atividade fisica envelhecimento resumo
32 pág.

atividade fisica envelhecimento resumo


DisciplinaAtividade Física96 materiais571 seguidores
Pré-visualização10 páginas
quatro semanas de um programa de exercícios aeróbios. Recomenda-se iniciar com exercícios de amplitude de movimento e baixa carga \u2013 de 0,5 a 1,5 Kg (ACSM, 2009).
Aula 9: Doenças reumatológicas
Os problemas de saúde que acometem as articulações e estruturas osteomusculares adjacentes, associados à dor e rigidez articular, são denominados de doenças reumáticas (MACHADO, 2004).Entre as doenças reumáticas mais comuns em idosos, podemos destacar a artrite reumatoide, a osteoartrite e a osteoporose. Conheceremos cada uma delas a seguir!
Artrite reumatoide (AR)
A artrite reumatoide (AR) é uma das doenças crônicas mais comumente relatadas, acometendo cerca de 1% da população mundial, sendo caracterizada como uma doença sistêmica, de curso progressivo, tendo com principal manifestação a inflamação articular.Os principais critérios de diagnóstico da AR são: Rigidez pela manhã, dor pela manhã ou dor ao movimentar a articulação afetada; Histórico ou observação de edema da articulação; Palpação de nódulos subcutâneos; Resultados positivos de testes laboratoriais; Detecção de alterações radiográficas ou histológicas da articulação afetada (SHEPARD, 2003). 
Gravidade da AR
A Associação Americana de Reumatismo classifica a gravidade da doença em quatro classes:
Capacidade completa de desempenhar todos os trabalhos usuais.Os pacientes da classe I conseguem desempenhar a maioria dos exercícios, desde que a doença esteja em remissão. Contudo, exercícios mais intensos, como corridas ou esportes com raquete, colocam uma pressão excessiva na articulação afetada, podendo agravar a situação. Capacidade adequada de desempenhar atividades normais, embora com certa incapacidade, desconforto ou limitação dos movimentos.Indivíduos dessa classe conseguem realizar exercícios com pouca sobrecarga, como caminhadas e bicicleta ergométrica. É aconselhado reduzir a sobrecarga em períodos de pioras da doença. Capacidade limitada de desempenhar ocupações usuais ou cuidados próprios.Em relação aos exercícios, o cenário é o mesmo da classe II: conseguem realizar exercícios com pouca sobrecarga, como caminhadas e bicicleta ergométrica.É aconselhado reduzir a sobrecarga em períodos de pioras da doença. Incapacidade grande ou total.Já para pacientes da classe IV, o exercício físico é difícil de ser realizado. Em algumas situações, é possível realizar atividades na água com esses pacientes. 
Osteoartrite
A osteoartrite é a forma mais comum de artrite, e a OMS estima que 25% dos indivíduos acima de 65 anos sofrem de dor e incapacidade associadas a essa doença. A artrite é uma doença inflamatória das articulações. Estima-se que mais de 70% de indivíduos com mais de 65 anos de idade apresentem essa condição nos Estados Unidos (BROOKS et al, 2000). 
Tratamento da osteoartrite
 De acordo com o Colégio Americano de Reumatologia (2002), o tratamento da osteoartrite deve incluir:
Modificações no estilo de vida
Exercícios para fortalecer a musculatura, redução do peso corporal para reduzir a pressão sobre ossos e articulações.
Tratamento da dor
Tratamento fisioterápico e farmacológico.
Educação do paciente
Informar o paciente sobre a doença e fornecer ferramentas para auxiliá-lo a superar a dor.
ATENÇÃO
A prescrição de exercícios para indivíduos com osteoartrite incluem exercícios de amplitude de movimento e força. Além disso, exercícios com baixa sobrecarga articular, como a natação, também são recomendados (BROOKS et al, 2000).
Objetivos dos exercícios na osteoartrite
Existem três objetivos principais a serem alcançados com a prática de exercícios físicos em pacientes com osteoartrite, segundo NIEMAN (1999):
Preservação ou restauração da amplitude de movimentos e da flexibilidade de cada articulação afetada; Aumento da força e da resistência musculares, para melhorar a estabilidade articular; Aumento da aptidão aeróbia, para melhorar o estado psicológico e diminuir o risco de doenças.
