Manual Pericia Medica da Previdencia Social
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Manual Pericia Medica da Previdencia Social


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compreendem: 
 
a) normas técnicas para avaliação da incapacidade laborativa; 
 
b) manual do médico-perito da Previdência Social dando conhecimento sobre a 
atividade médico-pericial e os procedimentos a serem seguidos; 
 
c) publicações diversas de interesse no desempenho da atividade médico-pericial. 
 
6.7 \u2013 Sempre que necessário poderá ser criado Grupo-Tarefa, por proposta da 
DOUPPR à Diretoria de Benefícios, por meio da CGBENIN, com a participação de 
servidores pertencentes à área médico-pericial das diversas regiões, atuando para o 
aperfeiçoamento da linha. 
 
6.8 \u2013 Deverá ser estimulada, pelas Gerências-Executivas, a criação de Centros de 
Estudo para debater os problemas de interesse da Perícia Médica, com o objetivo de 
aprimoramento e integração intra e extra-institucional, utilizando-se de recursos 
informatizados como Intranet, fórum de discussão, treinamento à distância, entre outros. 
 
6.9 \u2013 Cursos de Pós-Graduação/Especialização, especialmente em Medicina do 
Trabalho, Ergonomia e Perícia Ambiental. 
 
7 \u2013 CARGAS DE TRABALHO 
 
7.1 \u2013 A conceituação de carga de trabalho entende-se as tarefas a serem executadas 
pelos servidores do INSS pertencentes à área médico-pericial, durante a jornada diária de 
4 (quatro) ou 8 (oito) horas a que estão sujeitos. 
 
7.1.1 \u2013 A carga regular de trabalho corresponde ao número médio compatível de 
atendimentos, resguardadas as condições de tranqüilidade e segurança para o 
desempenho da atividade médico-pericial e, por conseguinte, pressupõe a permanência 
dos servidores durante o tempo integral de sua jornada de trabalho no local de 
atendimento. 
 
7.1.2 \u2013 Essa carga de trabalho diária será estabelecida de acordo com a 
conveniência do serviço e adequada à demanda do momento, tomando por base a 
peculiaridade do ato médico-pericial. 
 
7.1.3 \u2013 Para efeito de cômputo na carga de trabalho, o exame médico-pericial que 
implicar a requisição de exames complementares e especializados só será computado no 
dia de sua realização. 
 
7.1.4 \u2013 A carga normal de trabalho de servidor que faz visitas domiciliares será de 
acordo com as peculiaridades locais e necessidades de serviço, devendo corresponder ao 
máximo de 04 (quatro) exames/dia. 
 
7.1.5 \u2013 Nas inspeções em locais de trabalho para o estabelecimento do nexo técnico 
das doenças profissionais e as do trabalho a cargo da Perícia Médica, bem como a 
participação em outras atividades como assistente técnico do INSS em ações ordinárias na 
Justiça serão consideradas equivalentes a uma jornada de 4 (quatro) horas diária. 
 
7.1.6 \u2013 Caso o servidor termine suas tarefas antes de se esgotar a jornada de 
trabalho, em decorrência das peculiaridades locais, a Chefia do Setor poderá incumbi-lo da 
realização de outros exames ou tarefas especializadas de perícia médica, treinamento em 
serviço, discussão de casos, estudo de rotinas e normas, apreciação de resultados 
estatísticos e orientação sobre aspectos técnicos da perícia médica. 
 
8 \u2013 CODIFICAÇÃO DE SERVIDORES DA ÁREA MÉDICO-PERICIAL 
 
8.1 \u2013 Todo servidor pertencente à área médico-pericial do quadro de pessoal do INSS e 
o profissional credenciado serão codificados numericamente. 
 
8.2 \u2013 O código numérico será usado, obrigatoriamente, quando da assinatura dos 
relatórios médicos e de quaisquer outros formulários que contenham conclusões médicas. 
 
8.3 \u2013 O código será fornecido automaticamente pelo sistema informatizado de perícia 
médica no momento do cadastramento, que deverá ser realizado pelos Serviços/Seções de 
Gerenciamento de Benefícios por Incapacidade. 
 
8.4 \u2013 Os servidores pertencentes à área médico-pericial que se transferirem para outra 
localidade no mesmo estado conservarão o mesmo código numérico. 
 
9 \u2013 SUPERVISÃO E CONTROLE DAS ATIVIDADES MÉDICO\u2013PERICIAIS 
 
9.1 \u2013 A supervisão e o controle das atividades médico-periciais, em âmbito Nacional, 
compete à Divisão de Orientação e Uniformização de Procedimentos de Perícia Médica e 
Reabilitação Profissional e aos Serviços/Seções de Gerenciamento de Benefícios por 
Incapacidade nas Gerências-Executivas. 
 
