NBR 6118   atualizada projeto de estruturas de concreto   procedimento
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NBR 6118 atualizada projeto de estruturas de concreto procedimento


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ABNT NBR 6122, e em obras provisórias. 
8.2.2 Massa específica 
Esta Norma se aplica a concretos de massa específica normal, que são aqueles que, depois de secos em 
estufa, têm massa específica (\u3c1c) compreendida entre 2 000 kg/m3 e 2 800 kg/m3. 
Se a massa específica real não for conhecida, para efeito de cálculo, pode-se adotar para o concreto simples 
o valor 2 400 kg/m3 e para o concreto armado 2 500 kg/m3. 
Quando se conhecer a massa específica do concreto utilizado, pode-se considerar para valor da massa 
específica do concreto armado aquela do concreto simples acrescida de 100 kg/m3 a 150 kg/m3. 
8.2.3 Coeficiente de dilatação térmica 
Para efeito de análise estrutural, o coeficiente de dilatação térmica pode ser admitido como sendo igual 
a 10-5/°C. 
8.2.4 Resistência à compressão 
As prescrições desta Norma referem-se à resistência à compressão obtida em ensaios de cilindros moldados 
segundo a ABNT NBR 5738, realizados de acordo com a ABNT NBR 5739. 
Quando não for indicada a idade, as resistências referem-se à idade de 28 d. A estimativa da resistência à 
compressão média, fcmj, correspondente a uma resistência fckj especificada, deve ser feita conforme indicado 
na ABNT NBR 12655. 
A evolução da resistência à compressão com a idade deve ser obtida através de ensaios especialmente 
executados para tal. Na ausência desses resultados experimentais pode-se adotar, em caráter orientativo, os 
valores indicados em 12.3.3. 
8.2.5 Resistência à tração 
A resistência à tração indireta fct,sp e a resistência à tração na flexão fct,f devem ser obtidas em ensaios 
realizados segundo a ABNT NBR 7222 e a ABNT NBR 12142, respectivamente. 
A resistência à tração direta fct pode ser considerada igual a 0,9 fct,sp ou 0,7 fct,f ou, na falta de ensaios para 
obtenção de fct,sp e fct,f, pode ser avaliado o seu valor médio ou característico por meio das equações 
seguintes: 
fct,m = 0,3 fck2/3
fctk,inf = 0,7 fct,m
fctk,sup = 1,3 fct,m
onde: 
fct,m e fck são expressos em megapascal. 
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Sendo f
ckj \u2265 7 MPa, estas expressões podem também ser usadas para idades diferentes de 28 dias. 
8.2.6 Resistência no estado multiaxial de tensões 
Estando o concreto submetido às tensões principais \u3c33 \u2265 \u3c32 \u2265 \u3c31, deve-se ter: 
\u3c31 \u2265 \u2212 fctk
\u3c33 \u2264 fck + 4 \u3c31
sendo as tensões de compressão consideradas positivas e as de tração negativas (ver figura 8.1). 
 
 
Figura 8.1 - Resistência no estado multiaxial de tensões 
8.2.7 Resistência à fadiga 
Ver 11.4.2.3 e 23.5.4. 
deve ser obtido segundo ensaio descrito na ABNT NBR 8522, sendo considerado 
 em 
onde: 
ssão, 
ado em projeto e controlado na obra. 
as de projeto, especialmente para 
determinação de esforços solicitantes e verificação de estados limites de serviço, deve ser calculado pela 
Ecs = 0,85 Eci
8.2.8 Módulo de elasticidade 
O módulo de elasticidade 
nesta Norma o módulo de deformação tangente inicial cordal a 30% fc, ou outra tensão especificada
projeto. Quando não forem feitos ensaios e não existirem dados mais precisos sobre o concreto usado na 
idade de 28 d, pode-se estimar o valor do módulo de elasticidade usando a expressão: 
Eci = 5 600 fck1/2 
Eci e fck são dados em megapascal. 
O módulo de elasticidade numa idade j \u2265 7 d pode também ser avaliado através dessa expre
substituindo-se fck por fckj. 
Quando for o caso, é esse o módulo de elasticidade a ser especific
O módulo de elasticidade secante a ser utilizado nas análises elástic
expressão: 
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elemento estrutural ou seção transversal pode ser adotado um 
módulo de elasticidade único, à tração e à compressão, igual ao módulo de elasticidade secante (Ecs). 
obal da estrutura e para o cálculo das perdas de protensão, pode ser 
Coeficiente de Poisson e módulo de elasticidade transversal 
de transversal Gc igual a 0,4 Ecs. 
8.2.10 Diagramas tensão-deformação 
8.2.10.1 Compressão 
Para tensões de compressão menores que 0,5 fc, pode-se admitir uma relação linear entre tensões e 
deformações, adotando-se para módulo de elasticidade o valor secante dado pela expressão constante em 
8.2.8. 
Para análises no estado limite último, podem ser empregados o diagrama tensão-deformação idealizado 
mostrado na figura 8.2 ou as simplificações propostas na seção 17. 
Na avaliação do comportamento de um 
Na avaliação do comportamento gl
utilizado em projeto o módulo de defornação tangente inicial (Eci). 
8.2.9 
Para tensões de compressão menores que 0,5 fc e tensões de tração menores que fct, o coeficiente de 
Poisson \u3bd pode ser tomado como igual a 0,2 e o módulo de elasticida
 
