Manual Pericia Medica da Previdencia Social
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e anotar se a empresa de vínculo fornecia tecnologia de 
proteção coletiva e/ou individual adequadas a neutralização da 
nocividade do(s) agente(s); 
 
9.11- 9.11- Verificar e anotar se no período oferecido já era obrigatória a 
informação quanto a existência de EPC/EPI na empresa de vínculo (EPI 
após 14.12.98- Lei 9.732 e EPC após MP 1523 de 13.10.96); 
 
9.12- 9.12- Verificar e anotar o oferecimento, no formulário que a nocividade 
do(s) agente(s) era(m) prejudiciais à saúde ou à integridade física; 
 
9.13- 9.13- - Verificar se todas as informações prestadas conferem com as 
informações oferecidas no LTCAT quando este é exigido; 
 
9.14- 9.14- - Verificar e anotar se o LTCAT foi elaborado por Engenheiro de 
Segurança do Trabalho ou por Médico do Trabalho conforme exige a 
legislação; 
 
9.15- 9.15- - Verificar e anotar se o LTCAT tem data de confecção 
contemporânea aos fatos que pretende atestar , ou se confeccionado 
em data posterior se faz referência de que o \u201clay out\u201d da empresa não 
se alterou ao longo do tempo para se manter válido, ou se houve 
alterações verificar em que datas e condições elas ocorreram; 
 
9.16- 9.16- - Verificar se os agentes nocivos contidos no LTCAT coincidem 
com os existentes no formulário inclusive quanto às intensidades/ 
concentração, tempo e efetiva exposição; 
 
9.17- 9.17- - Verificar e a notar, no caso de Laudo Individual, se o autor do 
laudo oferece documentação de seu órgão de classe indicativo da 
especialidade declarada; 
 
9.18- 9.18- - Verificar e anotar, no caso de Laudo Individual, se o processo 
apresenta documentação indicativa da contratação dos serviços do 
autor do laudo técnico por parte da Empresa ou se o mesmo é seu 
funcionário; 
 
OBS- Para todos os casos, observar se os documentos apresentados, 
quando em cópia, se as mesmas são autenticadas. O mesmo é válido para o 
caso de tratar-se de cópias de laudos coletivos ou individuais, podendo ser 
estes, originais, ou portando autenticação feita pelo profissional da 
habilitação do INSS. O efeito jurídico da autenticação por cartório ou por 
conferente da instituição atende ao que dispõe a resolução INSS/PR Nº 279 
de 28 de junho de 1995 e à Lei 9.794, Art. 22, § 2º e § 3º de 28 de janeiro de 
1999, com o que, os documentos sem autenticação, não têm sustentação 
como instrumento de prova documental apresentada. 
 
9.19- 9.19- - Conclusão: ao realizar a conclusão do parecer para cada 
formulário, o profissional da área médico-pericial do quadro permanente 
do INSS deverá, necessariamente consubstanciar sua opinião, 
indicando a base legal, quando o parecer for favorável ao 
enquadramento na legislação especial, sendo mais importante ainda 
quando negar tal enquadramento, de modo a cumprir o que determina a 
Lei n.º 9.784 de 29.01.99 especialmente no tocante ao seu Art. 50 e 
parágrafos; 
 
9.20- 9.20- - No caso de parecer favorável quanto ao enquadramento, 
necessariamente o profissional da área médico-pericial do quadro 
permanente do INSS deverá indicar o item numérico (código) do Anexo 
do RPS ( Decreto) que vigorava à época dos trabalhos prestados, em 
atendimento ao texto da Ação Civil Pública que determinou, 
liminarmente, tais análises por esses Atos Normativos vigentes à época 
de tais períodos laborados ( direito adquirido fracionado). 
 
9.21- 9.21- Para o despacho de enquadramento proposto, o modelo do 
Anexo XI DIRBEN 8248 da IN 78/02, consiste em referência de 
orientação, com possibilidades de boa síntese técnica e informativa a 
respeito da variabilidade e peculiaridade com que possa apresentar-se 
cada caso de laudo técnico. Permite também incluir no mesmo Anexo, 
análises para empresas e períodos diferentes desde que o 
enquadramento ou não, se faça acompanhar das justificativas técnicas e 
argumentos pertinentes. A precisão das informações e das conclusões 
fica reforçada com o fato da inserção do código e anexo dos diplomas 
legais no quadro informativo referente ao enquadramento. 
 
