Manual Pericia Medica da Previdencia Social
127 pág.

Manual Pericia Medica da Previdencia Social


DisciplinaDireito Previdenciário10.452 materiais81.022 seguidores
Pré-visualização37 páginas
25.4 \u2013 O prazo para interposição de recursos é de 15 (quinze) dias, e de quinze dias 
para o oferecimento de contra-razões, aos dois graus do CRPS, contados da ciência da 
decisão de cessação ou do indeferimento do benefício. 
 
25.4.1 \u2013 Na hipótese de cessação do benefício (DCB), o prazo para interposição do 
recurso será contado: 
a) da ciência da conclusão contrária 
b) da DCB 
c) do término do pagamento das mensalidades de recuperação,quando for o caso, 
desde que não tenha sido interposto recurso quando do conhecimento das mensalidades 
de recuperação reduzida 
 
25.4.2\u2013 Uma vez verificado que o recurso foi apresentado dentro do prazo (chamado 
recurso tempestivo), o setor processante encaminhará o processo ao Setor de Perícia 
Médica que julgou cessada a incapacidade, a fim de ser realizado exame medico pericial 
por junta medica constituída por dois médicos peritos , e ser exarado parecer conclusivo. 
 
25.5 \u2013 A montagem de processo em observância a atos normativos próprios é de 
competência da área de Benefícios das APS/UAA 
 
25.5.1 \u2013 Para os fins previstos nesse subitem, será necessário a anexação de: 
 
a) requerimento do interessado e suas razões recursais. 
 
b) impresso discriminando todos os benefícios requeridos; 
 
c) antecedentes médico-periciais 
 
d) formulário do parecer da Perícia Médica com cabeçalho preenchido em duas 
vias e onde será emitida a conclusão médico pericial e sua fundamentação técnica. 
 
 
26 \u2013 ASSESSORAMENTO À JR / CRPS 
 
 A Perícia Médica do INSS fará uma reavaliação da capacidade laborativa do segurado, 
por uma Junta Médica composta de no mínimo de dois profissionais área médica, sendo 
que no mínimo um deve ser servidor do quadro permanente do INSS (na insuficiência de 
recursos do RH, o segundo médico da Junta poderá ser pertencente à Órgãos Públicos, 
Municipais, Estaduais ou Federais; ou credenciado), mediante novo laudo com 
preenchimento da Conclusão Médico Pericial \u2013 CPM. O parecer técnico conclusivo será 
emitido pela junta médica da APS/UAA conforme instruções contidas em ato vigente. 
Emitir parecer claro, congruente e explícito em linguagem de entendimento comum, 
especialmente quando negar direitos, conforme preceitua o texto da Lei nº 784 de 29 de 
janeiro de 1999, precisamente no parágrafo 1º do art. 50. 
Nota\u2013 Nos casos de dúvida, e especialmente nos de divergência entre os pareceres, 
deverão ser feitos os devidos esclarecimentos para que não ocorra interpretação 
questionável quanto à capacidade laborativa do segurado. Nos casos de cessação de 
benefício, informar a Data de Cessação do Benefício (DCB) e nos casos de concessão 
informar a Data do Início da Doença (DID), Data do Início da Incapacidade (DII) e se a 
doença é isenta de período de carência.. 
 
26.1 \u2013 A Junta Médica da APS/UAA para instrução de recurso, no caso de parecer 
favorável onde deverá constar a fundamentação da conclusão, preencherá a CPM em duas 
vias, anexando uma delas aos antecedentes médico-periciais e a outra aos autos do 
processo encaminhando-o ao Setor de Benefícios. 
 
26.2 \u2013 A Junta Médica da APS/UAA para instrução de recurso, no caso de parecer 
contrário, fundamentará as razões da conclusão médico-pericial e preencherá a CPM em 
duas vias, anexando uma delas aos antecedentes médico-periciais que serão arquivados e 
a outra será anexada aos autos do processo que será encaminhado JR/CRPS. 
 
26.2.1 \u2013 Ao perito encarregado da instrução do processo, caberá apenas pronunciar-
se quanto ao aspecto médico, não devendo manifestar-se sobre o direito, ou não, à 
concessão ou manutenção de um benefício, evitando também fazer apreciações sobre os 
aspectos legais, ainda que deles seja conhecedor. 
 
