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Oficina Literária - Avaliando o Aprendizado

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Aula 1 
1
a
 Questão (Ref.: 201504522709) 
 
 
O poema abaixo pertence ao Cancioneiro de Fernando Pessoa. "Ah, quanta vez, na hora suave Em que me esqueço, Vejo 
passar um vôo de ave E me entristeço! Por que é ligeiro, leve, certo No ar de amávio? Por que vai sob o céu aberto Sem 
um desvio? Por que ter asas simboliza A liberdade Que a vida nega e a alma precisa? Sei que me invade Um horror de 
me ter que cobre Como uma cheia Meu coração, e entorna sobre Minh'alma alheia Um desejo, não de ser ave, Mas de 
poder Ter não sei quê do vôo suave Dentro em meu ser." Fernando Pessoa. Obra poética. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 
1995. p. 138 Que relação o eu lírico estabelece entre a tristeza e a liberdade? 
 
 Complementação 
 Unívoca 
 Negação 
 Comparação 
 Oposição 
 
 2
a
 Questão (Ref.: 201504524468) 
 
 
O texto pode ser classificado como: 
 
 um elemento do processo comunicativo que apresenta um entrelaçamento de ideias, as quais são costuradas 
através das palavras. 
 um elemento do processo comunicativo que apresenta um entrelaçamento de ideias, sem compromisso com a sua 
extensão final 
 um elemento do processo comunicativo que apresenta um entrelaçamento de pontuação sofisticadamente 
empregada 
 um elemento do processo comunicativo que apresenta um desapego pela significação e com a lógica 
 um elemento do processo comunicativo que apresenta um entrelaçamento de idéias desconexas. 
 
 3
a
 Questão (Ref.: 201504522713) 
 
 
Leia o que disse João Cabral de Melo Neto, poeta pernambucano, sobre a função de seus textos. "Falo somente com o 
que falo: a linguagem enxuta, contato denso; falo somente do que falo: a vida seca, áspera e clara do sertão; falo 
somente por quem falo: o homem sertanejo sobrevivendo na adversidade e na míngua. Falo somente para quem falo: 
para os que precisam ser alertados para a situação da miséria no Nordeste." Para João Cabral de Melo Neto, no texto 
literário: 
 
 A linguagem pode ser separada do tema, e o escritor deve ser o delator do fato social para todos os 
leitores 
 A linguagem do texto não deve ter relação com o tema, e o autor deve ser imparcial para que seu texto 
seja lido 
 blablabla 
 A linguagem do texto deve refletir o tema, e a fala do autor deve denunciar o fato social para 
determinados leitores 
 O escritor deve saber separar a linguagem do tema e a perspectiva pessoal da perspectiva do leitor 
 
 4
a
 Questão (Ref.: 201504524414) 
 
 
Leia atentamente a estrofe que se segue e responda a questão proposta. Carnavália Repique tocou O surdo escutou E o 
meu corasamborim Cuíca gemeu, será que era meu, quando ela passou por mimANTUNES, A; BROWN, C; MONTE, 
C. Tribalistas, 2002 (fragmento). No terceiro verso, o vocábulo corasamborim, que é a junção 
coração+samba+tamborim, refere-se, ao mesmo tempo, a elementos que compõem uma escola de samba e à situação 
emocional em que se encontra o autor da mensagem, com o coração no ritmo da percussão. Essa palavra corresponde a 
um: 
 
 estrangeirismo, uso de elementos lingüísticos originados em outras línguas e representativos de outras 
culturas 
 regionalismo, por ser palavra característica de determinada área geográfica 
 neologismo, criação de novos itens linguísticos, pelos mecanismos que o sistema da língua disponibiliza 
 gíria, que compõe uma linguagem originada em determinado grupo social e que pode vir a se disseminar 
em uma comunidade mais ampla 
 termo técnico já que tem a ver com um instrumento usado por grupos específicos 
 
 5
a
 Questão (Ref.: 201504524469) 
 
 
Como exemplo de texto literário temos: 
 
 o romance 
 a reportagem jornalística 
 o relatório 
 a crítica de arte 
 o ensaio político 
 
 6
a
 Questão (Ref.: 201504522819) 
 
 
Leia o poema que se segue e responda à questão, tendo em vista o que se estudou sobre literatura e ideologia. 
 O Último Pajé 
Cheio de angústia e de rancor, calado, Solene e só, a fronte carrancuda, Morre o velho Pajé, crucificado Na sua dor, 
tragicamente muda. Vê-se-lhe aos pés, disperso e profanado, O troféu dos avós: a flecha aguda, O terrível tacape 
ensangüentado, Que outrora erguia aquela mão sanhuda. Vencida a sua raça tão valente, Errante, perseguida 
cruelmente, Ao estertor das matas derrubadas! 'Tupã mentiu!' e erguendo as mãos sagradas, Dobra o joelho e a calva 
sobranceira Para beijar a terra brasileira." Péthion de Villar. A morte do pajé. 1978. 
Algumas palavras usadas pelo autor revelam a sua ótica em relação à situação do indígena numa terra colonizada. Qual 
seria essa ótica? 
 
 Fidelidade ao colonizador, introduzida por palavras elogiosas a ele 
 Insensibilidade, caracterizada pela ausência de vocábulos que exprima sentimentos 
 Vergonha da herança indígena no Brasil. 
 Simpatia à causa indígena, marcada por termos de conotação negativa 
 Apóio à realidade do Brasil colônia 
Aula 2 
1
a
 Questão (Ref.: 201504522756) 
 
 
A estrofe abaixo foi retirada de um dos sonetos camonianos mais conhecidos. Leia com atenção e responda ao 
questionamento proposto. 
Amor é fogo que arde sem se ver; 
É ferida que dói e não se sente; 
É um contentamento descontente; 
É dor que desatina sem doer. 
Podemos perceber que o texto acima é um texto literário, pois: 
 
 É dotado de caráter objetivo 
 É composto por uma linguagem poética 
 É predominantemente referencial 
 É composto por uma narrativa 
 É isento de emotividade 
 
 2
a
 Questão (Ref.: 201504522827) 
 
 
Leia com atenção trecho proposto: 
"Fundamentamo-nos, pois, em uma concepção sociocognitivo-interacional de língua que privilegia os sujeitos e seus 
conhecimentos em processos de interação. O lugar mesmo de interação -como já dissemos - é o texto cujo sentido "não 
está lá", mas é construído, considerando-se, para tanto, as "sinalizações" textuais dadas pelo autor e os conhecimentos do 
leitor, que, durante todo o processo de leitura, deve assumir uma atitude "responsiva ativa". (BAKHTIN, 1992:290). 
Assinale a alternativa em se observe a proposta de Bakhtin: 
 
 Uma atitude passiva diante do processo de leitura, sendo as partes reconhecidamente distantes 
 Que o leitor, concorde ou não com as ideias do autor, complete-as, adapte-as etc., uma vez que "toda 
compreensão é prenhe de respostas e, de uma forma ou de outra, forçosamente¿ 
 Que o leitor domina o processo de leitura, já que é o destinatário do texto 
 Uma atividade de leitura totalmente autônoma, pois as partes são independentes 
 Que o autor domina o processo de leitura, sendo o comandante do processo 
 
 3
a
 Questão (Ref.: 201504523033) 
 
 
O que é cultura? 
 
 Não se pode definir cultura, já que é um elemento de difícil percepção na sociedade humana 
 Trata-se de um conjunto de normas, símbolos e mitos que procura aceitação por um grupo 
 Trata-se de um conjunto de normas, símbolos e mitos particulares a cada indivíduo isoladamente 
 Trata-se de um conjunto de normas, símbolos e mitos impostos a um grupo por meio da validação da vontade de 
poucos 
 Trata-se de um conjunto de normas, símbolos e mitos e imagens validado na aceitação e adoção por parte de um 
grupo 
 
 4
a
 Questão (Ref.: 201504522752) 
 
 
Em relação à obra literária, podemos afirmar que: 
 
 Ela é refratária à sociedade, já que o permanece à margem da mesma 
 Ela é não refratária à sociedade, mesmo que o permaneça à margem da mesma 
 Ela não funciona como o espelho da sociedade, fornecendo dados imprecisos para a sua análise e compreensão 
 Ela funciona como o espelho da sociedade, fornecendo dados para a sua análise e compreensão 
 Ela funciona com um espelho parcial da sociedade, pois é incapazde dar conta da sua representação 
 
 5
a
 Questão (Ref.: 201504522854) 
 
