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Trabalho de Conclusão de Curso (1)

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2.6 	Principais Fontes Geradoras de Resíduos de Classe A 	24
2.7 	Transporte de Resíduos 	28
2.8 	Gerenciamento de Resíduos de Classe A 	29
2.9 	Redução, Reutilização e Reciclagem 	31
3	ESTUDO DE CASO 	35
3.1 	Construções Selecionadas 	35
3.2 	Estudo de caso 	35
3.3 	Análise 	38
4	CONCLUSÃO 	40
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 	42
APÊNDICES 	46
Apêndice A – Lista de Normas e Regulamentos Acerca dos Resíduos Sólidos 	47
Apêndice B – Questionário 	48
ix
INTRODUÇÃO
Nos últimos anos, o setor da Construção Civil passou por grandes transformações decorrentes não só das mudanças promovidas pela economia na década de 90, mas, acima de tudo, da necessidade deste setor em reduzir o desperdício e de melhorar sua gestão de resíduos sólidos.
Este setor é essencial para atender necessidades e anseios da sociedade, ao proporcionar abrigo, conforto e qualidade de vida para indivíduos, famílias e comunidades, bem como estimular o crescimento e produzir riquezas para empresas e governos. Ademais, trata-se de um setor responsável pela implantação de infraestrutura de base como geração de energia, saneamento básico, comunicações, transporte e espaços urbanos, além da execução de edifícios públicos e privados, com o objetivo de prover moradia, trabalho, educação, saúde e lazer em nível de cidade, estado e nação (CONSTRUSAID, 2016).
Fora o papel de melhorar cada vez mais a qualidade de vida da sociedade, a construção civil também tem forte influência na economia brasileira, com participação de 5,5% no PIB nacional, segundo o IBGE (2015) e a cadeia produtiva da industria da construção teve participação de 10,7% no PIB nacional, segundo a FIESP (2015). Então a construção civil tem uma enorme importância na sociedade, portanto, é sempre interessante ajustar e renovar as práticas de construir, buscando otimizar a produção, economia, qualidade e o ambiente.
O Distrito Federal, cidade planejada para abrigar a capital do Brasil, não é muito diferente do restante do território nacional. O projeto inicial não previa a população atual, sendo que a população esperada era de apenas 500 mil habitantes (MENEZES, 2010). Hoje, este número perpassa 2,9 milhões, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2016). A capital brasileira expandiu-se e foi dividida em mais de 30 regiões administrativas, o que motivou o surgimento de preocupações relativas a aspectos financeiros e meio ambiente.
O aumento populacional no DF, provocou alguns impactos ambientais e prejuízo aos cofres públicos, pois, com o impacto ambiental fica cada vez mais caro manter uma boa qualidade de vida para a sociedade.
O crescimento populacional incentivou o mercado imobiliário, edificações começaram a ocupar espaços vazios, no ano de 2014, foi gerado no DF, segundo informações do SLU (2015), em torno de 6.000 a 8.000 toneladas de resíduos sólidos da construção civil, por dia.
Justificativa 
Ao mesmo tempo que o setor da Construção Civil é essencial para a sociedade, o mesmo também é responsável por uma parcela significativa do consumo de recursos naturais, incluindo energia e água, além de ser um dos maiores responsáveis pela geração de resíduos sólidos e pela emissão de gases de efeito estufa (AGOPYAN et al, 2011).
A construção consome de uma forma geral mais material do que seria necessário. No entanto, é importante lembrar que as perdas fazem parte de quaisquer processos de produção. Cabe aos construtores, como também aos responsáveis pela produção nas outras indústrias, buscar a sua minimização (SOUZA, 2005). 
As perdas exageradas gera uma cadeia de problemas, pois quanto mais material é desperdiçado, mais o governo gasta para transportar e despejar em locais corretos, mais gera impacto ambiental com a retirada de recursos naturais e com resíduos depositados em aterros clandestinos, e além disso, quanto mais material perdido, mais aumenta o orçamento da própria construção. Então, diminuindo a perda, pode-se diminuir uma série de outros problemas. 