9.1.1 \u2013 A Divisão de Orientação e Uniformização de Procedimentos de Perícia 
Médica e Reabilitação Profissional acompanhará e analisará o desempenho das atividades 
de perícia médica das Gerências-Executivas, do ponto de vista qualitativo e quantitativo. 
 
9.1.2 \u2013 Aos Serviços/Seções de Gerenciamento de Benefícios por Incapacidade 
caberão acompanhar, avaliar e controlar os resultados dos seus órgãos locais, qualitativa e 
quantitativamente, bem como avaliar o desempenho dos servidores pertencentes à área 
médico-pericial do quadro e dos credenciados. 
 
9.2 \u2013 A supervisão e o controle das atividades médico-periciais devem ser realizados: 
 
a) diretamente, pelo acompanhamento da execução dos atos pertinentes ao setor; 
 
b) indiretamente, pela análise de apurações estatísticas, sendo o controle e a 
avaliação do desempenho da perícia médica demonstrados por relatórios ou planilhas 
elaboradas pelos Serviços/Seção de Gerenciamento de Benefícios por Incapacidade e 
encaminhadas a CGBENIN/DOUPPR . 
 
9.3 \u2013 O acompanhamento da execução será realizado pelos Serviços/Seções de 
Gerenciamento de Benefícios por Incapacidade das Gerências Executivas, por 
amostragem. 
 
9.4 \u2013 Controle qualitativo da execução \u2013 será realizado pela revisão direta do trabalho 
individual, das equipes e de toda a Gerência, visando à observância das normas técnicas 
médico-periciais. 
 
10 \u2013 REMUNERAÇÃO DOS MÉDICOS 
 
10.1 \u2013 A remuneração dos médicos servidores do Instituto dar-se-à pelos órgãos 
próprios de pessoal. 
 
10.2 \u2013 A remuneração dos médicos prestadores de serviços em regime de 
credenciamento será em conformidade com o que estabelece a Tabela de Honorários 
Médicos \u2013 Perícia Médica (THM-PM) e dentro da rotina estabelecida pelo sistema de 
pagamentos de credenciados, PRISMA/SUB (PAGMED). 
 
10.3 \u2013 À visita domiciliar ou à empresa para estabelecimento de nexo técnico realizada 
por servidor da área médico-pericial, cabe apenas a indenização das despesas de 
locomoção, mesmo que o segurado não seja encontrado. 
 
10.4 \u2013 A remuneração da visita domiciliar realizada por médico credenciado tem 
rubrica própria, correspondente na tabela de credenciados da Perícia Médica. 
 
10.4.1 \u2013 Quando o segurado não for encontrado caberá apenas a indenização da 
locomoção. 
 
 
 
 
 
11 \u2013 CLASSIFICAÇÃO E CODIFICAÇÃO DOS EXAMES MÉDICO-PERICIAIS 
 
11.1 \u2013 Os exames médico-periciais classificam-se quanto a espécie do benefício, a fase 
e a ordem do exame. 
 
11.2 \u2013 De acordo com a respectiva classificação, os exames serão codificados 
numericamente a fim de permitir apurações e facilitar a execução na forma que se segue. 
 
11.2.1 \u2013 Codificação quanto a espécie de benefício: 
 
(E 21) Pensão por morte 
(E 25) Pensão auxílio-reclusão 
(E 31) Auxílio-doença previdenciário 
(E 32) Aposentadoria por invalidez 
(E 33) Aposentadoria por invalidez 
Aeronauta 
(E 36) Auxílio-acidente de qualquer 
natureza 
(E 46) Aposentadoria Especial 
(E 80) Salário-Maternidade 
(E 87) Amparo Social a Pessoa 
Portadora de Deficiência 
(E 91) Auxílio-Doença 
acidentário 
(E 92) Aposentadoria Invalidez 
Acid. Trabalho 
(E 93) Pensão por morte Acidente 
de Trabalho 
(E 94) Auxílio-Acidente 
(E 56) Pensão Especial Vítimas Talidomida 
 
Nota : Nas espécies 21, 25 e 93 a atuação da perícia médica se restringe à 
comprovação de invalidez em dependente maior. 
 
11.2.2 \u2013 Quanto a ordem, os exames médico-periciais são codificados em: 
 
(Ax 01) Exame médico-pericial inicial para auxílio-doença e pensão 
(Axs 02, 03... n) Exame médico-pericial subseqüente 
 
Nota : O exame inicial 01 é