 
Da relação de Machado de Assis com a realidade que o cercava resultou um fino espírito crítico, cuja acidez incide sobre 
a figura humana e a sociedade como um todo. O casamento do diabo Satan teve um dia a idéa De casar. Que original: 
Queria mulher não feia Virgem corpo, alma leal. Toma um conselho de amigo Não te cases, Belzebú; Que a mulher, 
como ser humano, É mais fina do que tu. Cortou unhas, cortou rabo, Cortou as pontas, depois Sahio o nosso diabo, 
Como o heroe dos heroes. Toma um conselho de amigo Não te cases, Belzebú; Que a mulher, como ser humano, É mais 
fina do que tu. Casar era a sua dita; Correo por terra e por mar, Encontrou mulher bonita E tratou de a sequestrar Toma 
um conselho de amigo Não te cases, Belzebú; Que a mulher, como ser humano, É mais fina do que tu. Elle quis, ella 
queria Poseram mão sobre mão, E na melhor harmonia Verificou-se a união. Toma um conselho de amigo Não te cases, 
Belzebú; Que a mulher, como ser humano, É mais fina do que tu. Passou-se um anno, e ao diabo Não se cresceram por 
fim, Nem as unhas, nem o rabo... Mas as pontas, essas sim... Toma um conselho de amigo Não te cases, Belzebú; Que a 
mulher, como ser humano, É mais fina do que tu. Machado de Assis Em O casamento do diabo, um dos raros momentos 
em que o autor escreve em verso, Machado dialoga com a realidade sob a forma de: 
 
 desconfiança 
 ironia 
 repulsa 
 desprezo 
 elogio 
 
 6
a
 Questão (Ref.: 201504524475) 
 
 
Podemos definir catharsis como: 
 
 a composição baseada em rima alternadas 
 a imitação da realidade no ambiente literário 
 a libertação promovida pela criação artística 
 a narrativa no presente 
 a escrita baseada na versificação 
Aula 3 
1
a
 Questão (Ref.: 201504522873) 
 
 
Considere a seguinte afirmação: 
" ____________é uma narrativa literária de grande extensão e caráter heróico que atinge interesses sociais e 
nacionais onde se movimentam deuses e heróis." 
Marque a alternativa em que se encontre o termo que melhor completaria a lacuna: 
 
 análise 
 poesia 
 terceto 
 epopéia 
 crítica 
 
 2
a
 Questão (Ref.: 201504523037) 
 
 
A epopéia é um gênero que apresenta valores de uma única classe social que os cede. Essas classes envolvidas nessa 
troca grandiosa e histórica são: 
 
 Reis e príncipe 
 aristocracia e o povo 
 Povo e mulheres 
 Príncipes e nobres 
 povo e os camponeses 
 
 3
a
 Questão (Ref.: 201504523046) 
 
 
Quanto ao gênero épico, não podemos dizer que: 
 
 Expressa, sempre, o interesse nacional e social 
 Há, também, uma atmosfera maravilhosa onde o sobrenatural toma forma 
 O texto épico é o espaço de representação da coletividade 
 Neste universo narrativo, o homem só tem espaço como ser único, ou seja, como portador de uma 
individualidade 
 É uma narrativa de caráter heróico, grandioso 
 
 4
a
 Questão (Ref.: 201504523049) 
 
 
Quem é o narrador da epopéia? 
 
 Um representante do povo 
 Um deus 
 Um representante da aristocracia 
 Um soldado 
 Um camponês 
 
 5
a
 Questão (Ref.: 201504754799) 
 
 
É correto dizer que a Epopeia é: 
 
 uma narrativa longa cujo objetivo é informar. 
 uma narrativa curta, extremamente objetiva. 
 uma narrativa literária, compromissada com o riso. 
 uma narrativa curta, com forte traço cômico. 
 uma narrativa longa de caráter heroico e grandioso. 
 
 6
a
 Questão (Ref.: 201504522838) 
 
 
Qual das características abaixo relaciona-se ao gênero épico? 
 
 Objetividade 
 Descontinuidade cronológica 
 Falta de personagens 
 Estrutura narrativa 
 Crítica à realidade 
Aula 4 
1
a
 Questão (Ref.: 201504522868) 
 
 
Assim, ________deve sempre oscilar entre a ficção e a realidade. Deve não apenas fazer o leitor sonhar, mas também 
fazê-lo refletir. Ficção-realidade, mas fazendo sonhar, criar um mundo fora deste mundo. (Baudelaire). Deve-se 
prender a atenção do leitor através de elementos verdadeiros e autênticos, não o deixando perder-se dentro de um 
labirinto louco. 
 O termo que melhor preencheria a lacuna acima é: 
 
 O poema 
 O resumo 
 O sermão 
 O relatório 
 O romance 
 
 2
a
 Questão (Ref.: 201504522865) 
 
 
O romance é uma mistura, um condensado de ficção e realidade. Estes dois critérios devem modelar-se e articular-se de 
maneira equilibrada. A coesão, a força do romance, provém tanto das qualidades de imaginação quanto da análise dos 
fatos reais do autor. Nesse sentido, podemos dizer que 
 
 o romance não tem apelo suficiente, pois é difícil de ser lido, afastando o ser humano em geral 
 a força do romance está no distanciamento que se materializa nas suas entrelinhas, devido ao autor 
realidade. 
 a força do romance varia de acordo com as palavras que o povoam. 
 a força do romance está no fato de sua estrutura estar baseada no real e no modo como ele é visto e 
reproduzido pelo autor. 
 o romance tende a perder a sua força, já que o distanciamento da realidade é a sua maior característica. 
 
 3
a
 Questão (Ref.: 201504522866) 
 
 
O romance é uma mistura, um condensado de ficção e realidade. Estes dois critérios devem modelar-se e articular-se de 
maneira equilibrada. A coesão, a força do romance, provém tanto das qualidades de imaginação quanto da análise dos 
fatos reais do autor. Análise, pressupõe auto-análise, na qual se deve interrogar-se sobre seus próprios sentimentos, sua 
maneira de viver, de sentir as coisas. É necessário analisar sua relação pessoal com o mundo e com os outros (no 
passado, no presente e no futuro). Qual é a evolução individual dos personagens no que se refere a sexo, idade, 
sociedade, lugares onde vive, etc. Análise objetiva da existência: viver, amar, sofrer, morrer. Interrogar-se sobre o 
sentido da existência humana (fora de todo contexto de sexo ou idade). Analise dos fatos históricos, sociais, etc., 
segundo a época e o lugar escolhido: é indispensável respeitar um mínimo de autenticidade (não hesitar na utilização 
de documentos caso necessário, os quais podem ser encontrados numa biblioteca ou em revistas especializadas). 
A partir da leitura do texto acima, marque a alternativa que define corretamente romance: 
 
 é um gênero em contradição constante, pois a realidade não o afeta 
 é um gênero de desinformação constante, já que se baseia na fuga da realidade. 
 é um gênero acessível para uma classe de leitores especificamente eruditos. 
 é um gênero em formação constante, atualizando-se a cada experiência de redação e leitura. 
 é um gênero sem identidade, pois não é possível defini-lo. 
 
 4
a
 Questão (Ref.: 201504522835) 
 
 
O trecho que se segue foi extraído da obra O cortiço, de Aluísio Azevedo: 
Ninguém ali sabia ao certo se a Machona era viúva ou desquitada, os filhos não se pareciam um com os outros. A Das 
Dores sim afirmavam que fora casada e que largara o marido para meter-se com um homem do comércio[...] 
Na passagem retirada da obra, podemos perceber que o foco narrativo: 
 
 É o narrador-intruso, pois, ainda que não participe da trama quer dar palpite 
 É externo ou de Terceira Pessoa, pois o narrador dialoga com outro personagem 
 É externo ou Onisciente, pois o narrador apresenta total conhecimento das coisas 
 É externo ou de Terceira Pessoa, pois observa os fatos, desconhecendo daos passados 
 É Interno ou de Primeira Pessoa, pois relata sua experiência pessoal 
 
 5
a
 Questão (Ref.: 201504524471) 
 
 
Se compararmos o romance e a epopéia veremos que a grande diferença entre os dois gêneros diz respeito 
 
 ao fatodos dois textos estarem calcados na herança histórica de um povo. 
 À questão do tempo, já que a epopéia desenrola-se no passado e o romance, no presente 
 Ao fato de que o romance apresenta um personagem principal, ao contrário da epopéia. 
 Ao fato da epopéia ter começo, meio e fim; dieferentemente do romance, que não tem uma conclusão óbvia. 
 Na verdade, não existe nenhuma diferença entre os gêneros 
 
 6
a
 Questão (Ref.: 201504524472) 
 
 
Quanto à estrutura do romance, podemos dizer que este gênero é formado por 
 
 enredo, ação, tempo, espaço e ponto de vista 
 enredo, personagens, espaço e ponto de vista 
 enredo, personagens, tempo, ambiente e ponto de vista 
 enredo, personagens, tempo, espaço e ponto de vista 
 enredo, personagens, tempo, espaço e ponto de partida 
Aula 5 
1
a
 Questão (Ref.: 201505115283) 
 
 
Ao contrário do romance, o conto é uma narrativa curta. Não há espaço para o crescimento da personagem. Sendo assim, 
que perfil tem a personagem do conto? 
 
 Ela sofre variações. Pode passar de vilã à heroína. 
 Ela apresenta múltiplas faces. O leitor não consegue defini-la. 
 Ela é vista pelo leitor em, apenas, um momento de sua existência, por isso não apresenta variação 
psicológica. 
 É uma personagem dinâmica. Apresenta variações de temperamento ou de caráter. 
 Ela leva ao leitor a um mergulho na alma humana, pois desenvolve temas complexos que movem o ser 
humano. 
 
