Manual Pericia Medica da Previdencia Social
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Manual Pericia Medica da Previdencia Social


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o primeiro exame médico realizado para verificação das 
condições morfopsicofisiológicas do examinado. Os exames 02 em diante são realizados 
tendo em vista a Data da Comprovação de Incapacidade (DCI) fixada anteriormente. 
 
11.2.3 \u2013 Quanto a fase de processamento do benefício, os exames médico-periciais 
podem ser: 
 (0) Exame médico-pericial para fins de concessão, manutenção ou cessação de 
benefício 
(2) Exame médico-pericial para instruir recursos à Junta de Recursos (JR) 
(4) Exame médico-pericial para fins de revisão analítica \u2013 conclusão médica com 
base nos antecedentes médicos existentes e realizada com a finalidade de manter ou 
modificar decisões anteriores, conforme o descrito no capítulo correspondente 
(5) Antecipação de limite. Exame médico-pericial para cessação do benefício a 
pedido 
(6) Encaminhamento em Programa de Reabilitação Profissional 
(7) Desligamento de Programa de Reabilitação Profissional 
(8) Restabelecimento do benefício 
 
 
 
 
12 \u2013 SIGILO PROFISSIONAL 
 
12.1 \u2013 Documentos sigilosos \u2013 os laudos de perícia médica, bem como a 
documentação que contenha registro de diagnóstico, serão tratados como documentos 
sigilosos. 
 
12.2 \u2013 Procedimento quando os documentos sigilosos transitarem fora do Setor de 
Perícias Médicas. Nesta situação, deverão ser mantidos em envelopes fechados que só 
poderão ser abertos por autoridade médica competente. 
 
12.2.1 \u2013 Os responsáveis pela abertura dos envelopes deverão, após exame da 
documentação e sua reinclusão, apor sua assinatura próximo ao local em que forem 
abertos e fechá-los com fita adesiva transparente para cobrir a assinatura. 
 
12.3 \u2013 Os servidores administrativos e técnicos que manipulam documentos com as 
características mencionadas no subitem 12.1 estão igualmente sujeitos à guarda do sigilo 
profissional, bem como ficam obrigados a fornecer ao Instituto quaisquer dados colhidos no 
exercício de suas atividades que sejam de interesse da instituição. 
 
12.3.1 \u2013 É vedada a manipulação de documentos sigilosos nos Setores de Perícia 
Médica e na Direção-Geral por pessoal não autorizado. 
 
12.4 \u2013 Procedimento do médico-perito em Juízo \u2013 se o médico for pessoalmente 
indicado para prestar depoimento em processo criminal, deverá comparecer a Juízo e 
declarar ao Juiz que está proibido de depor nos termos do Código de Processo Penal. Tal 
proibição pode deixar de existir se o profissional for desobrigado do sigilo pela parte 
interessada (art. 207 do Código Penal). Isso, porém, não privará a Justiça Pública de obter 
os laudos relativos a pessoas examinadas pelos médicos do Instituto (Parecer PGC \u2013 
1.138/74, publicado no BS/DG n.º 29, de 14 de fevereiro de 1975). Porém, se o médico-
perito for nomeado judicialmente como assistente técnico para responder quesitos em uma 
ação ordinária, deve proceder conforme foi mencionado em 12.3.1. 
 
12.4.1 \u2013 O juiz poderá requisitar o laudo existente ao Instituto que tem a obrigação 
de fornecê-lo, não o médico. Ainda que no momento da requisição o autor do laudo já não 
esteja em exercício, persiste a obrigação do INSS de atender à mesma. 
Em ações judiciais, o prontuário médico, exames complementares ou outros 
documentos poderão ser liberados por autorização expressa (por escrito) do próprio 
assistido ou segurado (RES CFM,1.488/98, art 9º). 
 
12.5 \u2013 Entrega de cópia do laudo ao segurado \u2013 Quando o segurado solicita cópia do 
Laudo Médico-Pericial e/ou seus exames complementares, o Instituto tem a obrigação de 
fornecê-lo desde que o segurado solicitante seja devidamente identificado; em atenção ao 
dispositivo constitucional contido no art. 5º inciso II: \u201cNinguém será obrigado a fazer ou 
deixar de fazer alguma coisa se não em virtude da Lei\u201d e inciso XXXIII \u201cTodos têm o direito 
a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular ou de interesse 
coletivo ou geral que serão prestadas no prazo da Lei, sob pena de responsabilidade, 
ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado\u201d. 
As informações contidas na documentação médica pertencem ao segurado e ao INSS que 
mantém a sua posse no sentido físico e é responsável pela sua guarda, por período 
indeterminado, podendo o segurado ter acesso ao que lhe diz respeito. O fornecimento de 
cópias parciais ou completas dos referidos documentos médicos não implica qualquer 
infração ética ou na quebra do sigilo profissional, desde que atenda ao interesse do 
segurado, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e 
do Estado, bem como a inviolabilidade da vida privada, da honra e da imagem das 
pessoas. 
 