Osteoporose
A osteoporose é uma doença metabólica do tecido ósseo, caracterizada por perda gradual da massa óssea, que enfraquece os ossos por deterioração da microarquitetura tecidual óssea, tornando os ossos mais frágeis e suscetíveis a fraturas.
Conheça agora algumas estatísticas sobre a doença:
Tecido ósseo
Para falarmos de osteoporose, devemos relembrar um pouco sobre tecido ósseo e suas adaptações.O tecido ósseo é bastante forte, sendo uma das estruturas mais rígidas do corpo humano. É formado pelos minerais cálcio e fosfato, que junto com o colágeno são responsáveis por aproximadamente 70% do tecido ósseo. A água perfaz o restante da constituição.Clique no destaque e conheça a arquitetura do osso! A arquitetura do osso pode ser dividida em tecido esponjoso e tecido compacto:
Modelagem
É o aumento da massa óssea.No processo de modelagem óssea, a atividade dos osteoblastos (depositando novas células ósseas) é mais intensa que dos osteoclastos (removendo células ósseas). Esse processo termina por volta dos 25 anos de idade, quando alcançamos o pico de massa óssea.
Remodelagem
Processo pelo qual a massa óssea é mantida ou diminuída.
Na idade adulta, até por volta dos 40 a 45 anos, o processo de remodelagem mantém a massa óssea relativamente estável, devido a um equilíbrio na atividade de osteoblastos e osteoclastos.A partir deste ponto, a atividade dos osteoclastos passa a predominar, iniciando o processo de osteopenia (redução da massa óssea com o envelhecimento). Uma acentuada redução da massa óssea produz uma condição não saudável, denominada osteoporose. Tipos de osteoporose
A osteoporose pode se apresentar de dois tipos:
Tipo I Inicia-se após a menopausa, por volta dos 50 a 60 anos, provocando perda óssea mais significativa no tecido esponjoso. Os locais mais comuns de fratura são punhos e vértebras.
Tipo II Começa após os 70 anos, provocando perda óssea significativa nos tecidos esponjoso e compacto. \u201cOs locais mais comuns de fratura são o quadril e as vértebras\u201d (NIEMAN, 1999).
ATENÇÃO
Os fatores de risco para a osteoporose e fraturas são, segundo ARAÚJO et al (2005):
Idade pós-menopausa;Raça caucasiana ou asiática;Baixo peso;Menopausa precoce;Menarca tardia;Sedentarismo;História prévia de fratura após os 50 anos;História familiar de osteoporose;Ingesta deficiente de cálcio;Baixa exposição ao sol;Doenças que afetem o metabolismo ósseo, como o hiperparatireoidismo primário e o uso crônico de corticosteroide.
Prevenção da osteoporose
Agora que entendemos as adaptações ósseas durante a vida, é fácil entender qual a principal forma da prevenção da osteoporose: A resposta é alcançar o maior pico de massa óssea na idade adulta, através de alimentação adequada e estímulos ao sistema esquelético, alcançados através da atividade física. Além da alimentação adequada e do uso de medicamentos, um estilo de vida mais ativo é imprescindível na prevenção e no tratamento da osteoporose. Mas por que ter um estilo de vida mais ativo? As forças tensivas e compressivas sobre os tecidos ósseos estimulam a remodelagem óssea, principalmente a atividade dos osteoblastos. A sobrecarga mecânica de compressão é o fator exógeno mais importante a afetar o desenvolvimento ósseo.Durante a contração muscular, as forças tensivas agem diretamente sobre os ossos para produzir o movimento esperado. Com isso, a prática de atividades física aumenta o estímulo de tensão sobre os ossos.Os estímulos de compressão são alcançados a partir da ação força peso (gravidade X massa corporal) e da carga sustentada.
Exercícios para a prevenção da osteoporose
Para finalizar, a prescrição de exercícios para a prevenção da osteoporose deve contemplar exercícios para:
Condição cardiorrespiratória
Para melhorar a condição cardiorrespiratória, dando preferência por atividades em que o indivíduo deva vencer a resistência do peso corporal (caminhada e corrida, se possível).
Força e a massa óssea
Para aumentar a força e a massa óssea, dando preferência a exercícios com pesos que estimulem tanto a tensão quanto a compressão óssea.Em indivíduos com estado mais avançado