 2
a
 Questão (Ref.: 201504524415) 
 
 
Joaquim Machado de Assis, cronista, contista, dramaturgo, jornalista, poeta, novelista, romancista, crítico e ensaísta 
nasceu no Rio de Janeiro, em 21 de Junho de 1839. Filho de um operário mestiço de negro e português, Francisco José 
de Assis, aquele que viria a tornar-se o maior escritor do país e um mestre da língua, perde a mãe muito cedo e é criado 
pela madrasta, Maria Inês, também mulata, que se deica ao menino dedica ao menino e o matricula na escola pública, 
única que freqüentou o auto didata Machado de Assis. Considerando os seus conhecimentos sobre os gêneros textuais, o 
texto citado constitui-se de: 
 
 explicações da vida de um renomado escritor, com estrutura argumentativa, destacando como tema seus 
principais feitos 
 fatos ficcionais relacionados a outros de caráter realista relativos à vida de um renomado escritor 
 representações generalizadas acerca da vida de membros da sociedade por seus trabalhos e vida cotidiana 
 questões controversas e fatos diversos da vida de personalidade histórica, ressaltando sua intimidade 
familiar em detrimento de seus feitos públicos 
 apresentação da vida de uma personalidade, organizada sobretudo pela ordem tipológica da narração, com 
um estilo marcado por linguagem objetiva 
 
 3
a
 Questão (Ref.: 201504524432) 
 
 
O conto deve ser simples, sem grandes complicações ou jogos psicológicos profundos e complexos. Essa afirmativa é: 
 
 Correta. O conto não se enquadra em qualquer regra ou padrão 
 Correta. O conto é um momento textual sem muitas peripécias ou relações psicológicas mais profundas 
 Falsa. No conto, o que importa é a descrição pormenorizada do cenário 
 Falsa. O conto está diretamente ligado à etensão da Epopéia 
 Falsa. Esse tipo de questionamento não se aplica ao conto 
 
 4
a
 Questão (Ref.: 201504524404) 
 
 
Sabemos que os diferente modos de narrar indicam diferentes relações com o tempo em que o enredo se desenvolve. No 
conto, como funciona o tempo em relação ao desenvolvimento da narrativa? 
 
 O autor do conto n.ao tem noção de tempo 
 Nem se questiona o quesito tempo nesta narrativa 
 Neste tipo de narrativa o tempo passa arrastado. 
 Tudo, neste tipo de narrativa, se passa em um tempo curtíssimo. São, apenas, algumas horas ou dias. 
 O leitor gosta de narrartivas longas 
 
 5
a
 Questão (Ref.: 201504522887) 
 
 
Qual das características abaixo não diz respeito ao Conto? 
 
 O conto é conciso 
 O conto é mais curto que a novela ou o romance 
 O conto tem uma estrutura fechada, desenvolve uma história e tem apenas um clímax 
 Num romance, a trama desdobra-se em conflitos secundários, o que não acontece com o conto 
 O conto tem uma estrutura que só se desenvolve satisfatoriamente num elevado número de páginas 
 
 6
a
 Questão (Ref.: 201504522880) 
 
 
Herdeiro da_______ , o romance moderno é tipicamente um gênero____ , assim como a______ e o_____ . No romance, 
uma________ pode surgir em meio a história e desaparecer depois de cumprir sua função. Outra distinção importante é 
que no romance o final é um enfraquecimento de uma combinação e ligação de elementos heterogêneos. 
 
 narrativo, epopéia,novela, conto, personagem 
 personagem, epopéia, narrativo, novela, conto 
 epopéia, novela, narrativo, conto, personagem 
 epopéia, narrativo, novela, conto, personagem 
 epopéia, novela, conto, personagem, narrativo 
Aula 6 
1
a
 Questão (Ref.: 201504757322) 
 
 
Ligada ao tempo (chrónos), ou melhor, ao seu tempo, a crônica o atravessa por ser um registro poético e muitas vezes 
irônico, através do que se capta o imaginário coletivo em suas manifestações cotidianas. (Angélica Soares) Entre as 
afirmativas abaixo, marque a única que não corresponde à crônica. 
 
 Ela se utiliza do diálogo, do monólogo, da alegoria, da confissão, da entrevista, do verso, da resenha, de 
personalidades reais e ficcionais. 
 É uma narrativa curta. 
 A crônica é um gênero híbrido que oscila entre a literatura e o jornalismo, resultado da visão pessoal, 
particular, subjetiva do cronista ante um fato qualquer. 
 Não se afasta reprodução rigorosa dos fatos. 
 Uso da oralidade. 
 
 2
a
 Questão (Ref.: 201505064684) 
 
 
A crônica Maneira de Amar, de Carlos Drummond de Andrade, apresenta uma história simples que tem como 
personagens o jardineiro e suas flores. Observe que há o uso de uma linguagem coloquial. Após a leitura, escolha a 
alternativa que explique a importância desta forma de linguagem para a construção da crônica enquanto narrativa. 
 MANEIRA DE AMAR 
 
O jardineiro conversava com as flores e elas se habituaram ao diálogo. Passava manhãs contando coisas a uma cravina 
ou escutando o que lhe confiava um gerânio. O girassol não ia muito com sua cara, ou porque não fosse homem bonito, 
ou porque os girassóis são orgulhosos de natureza. 
Em vão o jardineiro tentava captar-lhe as graças, pois o girassol chegava a voltar-se contra a luz para não ver o rosto que 
lhe sorria. Era uma situação bastante embaraçosa, que as outras flores não comentavam. Nunca, entretanto, o jardineiro 
deixou de regar o pé de girassol e de renovar-lhe a terra, na devida ocasião. 
O dono do jardim achou que seu empregado perdia muito tempo parado diante dos canteiros, aparentemente não fazendo 
coisa alguma. E mando-o embora,depois de assinar a carteira de trabalho. 
Depois que o jardineiro saiu, as flores ficaram tristes e censuravam-se porque não tinham induzido o girassol a mudar de 
atitude. A mais triste de todas era o girassol, que não se conformava com a ausência do homem. "VOCÊ O TRATAVA 
MAL, AGORA ESTÁ ARREPENDIDO?" "NÃO, RESPODEU, ESTOU TRISTE PORQUE AGORA NÃO POSSO 
TRATÁ-LO MAL. É A MINHA MANEIRA DE AMAR, ELE SABIA DISSO, E GOSTAVA". 
http://pensador.uol.com.br/cronicas_de_carlos_drummond_de_andrade/2/ 
 O uso da linguagem coloquial atende, apenas, a um determinado público. 
 O uso da linguagem coloquial é adequado ao ambiente de trabalho do jardineiro. 
 O uso da linguagem coloquial revela que o assunto não é importante. 
 O uso da linguagem coloquial é adequada ao contexto de fantasia que se revela através da 
conversa entre o jardineiro e suas flores. 
 O uso da linguagem coloquialfaz com que a crônica seja uma forma de narrar, facilmente, 
compreendida por qualquer leitor. 
 3
a
 Questão (Ref.: 201505114621) 
 
 
Tanto a crônica quanto o conto são formas curtas de narrar. Sendo assim, qual das alternativas abaixo apontam a 
principal diferença entre esses dois gêneros literários? 
 
 A crônica se diferencia do conto por apresentar poucas personagens 
 A crônica se diferencia do conto por dar destaque à trivialidade. 
 A crônica se diferencia do conto por nomear as personagens. 
 A crônica se diferencia do conto por apresentar temas com profundidade psicológica. 
 A crônica se diferencia do conto por privilegiar a presença do narrador-personagem 
 
 4
a
 Questão (Ref.: 201505114642) 
 
 
Sabemos que a palavra crônica deriva da palavra grega Chrônos. A partir desta informação, escolha a alternativa que 
estabeleça a relação entre esta forma de narrar e o tempo. 
 
 Trata-se de um conjunto de fatos resgatados de um passado histórico. 
 Trata-se de um conjunto de fatos desordenados, seguindo o fluxo de consciência do narrador. 
 Trata-se de um conjunto de fatos ordenados a partir de um tempo psicológico. 
 Trata-se de um conjunto de fatos que alternam a marcação cronológica com o fluxo de memória. 
 Trata-se de um conjunto de fatos reunidos dentro de uma ordem cronológica. 
 
 5
a
 Questão (Ref.: 201505114739) 
 
 
Dentre as alternativas abaixo, escolha aquela que NÃO apresenta uma informação que nos faz considerar a crônica um 
texto literário. 
 
 O cronista reveste o real de fantasia e imaginação. 
 O cronista tem por objetivo conquistar qualquer leitor. 
 O cronista recria o real de acordo com o seu olhar. 
 O cronista valoriza os aspectos mais comuns do cotidiano 
 O cronista apresenta o real como é. Está centrado, apenas, na referencialidade do jornal. 
 
 6
a
 Questão (Ref.: 201505114631) 
 
 
 Qual das alternativas apresenta uma característica da crônica que a aproxima do gênero lírico? 
 A objetividade 
 A brevidade da narrativa 
 A subjetividade 
 A ausência de narrador 
 A ausência de personagens 
Aula 7 
1
a
 Questão (Ref.: 201505065441) 
 
 
Identifique qual é a alternativa abaixo que não pertence às características do gênero dramático cômico, segundo 
Aristóteles: 
 
 A tipificação e representação dos homens nobres. 
 O final feliz. 
 A crítica social pelo sarcasmo, sátira e ironia. 
 A denúncia dos vícios e da corrupção moral do homem. 
 O caráter lúdico e divertido da linguagem. 
 
