Manual Pericia Medica da Previdencia Social
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5.3.20 \u2013 A Data do Início da Incapacidade (DII) deve ser obrigatória e corretamente 
fixada nas mesmas situações assinaladas para a DID. É a data em que as manifestações 
da doença provocaram um volume de alterações morfopsicofisiológicas que impedem o 
desempenho das funções específicas de uma profissão, obrigando ao afastamento do 
trabalho. Deve ser fixada em todos os casos de exame inicial para concessão de benefício 
por incapacidade, bem como nos pedidos de recursos à JR/CRPS desde que exista 
incapacidade para o trabalho, isto é, nas conclusões tipo 2 ou tipo 4. 
 
Esses dois dados são fundamentais para decisões em caso de benefícios com dispensa de 
período de carência, ou em casos de doenças com inicio anterior ao ingresso na 
Previdência Social. 
 
5.4 \u2013 Preenchimento da Conclusão de Perícia Médica (CPM) : 
 
5.4.1 \u2013 A Conclusão do exame Médico-pericial resultará das respostas aos quesitos 
da CPM. 
 
5.4.2 \u2013 As datas, prazos ou limites deverão sempre ser expressas na CPM com oito 
algarismos (dd/mm/aaaa). 
 
5.4.3 \u2013 Os quesitos com respostas prejudicadas terão as quadrículas 
correspondentes inutilizadas com traço horizontal. 
 
5.4.4 \u2013 São terminantemente vedadas rasuras ou emendas nas vias da CPM que 
vão gerar os efeitos legais e administrativos. 
 
5.4.5 \u2013 Após a execução do exame médico-pericial e o preenchimento dos quesitos 
da CPM a cargo do profissional da área médico-pericial que realizou o exame, fica 
dispensada a sua homologação, cabendo ao médico do quadro a revisão quando for 
julgada necessária prevalecendo nesse caso a conclusão após novo exame médico. 
 
5.4.5.1 \u2013 A resposta ao quesito "isenção de carência" é obrigatória em todos os 
exames iniciais bem como em todos os casos de conclusão com Limite Indefinido (LI). 
 
5.4.5.2 \u2013 Nos casos de concessão de Limite Indefinido (LI) é obrigatória a 
resposta ao quesito que indica majoração da Aposentadoria por Invalidez ( 25%). 
 
5.4.5.3 \u2013 Nos exames iniciais é obrigatório resposta aos quesitos de DID e DII 
quando o parecer for favorável ( E-21, E-31, E-91). 
 
5.4.5.4 \u2013 Nos casos iniciais de Acidentes de Trabalho/Doença Ocupacional ou do 
Trabalho, obrigatoriamente, se deverá responder o quesito referente ao Nexo Técnico. 
 
5.5 \u2013 Códigos Especiais para exames médico-periciais: 
 
5.5.1 \u2013 A conclusão médico-pericial com Limite Indefinido (LI) será codificada com 
seis dígitos "88 88 88", permanecendo a codificação "99 99 99", quando da inexistência de 
incapacidade laborativa. 
 
6 \u2013 FIXAÇÃO DA DATA DO INÍCIO DA INCAPACIDADE (DII) E DA DATA DO INÍCIO DA 
DOENÇA (DID) 
 
6.1 \u2013 As datas do início da incapacidade (DII) e do início da doença (DID) serão 
obrigatoriamente fixadas, no ato da conclusão médico-pericial, nos seguintes casos: 
 
a) exames iniciais destinados a instruir processos de concessão de auxílio-doença 
(AX-1); 
 
b) exames iniciais de dependentes ou pensionistas que se habilitem na condição de 
inválidos; 
 
c) exames médicos realizados em fase de recurso à JR por benefício inicial 
indeferido e que tenham conclusão médico-pericial favorável quando da sua instrução ou 
quando do cumprimento de diligência. 
 
6.2 \u2013 De acordo com as datas fixadas, três situações podem se apresentar: 
SITUAÇÃO PARECER MÉDICO-PERICIAL SOLUÇÃO ADMINISTRATIVA 
A 
 
DID \u2013 antes da 1a 
contribuição 
DII \u2013 antes da 12a 
contribuição 
Doença pré-existente. 
Indeferimento do benefício. Incapacidade 
laborativa anterior à carência. 
B DID \u2013 antes ou depois 
da 1a contribuição 
DII \u2013 depois da 12a 
contribuição 
 Procedimento cabível se houver agravamento da 
patologia anterior à filiação 
 
 
 
 
C 
DID \u2013 depois da 1a 
contribuição 
DII \u2013 antes da 12a 
contribuição 
não caberá a concessão do benefício, ressalvadas 
as hipóteses a seguir: 
- se é doença que isenta de carência; 
- se é acidente de qualquer natureza ou causa; 
Obs: 1 - se a DII recaiu no 2º dia do 12º mês de 
carência, tendo em vista que um dia trabalhado 
no mês, vale como contribuição para aquele mês, 
para qualquer categoria de segurado 
2 - se a doença for isenta de carência, a DID e 
DII devem recair no 2º dia do 1º mês da filiação. 
 