Figura 8.2 - Diagrama tensão-deformação idealizado 
Ver indicação sobre o valor de fcd em 12.3.3. 
 tração, indicado 
8.2.10.2 Tração 
Para o concreto não fissurado, pode ser adotado o diagrama tensão-deformação bilinear de
na figura 8.3. 
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Figu .3 s o
8.2.11 Fluência e retração
Em casos onde não é necessária grande precisão, os valores finais do coeficiente de fluência \u3d5(t\u221e,t0) e da 
(t\u221e,t0) do concreto, submetido a tensões menores que 0,5 fc quando do 
tidos, por interpolação linear, a partir da tabela 8.1. 
o valor do coeficiente de fluência \u3d5(t\u221e,t0) e da deformação específica de retração \u3b5cs(t\u221e,t0) 
evidas à fluência e à retração mais precisas podem ser calculadas segundo 
indicação do anexo A. 
ra 8 - Diagrama ten ão-deformação bilinear na traçã 
 
deformação específica de retração \u3b5cs
primeiro carregamento, podem ser ob
A tabela 8.1 fornece 
em função da umidade ambiente e da espessura fictícia 2Ac/u, onde Ac é a área da seção transversal e u é o 
perímetro da seção em contato com a atmosfera. Os valores dessa tabela são relativos a temperaturas do 
concreto entre 10°C e 20°C, podendo-se, entretanto, admitir temperaturas entre 0°C e 40°C. Esses valores 
são válidos para concretos plásticos e de cimento Portland comum. 
Deformações específicas d
Tabela 8.1 - Valores característicos superiores da deformação específica de retração 
\u3b5cs(t\u221e,t0) e do coeficiente de fluência \u3d5(t\u221e,t0) 
Umidade 
ambiente 
% 
40 55 75 90 
Espessura fictícia 
2Ac/u 20 60 20 60 20 60 20 60 
cm 
5 4,4 3,9 8 3,3 3,0 2,6 2,3 2,1 3,
30 3,0 2,9 2,5 2,0 2,0 1,6 1,6 2,6\u3d5(t\u221e,t ) 
3,0 2,6 2,2 1,7 1,8 1,4 1,4 
0
60 2,2
5 \u2212 0,44 \u2212 0,39 7 \u2212 0,33 \u2212 0,23 \u2212 0,21 \u2212 0,09\u2212 0,3 \u2212 0,10 
30 \u2212 0,37 \u2212 0,38 \u2212 0,31 \u2212 0,31 \u2212 0,20 \u2212 0,20 \u2212 0,09 \u2212 0,09\u3b5cs(t\u221e,t0) 0
\u2212 0,32 \u2212 0,36 \u2212 0,27 \u2212 0,30 \u2212 0,17 \u2212 0,19 \u2212 0,08 \u2212 0,09
t
0 
dias 
/00
60 
 
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A
Nos projetos de estruturas de concreto armado deve ser utilizado aço classificado pela ABNT NBR 7480 com 
cia de escoamento nas categorias CA-25, CA-50 e CA-60. Os diâmetros e 
seções transversais nominais devem ser os estabelecidos na ABNT NBR 7480. 
perfície 
 cada categoria de aço, o 
coeficiente de conformação superficial mínimo, \u3b7 , determinado através de ensaios de acordo com a 
Para os efeitos desta Norma, a conformação superficial é medida pelo coeficiente \u3b7 , cujo valor está 
Tabela 8.2 - Relação entre \u3b71 e \u3b7b
Coeficiente de conformação superficial 
8.3 ço de armadura passiva 
8.3.1 Categoria 
o valor característico da resistên
8.3.2 Tipo de su
Os fios e barras podem ser lisos ou providos de saliências ou mossas. Para
b 
ABNT NBR 7477, deve atender ao indicado na ABNT NBR 7480. A configuração e a geometria das saliências