 2
a
 Questão (Ref.: 201505065425) 
 
 
O gênero dramático trágico é marcado pelo paradoxo entre: 
 
 O Corifeu e o Coro 
 O Herói e o Coro 
 O Herói e o Vilão. 
 O Olimpo e o Hades 
 O Herói e seu Destino 
 
 3
a
 Questão (Ref.: 201504524381) 
 
 
Qual das características abaixo não pertence ao homem trágico? 
 
 O homem trágico sofre um destino imutável e é movido a viver por uma força interna 
 O homem trágico sofre um choque imenso ao deparar-se com um destino que contraria as suas crenças. 
 O homem trágico envolve-se em situações erradas e chega a cometer atos errados, mas não tem consciência 
disso. 
 O homem trágico é enredado por um destino fora dos seu alcance e que contraria os seus ideais e princípios. 
 O homem trágico vive ao sabor das paixões, totlamente influenciável, pois não tem ideais. 
 
 4
a
 Questão (Ref.: 201505115159) 
 
 
No gênero dramático, o tempo é, apenas, aquele destinado à representação da história. Que relação existe entre o tempo 
e a tensão? 
 
 O tempo ganha ritmo próprio quando o espectador percebe a tensão. 
 O tempo não tem ritmo próprio. Ele é psicológico. Está ligado ao fluxo de consciência das personagens. 
 Quando o herói descarrega a tensão, o espectador percebe a existência do tempo. 
 Não há relação entre o tempo e a tensão. 
 O tempo é marcado pelo fim da tensão. 
 
 5
a
 Questão (Ref.: 201504731549) 
 
 
Existem dois tipos de pathos, no gênero dramático e em suas formas, que são: 
 
 Alegria e tristeza 
 Dor e prazer 
 Ausência e prazer 
 Dor e tristeza 
 Alegria e prazer 
 
 6
a
 Questão (Ref.: 201505056934) 
 
 
Sobre o gênero dramático podemos afirmar que ele se caracteriza por? 
 
 Ausência de narrador 
 Ausência do espaço 
 Ausência de tempo 
 Ausência da concentração dramática 
 Ausência da fala da personagem 
Aula 8 
1
a
 Questão (Ref.: 201504524410) 
 
 
Leia com atenção o poema de Carlos Drummond de Andrade e responda. CONFIDÊNCIA DO ITABIRANO Alguns 
anos vivi em Itabira. Principalmente nasci em Itabira. Por isso sou triste, orgulhoso: de ferro. Noventa por cento de ferro 
nas calçadas. Oitenta por cento de ferro nas almas. E esse alheamento do que na vida é porosidade e comunicação. A 
vontade de amar, que me paralisa o trabalho, Vem de Itabira, de suas noites brancas, sem mulheres e sem horizontes. E o 
hábito de sofrer, que tanto me diverte, é doce herança itabirana. 7 De Itabira trouxe prendas que ora te ofereço: este São 
Benedito do velho santeiro Alfredo Duval; este couro de anta, estendido no sofá da sala de visitas; este orgulho, esta 
cabeça baixa... Tive ouro, tive gados, tive fazendas. Hoje sou funcionário público. Itabira é apenas uma fotografia na 
parede. Mas como dói. Carlos Drummond de Andrade NÃO caracteriza o poema lido: 
 
 o tom intimista e confessional 
 a exaltação da vida presente 
 a visão autocrítica do sujeito 
 o conteúdo memorialístico 
 a marcada presença da primeira pessoa 
 
 2
a
 Questão (Ref.: 201505065413) 
 
 
Sobre o LIRISMO, podemos defini-lo como: 
 
 A expressão impessoal de uma emoção demonstrada por versos livres e brancos. 
 A expressão pessoal de uma razão demonstrada por vias rítmicas e musicais. 
 A expressão impessoal de uma emoção demonstrada por vias rítmicas e musicais. 
 A expressão impessoal de uma razão demonstrada por versos livres e brancos. 
 A expressão pessoal de uma emoção demonstrada por vias rítmicas e musicais. 
 
 3
a
 Questão (Ref.: 201504754800) 
 
 
Écloga, Idílio, Elegia e Balada são exemplo de 
 
 crônicas. 
 contos. 
 tragédias. 
 comédias. 
 formas líricas. 
 
 4
a
 Questão (Ref.: 201504731585) 
 
 
Na antiguidade, se falava numa lírica pessoal e em outra impessoal. Qual das opções abaixo define, claramente, o que é 
lírica pessoal? 
 
 É aquela em que o poeta jamais se insenta de alguma coisa. 
 É aquela em que o poeta fala de si, dos seus sentimentos e de suas ideias. 
 É aquela em que o poeta se insenta de alguma coisa, mas expressa o sentimento da coletividade. 
 É aquela em que o poeta expressa os sentimentos da coletividade. 
 É aquela em que o poeta se expressa, insentando-se. 
 
 5
a
 Questão (Ref.: 201504524412) 
 
 
A poesia também pode revelar uma perspectiva relacionada às posturas pessoais do poeta, como a sua ideologia e 
direcionamento político. É o caso do poeta africano, Agostinho Neto. Abaixo, temos alguns fragmentos da poesia de 
Agostinho e que podem revelar seu engajamento político-social. Tal fato pode ser constatado, EXCETO na alternativa: 
 
 "Hoje/ somos as crianças nuas das sanzalas do mato/ os garotos sem escola a jogar a bola de trapos / nos areais 
ao meio-dia/ somos nós mesmos/ os contratados a queimar vidas nos cafezais/ os homens negros ignorantes/ que 
devem respeitar o homem branco/ e temer o rico." (de ¿Adeus à hora da largada¿) 
 "Ritmo na luz/ ritmo na cor / ritmo no movimento/ ritmo nas gretas sangrentas dos pés descalços/ ritmo nas 
unhas descarnadas / Mas ritmo / ritmo. / Ó vozes dolorosas de África!" (de ¿Fogo e Ritmo¿) 
 "Gostava de estarsentado/ num banco do kinaxixi/ às seis horas duma tarde muito quente/ e ficar.../ Alguém 
viria/ talvez sentar-se / sentar-se ao meu lado/ E veria as faces negras da gente/ a subir a calçada / vagarosamente 
/ exprimindo ausência no kimbundu mestiço/ das conversas" (de ¿Kinaxixi¿) 
 "E nas sanzalas/ nas casas / no subúrbios das cidades/ para lá das linhas / nos recantos escuros das casas ricas/ 
onde os negros murmuram: ainda / O meu desejo / transformado em força/ inspirando as consciências 
desesperadas." (de ¿Aspiração¿) 
 "Medo no ar! Em cada esquina/ sentinelas vigilantes incendeiam olhares/ em cada casa/ se substituem 
apressadamente os fechos velhos/ das portas/ e em cada consciência/ fervilha o temor de se ouvir a si mesma" 
(de Consciencialização) 
 
 6
a
 Questão (Ref.: 201504524411) 
 
 
Concentre-se na leitura do poema de Augusto dos Anjos e responda. PSICOLOGIA DE UM VENCIDO Eu, filho do 
carbono e do amoníaco, Monstro de escuridão e rutilância, Sofro, desde a epigênese da infância, A influência má dos 
signos do zodíaco. Profundissimamente hipocondríaco, Este ambiente me causa repugnância... Sobe-me à boca uma 
ânsia análoga à ânsia Que se escapa da boca de um cardíaco. Já o verme ¿ este operário das ruínas ¿ Que o sangue podre 
das carnificinas Come, e à vida em geral declara guerra, Anda a espreitar meus olhos para roê-los, E há de deixar-me 
apenas os cabelos, Na frialdade inorgânica da terra! A partir da leitura do poema oferecido percebemos que esse eu lírico 
é: 
 
 indeterminado 
 trágico 
 pessoal 
 impessoal 
 oculto 
Aula 9 
1
a
 Questão (Ref.: 201505114572) 
 
 
Leia o texto a seguir: 
 
A obra em si mesma é tudo: se te agradar, fino leitor, pago-me da tarefa; se te não agradar, pago-te com um piparote, e 
adeus. 
Dito isto, expirei às duas horas da tarde de uma sexta-feira do mês de agosto de 1869, na minha bela chácara de Catumbi. 
Tinha uns sessenta e quatro anos, rijos e prósperos, era solteiro, possuía cerca de trezentos contos e fui acompanhado ao 
cemitério por onze amigos. Onze amigos! Verdade é que não houve cartas nem anúncios. Acresce que chovia peneirava 
uma chuvinha miúda, triste e constante, tão constante e tão triste, que levou um daqueles fiéis da última hora a intercalar 
esta engenhosa idéia no discurso que proferiu à beira de minha cova: "Vós, que o conhecestes, meus senhores, vós podeis 
dizer comigo que a natureza parece estar chorando a perda irreparável de um dos mais belos caracteres que tem honrado a 
humanidade. Este ar sombrio, estas gotas do céu, aquelas nuvens escuras que cobrem o azul como um crepe funéreo, tudo 
isso é a dor crua e má que lhe rói à natureza as mais íntimas entranhas; tudo isso é um sublime louvor ao nosso ilustre 
finado." e fiel amigo! Não, não me arrependo das vinte apólices que lhe deixei. E foi assim que cheguei à cláusula dos 
meus dias; 
http://www.biblio.com.br/defaultz.asp?link=http://www.biblio.com.br/conteudo/MachadodeAssis/brascubas.htm 
A compreensão de um romance requer a observação do papel assumido pelo narrador. Como podemos definir a posição do 
narrador a partir dos fragmentos apresentados do romance Memórias Póstumas de Brás Cubas? 
 