26.2.1.1 \u2013 Quando o caso não estiver suficientemente esclarecido, a Perícia Médica 
poderá requisitar os exames que julgar indispensáveis, para elucidar a situação do 
segurado. 
 
26.2.2 \u2013 Nos casos de dúvida, e especialmente nos de divergência entre os 
pareceres, deverão ser feitos os devidos esclarecimentos para que não ocorra 
interpretação questionável quanto à capacidade laborativa do segurado. Nos casos de 
cessação de benefício, informar a Data de Cessação do Benefício (DCB) e nos casos de 
concessão informar a Data do Início da Doença (DID), Data do Início da Incapacidade (DII) 
e se a doença é isenta de período de carência. 
 
 
27 \u2013 AS DECISÕES DE JR E DAS CAJ PODEM SER: 
 
a) diligência; 
 
b) não-conhecimento do recurso (negar provimento); 
 
c) conhecimento do recurso: com provimento parcial ou total. 
 
27.1 \u2013 Havendo determinação da realização de diligências por parte da JR/CRPS ,esta 
será cumprida pelo médico do quadro de pessoal, designado Assistente Técnico por 
nomeação expressa da Diretoria de Benefícios/Coordenação Geral de Benefícios por 
Incapacidade (CGBENIN), através de Portaria, a qual indicará também um suplente para 
atuar nos impedimentos do titular. 
 
 
28 \u2013 CONVÊNIOS 
 
28.1 \u2013 O Instituto Nacional do Seguro Social fará convênio com empresas, sindicatos e 
entidades de aposentados para o processamento e pagamento de benefícios 
previdenciários e acidentários, e realização de exames médico-periciais. 
 
28.1.1 \u2013 A prestação de serviços aos beneficiários, em regime de convênios entre o 
INSS e as empresas, sindicatos ou entidades de aposentados devidamente legalizadas, 
poderá abranger os seguintes serviços: 
 
a) processamento e pagamento de benefícios previdenciários e acidentários, sua 
preparação, instrução e acompanhamento do processo até o encerramento ou retorno da 
responsabilidade para o INSS; 
 
b) realização de perícias médicas e de exames complementares necessários à 
concessão de benefícios previdenciários que dependam de avaliação da capacidade 
laborativa; 
 
c) pagamento de salário-família ao trabalhador avulso em atividade, pelo respectivo 
sindicato ou Órgão Gestor de Mão-de-Obra (OGMO). 
 
28.2 \u2013 O convênio que incluir o processamento e pagamento de benefícios por 
incapacidade deverá, também, abranger a realização dos exames médico-periciais 
previstos na alínea b do subitem 28.1.1 
 
28.3 \u2013 Os convênios poderão ser de âmbito nacional, regional ou local, abrangendo 1 
(uma) ou mais localidades em que se situem as unidades da convenente. 
 
28.3.1 \u2013 Entende-se por convênio de âmbito nacional o que abranger mais de 1 (um) 
estado; regional, o que compreender mais de 1 (uma) cidade em um mesmo estado; e, de 
âmbito local, o que se referir a 1 (uma) localidade. 
 
28.3.2 \u2013 O convênio local poderá compreender várias localidades, desde que 
situadas na mesma área urbana. 
 
28.3.3 \u2013 Todas as unidades da convenente situadas no mesmo perímetro urbano 
deverão ser abrangidas pelo convênio. 
 
28.4 \u2013 O embasamento legal é o contido nas Resoluções INSS/PR nos 170, de 30 de 
agosto de 1993, e resolução INSS/PR nº 203 de 27 de abril de 1994, que aprova as normas 
para celebração e execução de convênios com empresas, sindicatos e entidades de 
aposentados, para processamento e pagamento de benefícios previdenciários e 
acidentários e realização de exames médico-periciais. 
 
28.4.1\u2013 O médico perito do convênio não deverá manter vínculo empregatício com a 
empresa convenente, devendo se enquadrar na categoria de profissional autônomo. As 
perícias médicas serão realizadas pelo médico credenciado da empresa de modo a 
instruir pedido de auxílio-doença, ficando a cargo do Instituto os exames médico-periciais 
de interposição de recursos, assim como os exames de revisão. 
 
28.4.1.1 \u2013 O nome do profissional médico será submetido ao INSS para o 
treinamento próprio, aprovação e controle. 
 
28.4.1.2 \u2013 Nos locais onde a convenente não dispuser de recursos médicos, o INSS, 
excepcionalmente, poderá encarregar-se da realização