13 \u2013 ATUAÇÃO DA PERÍCIA MÉDICA NAS DETERMINAÇÕES JUDICIAIS EM QUE O 
INSS NÃO É PARTE OU INTERESSADO 
 
13.1 - A despeito da autoridade judicial, não constitui atribuição da Perícia Médica do 
INSS atuar em demandas judiciais em que o Instituto não é parte ou interessado. 
 
13.1.1 \u2013 De acordo com o CPC, em princípio, o Juiz é livre na nomeação e escolha 
do perito (art. 421, CPC), desde que o mesmo disponha de conhecimento técnico e 
científico para o caso (art. 145,CPC) e tenha inscrição no órgão de classe correspondente 
(art.145, § 10, CPC). 
 
13.1.2 \u2013 Diante da indicação do Juiz para que o INSS faça perícia, a única 
possibilidade reside na norma do art. 423 c/c art. 146 do CPC que estabelecem, verbis : 
 
 \u201c Art. 146 \u2013 o perito tem o dever de cumprir o ofício, no prazo que lhe assina a 
lei, empregando toda sua diligência; pode, todavia, escusar-se do encargo alegando motivo 
legítimo\u201d 
 
 \u201c Art. 423 \u2013 o perito pode escusar-se (art. 146) ou ser recusado por 
impedimento ou suspeição (art. 138, III) ao aceitar a escusa ou julgar a impugnação, o Juiz 
nomeará novo perito\u201d. 
 
13.1.3 \u2013 Nesse sentido, caberá à Gerência ou à Procuradoria locais apontarem o 
motivo legítimo (sobrecarga dos peritos nas causas do INSS ou outros porventura 
existentes), para a escusa do perito. 
 
13.1.4 \u2013 As Gerências-Executivas que receberem essas solicitações devem 
encaminhar à Procuradoria da Previdência Social que lhes assiste, para que a PPS 
esclareça ao Juiz que aqueles servidores não podem ser compelidos pelo Instituto, em 
razão do cargo que ocupam, ao desempenho de tarefas não constantes das suas 
atribuições funcionais estranhas ao interesse do Instituto. 
 
13.1.5 \u2013 Nenhuma objeção poderá ser feita à nomeação que o Juiz fizer ao 
profissional autônomo médico, que seja também servidor do INSS, para atuar como perito 
nessas causas, na forma disposta no Código de Processo Civil. 
 
Obs: Extraídos do despacho DCBEN n.º 393/2000 e despacho DCBEN n.º 62/2001, 
contidos no Memorando-Circular INSS/DIRBEN N.º 027 de 20 de fevereiro de 2001. 
 
14 \u2013 BALANCETE MENSAL DE DESEMPENHO (BMD2) e BOLETINS DE PRODUÇÃO 
 
14.1 \u2013 O Balancete Mensal de Desempenho (BMD2) é um instrumento gerencial para 
permitir o acompanhamento e avaliação de desempenho das unidades do seguro social. 
 
14.2 \u2013 O BMD2 tem como principais objetivos: 
 
a) incorporar indicadores de correção e produtividade; 
 
b) modernizar rotinas operacionais; 
 
c) facilitar tomada de decisões; 
 
d) fixar normas e padrões de acompanhamento e correção; 
 
e) apontar necessidade de auditoria e treinamento do corpo funcional; 
 
f) incentivar o cumprimento da política de qualidade e produtividade. 
 
14.3 \u2013 A obtenção dos dados que permitirão atingir os objetivos do BMD2 é feita 
utilizando-se Indicadores de Concessão, de Manutenção e de Perícia Médica conforme 
Manual do BMD2. 
 
15 \u2013 SISTEMA PRISMA/SUB PERÍCIA MÉDICA 
 
15.1 \u2013 O Projeto de Regionalização de Informações e Sistemas (PRISMA/SUB) é um 
sistema que se destina aos servidores da Previdência Social para utilização em suas 
unidades de atendimento para