 O narrador-personagem adquire liberdade ao narrar do mundo dos mortos. 
 O narrador-observador se comove com o discurso sincero do amigo. 
 O narrador-personagem lamenta sua própria morte. 
 O narrador-personagem revela preocupação com a opinião dos leitores. 
 O narrador-observador tem a oportunidade de constatar a fidelidade dos amigos. 
 2
a
 Questão (Ref.: 201504748777) 
 
 
No romance Memórias Póstumas de Brás Cubas, o narrador coloca tudo e todos no plano do riso. Como podemos 
definir esse riso? 
 
 Trata-se de um riso corrosivo, porque relativiza o papel do narrador. 
 Trata-se de um riso festivo, pois está direcionado, apenas, ao povo das ruas do Rio de Janeiro do século XIX. 
 Trata-se de um riso corrosivo, porque desconstrói a imagem do narrador Brás Cubas. 
 Trata-se de um riso corrosivo, pois promove a demolição dos valores da sociedade carioca do século XIX. 
 Trata-se de um riso festivo, que proporciona a alegria do leitor. 
 
 3
a
 Questão (Ref.: 201504748778) 
 
 
O romance Memórias Póstumas de Brás Cubas apresenta certa distância entre os fatos narrados e o tempo de narração. 
Sendo assim, leia os fragmentos abaixo e responda. 
 
I-Os detalhes dos fatos narrados podem não ser, exatamente, como aconteceram. 
 PORQUE 
II- Os fatos narrados sofrem o desgaste do tempo. Estão sujeitos ao processo seletivo da memória. 
 
 As afirmativas I e II são verdadeiras, mas a segunda não justifica a primeira. 
 A afirmativa I é falsa e a II é verdadeira. 
 As afirmativas I e II são falsas 
 A afirmativa I é verdadeira e a II é falsa. 
 As afirmativas I e II são verdadeiras e a segunda justifica a primeira. 
 4
a
 Questão (Ref.: 201504748776) 
 
 
A leitura de qualquer romance requer que seja dada uma atenção especial ao discurso do narrador. Sendo assim, por que 
podemos afirmar que Brás Cubas, narrador do romance Memórias Póstumas de Brás Cubas, ocupa uma posição 
privilegiada? 
 
 Porque, ao narrar do além-túmulo, não visualiza com nitidez as questões sociais de seu tempo 
 Porque, enquanto defunto-autor, não tem a dimensão de todos os fatos. 
 Porque ele, enquanto defunto-autor, pode falar sobre a sociedade de seu tempo sem ter preocupação 
com a opinião pública. 
 Porque, enquanto autor-defunto, pode falar sobre aspectos que marcam a elite carioca de seu tempo. 
 Porque, enquanto autor-defunto, tudo sabe e tudo vê. 
 
 5
a
 Questão (Ref.: 201505065263) 
 
 
"Mas eu ainda espero angariar as simpatias da opinião, e o primeiro remédio é fugir a um prólogo explícito e longo. O 
melhor prólogo é o que contém menos coisas, ou o que as diz de um jeito obscuro e truncado. Conseguintemente, evito 
contar o processo extraordinário que empreguei na composição destas Memórias, trabalhadas cá no outro mundo. Seria 
curioso, mas minimamente extenso, aliás desnecessário ao entendimento da obra. A obra em si mesma é tudo: se te 
agradar, fino leitor, pago-me da tarefa; se te não agradar, pago-te com um piparote, e adeus". 
Brás Cubas 
O texto apresentado é um fragmento do prólogo do romance Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis. 
Após a leitura do texto, faça uma reflexão sobre as afirmativas apresentadas e escolha a alternativa CORRETA. 
I- O narrador Brás Cubas ocupa uma posição privilegiada. 
PORQUE 
 II- Ao narrar do além-túmulo tem a palavra franquiada, ou seja, pode dizer o que quiser sem ter preocupação 
com a opinião pública. 
 As afirmativas I e II são verdadeiras, mas a segunda não justifica a primeira. 
 A afirmativa I é falsa e a II é verdadeira. 
 Ambas as afirmativas são falsas. 
 As afirmativas I e II são verdadeiras e a segunda justifica a primeira. 
 A afirmativa I é verdadeira, mas a II é falsa. 
 6
a
 Questão (Ref.: 201505114537) 
 
 
Leia o texto a seguir: 
Vivo só, com um criado. A casa em que moro é própria; fi-la construir de propósito, levado de um desejo tão particular 
que me vexa imprimi-lo, mas vá lá. Um dia. há bastantes anos, lembrou-me reproduzir no Engenho Novo a casa em que 
me criei na antiga Rua de Mata-cavalos, dando-lhe o mesmo aspecto e economia daquela outra, que desapareceu. 
Construtor e pintor entenderam bem as indicações que lhes fiz: é o mesmo prédio assobradado, três janelas de frente, 
varanda ao fundo, as mesmas alcovas e salas. Na principal destas, a pintura do teto e das paredes é mais ou menos igual, 
umas grinaldas de flores miúdas e grandes pássaros que as tomam nos blocos, de espaço a espaço. Nos quatro cantos doteto as figuras das estações, e ao centro das paredes os medalhões de César, Augusto, Nero e Massinissa, com os nomes 
por baixo... Não alcanço a razão de tais personagens. Quando fomos para a casa de Mata-cavalos, já ela estava assim 
decorada; vinha do decênio anterior. 
(...) 
O meu fim evidente era atar as duas pontas da vida, e restaurar na velhice a adolescência. Pois, senhor, não consegui 
recompor o que foi nem o que fui. Em tudo, se o rosto é igual, a fisionomia é diferente. Se só me faltassem os outros, vá 
um homem consola-se mais ou menos das pessoas que perde; mais falto eu mesmo, e esta lacuna é tudo. O que aqui está 
é, mal comparando, semelhante à pintura que se põe na barba e nos cabelos, e que apenas conserva o hábito externo, 
como se diz nas autópsias; o interno não agüenta tinta. 
http://fragmentosliterariospauloavila.blogspot.com.br/2011/11/fragmentos-da-obra-prima-de-machado-de.html 
Sabemos que o narrador exerce um papel muito importante no romance. O texto apresentado é um fragmento do 
romance Dom Casmurro, de Machado de Assis. Após a leitura, identifique a posição assumida pelo narrador. 
 
 Trata-se de um narrador-observador que conta a história a partir de um prédio abandonado. 
 Trata-se de um narrador que não faz parte da história narrada. 
 Trata-se de um narrador-personagem que conta a história a partir de um simulacro. 
 Trata-se de um narrador-personagem que apresenta total conhecimento de si mesmo e dos outros. 
 Trata-se de um narrador-observador que fala sobre a casa construída no Engenho Novo. 
Aula 10 
1
a
 Questão (Ref.: 201505061004) 
 
 
Leia o poema Sentimento do Mundo, de Carlos Drummond de Andrade, e responda o que se pede: 
Tenho apenas duas mãos 
e o sentimento do mundo, 
mas estou cheio escravos, 
minhas lembranças escorrem 
e o corpo transige 
na confluência do amor. 
Quando me levantar, o céu 
estará morto e saqueado, 
eu mesmo estarei morto, 
morto meu desejo, morto 
o pântano sem acordes. 
Os camaradas não disseram 
que havia uma guerra 
e era necessário 
trazer fogo e alimento. 
Sinto-me disperso, 
anterior a fronteiras, 
humildemente vos peço 
que me perdoeis. 
Quando os corpos passarem, 
eu ficarei sozinho 
desfiando a recordação 
do sineiro, da viúva e do microcopista 
que habitavam a barraca 
e não foram encontrados 
ao amanhecer 
esse amanhecer 
mais noite que a noite. 
 Acerca do poema seria inválido afirmar: 
 
 O poeta inicia o poema indicando suas limitações e impotência perante o mundo, nos versos, tenho apenas duas 
mãos/ e o sentimento do mundo. 
 O poeta revela, neste poema, uma visão de mundo extremamente pessimista, com um amanhecer mais noite que 
a noite. 
 Sentimento do mundo pode ser entendido também como um poema sobre o próprio fazer literário (minhas 
lembranças escorrem), onde os poemas ("escravos") surgem como armas. 
 O eu-lírico do poema, apesar de nos revelar que a realidade sempre nos espanta, visto que é dura e desafiante, faz 
um apelo para que se deixe de sonhar. 
 Os versos da terceira estrofe, indica que apesar da ajuda incompleta dos companheiros de vida (Camaradas), o 
poeta não consegue decifrar os códigos existenciais e perde, humilde, desculpas. 
 