 
 
 
 
SEÇÃO DE GERENCIAMENTO DE BENEFÍCIOS POR INCAPACIDADE (XX.501.21 ), em 
XX.XX.XXXX 
 
ANÁLISE E DECISÃO TÉCNICA DE ATIVIDADE ESPECIAL 
 
NOME DO SEGURADO Nº DO BENEFÍCIO/PROCESSO 
 42/ 
 
Da análise técnica procedida na documentação encaminhada ao Serviço/Seção 
de Gerenciamento de Benefícios por Incapacidade sob o ponto de vista de 
verificação e informação se no(s) período(s) de trabalho o segurado esteve 
efetivamente exposto a agentes químicos, físicos, biológicos ou associação de 
agentes nocivos concluímos que: 
 
() o Laudo Técnico não contém elementos para comprovação da efetiva 
exposição aos agentes nocivos contemplados na legislação. 
EMPRESA PERÍODO 
 
 
- Justificativas técnicas: 
 
 
() o Laudo Técnico contém elementos de que o segurado esteve exposto a 
agentes nocivos, mas não de forma permanente, não ocasional e nem 
intermitente. 
EMPRESA PERÍODO 
 
 
- Justificativas técnicas: 
 
 
() O segurado esteve exposto a agente nocivo de modo habitual e permanente, 
conforme a seguir: 
 
EMPRESA PERÍODO AGENTE NOCIVO 
 
 
 
Observações/justificativas técnicas: 
 
 
 
 
Encaminhar à Agência/Unidade de origem: 
 
 
_______________________________________________ 
Médico Perito/Assinatura/Carimbo e Matrícula 
 
CÓDIGO___/__/__/__/__/__/__ 
 
DIRBEN8248 
O formulário abaixo proposto, orienta de forma pertinente e é instrumento 
sugestivo e facilitador ao enquadramento ou não. Devem ser utilizidas as 
informações nele contidas, para o preenchimento do Anexo XI DIRBEN 8248 da 
IN 78/02. 
 
EXEMPLO: 
APOSENTADORIA POR TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO 
 
AUTOR: 
 
EMPRESA: 
 
ATIVIDADES: 
 
SETOR: 
 
PERÍODO: , (conforme DIRBEN-8030/PPP às fls. ) 
 
ANÁLISE EM : _____/_____/_______. 
 
 
1. 1. Agentes nocivos: óleos, graxas, vibrações, químicos, gases de solda( 
fumos metálicos), radiações não ionizantes, radiações ionizantes, calor, 
poeira, biológicos , umidade, eletricidade, frio, ruído de 96 dB(A) 
associação de agentes; 
 
2. 2. Agentes óleos e graxas dependem do tipo de material utilizados. Apenas 
são enquadráveis na legislação especial os óleos e graxas de origem mineral 
compostos por hidrocarbonetos alifáticos ou aromáticos que são os 
cancerígenos, e desde que não devidamente neutralizados por tecnologias de 
proteção ( cremes protetores); 
 
3. 3. Não foram fornecidos os tipos de óleos minerais, nem se especificou o tipo 
de hidrocarbonetos; 
 
4. 4. O agente vibrações só permite o enquadramento na legislação especial 
quando o forem exposições de corpo inteiro, em trabalhos com marteletes 
pneumáticos ou assemelhados e independe de limite de tolerância. 
Habitualmente este agente está ligado à presença do agente ruído, 
constituindo um sinergismo positivo que amplia sua nocividade; 
 
5. 5. Os agentes químicos devem ser oferecidos com sua denominação 
técnica, não sendo aceitáveis expressões tais como \u201c tintas e solventes\u201d pois 
não indicam seus componentes básicos; 
 
6. 6. Mais, os agentes químicos relacionados no Anexo 11 da NR-15 da Port. 
3214/78 do MTE , dependentes de limite de tolerância, exigem explicitação dos 
níveis de exposição para a devida apreciação técnica; 
 
7. 7. Os fumos metálicos somente são enquadráveis quando provenientes de 
soldas tipo oxiacetilênica, e solda MIG, e desde que não existam tecnologias 
de proteção coletiva ( aspiração negativa no ponto de soldagem, ventilação 
adequada) ou não fornecimento de tecnologias de proteção individual ( 
máscaras, óculos); 
 
8. 8. As radiações não ionizantes somente são enquadráveis até