Com relação à este assunto, pesquisadores afirmam que a cada 3 obras, é possível executar 15% de uma outra obra apenas com os resíduos gerados e desperdiçados. Buscar minimizar tais perdas é um ponto que muitos estão buscando implantar nos canteiros de obra, nas construtoras, nos fornecedores de materiais e sociedade, mas no Brasil, até o momento, essa prática não obteve o êxito esperado.
 Depois de muitos anos de estudos, a lei 12.305 de 2 de agosto de 2010, estabelece a Política Nacional dos Resíduos Sólidos, que tem como um de seus objetivos o gerenciamento de resíduos sólidos gerados na construção civil. A lei se aplica a pessoas físicas ou jurídicas, de poder público ou privado, responsáveis direta ou indiretamente pela geração dos resíduos, ou seja, a lei estabelece que cada um tem que fazer a sua parte e gerenciar os seus resíduos, inclusive os domésticos e hospitalares (BRASIL, 2010). A resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente/Conama 307, de 2002, válida em todo país, complementa a PNRS, tratando exclusivamente dos resíduos da construção civil. A resolução determina que todos os municípios e o Distrito Federal (DF) devem possuir um plano integrado de gerenciamento de resíduos da construção civil. Determina ainda que todos esses resíduos devem ser separados por classes, estabelecidas na resolução e encaminhados à reciclagem (BRASIL, 2002). 
Objetivos 
Objetivo Geral
Verificar a implantação das práticas estabelecidas na Resolução 307 do CONAMA, na redução de perdas de materiais de construção de classe A, em obras de edificações residenciais.
Objetivos Específico
Identificar as principais fontes geradoras de resíduos de classe A.
Identificar os locais de descarte de resíduos de classe A das edificações.
Identificar as práticas adotadas por empresas construtoras no gerenciamento de resíduos sólidos de classe A.
Sugerir melhorias no gerenciamento de resíduos de classe A.
EMBASAMENTO TEÓRICO
Resíduos Sólidos
É comum o uso do termo lixo e resíduo para uma mesma designação. Apesar de terem significações distintas, costumam aparecer como sinônimos, mesmo em trabalhos e artigos técnicos. Esse erro costuma ocorrer pelo fato de todo resíduo poder ser classificado como lixo, mas nem todo lixo pode ser classificado como resíduo.
A Política Nacional dos Resíduos Sólidos, define resíduos sólidos como todo material, substância, objeto ou bem descartado resultante de atividades humanas em sociedade (BRASIL, 2010). 
Sendo assim, por resíduos entende-se tudo aquilo que não é aproveitado nas atividades humanas, proveniente das indústrias, comércios e residências. Resíduos sólidos é o termo utilizado para denominar o “lixo” sólido e semissólido proveniente de residência, indústrias, hospitais, comércio, serviços de limpeza urbana, agricultura, construções, etc. (CONCEITO DE, 2015).
É de grande importância entender a conceituação de resíduos, porém, é mais importante saber classifica-los para executar uma triagem correta.
A ABNT classifica os resíduos por sua periculosidade, quanto ao seu risco para o meio ambiente e a saúde pública, para que possam ser gerenciados corretamente. Os considerados perigosos são denominados de Classe I e os não perigosos de Classe II A (não inertes) e Classe II B (inertes). A NBR 10.004/2004 (ABNT, 2004), define resíduos sólidos como "resíduos nos estados sólidos e semissólidos que resultam de atividades industrial, doméstica, hospitalar, comercial, agrícola, de serviços e de varrição...".
A Figura 1 mostra que, ao apresentar características de inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade e patogenicidade, um resíduo é enquadrado na Classe I. Caso contrário, se avalia a presença de solubilizados em concentrações superiores a valores padrões fixados em normas, e então se enquadra nos resíduos de Classe II A ou Classe II B. 
Figura 1 - Caracterização e classificação de resíduos
Fonte: ABNT, 2004
Porém, a separação destes resíduos por sua periculosidade não é o bastante

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