 2
a
 Questão (Ref.: 201505060973) 
 
 
Considere o poema, de Manuel Bandeira: 
Nova poética 
Vou lançar a teoria do poeta sórdido. 
Poeta sórdido: Aquele em cuja poesia há a marca suja da vida. 
Vai um sujeito, 
Sai um sujeito de casa com a roupa de brim branco muito bem engomada, e na primeira esquina passa um caminhão, 
salpica-lhe o paletó de uma nódoa de lama. 
É a vida. 
O poema deve ser como a nódoa no brim: 
Fazer o leito satisfeito de si dar o desespero. 
Sei que a poesia é também orvalho. 
Mas este fica para as menininhas, as estrelas alfas, as virgens cem por cento e as amadas que envelheceram sem 
maldade. 
Sobre o poema, não se pode afirmar: 
 
 O papel do caminhão é sórdido como o do poeta: é a vida que fica impressa no brim branco do passante; é a vida 
que deve ser impressa no branco do papel. 
 Manuel Bandeira ironiza a poesia que se ocupa de um mundo tão amplo, rico e plural como o mundo dos 
homens. 
 O quinto verso, muito longo, sujeito de roupa de brim branco engomadinha sugere a típica figura do cidadão que 
aceita a vida sem qualquer questionamento, cuja roupa atende às convenções sociais. 
 A vida no poema, objetiva retirar o leitor acomodado de sua passividade, fazer com que o indivíduo apático e 
insípido passe a sentir na própria pele a marca da vida. 
 O poeta aponta, ironicamente, a existência da poesia sem a marca suja da vida, ou seja, a poesia orvalho, cujos 
assuntos poéticos são os amores cor-de-rosa escritos em versos certinhos e rimados. 
 
 3
a
 Questão (Ref.: 201504748787) 
 
 
A música e a literatura caminham de mãos dadas. A letra de música é um gênero textual que apresenta lirismo. 
Assinale a alternativa que justifica essa afirmação. 
 
 Na letra de música e no poema, existe um olhar singular, uma forma única de sentir o mundo. 
 A letra de música, assim como o poema, revela o homem numa condição distante da realidade. 
 A letra de música, assim como o poema, gera o sonho, pois apresenta alto grau de subjetividade. 
 A letra de música, assim como o poema, afasta o leitor da realidade. 
 A letra de música, assim como o poema, revela sempre um descontentamento com o mundo que nos cerca. 
 4
a
 Questão (Ref.: 201504748782) 
 
 
O samba-enredo, de 1993 da escola de samba Salgueiro, revela a dura realidade do nordestino que sai de sua terra para 
as grandes cidades em busca de melhores condições de vida. A partir desta reflexão e da leitura da letra apresentada 
abaixo, escolha a alternativa correta. 
Lá vou eu, lá vou eu lá vou eu 
Me levo pelo mar da sedução (sedução) 
Sou mais um aventureiro 
Rumo ao Rio de Janeiro, adeus adeus, 
Adeus Belém do Pará 
Um dia volto, meu pai 
Não chore, pois vou sorrir 
Felicidade, o velho Ita Vai partir 
Oi no balanço das ondas, eu vou 
No mar eu jogo a saudade, amor 
O tempo traz esperança e ansiedade 
Vou navegando em busca da felicidade 
Em cada porto que passo 
Eu vejo e retrato em fantasias 
Cultura, folclore e hábitos 
Com isso refaço minha alegria 
Chego ao Rio de Janeiro 
Terra do samba, da mulata e futebol 
Vou vivendo o dia a dia 
Embalado na magia 
Do seu Carnaval, explode 
Explode Coração 
Na maior felicidade 
É lindo o meu Salgueiro 
Contagiando sacudindo essa cidade 
 
 A letra de música, assim como o poema, apresenta pouca subjetividade. 
 A letra de música não dialoga com o gênero lírico. 
 Não existe relação entre literatura e música. 
 A letra de música, assim como o poema, funciona como um veículo que promove a denúncia de 
aspectos sociais. 
 A letra de música, assim como o poema, tiram o leitor da realidade, não promovendo, por isso, 
reflexão. 
 5
a
 Questão (Ref.: 201504748784) 
 
 
A partir da leitura da primeira estrofe de Poema de sete faces, de Carlos Drummond de Andrade, identifique o 
significado que o eu lírico dá ao terceiro verso. 
Quando nasci, um anjo torto 
desses que vivem na sombra 
disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida. De Alguma poesia (1930) 
http://www.horizonte.unam.mx/brasil/drumm1.html 
 O eu lírico define a profissão de poeta com algo diferente e sujeito à inquietações e a um 
caminho difícil de ser trilhado. 
 O eu lírico revela o poeta como um desajustado social. 
 O eu lírico define a condição de poeta como algo promissor. 
 O eu lírico afirma que ser poeta é estar no centro dos interesses sociais. 
 O eu lírico revela o poeta como um predestinadoao sucesso. 
 6
a
 Questão (Ref.: 201505060956) 
 
 
Considere o poema, de Mauro Mota: 
Arte poética 
Elabora o poema como a fruta 
elabora os gomos, a fruta 
elabora o suco, a fruta elabora a casca, 
elabora a cor e sobre- tudo elabora a semente. 
 Marque a alternativa que não corresponde a uma possível leitura do poema: 
 
 Nos dois últimos versos, cor e semente se referem apenas ao poema. 
 Em elaborar, está presente a noção de que arte poética é fruto de uma obra, de um trabalho cuja matéria-prima é 
a palavra. 
 No primeiro verso, o verbo elaborar está no imperativo e o sujeito, na segunda pessoa do singular, tu; isso 
mostra que o poema é dirigido a alguém, a quem o poeta expõe sua concepção de poesia. 
 A apresentação da teoria poética do autor é feita por meio de uma comparação entre o poeta, que faz o poema, e 
a fruta, que faz o fruto. 
 A primeira palavra do poema já nos introduz a ideia clara de que o fazer poético é um trabalho. 
SIMULADO I 
1
a
 Questão (Ref.: 201504759808) 
 
Era o cadáver de Quincas Berro D'água, cachaceiro, debochado e jogador, sem família, sem lar, sem flores e sem rezas. 
Não era Joaquim Soares da Cunha, correto funcionário da Mesa de Rendas Estadual, aposentado após vinte e cinco anos 
de bons e leais serviços, esposo modelar, a quem todos tiravam o chapéu e apertavam a mão. Como pode um homem, 
aos cinquenta anos, abandonar a família, a casa, os hábitos de toda uma vida para vagabundear pelas ruas, beber nos 
botequins baratos, frequentar meretrício.(AMADO, Jorge. Quincas Berro D'Água. Rio de Janeiro: Record, 1993. p.27) 
O texto acima revela, em linhas gerais, o perfil do personagem Quincas criado por Jorge Amado. Trata-se de um homem 
que circulava pelas ruas de Salvador na companhia de bêbados e prostitutas. Que relação podemos estabelecer entre este 
contexto social e a universalidade da literatura? 
 
Sua Resposta: 
 
Compare com a sua resposta: O fragmento do romance apresentado revela o submundo das ruas de Salvador. Trata-se de 
um contexto social de bêbados e prostitutas que desfilam pelas ruas da cidade. A leitura deste fragmento nos faz refletir 
sobre realidade semelhantes. Podemos visualizar, através da leitura, a realidade de muitos homens e mulheres que vivem 
pelas ruas das grandes cidades. Esta relação estabelecida revela a universalidade da literatura. 
 
2
a
 Questão (Ref.: 201504694283) 
 
Caracterize a presença do homem e do mito na epopeia. 
 
Sua Resposta: 
 
Compare com a sua resposta: A epopeia é uma narrativa de caráter heroico, grandioso. Expressa sempre o interesse 
nacional e social. Neste universo narrativo, o homem não tem espaço como ser único, ou seja, como portador de uma 
individualidade, pois o texto épico é o espaço de representação da coletividade. Há também uma atmosfera maravilhosa. 
Os acontecimentos narrados, na epopeia, são históricos e situados em um passado muito distante. Há, nas histórias, uma 
reunião de mitos, heróis e deuses. Elas abrangem uma totalidade de acontecimentos. 
 