6.3 \u2013 A DID e a DII serão fixadas utilizando-se, além do exame objetivo, exames 
complementares, atestado de internação e outras informações de natureza médica. De 
posse desses elementos, a perícia médica poderá, com relativa segurança, fixar as datas 
prováveis da DID e da DII, que deverão ser expressas em 8 (oito) algarismos (dd/mm/aaaa) 
 
6.3.1 \u2013 A Lei no 8.213/91 no parágrafo único do art. 59 refere: "Não será devido 
auxílio-doença ao segurado que se filiar ao Regime Geral de Previdência Social já portador 
de doença ou lesão invocada como causa para o benefício, salvo quando a incapacidade 
sobrevier por motivo de progressão ou agravamento dessa doença ou lesão. "O mesmo 
conceito é reproduzido no art. 71, parágrafo 1o ,do Decreto no 3.048/99. 
 
Patologias perfeitamente definidas (por exemplo: cegueira congênita), anteriores ao 
ingresso na Previdência Social, permitem o exercício de atividade e após cumprido o 
período de carência o segurado, caso fique desempregado, não poderá invocar esta 
condição patológica para receber o auxílio-doença. 
 
6.4 \u2013 Quando se tratar de segurado acometido de doença de segregação compulsória a 
exemplo da hanseníase, a DID será fixada na Data da Verificação do Mal (DVM); quando o 
segurado, em alta definitiva de tratamento, vier a sofrer reativação da moléstia, a DID será 
fixada na nova DVM. 
 
6.5 \u2013 A fixação da DII e da DID nas patologias de evolução crônica em um segurado 
em pleno exercício de suas atividades e que tenha completado a carência, quando a 
incapacidade decorre de um agravamento ou complicação da doença ou lesão pré-
existente, é mais adequado que a DID seja fixada na data do início das manifestações da 
complicação. 
 
6.6 \u2013 Na fixação da DII e da DID em doenças que independem de período de carência 
para a concessão do benefício, em geral, a Data do Afastamento do Trabalho (DAT) é 
considerada a própria DII. Em se tratando de segurado desempregado, a DII deve ser 
minuciosamente pesquisada, pois poderá não ter relação com a DAT. 
 
6.7 \u2013 Fixação da DII e da DID em processos de natureza aguda \u2013 na maioria dos 
casos, em afastamento do trabalho determinado por um processo de natureza aguda, como 
traumatismos, cirurgias, enfarte do miocárdio, etc., a DID será igual à DII. 
 
7 \u2013 ISENÇÃO DE PERÍODO DE CARÊNCIA 
 
7.1 \u2013 Independe de carência a concessão de auxílio-doença e aposentadoria por 
invalidez ao segurado que, após se filiar ao Regime Geral de Previdência Social, for 
acometido de tuberculose ativa, hanseníase, alienação mental, neoplasia maligna, 
cegueira, paralisia irreversível e incapacitante, cardiopatia grave, doença de Parkinson, 
espondiloartrose anquilosante, nefropatia grave, estado avançado de doença de Paget 
(osteíte deformante), síndrome de deficiência imunológica adquirida, e contaminação por 
radiação com base em conclusão da medicina especializada. Esta relação está contida na 
Portaria Interministerial nº 2.998, de 23 de agosto de 2001, que incluiu também hepatopatia 
grave. 
 
7.2 \u2013 Doenças relacionadas no parágrafo único do art. 30 do Decreto no 3.048/99 \u2013 
independem igualmente de período de carência, a concessão de auxílio-doença e 
aposentadoria por invalidez nos casos de acidente de qualquer natureza ou causa, bem 
como nos casos de segurado que, após se filiar ao Regime Geral e Previdência Social, for 
acometido de algumas das doenças e afecções especificadas em lista elaborada pelos 
Ministérios da Saúde e da Previdência Social a cada três anos, de acordo com os critérios 
de estigma, deformação, mutilação, deficiência ou outro fator que