45 – Solo recuperado no amostrador da 
sondagem. 
 
Rideci Farias. Haroldo Paranhos. 
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