3
a
 Questão (Ref.: 201504522874) Pontos: 0,0 / 1,0 
__________é a forma narrativa em que ocorre um desenvolvimento minucioso da ação dos personagens, 
proporcionando ao leitor uma visão da totalidade do universo representado. Apresenta uma estrutura complexa capaz de 
análises, detalhes e pormenores com a finalidade de construir um universo narrativo coerente e organizado. O termo que 
melhor preencheria a lacuna é 
 
 romance 
 análise 
 terceto 
 crítica 
 poesia 
 
4
a
 Questão (Ref.: 201504522853) Pontos: 0,0 / 1,0 
Leia o texto abaixo: 
O verso trágico é duro e cortante, isola e cria distâncias. Ele reveste os heróis com toda a profundidade de sua solidão 
oriunda da forma, não permite surgir entre eles outras relações que não as de luta e aniquilação; em sua lírica podem 
ressoar o desespero a e embriaguez do caminho e do fim (...) jamais irromperá como por vezes a prosa o permite um 
trato puramente humano e puramente psicológico entre os personagens, jamais o desespero se tornará elegia e a 
embriaguez, aspiração por suas próprias alturas (...) (Lukács, G. A teoria do romance. Editora 34. 2009) 
No trecho acima citado, Lukács aponta para uma diferenciação entre: 
 
 prosa e poesia 
 epopéia e romance 
 realidade e ficção 
 romance e crítica 
 prosa e ficção 
 
5
a
 Questão (Ref.: 201504522865) Pontos: 0,0 / 1,0 
O romance é uma mistura, um condensado de ficção e realidade. Estes dois critérios devem modelar-se e articular-se de 
maneira equilibrada. A coesão, a força do romance, provém tanto das qualidades de imaginação quanto da análise dos 
fatos reais do autor. Nesse sentido, podemos dizer que 
 
 o romance tende a perder a sua força, já que o distanciamento da realidade é a sua maior característica. 
 a força do romance varia de acordo com as palavras que o povoam. 
 a força do romance está no fato de sua estrutura estar baseada no real e no modo como ele é visto e 
reproduzido pelo autor. 
 o romance não tem apelo suficiente, pois é difícil de ser lido, afastando o ser humano em geral 
 a força do romance está no distanciamento que se materializa nas suas entrelinhas, devido ao autor 
realidade. 
 
6
a
 Questão (Ref.: 201504754799) Pontos: 0,0 / 1,0 
É correto dizer que a Epopeia é: 
 
 uma narrativa longa de caráter heroico e grandioso. 
 uma narrativa curta, com forte traço cômico. 
 uma narrativa longa cujo objetivo é informar. 
 uma narrativa curta, extremamente objetiva. 
 uma narrativa literária, compromissada com o riso. 
 
7
a
 Questão (Ref.: 201504523054) Pontos: 1,0 / 1,0 
"O romance é a epopéia do mundo abandonado por Deus; a psicologia do herói romanesco é a demoníaca: a objetividade 
do romance, a percepção virilmente madura de que o sentido jamais é capaz de penetrar inteiramente a realidade(...) tudo 
isso redunda numa única e mesma coisa , que define os limites produtivos(...) ao mesmo tempo que remete ao momento 
histórico-filosófico em que os grandes romances são possíveis" (LUKÁCS, G. A teoria do romance. Editora 34. 2009. 
p.90). 
De acordo com a leitura do fragmento ofercido, percebemos: 
 
 que a obra literária acompanha a evolução histórico-filosófica pela qual passa a humanidade e se adapta a 
novos padrões sociais e de comportamento. 
 que a obra literária permanece alheia às mudanças históricas e filosóficas que afetam a humanidade, pois 
não consegue acompanhá-las 
 não há correspondência entre exercício literário e estar no mundo fazendo parte da realidade. 
 a) que a obra literária permanece alheia às mudanças históricas e filosóficas que afetam a humanidade. 
 não há a menor conexão entre literatura e contexto humano e social. 
 
8
a
 Questão (Ref.: 201504522842) Pontos: 0,0 / 1,0 
Leia atentamente a afirmação abaixo: 
A epopéia eterniza lendas seculares e tradições ancestrais, preservada ao longo dos tempos pela tradição oral ou 
escrita. 
Marque a alternativa que analisa corretamente a afirmação acima: 
 
 Verdadeira, pois não propõe uma definição apropriada do gênero em questão. 
 Verdadeira, pois propõe uma definição apropriada do gênero em questão. 
 Falsa, pois pode perceber-se que ela trata de casos particulares de famílias nobres. 
 Falsa, pois pode perceber-se que ela trata de casos particulares de escravos. 
 Verdadeira, pois as lendas têm comprovação histórica. 
 
9
a
 Questão (Ref.: 201504522840) Pontos: 0,0 / 1,0 
Qual das afirmações abaixo NÃO diz respeito à Epopeia? 
 
 É uma obra satírica 
 É um poema heróico narrativo extenso 
 É uma coleção de feitos, de fatos históricos, de um ou de vários indivíduosÉ um poema épico ou lírico 
 É uma coleção de feitos reais, lendários ou mitológicos 
 
10
a
 Questão (Ref.: 201504523046) Pontos: 0,0 / 1,0 
Quanto ao gênero épico, não podemos dizer que: 
 
 Expressa, sempre, o interesse nacional e social 
 O texto épico é o espaço de representação da coletividade 
 É uma narrativa de caráter heróico, grandioso 
 Neste universo narrativo, o homem só tem espaço como ser único, ou seja, como portador de uma 
individualidade 
 Há, também, uma atmosfera maravilhosa onde o sobrenatural toma forma 
SIMULADO II 
1
a
 Questão (Ref.: 201504731517) 
 
A ação dramática encontra sua realização num"ESPAÇO RESTRITO" e num TEMPO RESTRITO". Qual é, geralmente, 
esse espaço? 
 
Sua Resposta: 
 
Compare com a sua resposta: O espaço, geralmente, é o palco. 
 
2
a
 Questão (Ref.: 201504759821) 
 
A crônica é uma breve forma de narrar que tem a trivialidade como objeto de observação. Estabeleça a relação entre esse 
aspecto, a linguagem utilizada nesta forma de narrar e o papel das personagens. 
 
Sua Resposta: 
 
Compare com a sua resposta: Na crônica, os fatos comuns do cotidiano ganham relevância. Sendo assim, são 
apresentados através de uma linguagem simples, coloquial que pode ser compreendida por qualquer leitor. As 
personagens aparecem em número reduzido e não apresentam densidade psicológica, pois não são o foco da narrativa. 
Muitas vezes, por isso, não possuem sequer nomes. 
 
3
a
 Questão (Ref.: 201504524411) Pontos: 0,0 / 1,0 
Concentre-se na leitura do poema de Augusto dos Anjos e responda. PSICOLOGIA DE UM VENCIDO Eu, filho do 
carbono e do amoníaco, Monstro de escuridão e rutilância, Sofro, desde a epigênese da infância, A influência má dos 
signos do zodíaco. Profundissimamente hipocondríaco, Este ambiente me causa repugnância... Sobe-me à boca uma 
ânsia análoga à ânsia Que se escapa da boca de um cardíaco. Já o verme ¿ este operário das ruínas ¿ Que o sangue podre 
das carnificinas Come, e à vida em geral declara guerra, Anda a espreitar meus olhos para roê-los, E há de deixar-me 
apenas os cabelos, Na frialdade inorgânica da terra! A partir da leitura do poema oferecido percebemos que esse eu lírico 
é: 
 
 oculto 
 trágico 
 pessoal 
 indeterminado 
 impessoal 
 
4
a
 Questão (Ref.: 201504524410) Pontos: 1,0 / 1,0 
Leia com atenção o poema de Carlos Drummond de Andrade e responda. CONFIDÊNCIA DO ITABIRANO Alguns 
anos vivi em Itabira. Principalmente nasci em Itabira. Por isso sou triste, orgulhoso: de ferro. Noventa por cento de ferro 
nas calçadas. Oitenta por cento de ferro nas almas. E esse alheamento do que na vida é porosidade e comunicação. A 
vontade de amar, que me paralisa o trabalho, Vem de Itabira, de suas noites brancas, sem mulheres e sem horizontes. E o 
hábito de sofrer, que tanto me diverte, é doce herança itabirana. 7 De Itabira trouxe prendas que ora te ofereço: este São 
Benedito do velho santeiro Alfredo Duval; este couro de anta, estendido no sofá da sala de visitas; este orgulho, esta 
cabeça baixa... Tive ouro, tive gados, tive fazendas. Hoje sou funcionário público. Itabira é apenas uma fotografia na 
parede. Mas como dói. Carlos Drummond de Andrade NÃO caracteriza o poema lido: 
 
 o conteúdo memorialístico 
 a exaltação da vida presente 
 o tom intimista e confessional 
 a marcada presença da primeira pessoa 
 a visão autocrítica do sujeito 
 
5
a
 Questão (Ref.: 201504757322) Pontos: 0,0 / 1,0 
Ligada ao tempo (chrónos), ou melhor, ao seu tempo, a crônica o atravessa por ser um registro poético e muitas vezes 
irônico, através do que se capta o imaginário coletivo em suas manifestações cotidianas. (Angélica Soares) Entre as 
afirmativas abaixo, marque a única que não corresponde à crônica. 
 
 Ela se utiliza do diálogo, do monólogo, da alegoria, da confissão, da entrevista, do verso, da resenha, de 
personalidades reais e ficcionais. 
 Uso da oralidade. 
 É uma narrativa curta. 
 Não se afasta reprodução rigorosa dos fatos. 
 A crônica é um gênero híbrido que oscila entre a literatura e o jornalismo, resultado da visão pessoal, 
particular, subjetiva do cronista ante um fato qualquer. 
 
6
a
 Questão (Ref.: 201505064684) Pontos: 0,0 / 1,0 
A crônica Maneira de Amar, de Carlos Drummond de Andrade, apresenta uma história simples que tem como 
personagens o jardineiro e suas flores. Observe que há o uso de uma linguagem coloquial. Após a leitura, escolha a 
alternativa que explique a importância desta forma de linguagem para a construção da crônica enquanto narrativa. 
 MANEIRA DE AMAR 
 
O jardineiro conversava com as flores e elas se habituaram ao diálogo. Passava manhãs contando coisas a uma cravina 
ou escutando o que lhe confiava um gerânio. O girassol não ia muito com sua cara, ou porque não fosse homem bonito, 
ou porque os girassóis são orgulhosos de natureza. 
Em vão o jardineiro tentava captar-lhe as graças, pois o girassol chegava a voltar-se contra a luz para não ver o rosto que 
lhe sorria. Era uma situação bastante embaraçosa, que as outras flores não comentavam. Nunca, entretanto, o jardineiro 
deixou de regar o pé de girassol e de renovar-lhe a terra, na devida ocasião. 
O dono do jardim achou que seu empregado perdia muito tempo parado diante dos canteiros, aparentemente não fazendo 
coisa alguma. E mando-o embora,depois de assinar a carteira de trabalho. 
Depois que o jardineiro saiu, as flores ficaram tristes e censuravam-se porque não tinham induzido o girassol a mudar de 
atitude. A mais triste de todas era o girassol, que não se conformava com a ausência do homem. "VOCÊ O TRATAVA 
MAL, AGORA ESTÁ ARREPENDIDO?" "NÃO, RESPODEU, ESTOU TRISTE PORQUE AGORA NÃO POSSO 
TRATÁ-LO MAL. É A MINHA MANEIRA DE AMAR, ELE SABIA DISSO, E GOSTAVA". 
http://pensador.uol.com.br/cronicas_de_carlos_drummond_de_andrade/2/ 
 
 O uso da linguagem coloquial é adequada ao contexto de fantasia que se revela através da conversa 
entre o jardineiro e suas flores. 
 O uso da linguagem coloquial é adequado ao ambiente de trabalho do jardineiro. 
 O uso da linguagem coloquial revela que o assunto não é importante. 
 O uso da linguagem coloquial atende, apenas, a um determinado público. 
 O uso da linguagem coloquial faz com que a crônica seja uma forma de narrar, facilmente, 
compreendida por qualquer leitor. 
7
a
 Questão (Ref.: 201505114722) Pontos: 0,0 / 1,0 
O Padeiro 
Levanto cedo, faço minhas abluções, ponho a chaleira no fogo para fazer café e abro a porta do apartamento, mas não 
encontro o pão costumeiro. No mesmo instante me lembro de ter lido alguma coisa nos jornais da véspera sobre a "greve 
do pão dormido". De resto não é bem uma greve, é um lock-out, greve dos patrões, que suspenderam o trabalho noturno; 
acham que obrigando o povo a tomar seu café da manhã com pão dormido conseguirão não sei bem o quê do governo. 
Está bem. Tomo o meu café com pão dormido, que não é tão ruim assim. E enquanto tomo café vou me lembrando de 
um homem modesto que conheci antigamente. Quando vinha deixar o pão à porta do apartamento ele apertava a 
campainha, mas, para não incomodar os moradores, avisava gritando: 
 Não é ninguém, é o padeiro! 
Interroguei-o uma vez: como tivera a ideia de gritar aquilo? 
"Então você não é ninguém?" 
http://pensador.uol.com.br/autor/rubem_braga/
 
O fragmento apresentado faz parte da crônica O Padeiro, de Rubem Braga. Quais são as informações dadas que 
possibilitam a classificação do texto como crônica? 
 
 O descontentamento do povo que ficou sem o pão matinal. 
 Informações sobre a greve dos patrões. 
 
 A imaginária insignificância do padeiro. 
 Aspectos comuns do cotidiano como, por exemplo,colocar a chaleira no fogo. 
 A suspensão do trabalho noturno. 
 
8
a
 Questão (Ref.: 201505064631) 
Pontos: 0,0 / 1,0 
Vamos Acabar Com Esta Folga 
Stanislaw Ponte Preta 
(Sérgio Porto) 
O negócio aconteceu num café. Tinha uma porção de sujeitos, sentados nesse café, tomando umas e outras. Havia 
brasileiros, portugueses, franceses, argelinos, alemães, o diabo. 
 
De repente, um alemão forte pra cachorro levantou e gritou que não via homem pra ele ali dentro. Houve a surpresa 
inicial, motivada pela provocação e logo um turco, tão forte como o alemão, levantou-se de lá e perguntou: 
 
-Isso é comigo? 
 
- Pode ser com você também - respondeu o alemão. 
 
Aí então o turco avançou para o alemão e levou uma traulitada tão segura que caiu no chão. Vai daí o alemão repetiu que 
não havia homem ali dentro pra ele. Queimou-se então um português que era maior ainda do que o turco. Queimou-se e 
não conversou. Partiu para cima do alemão e não teve outra sorte. Levou um murro debaixo dos queixos e caiu sem 
sentidos. 
 
O alemão limpou as mãos, deu mais um gole no chope e fez ver aos presentes que o que dizia era certo. Não havia 
homem para ele ali naquele café. Levantou-se então um inglês troncudo pra cachorro e também entrou bem. E depois do 
inglês foi a vez de um francês, depois de um norueguês etc. etc. Até que, lá do canto do café levantou-se um brasileiro 
magrinho, cheio de picardia para perguntar, como os outros: 
 
- Isso é comigo? 
 
O alemão voltou a dizer que podia ser. Então o brasileiro deu um sorriso cheio de bossa e veio vindo gingando assim pro 
lado do alemão. Parou perto, balançou o corpo e... pimba! O alemão deu-lhe uma porrada na cabeça com tanta força que 
quase desmonta o brasileiro. 
 
Como, minha senhora? Qual é o fim da história? Pois a história termina aí, madame. Termina aí que é pros brasileiros 
perderem essa mania de pisar macio e pensar que são mais malandros do que os outros. 
 "O Melhor da Crônica Brasileira - 1", José Olympio Editora - Rio de Janeiro, 1997. 
http://www.releituras.com/spontepreta_folga.asp 
Observe que, no texto apresentado, as personagens não têm nomes. Sabemos que se trata de um alemão, de um turco, de 
um francês, de um inglês, de um norueguês e de um brasileiro. Este fato não caracteriza uma regra, mas um aspecto 
recorrente na crônica. Sendo assim, escolha a alternativa que indica o que isto significa. 
 Não importa o nome das personagens, porque o texto está centrado no humor. 
 Não importa o nome das personagens, porque o importante é identificar a nacionalidade de cada 
um. 
 Não importa o nome das personagens, porque o foco de texto é o uso da linguagem coloquial. 
 Não importa o nome das personagens, porque o importante é a caracterização psicológica de cada 
uma. 
 Não importa o nome das personagens, pois o destaque do texto é a trivialidade. 
9
a
 Questão (Ref.: 201504524412) Pontos: 0,0 / 1,0 
A poesia também pode revelar uma perspectiva relacionada às posturas pessoais do poeta, como a sua ideologia e 
direcionamento político. É o caso do poeta africano, Agostinho Neto. Abaixo, temos alguns fragmentos da poesia de 
Agostinho e que podem revelar seu engajamento político-social. Tal fato pode ser constatado, EXCETO na alternativa: 
 
 "Medo no ar! Em cada esquina/ sentinelas vigilantes incendeiam olhares/ em cada casa/ se substituem 
apressadamente os fechos velhos/ das portas/ e em cada consciência/ fervilha o temor de se ouvir a si mesma" 
(de Consciencialização) 
 "Gostava de estar sentado/ num banco do kinaxixi/ às seis horas duma tarde muito quente/ e ficar.../ Alguém 
viria/ talvez sentar-se / sentar-se ao meu lado/ E veria as faces negras da gente/ a subir a calçada / vagarosamente 
/ exprimindo ausência no kimbundu mestiço/ das conversas" (de ¿Kinaxixi¿) 
 "E nas sanzalas/ nas casas / no subúrbios das cidades/ para lá das linhas / nos recantos escuros das casas ricas/ 
onde os negros murmuram: ainda / O meu desejo / transformado em força/ inspirando as consciências 
desesperadas." (de ¿Aspiração¿) 
 "Ritmo na luz/ ritmo na cor / ritmo no movimento/ ritmo nas gretas sangrentas dos pés descalços/ ritmo nas 
unhas descarnadas / Mas ritmo / ritmo. / Ó vozes dolorosas de África!" (de ¿Fogo e Ritmo¿) 
 "Hoje/ somos as crianças nuas das sanzalas do mato/ os garotos sem escola a jogar a bola de trapos / nos areais 
ao meio-dia/ somos nós mesmos/ os contratados a queimar vidas nos cafezais/ os homens negros ignorantes/ que 
devem respeitar o homem branco/ e temer o rico." (de ¿Adeus à hora da largada¿) 
 
10
a
 Questão (Ref.: 201504524362) Pontos: 0,0 / 1,0 
Qual é a melhor definição de eu-lírico impessoal? 
 
 É aquele que personifica a sua nação para melhor explicá-la. 
 É aquele que não se envolve e trata dos assuntos superficialmente. 
 É aquele que se envolve com cada momento da obra que povoa. 
 É aquele que escreve sobre as sua experiências pessoais. 
 É aquele que tem um compromisso ideológico com o seu tempo.